terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ferramenta Mendeley foi foco de atividade no último dia 10 de novembro




A Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo promoveu, no último dia 10/11, a capacitação "Gerenciando Referências com o Mendeley". Na ocasião foram demonstradas as funcionalidades da ferramenta para alunos de graduação, pós-graduação e professores da Universidade.
A  atividade faz parte do projeto "Programa de Capacitação em Pesquisa, Organização e Uso da Informação Científica em Saúde" que está sendo preparado em módulos para ser implantado como serviço permanente da Biblioteca no próximo ano. 

Fique atento às nossas futuras divulgações!



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Programa de Capacitação: Gerenciando Referências com o Mendeley


Bancos de armazenamento de cordão umbilical têm 23.850 unidades preservadas

Rico em células-tronco, cordão umbilical pode ser armazenado e doado a pacientes que necessitam de transplante de medula óssea

Você sabia que mais de 80 doenças podem ser tratadas por meio do transplante de células-tronco presentes no cordão umbilical de recém-nascidos?
Isso porque o sangue de sua estrutura, rico em células-tronco hematopoéticas, pode ser coletado após o nascimento do bebê e armazenado para ser doado a pacientes que necessitam de transplante de medula óssea. O procedimento acontece de forma indolor e segura.
Segundo a pediatra e neonatologista Marily Soriano, do Hospital Santa Luzia, em Brasília, "o transplante de medula óssea é indicado como tratamento de diversas doenças, como leucemias, linfomas, anemias graves, anemias congênitas, hemoglobinopatias, imunodeficiências congênitas e mieloma múltiplo".
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), até setembro de 2017, foram preservados 23.850 unidades de cordão umbilical nos bancos públicos do País e 186 unidades utilizadas em transplantes.
Os bancos de sangue de cordão umbilical são os responsáveis pela obtenção, realização de exames, processamento, armazenamento e fornecimento de células-tronco hematopoéticas de sangue de cordão umbilical. O uso terapêutico desse material segue critérios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo a Anvisa, existem 13 bancos públicos e 19 bancos privados em atividade no País. Entre 2013 e 2016, observou-se a tendência de diminuição no número de unidades coletadas e armazenadas pelos bancos. A queda nas coletas foi de 48% para o setor privado e em torno de 30% para o setor público.
Como aderir
O Inca informa que os bancos da rede pública, unidos na chamada “Rede BrasilCord”, atuam em maternidades previamente selecionadas, nas quais, por meio de protocolo uniformizado, as gestantes são abordadas nos ambulatórios de pré-natal e no pré-parto.
A elas são aplicados formulários que apresentam informações pessoais, da gestação do parto e do recém-nascido e um termo de consentimento informado.
Essas gestantes são orientadas sobre a importância da doação do sangue do cordão umbilical por profissionais treinados pelos bancos. Também recebem informações sobre a segurança da doação para elas e para o bebê e são checados os exames realizados no pré-natal, a evolução da gestação e os fatores de risco.

Os centros de saúde que realizam o procedimento e compõem a Rede Brasil Cord são: o Inca, no Rio de Janeiro; os Hospitais Albert Eisntein e Sírio Libanês, em São Paulo; além dos hemocentros de Campinas, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Recife, Brasília, Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis.
Fonte: Governo do Brasil, com informações da Anvisa e Inca.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Profissionais de genética encontram conteúdo especializado no Portal de Periódicos

A genética é uma categoria das Ciências Biológicas com vasto campo de atuação. O especialista da área pode tratar de segmentos ligados aos reinos animal, vegetal e humano, com abordagem de tópicos como genética do desenvolvimento, de microrganismos, molecular, de populações, evolucional, engenharia genética, aconselhamento genético, entre outros. O Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) disponibiliza um rol de conteúdos com a temática, incluindo a base de dados da Genetics Society of America (GSA). 

De acordo com um levantamento realizado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o Brasil apresentou nos últimos anos um déficit na quantidade de geneticistas, registrando em média um profissional por 1,25 milhão de brasileiros. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que haja um geneticista para cada 100 mil habitantes. A Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM) confirma a tendência: segundo a entidade, essa é a especialidade com menos médicos com título dentre 53 especialidades avaliadas.

