terça-feira, 31 de maio de 2011

Brasil avança no combate ao tabagismo, mas fumo ainda é desafio para saúde pública


Proibição de propaganda, aumento de impostos e advertências nos maços de cigarro reduzem índice de fumantes. Governo amplia em 63% verba para tratar dependente

Para marcar o Dia Mundial sem Tabaco, o Ministério da Saúde – por meio do Instituto Nacional do Câncer (INCA) – lança o Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco. Na página, o internauta poderá encontrar as mais recentes informações sobre o controle do tabagismo no Brasil, bem como ser direcionado aos sites dos órgãos que integram a Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro (Conicq).

O acesso ao Observatório pode ser feito no link www.inca.gov.br/observatoriotabaco.

Além disso, o tratamento para pessoas que querem parar de fumar – disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) – terá acréscimo de 63% em seu orçamento. Em 2011, o valor investido deve chegar a R$ 45,6 milhões, contra os R$ 28 milhões aplicados em 2010.

“Eu digo sempre que temos de acabar com o hábito de fumar porque tem gente que fuma um ou dois cigarros por dia e diz que isso não é vício. Fumar um cigarro que seja já é prejudicial à saúde e essa pessoa precisa ser ajudada a parar”, alertou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta terça-feira (31) na oficina “Tabaco, Doenças Não-Transmissíveis e Desenvolvimento”, realizada pela OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) em alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco, em Brasília.

Entre 2005 e 2010, foram investidos R$ 86,2 milhões no tratamento de fumantes. Neste período, o Ministério da Saúde adquiriu e distribuiu às Secretarias Estaduais de Saúde 26,5 milhões de adesivos, 3,7 milhões de gomas de mascar e 3,2 milhões de pastilhas de nicotina; além de 8,3 milhões de comprimidos de cloridrato bupropiona – medicamento usado no tratamento de fumantes.

“Temos de nos preocupar e inclusive acabar com a comercialização desse tipo de cigarro que se vê por aí, com gosto de cereja, limão, chocolate e até gelo. É algo que mascara o gosto do que realmente há ali, o cigarro, e acaba atraindo um público jovem para o fumo”, advertiu o ministro.

CONSULTA PÚBLICA AMPLIA DEBATE – Está aberta consulta pública da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que estimula as operadoras de planos de saúde a criarem programas de promoção da saúde a seus usuários. Pela proposta, o usuário de plano de saúde que aderir a esses programas poderá ter desconto na mensalidade.

O texto está disponível para contribuições até 14 de junho, no site www.ans.gov.br. Aberta em 16 de maio, a consulta recebeu, só no primeiro dia, mais de três mil sugestões de usuários. A expectativa é que, após normatização dos incentivos por parte da ANS, as operadoras possam formatar seus programas de acordo com o perfil de seus clientes.

INCENTIVO A PROJETOS ANTITABACO – Atualmente, 163 municípios mantêm projetos sobre tabagismo na rede de promoção da saúde apoiada pelo Ministério da Saúde. De 2006 a 2010, o Ministério da Saúde repassou R$ 32,6 milhões a essas cidades.

As principais ações realizadas são a formação de grupos de apoio e a realização de campanhas de prevenção ao início do consumo de cigarros. Do total de municípios, 44 possuem legislação que proíbe o fumo nos ambientes fechados.

MAIS DE 2 MILHÕES DE ATENDIMENTOS – Em 2010, o Departamento de Ouvidoria Geral do SUS realizou mais de 2 milhões de atendimentos a cidadãos interessados no tema tabagismo. Em 80% dos atendimentos, as pessoas eram fumantes. Do total de pessoas atendidas, 60% estavam interessadas em como parar de fumar e 20%, em como ajudar outra pessoa a parar de fumar.

Os dados mostram, também, que 30% dos atendidos tinham entre 20 e 29 anos e que 42% tinham o ensino fundamental incompleto. E 78% das pessoas que buscaram atendimento conheceram a Ouvidoria por meio dos maços de cigarro.

Os principais meios de atendimento aos usuários do SUS são:

•   Disque Saúde (0800-61-1997) – ligação gratuita.



• Site do Ministério da Saúde, no link http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1624


• Carta para o Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS. Endereço: Setor da Administração Federal (SAF) Sul, Quadra 2, Lotes 05/06, Edifício Premium, Torre I, Sala 305. CEP: 70070-600. Brasília – DF.

Veja Também:
- Brasil é signatário de tratado internacional
- País tem queda importante no número de fumantes
- Fumo aumenta chance de morte por doença respiratória

FONTE: Ministério da Saúde, 31/05/2011

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Cresce o consumo de café entre os jovens

Pesquisa aponta que, de 2003 a 2010, subiu de 85% para 91% o percentual de pessoas entre 15 e 19 anos que bebem café regularmente. Dado faz parte de estudo da ABIC realizado com apoio do Ministério da Agricultura.

Da Redação, com informações da ABIC

Os jovens brasileiros estão consumindo mais café. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 26 de maio, aponta que, de 2003 a 2010, subiu de 85% para 91% o percentual de pessoas entre 15 e 19 anos que declararam ter o café como bebida habitual. Na faixa de 20 a 26 anos, o percentual passou de 83% para 90%, no mesmo período. O estudo “Tendências de Consumo de Café” é realizado anualmente pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“O café se tornou ‘fashion’ e os jovens se juntaram aos seus pais no gosto pelo nosso cafezinho”, comemora o diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Robério Silva. Segundo a ABIC, as pesquisas que mostram os benefícios da bebida para a saúde e a variedade de receitas com café combinado com leite vaporizado, calda de chocolate e chantilly contribuíram para ampliar os consumidores jovens.

