sábado, 30 de abril de 2011

Válvula de tecido humano é eficaz em cirurgia de coração

JULIANA VINES

de São Paulo

Pesquisadores da PUC do Paraná desenvolveram uma técnica para diminuir o risco de rejeição em transplantes de válvulas cardíacas.

Essas cirurgias são necessárias quando há alguma doença que prejudica o bombeamento do sangue, levando à insuficiência do órgão.

Hoje, para corrigir a falha, são usadas peças de metal ou feitas de tecido animal (de porco ou de boi).

Na nova técnica, são implantadas válvulas de doadores humanos mortos, processadas em uma solução que retira as células e deixa apenas fibras de colágeno e fibras elásticas.

Esse enxerto é muito mais seguro e dura mais tempo, diz o cirurgião Francisco Diniz da Costa, da PUC-PR. "Quem coloca uma válvula de metal precisa tomar medicamento anticoagulante pelo resto da vida. Em dez anos, 25% dos pacientes têm alguma complicação."

As próteses de animais perdem a função com o tempo. Isso leva a novas operações.

A técnica já foi aplicada em 200 pacientes da Santa Casa de Curitiba. O acompanhamento de 41 deles, por cinco anos, rendeu um artigo publicado no "Annals of Thoracic Surgery".

No estudo, os autores concluem que os resultados iniciais são promissores, mas que é necessário mais tempo de acompanhamento.



CRIANÇAS


Algumas doenças que causam problemas nas válvulas cardíacas são febre reumática, artrite reumatoide e malformações congênitas, que afetam crianças.

São elas que mais se beneficiam com os implantes de tecido humano.
Não tem como usar válvula de metal em criança, e a de animal se calcifica, porque o metabolismo do cálcio em crianças é muito acelerado", afirma Pablo Pomerantzeff, cirurgião cardíaco do Hospital das Clínicas de SP.

Uma válvula implantada em crianças, em geral, dura menos de cinco anos. Já a válvula de tecido humano processado é "repovoada" por células do paciente. Em cinco anos de estudo, nenhuma se calcificou.  

O cirurgião cardíaco José Pedro da Silva, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, usa as válvulas do grupo paranaense em crianças.

"Fizemos pelo menos três cirurgias. Com os resultados que temos, já posso dizer que é melhor que as outras alternativas. Precisamos de mais tempo para saber o quanto é melhor."

TECNOLOGIA SERÁ EXPORTADA

Neste mês, a PUC-PR firmou um acordo com uma empresa inglesa, a Tissue Regenix, que levará a tecnologia de processamento das válvulas humanas para a Europa.

A empresa pretende comercializar a tecnologia em vários países, menos por aqui, onde as válvulas não podem ser vendidas ""só o processamento é cobrado.

O banco de válvulas de Curitiba, que fica na Santa Casa, é o único do Brasil autorizado pelo Ministério da Saúde. O centro recebe corações de 18 Estados do país e distribui as válvulas.

Além das estruturas sem células, o banco também distribui válvulas congeladas.

Por ano, são feitas cerca de 20 mil cirurgias desse tipo no Brasil, segundo o cirurgião Francisco Costa. A maioria usa tecido animal (de porco ou de boi).

Uma parte ainda usa válvulas mecânicas e 3% usa enxertos humanos congelados.

Fonte: Folha de São Paulo, 30/04

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I Festival de Cinema na UFCSPA

A partir do dia 3 (terça-feira) até o dia 6 de maio (sexta-feira) irá acontecer a Semana CineRS - I Festival de Cinema na UFCSPA.

O Semana Cine RS traz até a UFCSPA algumas das mais significativas e premiadas produções do nosso Estado.

Serão quatro dias e quatro encontros com diretores e realizadores gaúchos para entender um pouco do processo criativo que envolve a realização de uma obra audiovisual.

PROGRAMAÇÃO:

Antes que o mundo acabe
Duração: 100 min
Ano: 2009     

Sinopse: Daniel é um adolescente crescendo em seu pequeno mundo com problemas que lhe parecem insolúveis: uma namorada que não sabe o que quer, um amigo que está sendo acusado de roubo e como sair da pequena cidade em que vive. Tudo começa a mudar quando ele recebe uma carta do pai que nunca conheceu. Em meio a todas essas questões, ele será chamado a realizar suas primeiras escolhas adultas e descobrir que o mundo é muito maior do que a gente pensa.

Exibição: Terça-feira, 03/05

A invenção da infância
Ano: 2000
Duração: 26min

Sinopse: Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.

Exibição: Quarta-feira, 04/05


Morro do céu
Duração: 71min
Ano: 2009 

Sinopse: MORRO DO CÉU é uma pequena comunidade de descendentes de italianos, localizada no alto de uma montanha no sul do Brasil. Lá, o jovem Bruno Storti e seus amigos preenchem os dias de verão entre túneis de trem, a colheita da uva e a descoberta do primeiro amor.
   
Exibição: Quinta-feira, 05/05
 
 
Faltam 5 minutos
Duração: 20min
Ano: 2007
Sinopse: O futebol é universal. As coberturas radiofônicas desse esporte também. "Faltam 05 minutos" revela aquilo que não estamos acostumados a ver, mas sim ouvir. 29 de setembro de 2007. Um jogo histórico para a cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Inter-SM 2x1 Pelotas.

