quarta-feira, 30 de março de 2011

A dor da rejeição

Estudo indica que o sentimento de rejeição após o fim de um relacionamento amoroso e a dor física ao se machucar ativam as mesmas regiões no cérebro (reprodução)



Agência FAPESP – A dor da rejeição não é apenas uma figura de expressão ou de linguagem, mas algo tão real como a dor física. Segundo uma nova pesquisa, experiências intensas de rejeição social ativam as mesmas áreas no cérebro que atuam na resposta a experiências sensoriais dolorosas.

“Os resultados dão novo sentido à ideia de que a rejeição social ‘machuca’”, disse Ethan Kross, da Universidade de Michigan, que coordenou a pesquisa.

Os resultados do estudo serão publicados esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

“A princípio, derramar uma xícara de café quente em você mesmo ou pensar em uma pessoa com quem experimentou recentemente um rompimento inesperado parece que provocam tipos diferentes de dor, mas nosso estudo mostra que são mais semelhantes do que se pensava”, disse Kross.

Estudos anteriores indicaram que as mesmas regiões no cérebro apoiam os sentimentos emocionalmente estressantes que acompanham a experiência tando da dor física como da rejeição social.
A nova pesquisa destaca que há uma interrelação neural entre esses dois tipos de experiências em áreas do cérebro, uma parte em comum que se torna ativa quando uma pessoa experimenta sensações dolorosas, físicas ou não. Kross e colegas identificaram essas regiões: o córtex somatossensorial e a ínsula dorsal posterior.

Participaram do estudo 40 voluntários que haviam passado por um fim inesperado de relacionamento amoroso nos últimos seis meses e que disseram se sentir rejeitados por causa do ocorrido.
Cada participante completou duas tarefas, uma relacionada à sensação de rejeição e outra com respostas à dor física, enquanto tinham seus cérebros examinados por ressonância magnética funcional.

“Verificamos que fortes sensações induzidas de rejeição social ativam as mesmas regiões cerebrais envolvidas com a sensação de dor física, áreas que são raramente ativadas em estudos de neuroimagens de emoções”, disse Kross.

        O artigo Social rejection shares somatosensory representations with physical pain (doi/10.1073/pnas.1102693108), de Ethan Kross e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1102693108.


Fonte: Agência FAPESP


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Nova área da medicina garante fertilidade após tratamentos de câncer

    Oncofertilidade oferece várias alternativas, como congelamento de espermatozoides ou do tecido ovariano. 

Oncofertilidade é uma nova subespecialidade da medicina que preserva a fertilidade de pacientes que se submetem a quimio ou radioterapia - Glaicon Covre / Agencia RBS

          A oncofertilidade é uma nova subespecialidade da medicina que tem o objetivo de preservar a fertilidade dos pacientes que se submetem a quimio ou radioterapia para tratamento de câncer. Segundo o médico urologista Alberto Stein, a radiação e as drogas utilizadas nestes casos causa danos nas células germinativas, podendo provocar a subfertilidade ou infertilidade, que pode ser transitória ou permanente.
          — O paciente deve ser orientado a respeito antes de se iniciarem as terapias para combater o câncer e quem ainda não tem ou pretende ter mais filhos pode buscar a oncofertilidade — explica.

          De acordo com o médico, a subespecialidade aborda várias alternativas, como o congelamento de espermatozoides, ovócitos e embriões, ou ainda o congelamento do tecido ovariano ou mesmo de parte do ovário da paciente (que é extraído por laparoscopia) e posteriormente é autotransplantado. Os procedimentos são todos rápidos e não retardam o início do tratamento.
          — A procura está cada vez maior, pois os pacientes estão sendo cada vez mais bem orientados pelos médicos que mostrar a chance de cura da doença juntamente com a possibilidade de restabelecer suas vidas com qualidade depois da terapia, inclusive realizando até o desejo de ter filhos — analisa Alberto.
          Conforme o urologista, mesmo para os pacientes que não preservaram a fertilidade antes de tratar o câncer existem técnicas específicas que podem auxiliá-los a ter filhos.


Fonte: BEM-ESTAR, 29/03/2011


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terça-feira, 29 de março de 2011

Transplantes de órgãos esbarram em negativa de famílias


Estudo do MP aponta dificuldade de  convencimento como maior obstáculo

     A doação de órgãos para transplantes no Rio Grande do Sul continua a esbarrar num obstáculo emocional: a negativa das famílias traumatizadas com a perda. A dificuldade de sensibilizar os parentes ajuda a explicar o fato de o número de doadores estar caindo, ano após ano.