O fomento a pesquisas da área tem se mostrado imprescindível. Com os avanços da tecnologia, é possível, por exemplo, mapear os genes humanos e detectar doenças muito antes que elas se manifestem – entre outras intercorrências que podem ser evitadas ou controladas. A plataforma da GSA contribui com essa necessidade, por meio da revista científica Genetics. O periódico publica pesquisas originais de alta qualidade, que apresentam novos achados sobre genética e genômica, além de estudos empíricos de organismos que vão desde micróbios a humanos, bem como trabalhos teóricos.
Capa da edição de outubro (Imagem: GSA)
Genetics é uma publicação revisada e editada por pares, com alcance internacional e crescente visibilidade e impacto. Os usuários encontram no título vários tipos de conteúdo, como comentários, questões atuais de interesse para os geneticistas, perspectivas históricas e material para introduzir a literatura primária em sala de aula, além de coleções temáticas, com perspectivas de seleção genômica, populações multiparentais, genética do sexo e outras.

A edição de outubro já está disponível* para a comunidade acadêmica e científica que acessa o Portal de Periódicos – os usuários encontram em texto completo todos os volumes com período de cobertura a partir de 1916. O acesso à revista científica pode ser feito a partir da opção Buscar base, via plataforma Highwire Press ou diretamente na caixa de pesquisa Buscar periódico.

*Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição.
Alice Oliveira dos Santos

Fonte:  Portal CAPES

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Biblioteca estará fechada sábado


A Biblioteca estará fechada no próximo dia 28 de outubro (sábado) em virtude do ponto facultativo alusivo ao dia do Servidor Público.
Programe com antecedência seus empréstimos e renovações!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Atuação do fisioterapeuta esportivo ganha destaque no Brasil

Com o passar dos anos e o aumento do número de patologias relacionadas ao sedentarismo, os brasileiros têm buscado cada vez mais a prática de atividades esportivas para aumentar a qualidade de vida. Várias categorias das Ciências da Saúde se encaixam nesse quadro, como Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Visando os profissionais que atuam nas áreas relacionadas, o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) contempla em seu acervo o título Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT).

Dados divulgados pelo Ministério do Esporte em 2016 relatam que 54% da população brasileira pratica algum tipo de atividade física ou esportes regularmente. Com isso o fisioterapeuta esportivo ganha espaço, por ser um profissional capaz de avaliar, identificar e prevenir disfunções relacionadas ao risco de lesão. No Brasil, mais de 500 profissionais recebem o título de especialista em fisioterapia esportiva, reconhecido pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (SONAFE Brasil).

Segundo o COFFITO existem hoje mais de 260 mil profissionais registrados, entre fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Diante dos registros, a tendência é que a produção científica nacional cresça e que os profissionais estejam cada vez mais qualificados para atender a demanda.

Editado pela American Physical Therapy Association, o JOSPT tem um forte papel nesse sentindo, atuando como referencial bibliográfico especializado. A publicação abriga conteúdo cientificamente rigoroso e clinicamente relevante para fisioterapeutas e outros profissionais na comunidade de saúde para promover boas práticas relacionadas ao esporte em todo o mundo. Para este fim, o periódico apresenta pesquisa recente baseada em evidências e casos clínicos de saúde musculosquelética, lesões e reabilitação, incluindo Fisioterapia, Ortopedia, Medicina Esportiva e Biomecânica.

O conteúdo assinado pela CAPES para a comunidade acadêmica varia desde o início da produção da revista científica, em 1979, até a edição atual – outubro/2017. O volume mais recente trata com ênfase de crianças e adolescentes, com 16 artigos que abordam condições muscoesqueléticas, dor lombar, desenvolvimento psicomotor, hipermobilidade articular sistêmica, entre outros tópicos. As edições estão disponíveis¹ em texto completo.

Com um fator de impacto de 2.825, o JOSPT está entre as revistas científicas de Fisioterapia de maior classificação no Journal Citation Reports² (JCR 2016) – Science Edition, da Clarivate Analytics. Ele é o oitavo dos 65 periódicos na categoria de Reabilitação; o 12º de 75 títulos em Ortopedia; e novamente o 12º de 81 publicações em Ciências do Esporte. 

Para acessar o conteúdo, entre na opção Buscar periódico do Portal.