Exibição: Sexta-feira, 06/05

 
Fome de quê?
Duração: 13min
Ano: 2008

Sinopse: A sociedade acredita que eles nasceram nas ruas. Zé é um deles. Ninguém sabe de sua vida. Todos vão e vêm e ninguém o vê. Ele tem passado. Têm fome. Fome de quê?

Exibição: Sexta-feira, 06/05


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terça-feira, 26 de abril de 2011

Hipertensão arterial atinge 23,3% dos brasileiros



Estudo do Ministério da Saúde mostra que a proporção aumenta com a idade, atingindo mais de 50% das pessoas com mais de 55 anos



Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que a proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial aumentou nos últimos cinco anos, passando de 21,6%, em 2006, para 23,3%, em 2010. Em relação ao ano passado, no entanto, o levantamento aponta recuo de 1,1 ponto percentual – em 2009, a proporção foi de 24,4%.

 

Os dados fazem parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e foram divulgados nesta terça-feira (26), Dia Nacional da Prevenção e Controle da Hipertensão Arterial. O Vigitel é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP). Em 2010, foram entrevistados 54.339 adultos, nas 26 capitais e no DF.

De acordo com a pesquisa, o diagnóstico de hipertensão é maior em mulheres (25,5%) do que em homens (20,7%). Nos dois sexos, no entanto, o diagnóstico de hipertensão arterial se torna mais comum com a idade, alcançando cerca de 8% dos indivíduos entre os 18 e os 24 anos de idade e mais de 50% na faixa etária de 55 anos ou mais de idade.

O estudo aponta que a associação inversa entre nível de escolaridade e diagnóstico é mais marcada na população feminina: enquanto 34,8% das mulheres com até oito anos de escolaridade referem diagnóstico de hipertensão arterial, a mesma condição é observada em apenas 13,5% das mulheres com doze ou mais anos de escolaridade.

“Existe uma certa estabilidade no número de hipertensos no país, em torno de 25%, considerando a população geral. Mas essa proporção dobra entre as pessoas acima dos 50 anos. Outra questão importante é o acesso à atenção primária, que justifica essa diferença entre homens e mulheres, ou seja, elas buscam mais os serviços de saúde do que eles”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

CAPITAIS – A variação entre as capitais é de 13,8%, em Palmas, a 29,2%, no Rio de Janeiro. Nos homens, as maiores frequências foram observadas no Distrito Federal (28,8%), Belo Horizonte (25,1%), e Recife (23,6%); e as menores, em Palmas (14,3%), Boa Vista (14,6%) e Manaus (15,3%).

Entre mulheres, os maiores percentuais foram no Rio de Janeiro (33,9%), Porto Alegre (29,5%) e João Pessoa (28,7%); e os menores, em Palmas (13,2%), Belém (17,4%) e Distrito Federal (18,1%).

TRATAMENTO – Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente todas as classes de medicamentos necessários para o controle da hipertensão arterial. O programa Aqui Tem Farmácia Popular também ampliou a gratuidade de medicamentos para hipertensos. Hoje, são mais de 15 mil farmácias e drogarias conveniadas ao programa.

Além disso, os serviços de saúde e as equipes de Saúde da Família (o Brasil conta atualmente com 31.974 equipes) estão orientados e capacitados para atuar na prevenção da hipertensão.

Essas equipes utilizam um nonograma (instrumento de medida), que facilita e agiliza a identificação da classificação de risco dos pacientes portadores de hipertensão arterial. Uma vez identificado o grau do risco, a equipe básica pode fazer o atendimento e encaminhamento adequado do paciente.

AÇÕES – O governo federal vem investindo nas ações de promoção da saúde, para prevenção e controle da hipertensão. No último dia 7 de abril, o Ministério da Saúde e as associações que representam os produtores de alimentos processados firmaram termo de compromisso para reduzir o sal nos alimentos industrializados. O acordo estabelece um plano de redução gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias de alimentos, começando por massas instantâneas, pães e bisnaguinhas.

Também no dia 7 de abril, foi lançado o programa Academia da Saúde, iniciativa para promover hábitos saudáveis e estimular a promoção da saúde na população. O programa prevê a implantação de infraestruturas com espaços para a realização de atividades individuais e coletivas, e equipamentos para alongamentos e outras práticas físicas e de lazer, com a orientação de profissionais qualificados. As informações sobre como os municípios podem participar, envio de propostas e repasses dos recursos serão divulgadas em breve em Portaria do Ministério da Saúde.

HIPERTENSÃO – A pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9. A doença é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. Esse movimento acaba sobrecarregando vários órgãos, como coração, rins e cérebro. Se a hipertensão não for tratada, algumas das complicações são: entupimento de artérias, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto.

Leia a informação completa com as tabelas e gráficos, por capitais dos estados brasileiros e Distrito Federal aqui.


Campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda

 
Cartaz da Campanha de Vacinação contra a Gripe
(Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)
                                    
Ação pretende imunizar 23,8 milhões de pessoas, segundo o Ministério da Saúde.
Neste ano, gestantes e crianças de até 2 anos também devem ser vacinadas.


Começa nesta segunda-feira (25) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A ação, que se estende até 13 de maio em 65 mil postos pelo país, pretende imunizar 23,8 milhões de pessoas – 80% da população alvo.