     Em 2007, foram 13,6 doadores por milhão de habitantes. Já no ano passado, o número baixou para 11,7 por milhão. Mas esse não é o único fator a contribuir para a queda de doações no Estado, que já liderou o ranking (hoje está em sexto lugar).
     Conforme estudo realizado pelo Ministério Público Estadual e pela Fundação de Economia e Estatística, o sistema de transplantes gaúcho esbarra em algumas dificuldades técnicas, como a falta de equipamento de diagnóstico de morte encefálica por parte de alguns hospitais.

     “Vejo uma estabilização nas doações no Rio Grande do Sul, enquanto o número de doadores cresce nos outros Estados. Vamos sugerir providências”, afirma o promotor Francesco Conti, coordenador do Centro de Apoio dos Direitos Humanos e um dos responsáveis pela pesquisa.

     Lista de dificuldades será levada à Secretaria da Saúde

     O diagnóstico elaborado pelo MPE será entregue hoje (28/03) ao secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni. O estudo contou com a colaboração da ONG Via Vida, que se dedica aos transplantes.

     O trabalho revela duas aparentes contradições. A primeira é que, apesar de estar caindo o número de doadores no Estado, o de órgãos transplantados aumenta a cada ano. De 275 órgãos e tecidos implantados em 1996, o número pulou para 1.248, em 2005, e subiu para 1.433 no ano passado. A explicação é simples. Bem-azeitada e treinada, a Central de Transplantes realiza um trabalho eficaz, quando é concretizada a doação.
     “Quando conseguimos fazer um bom trabalho de convencimento junto aos familiares dos doadores, obtemos um bom aproveitamento dos órgãos. Talvez seja necessário realizar um trabalho melhor na ponta do sistema, nos hospitais”, avalia a coordenadora da Central de Transplantes, a enfermeira Heloísa Perrenaut Foernges.
     A presidente da ONG Via Vida, a psicóloga Maria Lúcia Elbern acredita que existe muita falha na abordagem:

     “Muitas vezes, a entrevista com os parentes do potencial doador é mal conduzida, com falta de humanização no trato”.
     A segunda curiosidade é que, ao contrário do que ocorre no Estado, no país o número de doadores tem aumentado. A média era de 6,3 por milhão de habitantes (em 2005) e passou para 9,9 por milhão (em 2010). O promotor Francesco Conti diz que, talvez, outras regiões tenham implementado políticas novas nesta área da saúde.


    
Fonte: Zero Hora, 28/03/2011, p. 30 

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sábado, 26 de março de 2011

O Discurso do Rei


      Ganhador do Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor (Tom Hooper), Melhor Ator (Colin Firth), Melhor Roteiro Original (David Seidler), O DISCURSO DO REI (The King's Speech, 2010) é um filme que conta a história verídica do rei Georg VI (Colin Firth), que governou o Reino Unido entre dezembro de 1936 a fevereiro de 1952.
    
      Gago desde os 4 anos, este é um sério problema para um integrante da realiza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. Depois de ter procurado vários médicos sem obter resultados, sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta da fala de método pouco convencional e se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce).




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sexta-feira, 25 de março de 2011

Auxílio continuado em pesquisas sobre o vírus mais conhecido pela ciência

Investimentos em pesquisa, que fizeram do HIV o vírus mais conhecido pela ciência, precisam continuar para que se possa contornar os três principais desafios relacionados à Aids, segundo Esper Kallás, da USP (CDC)

Por Fábio de Castro

O HIV é o vírus mais conhecido pela ciência, como resultado de grandes investimentos em pesquisa nas últimas décadas. Os inúmeros avanços conquistados modificaram muito, para melhor, a realidade dos portadores do vírus. Mas ainda há um longo caminho pela frente para que se possa controlar a epidemia de HIV-Aids.
A conclusão é de Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) que organizou, na semana passada, em São Paulo, o 6º Curso Avançado de Patogênese do HIV, no qual foram discutidos temas como tratamento, desenvolvimento de vacinas e epidemiologia do vírus.

O curso, que trouxe ao Brasil 30 dos principais especialistas em HIV de todo o mundo, integrou as atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT-iii), cuja área de HIV-Aids é coordenada por Kallás.