A pesquisa mostrou também que a preferência pela bebida aumentou entre as pessoas com mais de 36 anos: de 96% para 98%, nos últimos sete anos. Houve, ainda, a confirmação de que o café é a segunda bebida mais consumida pela população acima dos 15 anos, atrás apenas da água e à frente dos refrigerantes. Em 2010, esse comportamento foi apontado por 95% dos entrevistados, que afirmaram ter o café entre as bebidas habituais. Os entrevistados também disserem ter consumido o produto na véspera e no dia da entrevista.

Para a pesquisadora responsável pelo estudo, Ivani Rossi, esse dado mostra consistência no consumo da bebida. “Não é um produto sazonal. É um consumo consistente identificado ao longo dos anos”, afirma.

Outra constatação do estudo é o crescimento do hábito de tomar café fora de casa. A quantidade de pessoas que declararam saborear um cafezinho em padarias, cafeterias, restaurantes e outros locais saltou de 14%, em 2003, para 57%, em 2010 – um aumento de 307%. Nesse universo, o café coado ou filtrado tem a preferência de 94% dos consumidores. Porém, houve um crescimento de 21,3% no consumo de espresso e café gourmet.

Hábitos de consumo

Entre os que bebem café espresso, 100% disseram consumi-lo puro após o almoço e após o jantar. Para 55% dos entrevistados, um bom café é o saboroso e que deixa um gosto bom na boca. A pesquisa mostrou ainda que 45% das pessoas consultadas afirmaram que pagariam mais por um bom café, outro dado que mostra a busca por qualidade.

Os benefícios da bebida também foram objeto do estudo. Das 1.680 pessoas entrevistadas, 50% declararam conhecer as vantagens do consumo regular. A principal – mais disposição – foi apontada por 70%. A melhoria da memória e da concentração foi mencionada por 30% das pessoas consultadas em 2010.

Entenda melhor

A pesquisa “Tendências de Consumo do Café” retrata o perfil do consumo em 2010. Para realizar o estudo foram entrevistadas 1.680 pessoas acima de 15 anos, em 19 municípios de todas as regiões do país. A pesquisa anual tem a intenção de identificar a posição do café nos hábitos de consumo e levantar informações que permitam acompanhar a evolução de mercado. O estudo é realizado pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) do Ministério da Agricultura.

Acesse a pesquisa “Tendências de Consumo do Café”


FONTE: Ministério da Agricultura, 26/05/2011

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Panorama da saúde pública no Brasil


Revista britânica The Lancet divulga série que avalia a saúde pública brasileira

Agência FAPESP – A revista médica britânica The Lancet publicou uma série de artigos que tratam com detalhes os diversos setores da saúde pública do Brasil. A série, intitulada "A saúde dos brasileiros", faz uma ampla revisão de documentos existentes sobre a saúde e a assistência médica da população e foi publicada em português e em inglês.

Produzido por uma equipe de 29 especialistas brasileiros em saúde pública, o conjunto de artigos descreve a história da assistência médica no Brasil, buscando dar ênfase ao Sistema Único de Saúde (SUS), implantado em 1988.

De acordo com o documento, melhoras significativas ocorreram desde então. "O principal sucesso é o fato de que toda a população pode ter acesso à saúde pública, o que não é comum em países como o Brasil", afirmou o epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Cesar Victora.

...

O documento apresentou alguns dados positivos para o país. Entre eles, a redução significativa da mortalidade causada pela doença de Chagas, esquistossomose, diarreia infantil, cólera e Aids. Porém, avalia que a estratégia de redução de mortalidade ainda precisa ser aprimorada, sobretudo em municípios de pequeno e médio porte.

As campanhas de vacinação também foram avaliadas como muito bem sucedidas, apontando o país como um exemplo nesse aspecto. O estudo também mostrou que o Brasil tem melhorado o controle das doenças infecciosas em geral.

No entanto, o estudo também ressalta dados negativos da saúde pública brasileira, como a falta de controle da dengue e da leishmaniose. Segundo o documento, "o cenário para o controle da dengue não é estimulante".

Outras constatações do estudo foram o alto número de abortos ilegais e a hipermedicalização dos partos, que comprometem a saúde das mães.

O estudo também menciona o avanço da obesidade e das doenças que se relacionam a ela, bem como o alto número de mortes violentas, por crimes ou acidentes.

De acordo com a publicação, ainda é necessário que o governo amplie gastos na área da saúde, melhore a infraestrutura para reduzir a dependência de serviços privados e aumente o controle de propagandas de alimentos infantis, tabaco, açúcar e outros produtos prejudiciais.

O texto sugere a promoção de ações em conjunto com os trabalhadores de saúde, universidades, instituições de pesquisa e formação, setor privado e sociedade civil. Com a participação ativa destes atores, segundo o documento, seria possível estender o direito à saúde para toda a população brasileira.

Acesse o fascículo em pdf:

The Lancet - Saúde no Brasil - maio 2011

Fonte: Agência Fapesp, 20/05/2011

Rede Cegonha é a principal estratégia para redução de mortes maternas


Ampliação do acesso e qualificação dos cuidados materno-infantil serão reforçados pelo governo federal. Brasil já avançou nas estatísticas: óbitos maternos reduziram 56% dos últimos 18 anos.

No Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, comemorado neste sábado (28), o Ministério da Saúde destaca a importância da estratégia Rede Cegonha, uma rede de cuidados materno-infantil, que prevê medidas de fortalecimento da rede de assistência e a progressiva redução da mortalidade materna. A estratégia é composta por um conjunto de ações que visam o atedimento adequado, seguro e humanizado para todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos 18 anos, o número de óbitos maternos caiu 56%.