Segundo o governo, a partir deste ano, além de idosos e populações indígenas, deverão ser imunizadas crianças entre 6 meses e 2 anos, gestantes e profissionais da saúde. A ampliação do público da campanha foi estabelecida porque as complicações da influenza (pneumonias bacterianas ou agravamento de doenças crônicas já existentes, como diabetes e hipertensão) são mais comuns nesses grupos.

A vacina a ser distribuída protege contra os três principais vírus que circulam no hemisfério sul, entre eles o da influenza A (H1N1). Para a realização da campanha, o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 32 milhões de doses da vacina contra a influenza.

Para a vacinação de crianças, a orientação do Ministério da Saúde é que os pais levem seus filhos duas vezes aos postos de vacinação, para a aplicação de meia dose em cada vez. É essencial que a criança retorne ao posto de saúde 30 dias após receber a primeira dose da vacina para que seja aplicada a segunda dose.

A vacina é segura, segundo o Ministério. Apenas não devem ser imunizadas pessoas com alergia à proteína do ovo. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos, seja por problemas genéticos, imunodeficiência ou terapia imunossupressora, devem consultar um médico antes da vacinação.



Fonte: G1, São Paulo

Assista ao pronunciamento do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.



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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Eduardo Sarmento Leite


             Muitas vezes, nomes de ruas, avenidas e demais vias públicas, representam unicamente endereços de pessoas, de empresas e de lugares que precisamos localizar onde quer que estejam.

             Mesmo tendo esta importância, acabamos não sabendo quem é a pessoa que um dia foi homenageada com o nome que lhe foi atribuído. 

             É o caso, dentre tantos exemplos, da Rua Sarmento Leite, rua onde se localiza a nossa Universidade.

             Para trazer ao conhecimento de  pessoas que desconhecem quem foi Sarmento Leite, gaúcho de Porto Alegre que teve papel de destaque como médico e professor de medicina, trazemos esta breve biografia.

             Eduardo Sarmento Leite da Fonseca nasceu em 7 de abril de 1868, descendente dos Morais Sarmento, uma nobre família portuguesa.
            Diplomado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1890, o eminente professor Sarmento Leite foi um dos fundadores, juntamente com Protásio Alves, da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, hoje Faculdade de Medicina da UFRGS.
             Após sua formação em medicina, retornou à Porto Alegre, onde iniciou seus trabalhos na Santa Casa.
             O "professor dos médicos", como chegou a ser chamado, foi catedrático da instituição que criou e exerceu os cargos de vice-diretor por dois períodos (1907-1909 e 1910-1911) e diretor entre 1915 a 1935.
             Sarmento Leite também dirigiu o Hospital da Beneficência Portuguesa entre 1895 e 1899, além de ter sido conselheiro municipal de Porto Alegre no período de 1895 a 1899. Também foi eleito membro da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, onde foi patrono da cadeira 21.
             Médico notável, reconhecido em todo o país, Sarmento faleceu aos 67 anos, em 24 de abril de 1935.

Sarmento Leite
Fonte: Correio do Povo, 7 de abril de 2011 e Zero Hora, 24 de abril de 2010, p. 17.


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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Chocolate: Amigo da Saúde


Consumido com moderação, traz antioxidantes que ajudam a retardar o envelhecimento. O produto também é rico em cobre, que faz parte na renovação do sangue.

A Páscoa está chegando e com ela a preocupação com a balança. A nutricionista Raquel Sanchez Franv, da Coordenadoria à Atenção a Saúde do Servidor diz que a quantidade ideal é uma porção por dia, daqueles chocolates em barra que correspondente aproximadamente a 30 gramas, ou 150 calorias.

“É bom separar a porção que vai comer no dia. Senão acaba comendo é o chocolate todo”, aponta a nutricionista. Uma das razões para a paixão por esta guloseima, explica Raquel, é o fato de o chocolate dar a sensação de prazer ao liberar endorfinas no cérebro.

Consumido com moderação, ele também traz antioxidantes ao organismo Essa substâncias ajudam a retardar o envelhecimento. O chocolate também é rico em cobre, que ajuda na renovação do sangue. A nutricionista recomenda optar pelo chocolate escuro, por ter menos gordura. Pelo fato do chocolate branco ser feito a partir da gordura do cacau.

Se você tem o hábito de consumir chocolate sem moderação tome cuidado, pois a gordura saturada pode elevar o colesterol ruim no sangue, podendo levar a doenças cardiovasculares.

Raquel Sanchez diz que consumir chocolate diet pensando que não vai engordar é um mito. “Ele não tem açúcar, mas é rico em gordura”.



Fonte: Ministério da Saúde



Leia também:

História , tipos e benefícios do chocolate


Chocolate: um grande amigo do seu coração



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Feliz Páscoa



Páscoa é o verdadeiro encontro com a vida!



Celebre a vida!!



Feliz Páscoa!!




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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Teia neural da esquizofrenia

Células de pele convertidas em neurônios mostram alterações biológicas ligadas à doença.



Pesquisadores norte-americanos deram um passo importante para identificar as causas biológicas da esquizofrenia, conjunto de transtornos mentais graves que atingem cerca de 60 milhões de pessoas no mundo – por volta de 1,8 milhão no Brasil – e se caracterizam por distanciamento emocional da realidade, pensamento desordenado, crenças falsas (delírios) e ilusões (alucinações) visuais ou auditivas.