O Programa INCT foi lançado em dezembro de 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com recursos obtidos em parceria com as fundações de amparo à pesquisa estaduais. A FAPESP financia 50% dos valores destinados aos institutos sediados no Estado de São Paulo.

Segundo Kallás, as apresentações dos especialistas durante o curso mostraram que as descobertas relacionadas a vários aspectos do vírus e da Aids não cessaram nos últimos anos – e melhoraram efetivamente a vida dos pacientes –, mas ainda é preciso avançar.


“Os avanços que tivemos desde a identificação da síndrome da Aids até hoje foram imensos. Mas ainda temos três grandes desafios pela frente. O primeiro é desenvolver uma vacina protetora. O segundo, compreender o mecanismo de degeneração e combater o envelhecimento dos portadores. O terceiro é descobrir como curar o indivíduo. Quando cumprirmos esses três objetivos, poderemos controlar ou eliminar a epidemia”, disse à Agência FAPESP.

De acordo com o cientista, os investimentos na pesquisa sobre o HIV, que sempre foram consideráveis, precisam permanecer no mesmo patamar para que seja possível chegar a esses objetivos.

“O HIV é seguramente o vírus que mais conhecemos hoje em dia e para o qual nós mais tivemos investimentos em pesquisa. Mas é preciso dar continuidade a isso. É importante observar, no entanto, que os recursos investidos na pesquisa sobre Aids não ficam restritos a essa área, mas acabam se replicando para várias outras. Não podemos esquecer que esse tipo de investimento é feito principalmente a longo prazo, na formação de recursos humanos, na disseminação de conhecimento e na capacitação de grupos de pesquisa”, destacou.

A situação dos pacientes atualmente, em comparação com a do início da epidemia na década de 1980, é bastante diferente, segundo Kallás. Mas isso não significa que a doença possa ser encarada com indiferença.

“Naquela época, ser portador da doença tinha um significado ainda mais dramático. Hoje é diferente, mas a doença não pode ser ignorada. Ela ainda tem um impacto muito grande, em termos de saúde pública, de saúde individual e até mesmo no que diz respeito ao custo financeiro. A condição do doente melhorou muito em relação ao que era antes, mas ainda temos muito o que fazer”, afirmou.

Vacinas experimentais

Durante o curso, uma revisão do tema da patogênese do HIV foi apresentada aos estudantes, médicos e outros profissionais participantes. Mas o aspecto principal do curso consistiu em estreitar o contato com os dados recentes das pesquisas realizadas pelos cientistas que apresentaram conferências.

“Tivemos a oportunidade de ver o que está na fronteira do conhecimento da patogenia do HIV tanto em relação à transmissão, como à prevenção, à resposta imune, à virologia e ao tratamento da infecção”, disse Kallás.

Todas essas áreas apresentaram avanços recentes de grande importância. “Na questão da prevenção, por exemplo, tivemos aqui a apresentação dos dados mais recentes relacionados à profilaxia da pré-exposição ao vírus. Na parte de imunologia, tivemos a identificação de novas subpopulações celulares envolvidas na resposta imune”, afirmou.

Já na área de reconhecimento dos aspectos biodegenerativos da infecção pelo HIV, o curso proporcionou discussões sobre senescência celular e marcadores de ativação. Na parte de virologia, foi apresentada a identificação de novos alvos para a ação antirretroviral e mecanismos de defesa celular.

“Tivemos também a discussão de novos dados de diversidade genética do HIV e novos dados de distribuição e transmissão de HIV no Brasil e no mundo. No que se refere ao tratamento, discutimos as novidades de desenvolvimento de novas drogas e debatemos situações especiais como a infecção aguda, ou pessoas que não respondem com a elevação de linfócitos TCD4. O curso teve ainda extensas discussões sobre a questão da resistência”, disse Kallás.


Na área de vacinas, foram apresentados resultados recentes de diversos grupos com vacinas experimentais candidatas para combater a transmissão do HIV. Foram debatidos alguns dos principais gargalos para o avanço científico em imunologia.

“Um dos gargalos é que ainda não temos um marcador de proteção bem definido. Não conseguimos dizer com precisão, com base em um teste específico, se uma pessoa vai ficar protegida ou não. Em segundo lugar, o vírus é muito diverso, muda muito de pessoa para pessoa e até mesmo dentro de um mesmo indivíduo ele possui uma grande diversidade. Uma vacina tem dificuldade de identificar e reconhecer essas variações virais”, disse.