“A ampliação do acesso aos cuidados hospitalares, com acompanhamento das mulheres antes, durante e após o parto é um dos fatores primordiais que levam à redução das mortes maternas”, explica o diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, Dario Pasche.

A Rede Cegonha prevê assistência integral às mulheres desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida. O governo investirá R$ 9,4 bilhões até 2014 para qualificar toda a rede de assistência obstétrica, bem como a infantil, numa atuação integrada com as demais iniciativas para a saúde da mulher no SUS, com foco nas cerca de 61 milhões de brasileiras em idade fértil.

AVANÇOS - As mortes por complicações durante gravidez, parto e puerpério já vêm diminuindo no Brasil. Nos últimos 18 anos, houve redução de 56% de óbitos maternos. Além disso, entre 1990 a 2007, todas as causas específicas de morte materna diminuíram: por hipertensão 63%, hemorragia 58%, infecções puerperais 47%, por aborto 80% e por doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto ou puerpério 51%. Hoje, 98% dos partos no Brasil são realizados em hospitais e 89% por médicos.

“Com a Rede Cegonha, o objetivo é avançar ainda mais nesta estatística. Nos postos de saúde, será introduzido o teste rápido de gravidez. Confirmado o resultado positivo, será garantido um mínimo de seis consultas durante o pré-natal, além de uma série de exames clínicos e laboratoriais. A introdução do teste rápido, inclusive para detectar HIV e sífilis, também será novidade para reforçar o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento”, afirma Pasche.

REDE – A qualificação da atenção compreenderá a criação de novas estruturas de assistência e acompanhamento das mulheres e reforço na rede hospitalar convencional, com o mote “Gestante não Peregrina”; ou seja, a garantia de sempre haver vaga para gestantes e recém-nascidos nas unidades de saúde.

Entre as novas estruturas estarão as Casas da Gestante e do Bebê, que dará acolhimento e assistência às gestantes de risco, e os Centros de Parto Normal, que funcionarão em conjunto com a maternidade para humanizar o nascimento. A rede hospitalar obstétrica de alto risco também será fortalecida, com ampliação progressiva da quantidade de leitos na rede SUS, de acordo com as necessidades apresentadas pelos municípios.

A Rede Cegonha também prevê a qualificação dos profissionais de saúde que darão a assistência adequada às gestantes e aos bebês. Serão capacitados os profissionais de saúde que atuam tanto na atenção primária como em serviços de urgências obstétricas.

ABRANGÊNCIA – O cronograma de implantação da rede prioriza as regiões da Amazônia Legal e Nordeste – que têm os mais altos índices de mortalidade materna e infantil – e as regiões metropolitanas, envolvendo a maior concentração de gestantes. As ações de saúde previstas na Rede Cegonha serão executadas pelos estados e municípios – na lógica da descentralização do SUS – que deverão aderir às estratégias nacionais para o recebimento dos recursos reservados pelo Ministério da Saúde.


Fonte: Ministério da Saúde, 27/05/2011

Anvisa aprova vacina de HPV para homens

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da vacina contra HPV (papilomavírus humano) em meninos e homens entre 9 e 26 anos. 
A imunização previne as verrugas genitais causadas, principalmente, pelos tipos 6 e 11 do vírus. A vacina, conhecida como Gardasil (Merck Sharp & Dohme), está liberada para os homens nos EUA desde 2009.
No Brasil, ela foi aprovada para mulheres em 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo de R$ 900.

Para liberar a imunização masculina, a Anvisa se baseou em um estudo publicado no "New England Journal of Medicine", que comprova a redução de 90% das lesões genitais externas.

O estudo clínico, que acompanhou 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, comprovou a eficácia da vacina contra lesões ligadas aos tipos 6,11, 16 e 18 do HPV.

O tipo 16 é o que tem levado ao aumento dos tumores de boca e da região da garganta (orofaringe) no Brasil, conforme revelou a Folha na quarta-feira, 25/05. Em hospitais brasileiros, até 80% desses cânceres estão associados ao HPV.
  
   
PROTEÇÃO

Segundo a pesquisadora Luisa Villa Lina, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e uma das maiores especialistas em HPV no país, além das verrugas genitais, espera-se que a vacina proteja os homens contra tumores de pênis, ânus e orofaringe.

A infecção pelo papilomavírus está ligada a cerca de 40% dos casos de câncer de pênis e de 30% a 40% dos de câncer anal em homens.

Segundo Lina, o ideal é que, assim como as meninas, os garotos sejam vacinados antes do início da vida sexual. No Brasil, pesquisas indicam que isso acontece aos 13 anos, no caso dos homens, e aos 15, para as mulheres.

Mas a pesquisadora acredita que, mesmo que já tenham sido expostos ao HPV, homens e mulheres podem ser beneficiados, porque a vacina evita novas infecções e reduz o risco de câncer.

O pesquisador da USP Adhemar Longatto Filho afirma que a aprovação da vacina para homens vai trazer "um benefício tremendo". "O homem é o principal vetor de muitas das lesões causadas pelo HPV. É crucial que ele seja vacinado."

CONTÁGIO

É comum o HPV permanecer no organismo sem qualquer sintoma por meses ou anos. Os cânceres, por exemplo, podem demorar de dez a 20 anos para se desenvolver.

O risco de contágio é alto (de até 80%), e o vírus pode ser passado mesmo latente (sem manifestação visível).

A maioria dos tipos de HPV não causa sintoma e desaparece espontaneamente sem tratamento, o que significa que muitas pessoas não sabem que são portadoras.

Um estudo recente mostrou, por exemplo, que 50% dos homens saudáveis já foram infectados pelo HPV. A vacina contra o papilomavírus é administrada em três doses, com aplicação intramuscular.