¹Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição.
²Pesquisa realizada no JCR em 02/10/2017

Alice Oliveira dos Santos

Fonte: Portal CAPES.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Acesso CAFe e Meu espaço: dois serviços diferentes disponíveis para os usuários do Portal de Periódicos

Com o objetivo de melhorar a visualização de áreas importantes da biblioteca virtual da CAPES, a Coordenação-Geral do Portal de Periódicos implementou uma melhoria no design da página principal.
A novidade que está no ar desde março desse ano é que o “Acesso CAFe” e o “Meu Espaço” não aparecem mais na mesma área. Os links foram separados e os usuários têm acesso a cada campo de forma individual, ambos dispostos no menu superior da home.
Saiba qual é a finalidade de cada serviço:


Acesso CAFe
A Comunidade Acadêmica Federada (CAFe) é um serviço de responsabilidade da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) que permite o acesso remoto – “Acesso CAFe” – ao acervo do Portal de Periódicos. Por meio desse recurso, o usuário pode acessar os conteúdos assinados pela CAPES de qualquer lugar e a qualquer hora, basta estar conectado à internet.
O serviço apresenta a grande vantagem de não sobrecarregar a rede da instituição. Isso porque a tecnologia da CAFe realiza a identificação do vínculo institucional do usuário, utilizando qualquer rede de internet disponível.
Cada instituição de ensino e pesquisa é responsável pela adesão e implementação do serviço junto à RNP, bem como pela liberação do acesso aos seus usuários. Assim, as dúvidas e os problemas relacionados ao “Acesso CAFe” e a outros tipos de acesso remoto que a instituição disponibiliza devem ser esclarecidos na biblioteca ou no setor de TI da instituição à qual o usuário está vinculado.
Acesse aqui mais informações sobre a CAFe.

Meu espaço
O “Meu espaço” é uma área administrada pela equipe do Portal de Periódicos e oferece vários recursos, que permitem ao pesquisador montar seus próprios conjuntos de busca, salvar e criar alertas de pesquisas já realizadas no acervo do Portal e guardar seus artigos, periódicos e bases de dados preferidos em um espaço virtual permanente.
O cadastro no “Meu espaço” é opcional e sem vínculo ao “Acesso CAFe", tendo login e senha diferentes para cada serviço. Os usuários registrados no “Meu espaço” recebem o Boletim Eletrônico do Portal de Periódicos e podem se inscrever nos treinamentos online, além de ter acesso ao certificado digital da capacitação.
É importante destacar que o cadastro no “Meu espaço” não interfere no tipo de acesso realizado ao Portal de Periódicos, ou seja, o usuário pode acessar a biblioteca virtual independente de possuir login e senha nessa área.
Para esclarecimento de dúvidas sobre o “Meu Espaço”, o Portal de Periódicos disponibiliza como canal de atendimento ao usuário o e-mail periodicos@capes.gov.br.

Fonte: Portal CAPES. 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Vacina contra HPV previne vários tipos de câncer

Uma série de fatores pode levar as mulheres a ter câncer do colo do útero ou os homens, de pênis. Mas na maioria dos casos, essas doenças são provocadas pelo HPV (vírus do papiloma humano). A infecção provocada pelo vírus ataca, especialmente, as mucosas oral, genital e anal. O HPV também está relacionado com cânceres de boca, garganta e ânus.
O que muita gente não sabe é que a vacina contra o HPV é ofertada no SUS é extremamente eficaz na prevenção desses tumores. Ela está disponível nas mais de 36 mil salas de vacinação a meninos na faixa etária de 11 a 14 anos e meninas de 9 a 14 anos. “Nós precisamos que meninos e meninas recebam essa vacina. Porque assim eles estarão evitando essas doenças, que estão cada vez mais presentes entre os jovens”, alerta a coordenadora de Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.
 O esquema vacinal deve ser de duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Esse espaço de tempo entre as doses é fundamental para a produção de anticorpos, que é o que vai gerar a proteção contra o vírus. Carla Domingues explica que quanto maior o intervalo entre as doses, menor será a eficácia. Por isso, “deve-se respeitar esse esquema, para que os jovens tenham maior chance de produzir anticorpos, não devendo ultrapassar de até 15 meses o intervalo entre as doses. Caso o esquema esteja atrasado, mesmo assim não deixe de tomar a vacina. Não há necessidade de se iniciar novamente o esquema vacinal”, destaca a coordenadora.