Alguns desses sinais são semelhantes aos apresentados pelo jovem Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, que no início de abril matou 12 crianças em uma escola no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, antes de se suicidar.


A equipe coordenada pelo neurocientista Fred Gage, do Instituto Salk de Estudos Biológicos, na Califórnia, conseguiu transformar células da pele de pessoas com esquizofrenia em células mais imaturas e versáteis. Chamadas de células-tronco de pluripotência induzida (iPS, na sigla em inglês), essas células foram depois convertidas em neurônios, uma das variedades de células do tecido cerebral. O estudo foi publicado nesta quinta-feira no site da revista Nature.


Essa mudança forçada de função gerou o que os pesquisadores acreditam ser cópias fiéis, ao menos do ponto de vista genético, das células do cérebro de quem tem esquizofrenia, que, por óbvios motivos éticos, antes só podiam ser analisadas depois da morte.


Como são geneticamente idênticos às células cerebrais de quem desenvolveu esquizofrenia, esses neurônios fabricados em laboratório são importantes para compreender a enfermidade, que tem importante componente genético, porque permite aos pesquisadores desprezar a influência de fatores ambientais, como o uso de medicamentos ou o contexto social em que as pessoas vivem.


“Não se sabe quanto o ambiente contribui para a doença. Mas, ao fazer esses neurônios crescerem em laboratório, podemos eliminar o ambiente da equação e começar a focar nos problemas biológicos”, disse Kristen Brennand, pesquisadora do grupo de Gage e primeira autora do artigo.


Segundo Gage, é a primeira vez que se consegue criar, a partir de células de seres humanos vivos, um modelo experimental de uma doença mental complexa.


“Esse modelo não apenas nos dá a oportunidade de olhar para neurônios vivos de pacientes com esquizofrenia e de pessoas saudáveis, como também deve permitir entender melhor os mecanismos da doença e avaliar medicamentos que podem revertê-la”, disse o cientista que há alguns anos demonstrou que o cérebro adulto continua a produzir neurônios.


Depois de converter em laboratório células da pele em neurônios, Brennand realizou testes para verificar se eles se comportavam de fato como os neurônios originais e eram capazes de transmitir informação de uma célula a outra. As células cerebrais obtidas a partir de células da pele (fibroblastos) funcionavam, sim, como neurônios. “Em vários sentidos, os neurônios ‘esquizofrênicos’ são indistintos dos saudáveis”, disse.


Mas há diferenças. A pesquisadora notou que os novos neurônios de quem tinha esquizofrenia apresentavam menos ramificações do que os das pessoas saudáveis. Essas ramificações são importantes porque permitem a comunicação de uma célula cerebral com outra – e geralmente são encontradas em menor número em estudos feitos com modelo animal da doença e em análises de neurônios extraídos após a morte de pacientes com esquizofrenia.


Nos neurônios dos esquizofrênicos, a atividade genética diferiu daquela observada nas pessoas sem a doença. Os autores do estudo viram que o nível de ativação de 596 genes era desigual nos dois grupos: 271 genes eram mais ativos nas pessoas com esquizofrenia – e 325 menos expressos – do que nas pessoas sem o problema.


Em um estágio seguinte, Brennand deixou os fibroblastos convertidos em neurônios em cinco soluções diferentes, cada uma contendo um dos cinco medicamentos mais usados para tratar esquizofrenia – os antipsicóticos clozapina, loxapina, olanzapina, risperidona e tioridazina.


Dos cinco, apenas a loxapina foi capaz de reverter o efeito da ativação anormal dos genes e permitir o crescimento de mais ramificações nos neurônios. Esses resultados, porém, não indicam que os outros quatro compostos não sejam eficientes. “A otimização da concentração e do tempo de administração pode aumentar os efeitos das outras medicações antipsicóticas”, escreveram os pesquisadores.


“Esses medicamentos estão fazendo mais do que achávamos que fossem capazes de fazer. Pela primeira vez temos um modelo que permite estudar como os antipsicóticos agem em neurônios vivos e geneticamente idênticos aos de paciente”, disse a pesquisadora. Isso é importante porque torna possível comparar os sinais da evolução clínica da doença com os efeitos farmacológicos.


“Por muito tempo as doenças mentais foram vistas como um problema social ou ambiental, e as pessoas achavam que os pacientes poderiam superá-las caso se esforçassem. Estamos mostrando que algumas disfunções biológicas reais nos neurônios são independentes do ambiente”, disse Gage.


O artigo Modelling schizophrenia using human induced pluripotent stem cells (doi:10.1038/nature09915), de Fred Gage e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com/ ou através do Portal da Capes.




Excesso de peso cresce nos últimos cinco anos

Proporção de adultos obesos subiu de 11,4% para 15%. Ministério da Saúde investe no estímulo à alimentação saudável e na promoção da atividade física.