Outro gargalo, ainda segundo Kallás, é que não se sabe exatamente qual é a região do vírus e o tipo de resposta que consegue de fato gerar proteção. “Há várias tentativas, sabemos algumas dessas coisas, mas não sabemos ainda com certeza essa definição. Tivemos avanços que foram apresentados e que permitem entender alguns desses problemas, mas ainda temos um longo caminho pela frente”, disse.

Fonte: Agência FAPESP

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Dia Mundial de Combate à Tuberculose


   Nesta quinta-feira, dia 24 de março, é comemorado o Dia Mundial de Combate a Tuberculose.


   O Dia Mundial da Tuberculose foi lançado, em 1982, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela União Internacional Contra TB e Doenças Pulmonares (International Union Agaist TB and Lung Disease - IUATLD).
   A data foi uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, por Dr. Robert Koch. Este foi um grande passo na luta pelo controle e eliminação da doença que, na época, vitimou grande parcela da população mundial e hoje persiste com 1/3 da população mundial infectada: 8 milhões de doentes e 3 milhões de mortes anuais.
   O Dia Mundial de Combate à Tuberculose não é uma data para comemoração. É sim uma ocasião de mobilização mundial, nacional, estadual e local buscando envolver todos as esferas de governo e setores da sociedade na luta conta esta enfermidade. É o marco fundamental de uma campanha que dura até o fim do ano corrente, fator fundamental para a intensificação das ações de controle da doença.
   A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria chamada “bacilo de Koch”.A transmissão ocorre através do ar. Enfermos não tratados costumam eliminar grande quantidade de bactérias no ar ambiente tossindo, falando ou espirrando. Estes micróbios podem ser inspirados por pessoas saudáveis, levando ao adoecimento.
   Os principais sintomas são tosse (por mais de 15 dias), febre (mais comumente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento e cansaço fácil. Além do pulmão, a doença pode ocorrer em outros órgãos como as meninges (meningite), ossos, rins, etc.

   No Brasil, a Portaria GM/MS Nº 2181, de 21 de novembro de 2001 transformou esta data no início da Semana Nacional de Mobilização e Combate à Tuberculose que vai até o dia 28 de Março. O dia 17 de Novembro também é referenciado para TB como data de mobilização nacional, estadual e local.

Fonte: Ministério da Saúde

Leia mais:

Saúde lança campanha no Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose

Brasil testa um novo exame que promete diagnóstico mais rápido da tuberculose

Brasil reduz casos novos de tuberculose

Artigo: SECRETARIA DE ESTADO DA SAUDE. Divisão de Tuberculose. Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac". Coordenadoria de Controle de Doenças. Mudanças no tratamento da tuberculose. Rev. Saúde Pública [online]. 2010, vol.44, n.1, pp. 197-199. ISSN 0034-8910.

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Moacyr Scliar

  


   
     Amanhã, dia 23 de março, Moacyr Scliar estaria completando 74 anos.


     Falecido no último dia 27 de fevereiro, Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre em 1937 e embora fosse um renomeado escritor, formou-se em medicina em 1963 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


      Especializou-se em saúde pública como médico sanitarista e iniciou seus trabalhos nesta área em 1969.
      Na UFCSPA foi professor da disciplina de medicina e comunidade.   
      No campo literário, Scliar publicou mais de setenta livros, entre crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil e em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupava a cadeira 31 e tendo recebido em anos anteriores, vários prêmios literários como o Jabuti (1988, 1993 e 2009), o Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) (1989) e o Casa de las Américas (1989).


     Além da imigração judaica no Brasil, os temas também abordados em sua obra são o socialismo, a medicina (área de sua formação), a vida de classe média e vários outros assuntos. O autor já teve suas obras  traduzidas para doze idiomas.


    Seu primeiro livro "Histórias de um médico em formação", publicado em 1962 e inspirado nas suas práticas médicas iniciais, foi excluído de sua bibliografia oficial pois o autor o considerava uma obra prematura de um autor que ainda não estava pronto! Dentre as dezenas de livros publicados, na área de saúde e medicina são os seguintes:

- Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1996.


- A paixão transformada: história da medicina na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 312 p.