Leia também: Câncer de boca causado por sexo oral avança no Brasil

Fonte: Folha.com, 26/05/2011


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Anvisa aprova novas regras para bancos de embriões


 A Diretoria Colegiada aprovou na reunião pública de quinta-feira (26/5), o texto da resolução que atualiza a norma para os bancos de células e de tecidos germinativos, a RDC 33/2006. Aprovada em fevereiro de 2006, a RDC 33/2006 previa que a regulamentação deveria ser atualizada a cada dois anos, de forma a contemplar a evolução do conhecimento técnico e científico.

A proposta para reformular alguns pontos da RDC 33/2006 entrou em Consulta Pública em novembro de 2010 (CP88/2010). A proposta apresentada à Diretoria Colegiada da Anvisa é o resultado da compilação das sugestões recebidas pela Anvisa durante os 30 dias em que a Consulta esteve aberta para envio de contribuições. Os Bancos de Células e Tecidos Germinativos, conhecidos pela sigla BCTG, armazenam óvulos e espermatozóides, células, tecidos germinativos ovarianos e testiculares, além dos embriões.

As mudanças propostas envolvem a exigência de informações mais detalhadas para a criação de indicadores sobre os processos desenvolvidos nos Bancos, o termo de consentimento assinado pelos pais, a segurança na coleta de óvulos e a validação dos procedimentos que exigem tecnologias mais avançadas. Os dados de produção dos BCTGs passarão a ser mais detalhados no momento em que os bancos enviarem seus relatórios para o sistema SisEmbrio, desenvolvido e gerenciado pela Anvisa.

Além das informações sobre o número de embriões armazenados, o futuro regulamento da Anvisa prevê que as clínicas divulguem mais detalhes, tais como o número de óvulos captados e o total de embriões transferidos para as pacientes. O Termo de Consentimento assinado pelos pais também passará a conter mais itens. Um deles determina a autorização da paciente receptora, no caso de recebimento de óvulos doados a fresco, contendo informações sobre a possibilidade de contrair doenças infecciosas.

Os procedimentos chamados de críticos na Reprodução Assistida (coleta de óvulos, fertilização in vitro e congelamento de células e tecidos), por se ampararem em tecnologia de ponta, terão que ser validados segundo padrões técnico-científicos reconhecidos.

Para a sala de coleta de óvulos, a proposta apresentada pela área técnica da Anvisa prevê uma maior segurança sanitária do ambiente e dos processos, para assegurar a proteção à saúde da paciente submetida a esse processo.

A nova resolução da Anvisa aborda os aspectos laboratoriais aplicados à reprodução assistida. A conduta ética dos profissionais de Saúde que atuam nestes ambientes é fiscalizada pelos seus respectivos conselhos de classe.

Ana Júlia Pinheiro - Imprensa/Anvisa

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nos EUA, livros digitais superaram todos os livros de papel juntos

Para cada 100 livros impressos, 105 e-books são vendidos pela Amazon


Recorde é resultado do crescimento do mercado de livros eletrônicos que praticamente dobrou no decorrer de 2010.
A livraria eletrônica Amazon anunciou que a venda de livros eletrônicos para o seu leitor Kindle superou, pela primeira vez, a venda de todos os livros de papel juntos.
Os cálculos apontam que, a partir de primeiro de abril, para cada 100 livros impressos que a Amazon tenha comercializado (de qualquer tipo), a empresa vendeu 105 livros eletrônicos para o Kindle nos Estados Unidos.
A marca é resultado do crescimento do mercado de livros eletrônicos que praticamente dobrou no decorrer de 2010. Em Julho do ano passado, os chamados e-books já haviam superado a venda dos livros de capa dura e, em janeiro deste ano, ultrapassaram a venda de livros de brochura.


Alem disso, o “boom” de tablets e outros aparelhos ajudou nas vendas, já que a plataforma Kindle não consiste apenas no leitor eletrônico da Amazon, mas também pode ser instalada através de software gratuito disponibilizado pela própria empresa em smartphones (com sistema Android, Apple, Blackberry), no iPad e em computadores com sistema operacional Windows ou Macintosh.


Segundo a Amazon, há mais de 810 mil títulos disponíveis em língua inglesa para o Kindle, sendo que 670 mil destas publicações digitais custam menos que US$ 10.


FONTE: MSN, 20/05/2011 

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

OMS adia por 3 anos decisão de destruir vírus da varíola


Os países-membros da OMS (Organização Mundial da Saúde) concordaram na terça-feira (24/05) em adiar por três anos a decisão de fixar uma nova data para destruir as últimas amostras do vírus da varíola, uma doença erradicada em 1980.

Após dias de intensos debates na Assembleia Mundial da Saúde realizada em Genebra, os países não conseguiram chegar a um acordo sobre uma data para destruição dos vírus, que estão armazenados em laboratórios na Rússia e nos Estados Unidos.

"A boa notícia é que alcançaram um consenso sobre reafirmar a decisão de que o vírus deve ser destruído", o que já foi acordado em 1986, disse à imprensa Pierre Formenty, especialista da OMS.

Adiantou, entretanto, a confirmação "de que a discussão sobre a uma nova data ocorrerá na Assembleia Mundial da Saúde dentro de três anos".

Esta foi a quarta vez no último quarto de século que os representantes dos 193 estados-membros da OMS abordaram a questão da destruição do vírus da varíola.

As discussões ocorrem entre os partidários da destruição, que defendem desfazer-se o mais rápido possível desses vírus, alegando o temor de que caiam nas mãos de terroristas, e os favoráveis em preservá-lo, ainda com objetivos de pesquisa científica.

Formenty reconheceu que "as antigas vacinas que permitiram a erradicação da varíola agora já não poderiam ser utilizadas" porque foi comprovado que têm efeitos colaterais perigosos.