Levantamento do Ministério da Saúde mostra que quase metade da população adulta (48,1%) está acima do peso e 15% são obesos. Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade. Os dados fazem parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que em 2010 entrevistou 54.339 adultos, nas 27 capitais. O Vigitel é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP). Se for considerada somente a população masculina, mais da metade dos homens está acima do peso (52,1%). Entre as mulheres, a proporção é de 44,3%, com aumento significativo nos dois sexos. Em 2006, a pesquisa apontava excesso de peso em 47,2% dos homens e em 38,5% das mulheres. Deborah Malta, coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, explica que o expressivo crescimento no número de pessoas com sobrepeso e obesidade, em um curto período, é uma tendência mundial. “A ocorrência do excesso de peso decorre do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados. Essa é uma tendência mundial e o Brasil não está isolado. Ela é um reflexo do baixo consumo de alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras e do uso em excesso de produtos industrializados com elevado teor de calorias, como gorduras e açúcares, além de baixos níveis de atividade física”, afirma Deborah Malta.

Fonte: Ministério da Saúde. 18/04/2011.


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Brasil avança no combate ao tabagismo

Nos últimos cinco anos, proporção de fumantes na população geral caiu de 16,2% para 15,1%, com redução mais expressiva entre os homens. Uso abusivo de bebida alcoólica aumentou entre as mulheres, de 8,2% para 10,6% .

Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que o Brasil dá mais um passo na luta contra o tabagismo. Entre 2006 e 2010, a proporção de brasileiros fumantes caiu de 16,2% para 15,1%. O percentual representa uma redução expressiva em relação ao índice de 1989, quando a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 34,8% de fumantes na população. O avanço mais expressivo ocorre especialmente entre os homens, que em geral fumam mais do que as mulheres. Na população masculina, o hábito de fumar caiu de 20,2% para 17,9%, entre 2006 e 2010. Entre as mulheres, o índice continua estável em 12,7% no período. Pessoas com menor escolaridade (0 a 8 anos de estudo) fumam mais (18,6%), em relação às pessoas mais escolarizadas (12 anos e mais), que fumam 10,2%. Os dados fazem parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 54.339 adultos, residentes nas 27 capitais. O Vigitel é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP). “O Brasil é um exemplo para o mundo no combate ao tabagismo. Medidas regulatórias, como a proibição da propaganda de tabaco e advertências nos maços de cigarro, são muito efetivas e explicam esta importante redução no consumo do cigarro no Brasil”, afirma Deborah Malta, coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Por outro lado, o levantamento aponta que aumentou o consumo excessivo de bebidas alcoólicas no país, passando de 16,2% para 18% da população, entre 2006 e 2010. Nas mulheres, a variação no período foi de 8,2% para 10,6%. Entre os homens, a proporção passou de 25,5% para 26,8%. Tanto o hábito de fumar quanto o exagero na bebida são indicadores importantes no monitoramento dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis – como hipertensão arterial, diabetes e problemas cardíacos. Em 2010, a Organização das Nações Unidas recomendou que os países-membros incluam essas doenças entre os temas que serão discutidos em sua Assembléia Geral, prevista para setembro de 2011, em Nova York.

Fonte: Ministério da Saúde. 18/04/2011.

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sábado, 16 de abril de 2011

16 de Abril - Dia Mundial da Voz


Anualmente, em 16 de abril, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia – SBFa comemora o “Dia Mundial da Voz”, celebração orgulhosamente iniciada no Brasil em 1999 que, a partir de 2003, passou a ter expressão internacional, com diversos eventos organizados nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

O objetivo da comemoração é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana e favorecer o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos. Estima-se que aproximadamente 15 milhões de brasileiros tenham alguma dificuldade na voz que possa atrapalhar a comunicação pessoal e profissional, como voz rouca, esforço e/ou cansaço ao falar.

A ocorrência desses problemas é maior em profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho, como os professores (população de maior risco), atores e cantores, além dos operadores de telesserviços, podendo atingir alarmantes índices de 25% em algumas condições de trabalho. Além disso, a rouquidão pode ser um sintoma indicativo de câncer e a maioria das pessoas que têm ou tiveram câncer de laringe também apresentam problemas com a voz.

A celebração do “Dia Mundial da Voz” é de extrema importância por representar uma oportunidade única de disseminar conhecimento, orientar a população, promover ações de saúde e auxiliar no encaminhamento adequado de problemas potenciais ou reais. A abrangência da Campanha da Voz 2010 foi estimada em 8 milhões de pessoas. Para a Campanha da Voz 2011, acreditamos no aumento da abrangência nacional por contarmos com o apoio da cantora Ivete Sangalo, que gentilmente cedeu o direito de imagem, tanto nas fotos como no vídeo de divulgação para veiculação na mídia.

Informações da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Departamento de Voz (SBFa)



Pós-doutorado em medicina com Bolsa da FAPESP

 
Projeto Temático sobre efeitos do chá verde e do cacau na retinopatia e nefropatia diabéticas tem oportunidade de pós-doutoramento (Wikimedia)

O Laboratório de Fisiopatologia Renal e Investigação em Complicações do Diabetes, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dispõe de uma vaga para pós-doutoramento na área de complicações microvasculares do diabetes mellitus.


O objetivo do projeto é investigar a contribuição do estresse oxidativo e do óxido nítrico na retinopatia e nefropatia diabéticas. Também serão investigados os efeitos do chá verde e do cacau na melhora da retinopatia e nefropatia diabéticas.

Os estudos serão realizados em animais, cultura de células e humanos. Os candidatos devem ter experiência com cultura de células e biologia molecular para trabalhar em mecanismos moleculares de transdução de sinal em células do rim e da retina.