Câncer do colo do útero
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 16,3 mil novos casos de câncer do colo do útero em 2016. Em 2015, foram 5,4 mil mortes. “A vacina HPV tem uma eficácia elevadíssima, com uma proteção de 98%. Se essas meninas passarem a se vacinar agora, esta geração estará praticamente livre dessa doença mais pra frente”, avalia Domingues.
A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 80% do público-alvo, o que garante proteção inclusive para quem não está no grupo prioritário para a vacinação. Isso é o que se chama de imunidade de grupo.
“Esta vacinação mudará o cenário trágico da ocorrência do câncer no nosso país. Quase todas as meninas de hoje não terão câncer do colo do útero e de vulva e os meninos não terão câncer de pênis quando se tornarem adultos. Adolescentes de ambos os sexos também estarão protegidos dos cânceres garganta e ânus, além das verrugas genitais, o que será um enorme ganho na qualidade de vida da nossa população”, esclarece a coordenadora.
Para os meninos, a estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. Os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV.
Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais; e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da OMS indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do vírus, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18. Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 265 mil mulheres morrem devido à doença em todo o mundo, anualmente. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima 16 mil novos casos.

Prevenção
O governo federal, por meio do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, oferta a vacina contra o HPV gratuitamente. O público-alvo deve procurar uma das 36 mil salas de vacina espalhadas por todo Brasil para se vacinar.

A definição da faixa-etária para a imunização contra o HPV foi escolhida com base em pesquisas que apontam que nessa idade a produção de anticorpos é muito elevada, duas vezes mais se comparado com a população adulta. Isso aumenta a proteção da doença e a efetividade do programa de vacinação. A vacina previne a infecção pelos subtipos 6, 11, 16 e 18. Ela não tem efeito de cura. Portanto, o ideal é que a vacina seja administrada antes de uma possível exposição ao HPV. “Nós precisamos fazer com que mães, pais e responsáveis tenham consciência da importância da vacinação do mesmo jeito que eles têm com as vacinas de sarampo, coqueluche, para que no futuro tenhamos êxito”, alerta Carla Domingues.

Ampliação temporária
Em alguns municípios a procura da vacina foi pequena, mesmo com toda a divulgação da importância de proteger o público alvo definido pelo Ministério da Saúde. Por isso, cidades onde há vacinas em estoque, com prazo de validade até março de 2018, poderão aplicar as doses em homens e mulheres entre 15 e 26 anos. A medida tem caráter temporário, visando evitar o desperdício da vacina e abrange apenas esses municípios que ainda tem esse estoque a vencer. Foi o caso da Tamires Cunha de 20 anos, estudante de direito, que tomou essa medida de prevenção. “Procurei o posto de saúde que estava com a vacina disponível e tomei”, conta a estudante.
No caso da estudante é que está fora da faixa recomenda pelo Ministério, ela tomará três doses, com intervalos de dois meses e seis meses da primeira, para que a vacina tenha eficácia. “Hoje em dia, qualquer forma para que eu posso me prevenir, eu vou me prevenir”, destaca Cunha.

Luíza Tiné, para o Blog da Saúde

Fonte: Portal da Saúde.

28 de setembro - Dia Mundial de Luta contra a Raiva

A raiva é uma doença transmitida para humanos e pode matar. Vacinando anualmente cães e gatos, você pode evitar essa doença.

28 de setembro é Dia Mundial de luta contra a Raiva. A data marca a importância de conscientizar as pessoas sobre a prevenção da doença, que pode ser transmitida para qualquer mamífero – animal e humano. No Brasil, a raiva é mais conhecida por quem tem animal de estimação, por conta da vacinação.


Esta medida é fundamental para o controle da doença no país. “A raiva transmitida por animais domésticos está bastante controlada no Brasil. As pessoas costumam vacinar seus bichos”, explica o coordenador de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Sérgio Nishioka.

Mas é importante ficar alerta porque a raiva é altamente letal. A transmissão se dá normalmente pela mordida de animais infectados. Mas também existe a possibilidade de se contrair a doença pelo contato da saliva do animal raivoso diretamente nos olhos, mucosas ou feridas.