"Não é possível administrar a pessoas com sistema imunitário frágil, como os soropositivos", o que deixaria de fora grandes populações em países com altas taxas de Aids.

O analista reconheceu que a única possibilidade de a varíola reaparecer seria se alguém tivesse acesso às amostras guardadas, e lembrou que uma volta natural da varíola é impossível, pois o vírus já não está presente na natureza nem no homem e em outras espécies animais.

Só estão guardadas amostras em dois laboratórios de alta segurança: em Atlanta (EUA), que tem mais de 400, e em Koltsovo (Rússia), onde estão outras 120.

"Alguns países nos comunicam a cada ano sobre informações de grupos que poderiam ter acesso a esses armazéns, sempre há rumores", assinalou.

Durante as discussões, Rússia e EUA reiteraram suas posições favoráveis a guardar por mais algum tempo os vírus com fins de pesquisa.

"Acreditamos que é preciso continuar com as pesquisas científicas em torno da varíola. A destruição dos vírus vivos seria irreversível", disse o representante russo.

Também chamou a atenção sobre a possibilidade de reservas ilegais de vírus em locais autorizados, por isso que "é prudente manter os dois centros atuais que apresentam todas as garantias de segurança para enfrentar uma eventual alta da varíola".

Por sua vez, os EUA assinalaram que "apoiam de maneira clara a destruição dos vírus depois da conclusão do programa de investigação aprovado pela OMS".

Assinalou que ainda é necessário desenvolver antivirais e vacinas "mais seguras e eficazes do que as existentes" e disse que preservar por um tempo mais os vírus vivos representa "uma vantagem em termos de saúde pública a longo prazo".

A varíola é uma doença altamente contagiosa, e era uma das mais temidas no mundo por sua alta taxa de mortalidade --30% dos afetados--, até ser erradicada após uma intensa campanha global de vacinação.

O último caso conhecido de contágio natural ocorreu na Somália em 1977. Outro episódio de contágio emblemático foi o registrado em 1978 em Birmingham (Reino Unido), quando uma funcionária de uma escola de medicina morreu em consequência de um acidente no laboratório.


FONTE: Folha.com, 24/05/2011

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ligação entre 560 cidades será local a partir de sábado



 Os usuários de telefones fixos de 39 regiões metropolitanas e três regiões integradas de desenvolvimento poderão fazer a partir de sábado (28) chamadas a custo de ligação local para municípios com mesmo DDD e que apresentem continuidade geográfica, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

De acordo com o comunicado, a mudança irá beneficiar, direta ou indiretamente, até 68 milhões de pessoas em cerca de 560 municípios. Essa revisão é feita anualmente.

 
"O novo regulamento amplia os critérios de definição de áreas locais, que passa a abranger o conjunto de municípios pertencentes a uma região metropolitana ou região integrada de desenvolvimento [Ride] que tenham continuidade geográfica e pertençam a um mesmo código nacional de área [DDD]", explica em nota.

Chamadas entre cidades como Campinas (SP) e Americana (SP), Campinas e Indaiatuba (SP), Santos (SP) e Guarujá (SP) e Santos e Praia Grande (SP) custarão, em média, R$ 0,07 o minuto.

Atualmente, as ligações entre essas cidades custam R$ 0,10 o minuto no horário normal --segunda a sexta das 7h às 9h, das 12h às 14h, das 18h às 21h e aos sábados das 7h às 14h-- e R$ 0,22 no diferenciado --segunda a sexta das 9h às 12h e das 14h às 18h. Os valores não incluem impostos e foram estimados pela Anatel.

Foram contempladas no regulamento: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Baixada Santista (SP), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Vale do Aço (MG), Rio de Janeiro (RJ), Grande Vitória (ES), Goiânia (GO), Vale do Rio Cuiabá (MT), Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Agreste (AL), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Recife (PE), Natal (RN), Cariri (CE), Fortaleza (CE), Sudoeste Maranhense (MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Capital (RR), Central (RR), Sul do Estado (RR), Florianópolis (SC), Chapecó (SC), Vale do Itajaí (SC), Norte/Nordeste Catarinense (SC), Lages (SC), Carbonífera (SC) e Tubarão (SC).

Quanto às regiões de Foz do Rio Itajaí (SC), Grande São Luís (MA) e São Paulo (SP), todos os seus municípios já são considerados uma mesma área local. As Rides são Distrito Federal e Entorno (DF/GO/MG), Pólo Petrolina e Juazeiro (PE/BA) e Grande Teresina (PI/MA).


FONTE: Folha.com, 23/05/2011

Exame para revalidar diplomas tem adesão de 31 instituições


Parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação garantiu a participação de universidades públicas de todo o país no exame. Inscritos serão submetidos a modelo unificado de revalidação dos diplomas médicos expedidos por instituições do exterior

O exame nacional de revalidação de diplomas médicos expedidos por universidades estrangeiras (Revalida) terá a participação de 31 universidades públicas, que em abril firmaram termo de adesão com o Ministério da Educação. A região Nordeste concentra o maior número de instituições que aderiram ao exame, com nove universidades federais e uma estadual.

O Revalida será aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) em colaboração com a subcomissão de revalidação de diplomas médicos, da qual participam representantes dos ministérios da Saúde, Educação e Relações Exteriores e da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes), além do Inep, que fará publicar edital com o cronograma de inscrições dos candidatos e os locais de realização das provas.

A inscrição no exame pode ser feita pelo candidato que tenha diploma expedido no exterior em curso reconhecido pelo MEC ou por órgão correspondente do país onde se formou. O Revalida terá uma etapa de prova teórica e outra de prova prática de habilidades clínicas. A avaliação será feita a partir da matriz de correspondência curricular, documento elaborado pela subcomissão de revalidação com base nas diretrizes curriculares nacionais do curso de medicina no Brasil.