- Meu filho, o doutor: medicina e judaísmo na história, na literatura e no humor. Porto Alegre: Artmed, 2001. 128 p.


- A face oculta : inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001. 223 p.


- A linguagem médica. São Paulo: Publifolha, 2002. 88 p. 


- Oswaldo Cruz & Carlos Chagas: o nascimento da ciência no Brasil. 2. ed. São Paulo: Odysseus, 2007. 157 p.


- Do mágico ao social: a trajetória da saúde pública. São Paulo: Senac, 2002. 160 p.


- Cenas médicas. Porto Alegre: Artes&Ofícios, 2002. 104 p.


- Saturno nos trópicos: a melancolia européia chega ao Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 2003. 192 p.


- Um olhar sobre a saúde pública. São Paulo, Scipione, 2003.


                

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terça-feira, 22 de março de 2011

Livro orienta médicos a dar notícias difíceis aos pacientes

    O Insituto Nacional do Câncer (INCA) e o Hospital Albert Einstein estão lançando um guia para auxiliar os profissionais da saúde no momento em dar notícias difíceis aos pacientes. A marcante ausência de disucussões no Brasil sobre a temática da "má notícia" já tornaria a leitura desse livro obrigatória.
     O livro "Comunicação de notícias difíceis: compartilhando desafios na atenção à saúde"  pretende evitar que relatos traumáticos de pacientes se repitam e que os médicos sejam preparados a comunicar diagnósticos graves aos pacientes.
     Os 10 mil exemplares serão distribuídos as redes vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas o livro já encontra-se disponível online.


    

sábado, 19 de março de 2011

Dia Internacional da Síndrome de Down

   


    O dia 21 de Março é o Dia Internacional da Síndrome de Down, proposto pela Down Syndrome International , porque esta data prescreve como 21/3 ou (3-21), fazendo alusão à trissomia do 21. A primeira comemoração da data foi em 2006.

     Postamos abaixo, artigo publicado pelo jornal Zero Hora que fala sobre a Síndrome de Down e sobre a comemoração deste dia:

     "Há mais de cinquenta anos, o geneticista francês Jérôme Lejeune descobriu a orígem genética da síndrome de Down. A presença de um terceiro cromossomo no par 21, finalmente esclarecida, foi identificada como causa do que por muito tempo se chamou de “mongolismo”, uma entre as tantas causas possíveis de deficiência intelectual. Se ainda hoje a síndrome de Down é motivo de discriminação, por sua vez ela não faz qualquer distinção em relação às pessoas que nascerão com essa característica genética. Não há, portanto, classe, credo ou cor preferencial para que uma pessoa nasça com síndrome de Down. De tudo o que já foi apurado pela ciência, sabe-se apenas que a idade materna é um elemento que pode ser decisivo, embora haja inúmeros casos que contradigam isto.
    Pelo menos há cerca de trinta anos, principalmente em decorrência dos avanços na medicina, a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down saltou de vinte para quarenta anos. Crianças que nasciam sob o decreto médico de que não andariam ou falariam por seus próprios meios, passaram a andar, a falar e até mesmo a aprender a ler e escrever, naquela que foi a época do apogeu das escolas especiais, movimento pioneiro de pais e mães que recusavam-se a trancafiar e esconder seus filhos no porão das casas, longe de qualquer vida social. Também foi a época em que a Organização Mundial de Saúde recomendou que fosse abandonado em definitivo o termo “mongolismo”.
    Na atualidade, pessoas com síndrome de Down estão vivendo com saúde até os sessenta ou setenta anos. Jovens estão concluindo o ensino médio e até mesmo cursos superiores. Casais estão formando-se. Como cidadãos plenos de direito, vê-se adultos com síndrome de Down trabalhando e tendo vida cada vez mais autônoma. Consequência também do esforço individual e familiar, tudo isto tem sido possível principalmente pelo reconhecimento social de que pessoas com síndrome de Down devem ter todos os seus direitos fundamentais garantidos, para que possam também viver com dignidade em uma sociedade que se pretende democrática e heterogênea.
    Há não mais que quatro anos é comemorado no Brasil o Dia Internacional da Síndrome de Down, marcado no dia 21 de março como forma de reforçar o terceiro cromossomo naquele par de DNA. Comemorar a síndrome de Down pode parecer até estranho num primeiro exame, mas neste caso é o termo preciso, pois felizmente não vivemos mais em uma época em que seja preciso lamentar o nascimento de um filho com a síndrome. Comemorar não nos deixa esquecer tudo o que já foi feito nem tampouco descansar diante do que ainda seja necessário enfrentar."