Prevenção
Atualmente, a segurança e a eficácia das vacinas para pessoas e animais são uma das estratégias mais importantes para o controle da raiva. Por isso, animais domésticos devem ser vacinados anualmente contra a doença. Também é importante evitar aproximação de cães e gatos sem donos, não mexer ou tocar neles, sobretudo quando eles estiverem se alimentando ou dormindo. Além disso, nunca toque em morcegos ou outros animais silvestres diretamente, principalmente quando estiverem caídos no chão ou encontrados em situações não habituais.

Contudo, se você for agredido por um animal, lave o ferimento abundantemente com água e sabão e passe um antisséptico. Mas isso não é o suficiente. É fundamental procurar assistência médica e informar detalhes do acidente ao profissional de saúde, se o animal tem dono, o local do acidente, entre outros.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacina e soro antirrábico, que serão prescritos pelo médico ou enfermeiro de acordo com cada caso. Esse tratamento deve ser seguido até o fim. O animal deve ficar em observação por 10 dias, se possível, para identificação manifestação de raiva ou morte.

“A vacina só é dada em casos de pessoas gravemente infectadas ou em casos particulares, como para profissionais que têm contato com um animal raivoso, para pessoas que trabalham, por exemplo, em laboratórios e que podem então adquirir a raiva por atividades ocupacionais, como os veterinários”, explica o Nishioka. Apesar de a doença ser 100% evitável, ainda hoje, milhares de pessoas morrem da doença a cada dia em todo o mundo. Em 2017, foram registrados 3 óbitos de pessoas por raiva no Brasil. Todos relacionados à transmissão por morcego.

Sintomas
O período entre o acidente com o animal e o aparecimento dos sintomas é extremamente variável. Pode ser de alguns dias a até anos, com uma média de 45 dias, no homem, e de 10 dias a 2 meses, no cão. Em crianças, existe tendência para um período de incubação menor que no adulto.

Os sintomas são parecidos com os da gripe, incluindo fraqueza geral, desconforto, febre ou dor de cabeça. Mas à medida que a doença avança, ocorrem alucinações, espasmos musculares involuntários e paralisia leve ou parcial, que pode levar à pessoa a morte. “Existem alguns casos de pacientes em que houve sobrevida, mas sempre com sequelas neurológicas graves”, ressalta Nishioka.

Vacina para animais
O Ministério da Saúde oferece para estados vacinas para cães e gatos. “Distribuímos a vacina a animais porque é reconhecido que a proteção desses animais domésticos previne a transmissão da raiva em humanos”, explica o coordenador. “Destaco que mesmo que a pessoa seja mordida por um bicho vacinado, isso não muda a conduta da pessoa procurar uma unidade de saúde para avaliar se é necessária a proteção da vacina humana”, completa.

A estratégia de realização de campanhas de vacinação de cães e gatos contra raiva é definida pelas secretarias de saúde de estados e municípios. Ou seja, cada município define a própria estratégia de vacinação. “O Ministério da Saúde faz a compra desses insumos e distribui, mas a coordenação das campanhas é descentralizada. O ideal é que a vacinação ocorra todo ano", destaca.


Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde
Fonte: Portal da Saúde.

Quitosana extraída do camarão pode ser utilizada para identificar resíduos de medicamentos veterinários no leite

O consumo de leite é associado a vários benefícios e considerado essencial para a dieta humana, devido à composição de gordura, proteína, fósforo, cálcio e outros minerais e vitaminas. No entanto, se o alimento não é feito com boas práticas de produção, pode ser uma fonte de contaminantes, como medicamentos veterinários. Para melhorar a verificação de possíveis contaminações do leite, uma equipe do Laboratório de Análise de Compostos Orgânicos e Metais (LACOM), da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), identificou um grande potencial na casca do camarão.
A pesquisa recém-publicada pela revista científica Food Chemistry – disponível* para usuários do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) – possui duas vertentes principais. A primeira é a investigação da contaminação do leite por resíduos de medicamentos veterinários. “A produção de leite é uma das mais importantes e tradicionais atividades econômicas em nosso país, com grande destaque no estado do Rio Grande do Sul”, pontua Ednei Primel, orientador do estudo. 