A elaboração de um novo modelo para a revalidação dos diplomas obtidos por estudantes em universidades estrangeiras teve início no ano passado, a partir de projeto-piloto do qual participaram 25 universidades públicas. Participaram do projeto 628 candidatos com diplomas oriundos de 32 países. Atualmente, os alunos formados em medicina em universidades de outros países precisam revalidar os diplomas em instituição pública brasileira, mas cada universidade adota procedimentos próprios. Com o exame nacional, o MEC e Ministério da Saúde pretendem unificar o processo, com critérios técnicos e conceituais claros.

A relação das instituições que aderiram ao Revalida consta da Portaria nº 1.126, de 18 de maio de 2011, da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, publicada nesta quinta-feira, 19, no Diário Oficial da União, seção 1, página 21.

Outras informações

Atendimento à Imprensa
(61) 3315-3580 e 3315-6246

Atendimento ao cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315 2425


Fonte: Ministério da Saúde. 23/05/2011


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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Apresentação dos recursos da ISI Web of Knowledge


       Dia 23/05, segunda-feira, das 14h às 17h haverá na sala 618, apresentação dos recursos da WEB OF SCIENCE (Índice de citações, Cálculo de índice bibliométrico, etc.) e END NOTE.

      O objetivo do evento é apresentar, para alunos de graduação e pós-graduação, docentes, bibliotecários  e demais interessados, os recursos do portal ISI Web of Knowledge para pesquisa em periódicos nas áreas de ciências, ciências sociais, artes e humanidades, incluindo a pesquisa de referências citadas, o fator de impacto dos periódicos e o gerenciamento de referências bibliográficas selecionadas.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

No Dia Nacional de Luta Antimanicomial, Brasil mostra avanços na assistência em saúde mental



Modelo adotado no Sistema Único de Saúde (SUS) prioriza rede integrada de atendimento, com diferentes opções de tratamento, inclusive internação para os casos necessários.

No Dia Nacional de Luta Antimanicomial, comemorado hoje (18), o Brasil mostra avanços na assistência aos brasileiros com transtornos mentais atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS). Afinado aos princípios da Reforma Psiquiátrica, instituída no país há 10 anos pela Lei 10.216/01, o governo federal impulsionou a construção de um modelo humanizado de atenção integral na rede pública de saúde, que mudou o foco da hospitalização como centro ou única possibilidade de tratamento aos pacientes.

Consciente que este é o modelo mais adequado para o cuidado dos pacientes, o governo federal – coordenador das políticas nacionais de saúde – introduziu no SUS novas medidas complementares de tratamento aos brasileiros com transtornos mentais, inclusive a dependentes químicos, sem desconsiderar a assistência hospitalar para os casos em que o diagnóstico médico demanda tratamento medicamentoso e internação.

“A data merece ser comemorada por todos. O governo brasileiro tem apoiado a luta antimanicomial e mostrado avanços no setor. Além de ampliamos o acesso ao tratamento, melhoramos as condições de assistência”, afirma o coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori. “O atual modelo de assistência garante aos pacientes o exercício dos direitos civis e de uma vida mais plena”, completa.

Atualmente, a atenção especializada em saúde mental é oferecida, no SUS, por meio de 1.650 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que estão implementados em todos os estados. Essa quantidade de CAPS é quase quatro vezes maior que em 2002, quando o país contava com 424 Centros. As equipes que atuam nos centros são formadas por médicos psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e outros profissionais de saúde.

Só nos CAPS, foram registrados, em 2010, 21 milhões de atendimentos ambulatoriais em saúde mental – 50 vezes maior que a quantidade deste tipo de assistência prestada em 2002 (423 mil procedimentos). Especificamente para crianças e adolescentes, os atendimentos nos CAPS infantis saltaram de 12,2 mil, em 2002, para 1,2 milhão, ano passado.

REDE DE ASSISTÊNCIA – Além dos CAPS, a rede de atenção integrada em saúde mental também conta com os atendimentos oferecidos por meio das Equipes de Saúde da Família (quase 32 mil equipes em todo o país), das Casas de Acolhimento Transitório (CATs), dos Consultórios de Rua e das Comunidades Terapêuticas.

Na rede hospitalar, estão disponíveis 32.735 leitos. A eles, somam-se outros cerca de dois mil leitos nos CAPS, nas CATs e nas Comunidades Terapêuticas. Todos eles recebem recursos financeiros do governo federal.

De 2002 a 2011, os recursos federais destinados à Política Nacional de Saúde Mental cresceram três vezes (quase 200%) – saltando de R$ 620 milhões para R$ 1,8 bilhão ao ano.

DE VOLTA PARA CASA - O programa De Volta Para Casa foi criado pelo governo federal em 2003 e já beneficia mais de 3,7 mil brasileiros em 614 municípios, que devem solicitar adesão à medida. O programa consiste em um auxílio financeiro mensal (per capita) de R$ 320 para os pacientes que receberam alta hospitalar após um histórico de internação psiquiátrica. Só em 2010, o Ministério da Saúde – coordenador da Política Nacional de Saúde Mental, que é executada pelas secretarias municipais de saúde – investiu R$ 13,8 milhões no programa De Volta Para Casa.

Fonte: Ministério da Saúde

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Farmácia Popular: cinco novos medicamentos são ofertados nas unidades próprias do programa


População passa a ter acesso à losartana, loratadina, fluoxetina, clonazepan e alendronato de sódio nas 547 unidades administradas pelo governo federal.

