sexta-feira, 14 de julho de 2017

Plataforma de livros eletrônicos E-volution Acesso total



Acesso TOTAL à base E-volution (coleções completas de Saúde, Exatas e Humanas), acessíveis a toda a comunidade UFCSPA.



*Para ter acesso remoto o cadastro deverá ser feito na UFCSPA.


https://www.evolution.com.br/

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Cientistas analisam mecanismos genéticos da cárie em crianças

A digestão dos alimentos começa com a mastigação e a ação da saliva. Além de facilitar a digestão, a saliva tem em sua composição substâncias antimicrobianas que agem no combate a microrganismos que podem causar doenças na boca, entre elas a cárie. Um estudo brasileiro recém-publicado pela revista científica Caries Research analisou a associação do polimorfismo genético na betadefensina e no microRNA 202 com a variação dos níveis do antimicrobiano e o aparecimento da cárie. O título está disponível no acervo do Portal de Periódicos da CAPES.

A betadefensina é um peptídeo antimicrobiano produzido a partir de informações transmitidas pelos microRNAs associados ao gene que dá origem ao peptídeo. O microRNA constitui uma classe de RNA não recombinante com papel fundamental na regulação da expressão gênica. “É o primeiro artigo em Odontologia a estudar o polimorfismo genético em microRNA”, disse a pesquisadora Erika Calvano Küchler em entrevista à Agência FAPESP. 

“A cárie é uma doença multifatorial complexa e que podemos prevenir. Nosso interesse neste trabalho foi tentar entender quais seriam os mecanismos moleculares, principalmente aqueles de origem genética, envolvidos no aparecimento da cárie em crianças”, detalhou Küchler. 

“Nosso trabalho consistiu em duas partes. A primeira visou replicar os estudos entre o gene da betadefensina e a suscetibilidade à cárie na população brasileira, para verificar se obteríamos os mesmos resultados. A segunda parte deu um passo adiante, ao fazer uma análise para detectar a associação ou não entre polimorfismo no microRNA 202 e a suscetibilidade ao desenvolvimento da cárie”, relatou a cientista.

Os níveis salivares dos peptídeos de betadefensina foram coletados em amostras de saliva de 168 crianças, entre dois e 12 anos, da pré-escola e do ensino fundamental no Rio de Janeiro. A pesquisa consistiu ainda na realização de um questionário comportamental para detectar, por exemplo, o número de escovações diárias, quais crianças escovavam os dentes antes de dormir, quais usavam fio dental e quais ingeriam doces entre as refeições. 

Por fim, foi feita uma análise multifatorial que levou em conta os resultados genotípicos de DEFB1 e do microRNA 202, os níveis de betadefensina na saliva e os critérios de avaliação comportamental das crianças. “No futuro, quando identificarmos o conjunto de genes associados ao aparecimento da cárie, será possível detectar bem cedo quais crianças têm maior predisposição ao desenvolvimento de cárie e iniciar tratamento de prevenção”, analisa Küchler.

Para o desenvolvimento da investigação, Erika Küchler confirma a necessidade de uma ferramenta como a biblioteca virtual da CAPES: “utilizo com frequência o Portal de Periódicos e sempre recomendo aos meus alunos. Esse trabalho é parte da tese de doutorado da Andrea Lips (primeira autora da pesquisa) e o Portal foi utilizado tanto por mim quanto por ela durante a pesquisa bibliográfica do estudo”.

Küchler complementa: “Fui bolsista da CAPES nos períodos de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Além disso, muitos dos meus alunos são ou foram bolsistas também. O apoio da CAPES é imprescindível para a formação de pesquisadores e para o avanço da pesquisa brasileira”.

O artigo científico Genetic Polymorphisms in DEFB1 and miRNA202 Are Involved in Salivary Human β-Defensin 1 Levels and Caries Experience in Children está disponível em texto completo para os usuários do Portal de Periódicos da CAPES. Para localizá-lo, acesse a publicação Caries Research, por meio da opção Buscar periódico.

O título é focado exclusivamente na pesquisa da cárie, com estudos epidemiológicos, clínicos e laboratoriais. A ampla cobertura da pesquisa inovadora em cáries dentárias deu à revista científica uma notável reputação internacional como fonte para cientistas básicos e clínicos envolvidos em compreensão, investigação e prevenção de doenças dentárias.

Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição.

Com informações da Agência Fapesp

Alice Oliveira dos Santos

Fonte: Portal CAPES. 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Horário da Biblioteca no período de férias acadêmicas

A Biblioteca reduzirá seu horário de expediente no período de férias acadêmicas (10 a 29/07). 
De segunda a sexta-feira das 7h30 às 19h. 
Não abrirá aos sábados.


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Funcionamento da Biblioteca





A Biblioteca da UFCSPA funcionará hoje, 30/06, somente até às 17h.
Motivo: adesão dos servidores à Greve Geral contra as reformas trabalhista e previdenciária.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ministério da Saúde lança campanha para incentivar doação regular de sangue

Atualmente, 1,8% da população brasileira doa sangue. A Campanha tem como objetivo reafirmar a importância do ato e incentivar novos voluntários

Reforçar a importância da doação, sensibilizar novos voluntários e fidelizar doadores existentes são os objetivos da Campanha Nacional de Doação de Sangue de 2017. Com o Slogan “Doe Sangue regularmente e ajude a quem precisa”, a campanha foi lançada nesta quarta-feira (14), Dia Mundial do Doador de Sangue. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participou da solenidade realizada no Hemocentro de Brasília (FHB). 

“Uma das prioridades do Ministério da Saúde é manter os estoques de sangue abastecidos. Uma doação pode beneficiar até quatro pessoas”, destacou o ministro, nesta quarta-feira, durante sua participação no evento. “Faremos uma ampla campanha para estimular a doação de sangue. O objetivo é mobilizar a sociedade e ampliar o número de doadores no Brasil”, acrescentou Ricardo Barros.



No Brasil, cerca de 3,5 milhões de pessoas realizam transfusão de sangue. Ao todo, existem no país 27 hemocentros coordenadores e 500 serviços de coleta. Atualmente, 1,8% da população brasileira doa sangue. Embora o percentual fique dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) - de pelo menos 1% da população - o Ministério da Saúde tem trabalhado para aumentar a taxa. 

“O sangue é insubstituível. Ainda não existe nenhum tipo de medicamento que possa substituir o sangue. E quem precisa, só consegue graças à generosidade de quem doa. O importante é doar regularmente, pois com o frio e a seca, a tendência é diminuir os estoques”, explicou o coordenador da área de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Vormittag.

A expectativa para este ano é reforçar a importância dessa atitude. Para isso, a campanha, que começa a ser veiculada a partir desta quarta-feira (14), contará com jingle, vídeo e peças para redes sociais, além da distribuição de material gráfico nos estabelecimentos de saúde de todo país. 

“A campanha publicitária é de grande relevância, pois é preciso lembrar que sempre há uma vida para salvar. Nestes 27 anos que frequento o hemocentro tenho sido recebido com sorriso. O acolhimento é muito gratificante para quem doa um minutinho do seu tempo para salvar alguém”, disse o doador brasiliense Hélio Fonseca, que acumula mais de cem doações no hemocentro. 

BAIXA NOS ESTOQUES - No mês de junho, o Ministério da Saúde vem identificando uma modificação da rotina dos doadores de sangue, em decorrência das proximidades com as férias escolares, dos feriados de São João e mudança de estação. Tudo isso tem ocasionado uma baixa nos estoques de sangue no Brasil. A campanha visa uma mudança desse cenário, incentivado e fortalecendo a doação de sangue no país.

O perfil dos doadores de sangue se mantém estável ao longo dos últimos anos. Do total de doadores, 60% são do sexo masculino e 40% do sexo feminino. O maior percentual está na faixa etária a partir dos 29 anos, com 58% do total dos doadores, enquanto as pessoas de 16 a 29 anos representam 42%. 

CONDIÇÕES PARA DOAR - No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores de 18 anos é necessário o consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. Além disso, é preciso pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum. No dia, é imprescindível levar documento de identidade com foto. 

A frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres. 

A doação é 100% voluntária e beneficia qualquer pessoa, independente de parentesco com o doador. É importante lembrar que o sangue é essencial para os atendimentos de urgência, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como a Doença Falciforme e a Talassemia, além de doenças oncológicas variadas que, frequentemente, necessitam de transfusão. 