Interessados podem enviar currículos, até o dia 30 de abril de 2011, para marcar entrevista, ao coordenador do projeto, professor José Butori Lopes de Faria, pelo e-mail jblfaria@fcm.unicamp.br.

Incluir curriculum vitae, carta de interesse indicando a razão do interesse e um breve relato de sua expertise. Solicita-se a indicação de duas referências com endereço e e-mail para contato.

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP, no valor de R$ 5.028,90 mensais.

Outras vagas de Bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em http://www.oportunidades.fapesp.br/.



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Brasil comemora dez anos da reforma psiquiátrica com avanços na assistência à saúde mental pelo SUS



Modelo adotado no Sistema Único de Saúde prioriza rede integrada de atendimento aos pacientes. Mais 19 municípios são habilitados no Programa De Volta Para Casa.

No mês em que o Brasil comemora a primeira década da lei que formalizou a Reforma Psiquiátrica no país, o Ministério da Saúde apresenta avanços na assistência aos brasileiros com transtornos mentais e habilita mais 19 municípios no programa De Volta Para Casa. As ações previstas no programa estão inseridas em um conjunto de medidas integradas de atendimento, tratamento e amparo aos pacientes com este tipo de diagnóstico médico. A Portaria 769 que habilita os 19 municípios – localizados em cinco estados das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste – está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (14).

O programa De Volta Para Casa foi criado pelo governo federal em 2003 e já beneficia mais de 3,7 mil brasileiros em 614 municípios, que devem solicitar adesão à medida. O programa consiste em um auxílio financeiro mensal (per capita) de R$ 320 para os pacientes que receberam alta hospitalar após um histórico de internação psiquiátrica. Só em 2010, o Ministério da Saúde – coordenador da Política Nacional de Saúde Mental, que é executada pelas secretarias municipais de saúde – investiu R$ 13,8 milhões no programa De Volta Para Casa. Confira, ao final do texto, a relação dos 19 municípios habilitados a receber o benefício.  
A REFORMA – Nos últimos dez anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) avançou na assistência e no tratamento aos brasileiros com transtornos mentais. A reforma psiquiátrica, iniciada há cerca de vinte anos e formalizada pela Lei 10.216/01, impulsionou a construção de um modelo humanizado de atenção integral na rede pública de saúde, que mudou o foco da hospitalização como centro ou única possibilidade de tratamento aos pacientes.

Consciente que este é o modelo mais adequado para o cuidado dos pacientes, o governo federal – coordenador das políticas nacionais de saúde – introduziu no SUS novas medidas complementares de tratamento aos brasileiros com transtornos mentais, inclusive a dependentes químicos, sem desconsiderar a assistência hospitalar para os casos em que o diagnóstico médico demanda tratamento medicamentoso e internação.

“As internações hospitalares devem, portanto, serem vistas dentro de uma concepção ampliada de atendimento, que vai desde a assistência primária (em unidades básicas de saúde ou por meio de equipes de Saúde Família) até o atendimento mais especializado nos Centros de Atenção Psicossocial”, afirma o coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori.

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Novas estratégias para enfrentar o HIV


Vacinas mais promissoras contra o vírus são aquelas com base na imunidade celular, e não em anticorpos, diz David Watkins, um dos principais especialistas do mundo no teste de vacinas utilizando modelos de macacos (Foto: Universidade de Wisconsin-Madison)


Por Fábio de Castro



Fracassaram, até agora, todas as tentativas de desenvolver uma vacina eficaz contra o HIV que possa ser aplicada em larga escala. Mas, de acordo com David Watkins, professor do Departamento de Patologia e Medicina Laboratorial da Universidade de Wisconsin-Madison, todos os esforços foram válidos e acumularam conhecimento precioso a respeito do HIV.

A maior parte das vacinas testadas utiliza modelos com base em anticorpos. No entanto, a mais promissora linha de pesquisas atual, segundo Watkins, são os modelos de vacinas com base em resposta imune induzida por células T – os glóbulos brancos especializados em coordenar a resposta imune contra agentes infecciosos e tumores.

Watkins dirige, na universidade norte-americana, o Laboratório de Pesquisa em Vacina para Aids, que possui uma das principais infraestruturas do mundo voltadas para testes de vacinas em primatas não humanos. Segundo ele, testes com macacos são fundamentais para o desenvolvimento de uma vacina eficaz, especialmente no caso das que se baseiam em imunidade celular. 

Uma vacina eficaz é, segundo Watkins, uma das principais prioridades de pesquisa na área de saúde, uma vez que cerca de 7 mil pessoas contraem o HIV-Aids diariamente em todo o mundo.

Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV-Aids, 7,5 milhões de pessoas viviam com Aids em todo o mundo em 1990. Em 2007, já eram 33 milhões de pessoas. Cerca de 270 mil crianças morrem anualmente por causa da doença.

Watkins participou em março do 6º Curso Avançado de Patogênese do HIV, realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). O curso, que trouxe ao Brasil 30 dos principais especialistas em HIV de todo o mundo, integrou as atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT-iii), financiado pela FAPESP e pelo CNPq. Durante o evento, o cientista concedeu à Agência FAPESP a seguinte entrevista:

Agência FAPESP – Houve avanços importantes, recentemente, no conhecimento sobre o HIV? Em que ritmo estão as pesquisas sobre o desenvolvimento de novas drogas e vacinas?