A lista de itens ofertados pelo Programa Farmácia Popular do Brasil cresceu de 108 para 113. A partir desta semana, as 547 unidades próprias (administradas pelo Governo Federal) passaram a oferecer cinco novos medicamentos: losartana potássica (contra hipertensão arterial), loratadina (antialérgico), fluoxetina (antidepressivo), clonazepan (ansiolítico) e alendronato de sódio (osteoporose). O losartana potássica será gratuito, ao lado dos outros 12 medicamentos para hipertensão e diabetes que, desde fevereiro, integram a ação Saúde Não Tem Preço. Os outros quatro itens terão 90% de desconto.

“Este é um avanço importante do Programa Farmácia Popular: os cinco medicamentos incorporados tratam doenças crônicas, que acometem grande parcela da população. Ao facilitar o acesso a esses medicamentos, o governo federal espera proporcionar uma maior qualidade de vida às pessoas”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Atualmente, as unidades próprias estão presentes em 431 municípios brasileiros. O Farmácia Popular do Brasil foi criado em 2004 pelo governo federal para oferecer à população mais uma forma de obtenção de medicamentos, além dos 560 tipos oferecidos gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O Farmácia Popular foi estendido à rede privada de farmácias e drogarias em 2006, recebendo a denominação “Aqui Tem Farmácia Popular”, onde são ofertados 25 itens. Este programa já conta com 15.326 estabelecimentos credenciados em 2,5 mil municípios.

AVANÇO – Um novo balanço realizado para o Aqui Tem Farmácia Popular aponta um crescimento de 105% do programa desde fevereiro, quando foi lançado o Saúde Não Tem Preço, até o momento. Nos três primeiros meses da ação, foram realizadas 8,5 milhões de autorizações (venda e oferta gratuita de todos os 25 itens). Já nos três meses anteriores ao início da ação, de novembro de 2010 a fevereiro de 2011, foram contabilizadas 4,1 milhões de autorizações. Só a saída de medicamentos para hipertensão aumentou 136%, passando de 2 milhões no trimestre anterior ao início do Saúde Não Tem Preço para 4,9 milhões no trimestre posterior ao lançamento da ação. No caso dos medicamentos para diabetes, o salto foi de 93%, subindo de 979,2 mil para 1,8 milhões.


Fonte: Ministério da Saúde, 17/05/2011


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terça-feira, 17 de maio de 2011

Cesárea aumenta em 58% risco de obesidade, indica pesquisa

O risco de ficar obeso na idade adulta é 58% maior para quem nasce de cesárea do que de parto natural. A conclusão é de pesquisa que acompanhou 2.057 pessoas no nascimento e os 25 anos de idade, organizada pela USP de Ribeirão Preto e publicada no "American Journal of Clinical Nutrition".
 
A vendedora Ana Cláudia de Castro, 32, de Ribeirão Preto (SP), que nasceu de cesárea
Um motivo possível para essa relação é que, na cesárea, o bebê não entra em contato com a flora vaginal da mãe, como no parto normal.

A falta de contato pode afetar a formação da flora intestinal, facilitando a obesidade, segundo a gastroenterologista Helena Goldani, uma das autoras do trabalho.

Outros estudos já mostraram que crianças com menor quantidade de bactérias "boas" para a flora intestinal no primeiro ano de vida eram mais obesos aos sete anos. Os pesquisadores da USP decidiram, então, avaliar a hipótese em adultos.

Um grupo de jovens nascidos em 1978, cujos dados de parto haviam sido registrados, foi convocado para uma nova avaliação feita entre 2002 e 2004.

Os jovens, com idades entre 23 e 25 anos, foram pesados e responderam a questões sobre atividade física e alimentação, entre outras.

Dos que nasceram de cesárea, 15,2% tinham índice de massa corporal acima de 30, que indica obesidade. Entre os nascidos de parto normal, 10,4% eram obesos.

São casos como de Ana Cláudia de Castro, 32. Ela nasceu de cesárea e diz sempre ter "brigado" com a balança.

"Consigo emagrecer, mas, depois, ganho peso."

Agora, os pesquisadores vão analisar a flora intestinal de bebês nascidos de parto cesariano. Eles estão coletando fezes de bebês que hoje têm um ano.

Fábio Ancona, pediatra nutrólogo da Unifesp, diz que o resultado da pesquisa serve como alerta, porque o Brasil é "recordista" de cesáreas.

JULIANA COISSI, de Ribeirão Preto

Fonte: Folha.com, 17/05/2011

Referência do artigo:
Goldani, H. A. ; Bettiol, H. ; Barbieri, M. A. ; Silva, A. A. ; Agranonik, M. ; Morais, M. B. ; Goldani, M. Z. Cesarean delivery is associated with an increased risk of obesity in adulthood in a Brazilian birth cohort study. American Journal of Clinical Nutrition, p. press, 2011.

Princesa é o primeiro humano diagnosticado com doença coronária

O primeiro ser humano a ser diagnosticado com uma doença coronária é uma princesa do Egito que viveu entre 1580 a.C. e 1550 a.C., informou a Sociedade Europeia de Cardiologia nesta terça-feira.

A identificação, que chega com um "atraso" de aproximadamente 3.500 anos, foi possível por uma tomografia computadorizada da múmia da princesa Ahmose-Meryet-Amon, feita por cientistas, das Universidades da Califórnia e de Al-Azhar, do Cairo.

A técnica não invasiva fornece imagens detalhadas e em alta qualidade do corpo.

A princesa tinha aterosclerose, com material gorduroso obstruindo duas de suas três principais artérias coronárias, o que provocou a sua morte aos 40 anos. Ela morava em Tebas, onde atualmente é a cidade de Luxor (sul do Egito).