CARVALHO, Lúcio. Comemorar, ma non troppo. Zero Hora, Porto Alegre, 19 mar. 2011. p.17.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Estudo desfaz associações entre exercício e lesão no joelho

     Pesquisa conclui que exercícios e esportes não causam artose e até protegem a articulação.

MARIANA VERSOLATO, de São Paulo

     Revisão publicada em periódico de prestígio surpreende, mas não há consenso sobre o tema entre  especialistas. 

     Exercícios são bons para quase tudo, mas não para os joelhos --mostram algumas pesquisas e a ala de ortopedia de qualquer hospital.
    Agora, uma revisão de estudos publicada em um periódico científico diz que atividade física não só não prejudica o joelho, mas ajuda a mantê-lo saudável.
    Pesquisadores da Monash University, em Melbourne, Austrália, revisaram 28 estudos sobre atividade física e artrose no joelho --doença degenerativa que provoca o desgaste da cartilagem.
    Ao todo, as pesquisas envolveram 10 mil pessoas, com idades entre 45 e 79 anos, e analisaram os efeitos no joelho de atividades como corrida e futebol. A conclusão surpreendente da revisão saiu no "Medicine & Science in Sports & Exercise".
   A artrose é a lesão do joelho mais comum em idosos, mas problemas mais frequentes em jovens, como ruptura de ligamentos e do menisco, costumam causar esse desgaste no futuro.
   Entre as causas que predispõem o joelho a lesões estão os esportes de alto impacto, principalmente se feitos sem orientação.
   O objetivo do estudo era achar uma resposta mais clara sobre o tema, que gera pesquisas contraditórias. A conclusão dos pesquisadores é que a atividade física não leva à artrose. Ela aumenta o volume da cartilagem, protegendo o joelho.
   Para Ricardo Cury, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho, a revisão é relevante por não haver consenso na literatura. "Esclarece dúvidas e confirma o benefício do exercício."
  Já Arnaldo Hernandez, chefe de Medicina do Esporte e Cirurgia do Joelho do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, critica o fato de a revisão só ter considerado o risco de artrose. "É uma limitação. Outros problemas como tendinites, lesões de menisco e ligamentos acontecem."



BICO-DE-PAPAGAIO

     Outra conclusão é que o bico-de-papagaio, formação óssea anormal causada por esforço, é uma resposta saudável do corpo ao estímulo, e não evidência de artrose.
     Para Cury, esse é um "achado" da revisão. Segundo o ortopedista, essa formação é vista como um dos sinais da presença de artrose.
     "O estudo mostra que essa formação é uma reação adaptativa do corpo e que pode até aumentar a superfície de impacto e distribuir a pressão que o joelho recebe."
    A relação entre exercícios e joelho tem dois lados, diz Cury. "A atividade física pode proteger, ao fortalecer musculatura que envolve a articulação." Mas, acrescenta, também pode provocar lesões, dores e inchaço.
   Alguns exercícios expõem mais o joelho a lesões, caso do legpress. "Mas a mesa extensora é ainda pior. Pode agravar um problema em quem tem predisposição", diz Hernandez.
   Outros tipos perigosos de movimento são o agachamento até o chão, algumas posturas de ioga, o futebol, por causa das trombadas e dos dribles, e a corrida sem orientação técnica.
   Mas, lembra Cury, qualquer atividade física fortalece e traz ganhos para o corpo.


Fonte: Folha de São Paulo, 17 de março de 2011. Saúde, C6


Leia o artigo aqui:


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quarta-feira, 16 de março de 2011

SciELO no topo de ranking mundial

Por Fabrício Marques


Pesquisa FAPESP – A biblioteca eletrônica SciELO Brasil foi classificada em 1º lugar no ranking mundial de portais de acesso aberto Webometrics, divulgado pelo laboratório Cybermetrics, grupo de pesquisa vinculado ao Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha.


Curiosamente, a SciELO Brasil não estava em primeiro lugar em nenhum dos quatro quesitos medidos no ranking: foi 2º tanto no item tamanho quanto no de presença no portal acadêmico Google Scholar, 3º em número de arquivos em formato pdf e 4º em visibilidade, que é a quantidade de links que remetem a páginas do portal. O somatório, contudo, rendeu-lhe a liderança.