REFERÊNCIA - O Brasil é referência em doação de sangue na América Latina, Caribe e África. Desde 2009, a experiência brasileira é utilizada em cooperações técnicas com mais de 10 países para o fortalecimento e desenvolvimento da promoção da doação voluntária de sangue, qualificação da atenção integral à pessoa com Doença Falciforme e aperfeiçoamento da produção de hemocomponentes. Honduras, El Salvador e República Dominicana são exemplos de parceiros em projetos para o fortalecimento da doação voluntária de sangue. 

Em 2016, o Ministério da Saúde, investiu mais de R$ 1 bilhão na rede de sangue e hemoderivados (hemorrede). Os recursos foram destinados ao fortalecimento da rede nacional do SUS para a modernização das unidades, qualificação dos profissionais e processos de produção da Hemorrede, além do fornecimento de medicamentos de alto custo a pacientes. Os investimentos incluem ainda a qualificação dos programas de atenção integral à pessoa com Doença Falciforme e aperfeiçoamento da produção de hemocomponentes.

Por Rebeca Valois, da Agência Saúde 
Atendimento à imprensa
(61) 3315-3580 / 2351 

Fonte: Portal da Saúde.

Preocupação pode fazer bem à saúde

Um pouco de preocupação pode fazer muito bem à saúde. É o que afirma um estudo da Universidade da Califórnia publicado no volume 11 (edição de abril/2017) da revista científica Social and Personality Psychology Compass. Os resultados completos levantados pelos cientistas Kate Sweeny e Michael Dooley estão disponíveis para os usuários do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Segundo o estudo, a preocupação é uma experiência emocional aversiva que surge ao lado de pensamentos repetitivos e desagradáveis sobre o futuro. No artigo, os autores argumentam que, embora os níveis extremos estejam associados a doenças físicas e até mentais, o sentimento pode ter efeito positivo.

Os pesquisadores indicam que a preocupação serve como um “amortecedor emocional” contra imprevistos e, além disso, pode motivar as pessoas a serem mais proativas e saudáveis. Isso ocorre porque indivíduos que estão constantemente preocupados se engajam em solucionar os problemas e, consequentemente, obtêm maior sucesso, podendo apresentar, inclusive, melhor performance nos estudos e em questões relacionadas ao trabalho.

"Mesmo em circunstâncias em que os esforços para evitar resultados indesejáveis são fúteis, a preocupação pode motivar ações proativas para reunir um conjunto de respostas prontas no caso de más notícias", explica Kate Sweeny em entrevista ao Science Daily. "Neste caso, preocupar-se compensa, porque é um meio de pensar sempre no ‘plano B’", complementa a autora.

Ainda de acordo com Sweeny, com a preocupação as pessoas se preparam para o pior e, com uma perspectiva pessimista para mitigar a decepção potencial, têm a emoção ampliada quando a notícia é boa. "Os níveis extremos de preocupação são prejudiciais para a saúde. Não pretendo defender a preocupação excessiva, mas espero proporcionar segurança para quem se sente constantemente dessa forma. Planejamento e ação preventiva não são ruins. Preocupação na medida certa é muito melhor do que não se preocupar com nada", ressalta a pesquisadora.
Capa do Social and Personality Psychology Compass (Imagem: Wiley Online Library)

Intitulado The surprising upsides of worry, o estudo está disponível* na revista científica Social and Personality Psychology Compass. Os usuários que tiverem interesse em ler o artigo completo podem localizá-lo no Portal de Periódicos na opção Buscar assunto (inserindo o título da pesquisa) ou por meio do campo Buscar periódico, acessando diretamente a publicação.


O título editado pela Wiley Online Library busca encorajar os autores da área a apresentar uma visão única dos tópicos de pesquisa que compõem a disciplina. A revista científica é baseada no reconhecimento da necessidade de dar continuidade à apreciação da relação simbiótica entre psicologia social e psicologia da personalidade. Para cumprir esse papel, o periódico publica mais de 100 novos artigos por ano.

Alice Oliveira dos Santos

Fonte: Portal CAPES.