Princesa egípcia, que morreu devido a uma doença coronária, viveu entre 1580 a.C. e 1550 a.C.
Imagem: Michael Miyamoto/European Society of Cardiology/France Presse

Scanner possibilitou uma tomografia computadorizada da múmia da princesa; ela morreu de aterosclerose.
Imagem: Michael Miyamoto/European Society of Cardiology/France Presse

DA FRANCE PRESSE 

Fonte: Folha.com, 17/05/2011

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Consumo excessivo de álcool danifica memória de jovens


Pesquisadores espanhóis descobriram que uma bebedeira pode destruir a memória de longo prazo de jovens adultos.

A informação foi publicada nesta terça-feira (17) no site do jornal britânico "The Telegraph".

Eles acreditam que o consumo abusivo de álcool torna mais difícil a construção de novas memórias, pois o hipocampo -- uma área no centro do cérebro que desempenha papel-chave na aprendizagem e memória -- é muito suscetível aos seus efeitos tóxicos.

A descoberta é preocupante, pois a embriaguez é um problema crescente no Reino Unido e em outros países europeus, particularmente em jovens e universitários.

O estudo com universitários descobriu que o consumo excessivo de álcool afeta a memória declarativa -- uma forma de memória de longo prazo. Os estudantes mostraram uma redução na capacidade de aprender novas informações que lhes são transmitidas verbalmente.

Em uma escala, eles obtiveram as menores pontuações em dois testes para saber quanto conhecimento eles retiveram e recolheram.

Segundo a pesquisadora Maria Parada, da Universidade de Santiago de Compostela, "em países do norte europeu, há uma forte tradição de consumo esporádico, orientado, de álcool. Em contraste, os países da costa do Mediterrâneo, como a Espanha, são tradicionalmente caracterizados por um consumo mais regular de baixas doses de álcool."

"É importante examinar os efeitos do álcool no hipocampo, pois em estudos com animais, especialmente em ratos e macacos, esta região parece sensível aos efeitos neurotóxicos do álcool, e ela desempenha um papel fundamental na memória e aprendizado. Em outras palavras, o consumo excessivo de álcool pode afetar a memória de jovens adultos, o que pode prejudicar o seu dia a dia."

O estudo, publicado na revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research, analisou 122 estudantes universitários espanhóis, com idades entre 18 a 20 anos. Eles foram divididos em dois grupos: os que beberam e os que se abstiveram.

Foram então submetidos a uma avaliação neuropsicológica que incluiu recordar experiências visuais e verbais.

"Nossa principal descoberta foi uma clara associação entre o consumo excessivo de álcool e a menor capacidade de aprender novas informações verbais em universitários saudáveis, mesmo após o controle de outras possíveis variáveis, como nível intelectual, histórico de distúrbios neurológicos ou psicopatológicos, uso de outras drogas, ou histórico familiar de alcoolismo", disse Parada.


Fonte: Folha.com, 17/05/2011
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Dia do Desafio 2011 mobiliza mais de 90% dos municípios gaúchos


Prática esportiva ocorre no próximo dia 25



Com a presença do medalista olímpico, Lars Grael, foi lançado na segunda-feira(9), em Porto Alegre, o Dia do Desafio 2011, na sede do Sesc, centro da cidade. Reunindo 464 municípios gaúchos, a edição deste ano espera reunir 4 milhões de pessoas para que interrompam suas atividades rotineiras e pratiquem, por pelo menos 15 minutos consecutivos, qualquer tipo de atividade física.

A ação, que ocorre no próximo dia 25, acontece em forma de competição entre duas cidades de mesmo porte populacional. Porto Alegre concorrerá com Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O município que mobilizar mais pessoas em relação ao número oficial de habitantes vence. De acordo com o diretor regional do Sesc RS, Everton Dalla Veccchia, o objetivo é juntar milhares de participantes para que saiam da rotina e pratiquem exercícios durante o expediente de trabalho.

O vencedor do Dia do Desafio será aquele município que mobilizar a maior porcentagem de pessoas em relação ao número de habitantes. A ação ocorre toda a última quarta-feira do mês de maio e integra o calendário oficial do Estado. O evento foi criado no Canadá, em 1983. No Brasil, o dia foi lançado em 1995. Atualmente, o RS é o segundo estado brasileiro com o maior número de participantes.

Fonte: Ronaldo Berwanger / Rádio Guaiba


No Rio Grande do Sul, o Dia do Desafio foi incluído no calendário oficial do Estado a partir da Lei 12.492 de 16 de maio de 2006, de autoria do deputado estadual Giovani Cherini. Em 2010, o Dia do Desafio mobilizou 4.085.736 gaúchos em 442 municípios.

Cidades que aderiram:

1. ARATIBA;
2. ÁUREA;
3. BARÃO DE COTEGIPE;
4. BARRA DO RIO AZUL;
5. BENJAMIN CONSTANT DO SUL
6. CAMPINAS DO SUL;
7. CENTENÁRIO;
8. CHARRUA;
9. CRUZALTENSE;
10. ENTRE RIOS DO SUL;
11. EREBANGO;
12. ERECHIM;
13. ERVAL GRANDE;
14. ESTAÇÃO;
15. FAXINALZINHO;
16. FLORIANO PEIXOTO;
17. GAURAMA;
18. GETÚLIO VARGAS;
19. IPIRANGA DO SUL;
20. ITATIBA DO SUL
21. JACUTINGA;
22. MACHADINHO;
23. MARCELINO RAMOS;
24. MARIANO MORO;
25. MAXIMILIANO DE ALMEIDA;
26. PAULO BENTO;
27. PONTE PRETA;
28. QUATRO IRMAÕS;
29. SÃO JOÃO DA URTIGA;
30. SÃO VALENTIM;
31. SEVERIANO DE ALMEIDA;
32. TRÊS ARROIOS;
33. VIADUTOS.

FONTE: SESC-RS

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