David Watkins – Temos aprendido muito sobre o HIV, hoje um vírus muito bem conhecido, o que tem permitido desenvolver continuamente novas drogas. Então, no aspecto do tratamento, avançamos incrivelmente com base no conhecimento da biologia do vírus. No ano passado, houve um avanço importante relacionado a técnicas de profilaxia pré-exposição. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine tornou-se um marco, na minha opinião, ao usar drogas para prevenir a infecção de maneira profilática. As vacinas já se apresentam como um problema bem mais difícil.

Agência FAPESP – Por quê?

Watkins – Porque normalmente elas são feitas com base em anticorpos e o HIV, provavelmente, possui um tipo de escudo exterior. Esse escudo representa uma grande dificuldade, em primeiro lugar porque é coberto por um açúcar e, com isso, fica escondido do sistema imune. Em segundo lugar, cada vírus é diferente do outro, especialmente nesse escudo exterior, que é conhecido como “envelope”. Com isso, as estratégias clássicas de fabricação de vacinas com base em anticorpos têm sido de difícil aplicação para o caso do HIV.

Agência FAPESP – Mesmo assim essas tentativas continuam?

Watkins – Sim, estão em curso e, mesmo tendo gerado um certo número de vacinas ineficazes, essas tentativas são muito importantes. Aprendemos muito sobre as estruturas cristalinas ao tentar utilizar esses anticorpos. Mas, além desse tipo de vacinas com base em anticorpos, estamos trabalhando em modelos de vacinas que atuam na resposta imune das células-alvo do HIV. Isto é, vacinas com base em células T, concentradas em proteínas mais internas.

Agência FAPESP – No caso das vacinas com base em imunidade celular, as dificuldades são diferentes?

Watkins – Novamente, vamos lidar com dificuldades de diversidade nas várias linhagens do vírus. Mas há menos diversidade nas proteínas internas. Então achamos que depende do vetor viral que vamos usar. Um dos vetores possíveis é o vírus da febre amarela, sobre o qual temos algumas colaborações com pesquisadores do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Agência FAPESP – Como são esses estudos?

Watkins – Tentamos identificar onde estão os alvos importantes no sistema imune. Observamos o controle da replicação dos vírus nos indivíduos, para descobrir para quais regiões do vírus eles estão mirando. Quando fazemos uma vacina baseada em tecidos, temos dois pontos importantes: o que colocar dentro da vacina para atingir o vírus e os vetores que serão usados. Na minha opinião, isso precisa ser testado em muitos experimentos diferentes, em primatas não humanos.

Agência FAPESP – O modelo de vacina com base na resposta imunológica induzida é o mais importante neste momento?

Watkins – Sim, para nós a vacina com base em células T induzidas é a principal avenida de pesquisa atualmente. Tentamos fazer isso também para a dengue. E, claro, também trabalhamos no processo baseado em anticorpos, mas isso mostrou ser muito mais difícil, devido ao envelope de proteínas externo do vírus.

Agência FAPESP – É possível dizer que houve quebras de paradigmas recentes na pesquisa sobre a vacina?

Watkins – Creio que sim. Alguns artigos, publicados há pouco mais de um ano, abriram a possibilidade de utilizar citomegalovírus como vetor. Nesses estudos sobre vacina, houve um controle da infecção viral em 50% dos macacos testados. Essa proteção foi conseguida provavelmente por células T, mas não temos certeza disso. Os testes mostraram que o vírus teve apenas uma pequena replicação, como se estivéssemos conseguindo uma imunidade induzida pelas células T. A mudança de paradigma seria essa: uma vacina com base em células T poderia induzir esse tipo de medida de proteção.

Agência FAPESP – O laboratório que o senhor coordena é conhecido por ter uma das principais estruturas de pesquisa para testes de vacinas em primatas no mundo. Por que isso é tão importante?

Watkins – Os primatas não humanos são muito importantes para testar vacinas e para analisar detalhadamente as respostas imunes em animais semelhantes ao homem. Então, desenvolvemos ao longo dos anos essa estrutura, que nos permite utilizar os modelos em macacos de uma maneira mais preditiva. Esses modelos possibilitam seguir todas as respostas imunes para o vírus no curso da infecção em macacos vacinados ou não.

Agência FAPESP – Poderia falar sobre sua colaboração com cientistas brasileiros?

Watkins – Com o maior prazer. Temos uma forte colaboração com a equipe de Ésper Kallás [professor da FMUSP] e estamos trabalhando juntos para tentar entender os alvos do sistema imune. É uma relação muito produtiva. Estamos também tentando abordar a dengue: desenvolvemos alguns peptídeos que foram testados em macacos infectados com a dengue e queremos testá-los em humanos. Nessa área, tenho uma importante colaboração com Myrna Bonaldo e Ricardo Galler, do Instituto Fiocruz, no Rio de Janeiro. Eles estão desenhando vacinas para febre amarela que pretendemos começar a testar nos próximos três meses.


Fonte: Agência FAPESP. 12/04/2011

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Cerca de 10% dos casos de câncer são atribuídos ao álcool



Cerca de 10% dos casos de câncer em homens e de 3% em mulheres são atribuídos à ingestão de álcool, revela um estudo realizado em oito países europeus.