“No LACOM desenvolvemos métodos analíticos exatos e precisos, capazes de realizar a extração simultânea dos contaminantes em baixos níveis de concentração e que, ao mesmo tempo, atendam alguns dos princípios da Química Analítica Verde – sendo esta a segunda vertente do trabalho. Propomos o uso de material de fonte renovável, a quitosana, que foi produzida a partir de resíduos de camarão da atividade pesqueira no município de Rio Grande (RS)”, detalha Primel. 

Equipe do Laboratório de Análise de Compostos Orgânicos e Metais (Foto: LACOM/FURG)
Segundo os pesquisadores, foi possível comprovar por meio dos resultados obtidos que a quitosana utilizada é um poderoso adsorvente para a etapa de limpeza no método QuEChERS, não causando perdas na recuperação para nenhum dos medicamentos veterinários estudados. “Além disso, a quitosana foi eficiente na remoção de coextrativos da matriz, comprovada pelos baixos valores de efeito matriz (entre ± 10%) e pela redução da turbidez dos extratos para análise de até 95% em valores de NTU. Essa eficiência observada na etapa de limpeza do método gera impacto direto na integridade dos equipamentos utilizados nas análises”, indica Primel. 

Os medicamentos veterinários são utilizados na gestão do gado leiteiro para prevenir doenças e promover o crescimento. No entanto, se as substâncias são incorretamente aplicadas e o tempo de retirada para animais tratados não é observado, resíduos podem ser encontrados em alimentos de origem animal, como o leite. Com o método proposto, foi possível avaliar a presença desses resíduos em amostras de leite de diferentes tipos. Contudo, nenhuma das amostras avaliadas apresentou níveis acima do limite máximo estabelecido pela legislação vigente.

Quitosana de cascas de camarão 
Primel explica que a ação adsorvente da quitosana tem possibilitado diversas aplicações. Na área alimentícia, por exemplo, o aproveitamento é realizado para clarificante em alimentos, inibidor de escurecimento enzimático em sucos de maçã e pera e em batatas, como antioxidante em salsichas e como filme de proteção antimicrobiana em frutas e vegetais. “Também há diversos trabalhos científicos da quitosana sendo utilizada como adsorvente de diferentes contaminantes em água, como metais pesados, moléculas aromáticas e corantes”, conta o cientista da FURG. 

Adicionalmente, a quitosana se tornou um popular suplemento alimentício, principalmente devido a sua capacidade de absorver não somente gordura, mas também ácidos biliares, fosfolipídios, ácido úrico, entre outras biomoléculas. Por isso, é considerada um forte aliado como redutor de peso. “As possibilidades nos fizeram pensar que a quitosana poderia nos auxiliar na limpeza dos extratos para análise cromatográfica, funcionando como um adsorvente de diferentes espécies de coextrativos que podem estar presentes quando se trabalha com leite”, indica Primel. 

Apoio da CAPES
O trabalho Chitosan from shrimp shells: A renewable sorbent applied to the clean-up step of the QuEChERS method in order to determine multi-residues of veterinary drugs in different types of milk foi desenvolvido em uma dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Química Tecnológica e Ambiental (PPGQTA/FURG) e a continuidade da investigação está sendo dada no trabalho de doutorado do mesmo pesquisador, Jean Lucas de Oliveira Arias, com orientação de Ednei Gilberto Primel e co-orientação de Sergiane Souza Caldas.

Jean Lucas Arias foi bolsista de mestrado da CAPES durante o período de 2014 a 2016. “Foi uma ótima experiência, que me possibilitou muito crescimento científico. Pude continuar estudando após me graduar e enriquecendo meu currículo com o diploma de mestre. Com certeza, sem essa contribuição, a realização desse estudo não teria sido possível, pois não teria condições de estudar com dedicação 100%”, relata.

O Portal de Periódicos também tem sido peça-chave para o trabalho do LACOM. “Toda a nossa busca por artigos é realizada através do Portal. O acesso a trabalhos é indispensável para o avanço das pesquisas realizadas. Na área de química, posso dizer que temos acesso aos periódicos que são referência internacionalmente.  A busca de artigos em diferentes bases de dados ao mesmo tempo, englobando um número muito grande de fontes, é um grande diferencial para nós”, conclui Arias.



*Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição.

Alice Oliveira dos Santos

Fonte: Portal CAPES.