“A consistência do SciELO prevaleceu sobre outros competidores”, disse Abel Packer, coordenador da biblioteca. A segunda posição coube ao portal HAL, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França. Coleções SciELO de outros países também saíram-se bem no ranking, caso do Chile (6º lugar) e Cuba (12º). A biblioteca SciELO de Saúde Pública, sediada no Brasil, desponta na 9ª posição. Outro destaque brasileiro é a coleção Brasiliana, da USP, em 24º lugar.


A SciELO Brasil, sigla para Scientific Electronic Library Online, abrange uma coleção selecionada de 221 periódicos brasileiros, publicados em acesso aberto na internet. Criada em 1997, é um programa especial da FAPESP, em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) e com a participação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


Atribui-se à biblioteca um papel importante na qualificação das revistas científicas brasileiras. Para ser admitido e depois se manter na coleção, cada periódico precisa cumprir uma série de exigências rígidas, em relação à qualidade de conteúdo, à originalidade das pesquisas, à regularidade da publicação, à revisão e aprovação por pares das contribuições publicadas e à existência de um comitê editorial de composição pública e heterogênea.


Para Abel Packer, o desempenho da biblioteca no Webometrics mostra o acerto da decisão da FAPESP e da Bireme de investir numa coleção de acesso aberto.


“O Webometrics é uma iniciativa que começa a adquirir relevância, com toda a complexidade que vem junto com metodologia e estratégias de hierarquizar o desempenho na internet. Ele utiliza um método que consegue avaliar produtos e serviços e sistemas que operam em acesso aberto na web, dividindo-os em repositórios e portais”, afirmou.


A conquista do SciELO deu-se na categoria portal. Já na categoria repositório, o primeiro lugar coube ao Social Science Research Network (SSRN). Um destaque brasileiro nesta categoria foi a Biblioteca Digital de Teses da Universidade de São Paulo, classificada em 14º lugar na lista de repositórios.


Criada em 2001, a biblioteca mantém acesso on-line de teses e dissertações defendidas na universidade para consulta ou download. Ainda neste ano, a USP deve alcançar a marca de 100 mil teses e dissertações defendidas, segundo a professora Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, diretora técnica do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP.


De acordo com Sueli, a biblioteca de teses é apenas uma das frentes em que a USP está investindo para reunir sua produção científica e disponibilizá-la. “Estamos discutindo com a comunidade universitária uma política para definir uma conduta única e coesa entre os pesquisadores e, concomitantemente, estamos instalando um repositório institucional para reunir toda a produção da universidade, incluindo artigos científicos dos pesquisadores”, disse.


“No caso dos artigos, há questões de propriedade intelectual envolvidas, pois algumas revistas que os publicam são de acesso fechado e não permitem sua divulgação livre na internet, enquanto outras aceitam o depósito em repositório institucional, mas estabelecem um prazo de embargo até que seja liberado para divulgação livre na rede”, disse.


A proposta é que toda a produção acadêmica da USP seja depositada no repositório, sendo divulgada na medida em que os contratos com as revistas permitirem.


“Em síntese, o que está sendo discutido é a inserção da Universidade de São Paulo no movimento internacional do acesso aberto. Iniciamos com a abertura e acesso a texto completo das teses e dissertações aqui defendidas, depois passamos para as revistas científicas produzidas em diversas instâncias da universidade e, agora, estamos focando as diversas produções docentes e discentes. Obviamente que para a situação das teses/dissertações e revistas científicas tal adesão ao acesso aberto foi mais simples, pois envolviam apenas a universidade e a própria comunidade interna. Já no caso das demais tipologias documentais têm-se o envolvimento de terceiros, editores, casas publicadoras etc., o que exige maior cuidado e conscientização de todos os envolvidos”, afirmou.


Segundo ela, ampliar o acesso aberto à produção científica da USP via internet irá potencializar sua visibilidade e, em contrapartida, poderá aumentar a participação da universidade em rankings internacionais.


Ainda na categoria repositório do ranking Webometrics, a Biblioteca Digital Jurídica do Superior Tribunal de Justiça desponta na 12ª posição.

Mais informações: http://repositories.webometrics.info

Fonte: Agência FAPESP

Site SciELO: http://www.scielo.org/php/index.php


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