Os resultados da pesquisa, publicados na revista científica BMJ ("British Medical Journal"), revelam também que pelo menos 40% dos casos de câncer atribuíveis à ingestão de álcool se dão em indivíduos que superam habitualmente os limites recomendados de consumo diário de bebidas alcoólicas.

A pesquisa, dirigida pelo epidemiologista alemão Madlen Schütze, foi realizada na França, Itália, Espanha, Reino Unido, Holanda, Grécia, Alemanha e Dinamarca.

"Nossos dados revelam que muitos casos de câncer poderiam ter sido evitados se o consumo de álcool se limitasse às recomendações de muitas organizações de saúde. E se evitariam muitos mais casos se as pessoas reduzissem sua ingestão de álcool para abaixo desses limites, ou inclusive parassem de beber", afirma Schütze.

Os resultados estão baseados nas estimativas de risco de um estudo sobre câncer e nutrição, chamado Epic. A pesquisa foi realizada entre 1992 e 2000 com 520 mil pessoas entre 35 e 70 anos escolhidas ao acaso em dez países europeus, e nos dados sobre consumo de álcool da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A pesquisa analisou 363.988 homens e mulheres incluídos no Epic, que responderam a um questionário sobre sua alimentação e seu estilo de vida.

A enquete incluía perguntas específicas sobre o consumo de álcool como quantidade, frequência e tipo de bebida consumida no momento em que foram consultados e nos 12 meses anteriores.

Fonte: Folha.com. 08/04/2011


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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ministério da Saúde do Québec seleciona profissionais no Brasil



Salários vão de 41 mil a 73 mil dólares anuais

Já pensou trabalhar no exterior? Se esse é um sonho, fique sabendo que pode se tornar realidade, pois a província do Québec, no Canadá, esta a procura de profissionais brasileiros com diploma superior.


A província tem como idioma oficial o francês e a maior cidade é Montreal, incentiva a imigração para suprir o carente mercado interno de mão-de-obra. A seleção para trabalhadores qualificados tem duração média de um ano.

Os pré-requisitos são: ser jovem (preferencialmente até 35 anos) com experiência profissional e conhecimento de francês.

Os benefícios oferecidos aos imigrantes são os mesmos direitos de um cidadão canadense: assistência médico-hospitalar, previdenciária, além de outros benefícios extensivos a familiares (esposa e filhos).
Ainda no Brasil, o candidato pode ser reembolsado em até aproximadamente R$ 2.570, referentes aos gastos com o aprendizado do francês em Alianças Francesas parceiras, após ser aceito no processo de seleção.

Os selecionados saem do Brasil com o visto de residente permanente, que permite morar e trabalhar legalmente no Canadá. Após três anos de residência, pode-se solicitar cidadania canadense e então obter passaporte e participar das eleições, mantendo a nacionalidade brasileira.


Algumas oportunidades:

Enfermeiros
Requisito: diploma superior em Enfermagem
Áreas de atuação: hospitais, laboratórios de exames médicos, centros de serviços comunitários e de atendimento a pacientes, programas de educação em saúde ou serviços de assessoria em assuntos relacionados à prática da profissão.
Remuneração anual: até US$ 70 mil

Bioquímicos
Requisito: diploma superior em Bioquímica
Áreas de atuação: hospitais, laboratórios, farmácias, farmácias de manipulação e também em assistência social.
Remuneração anual: até US$ 63 mil

Químicos
Requisito: diploma superior em Química
Áreas de atuação: indústria ambiental e em companhias petroquímicas, de agroindústria, tecnologia, minas e metalurgia.
Remuneração anual: até US$ 63 mil

Engenheiros Aeronáuticos e Aeroespaciais
Requisito: diploma superior em Engenharia Aeronáutica ou Aeroespacial
Áreas de atuação: montagem de estrutura de aeronaves, montagem mecânica aeroespacial, aplicação de materiais na indústria aeroespacial, montagem de cabos e circuitos, técnicas de transformação de materiais compostos e técnicas de construção aeronáutica.
Remuneração anual: até US$ 57 mil

Tecnólogos em Alimentos
Requisito: diploma superior em Tecnologia em Alimentos
Áreas de atuação: indústria alimentícia e em instituições educacionais
Remuneração anual: até US$ 48 mil

Tecnólogos em Gestão Comercial
Requisito: diploma superior em Tecnologia em Gestão Comercial
Áreas de atuação: principalmente no varejo e atacado, como também nas áreas financeira, imobiliárias e de seguros
Remuneração anual: até US$ 47 mil

Fonte: Google


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    Ministério da Saúde do Québec seleciona enfermeiros no Brasil


O escritório de imigração da província canadense de Québec em São Paulo receberá este mês representantes do Ministério da Saúde da região para firmar parcerias com entidades de profissionais de enfermagem.
O governo canadense estima que nos próximos anos mais de 110 mil profissionais devam ingressar no setor.

Os salários vão de 41 mil a 73 mil dólares anuais.


As apresentações acontecem dia 12 de abril na capital paulista, dia 14 de abril em Recife e nos dias 18 e 19 de abril em Salvador.


Para participar, é necessário realizar inscrição prévia no site do programa. A informação sobre o local do evento é enviada, posteriormente, por e-mail.
As inscrições podem ser feitas um dia antes de cada atividade.


Fonte: IG Economia


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