quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vida estressante na cidade

 
Pesquisa indica que duas regiões específicas no cérebro são particularmente afetadas pela vida em centros urbanos. Trabalho é destacado na capa da Nature (Wikimedia)

Agência FAPESP – Nascer e crescer em uma cidade grande está geralmente associado a um maior risco de desenvolver problemas como ansiedade e distúrbios de comportamento. Mas não se conhecem os mecanismos biológicos por trás dessas associações.

Um novo estudo, conduzido por pesquisadores da Alemanha e do Canadá, é o primeiro a mostrar que duas regiões no cérebro, que atuam na regulação tanto da emoção como do estresse, são particularmente afetadas pela vida urbana.

A pesquisa foi destacada na capa da edição atual da revista Nature. Segundo Jens Pruessner, da Universidade McGill, no Canadá, e colegas, os resultados poderão ajudar no desenvolvimento de estratégias para melhorar a qualidade de vida nessas áreas.

“Estudos anteriores mostraram que o risco de desenvolver ansiedade é 21% maior para pessoas que vivem em grandes cidades, as quais também têm 39% mais chances de desenvolver distúrbios de comportamento. Além disso, a incidência de esquizofrenia é quase duas vezes maior em quem vive em cidades. Esses números são preocupantes e determinar a biologia por trás dessas manifestações é o primeiro passo para remediar essa tendência”, disse Pruessner.

Os pesquisadores avaliaram as atividades cerebrais de voluntários saudáveis de áreas urbanas e rurais na Alemanha. Por meio da análise de imagens obtidas por ressonância magnética funcional, o grupo observou que viver nas cidades estava associado com maiores respostas ao estresse na amígdala, parte do cérebro envolvida no controle da emoção e do humor.

Por outro lado, ter crescido em área urbana se mostrou associado com atividade maior no córtex cingulado, região envolvida na regulação do estresse.

“Os resultados sugerem que diferentes regiões no cérebro são sensíveis à experiência de viver na cidade durante períodos distintos da vida de um indivíduo. Novas pesquisas poderão esclarecer a relação entre esses efeitos e psicopatologias”, disse Pruessner.

O artigo City living and urban upbringing affect neural social stress processing in humans (doi:10.1038/nature10190), de Florian Lederbogen e outros, pode ser lido aqui.


FONTE: Agência FAPESP, 27/06/2011

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Horários da Biblioteca no período de Greve

                
             Em razão da Greve dos Servidores Públicos Federais, a Biblioteca passará a funcionar nos seguintes horários, a partir de 30 de junho (Quinta-feira):

MANHÃ
Das 10h às 12h

TARDE
Das 14h às 17h

NOITE
Das 19h às 21h   


terça-feira, 28 de junho de 2011

Biblioteca completa 9 anos de atividades


A Biblioteca está de Parabéns!!

             Hoje a Biblioteca  Paulo Lacerda de Azevedo está completando 9 anos de atividades em suas novas instalações.

             Nesses nove anos muito foi feito, mas sabemos que muito ainda precisa ser melhorado para promover melhores serviços e condições de estudo e recursos de informação aos seus usuários!!

             Contamos com a colaboração e a participação de todos para comemorarmos os próximos anos!!
                       
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Médicos pedem menos tomografias para evitar radiação


Médicos brasileiros estão reduzindo os pedidos de tomografia e substituindo o exame por outros que não emitem radiação ionizante, como o ultrassom e a ressonância magnética.

A iniciativa, confirmada pelo CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem), ocorre após estudos recentes revelarem que até 2% dos cânceres nos Estados Unidos são resultantes das irradiações da tomografia computadorizada.

Também está em discussão na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a revisão de uma portaria de 1995 que regulamentou a radiologia no Brasil.

A nova versão do documento vai estabelecer o limite de radiação que os pacientes devem receber em um exame radiológico.

A radiação ionizante pode causar morte celular, e a probabilidade de câncer é proporcional à dose recebida.

Hoje não há um limite estabelecido de quantos exames uma pessoa pode fazer para estar segura. A orientação é quanto menos, melhor.

Estudos apontam que o risco de câncer aumenta quando a exposição à radiação, que é cumulativa, passa de 40 millisieverts (mSv).

Em uma tomografia computadorizada de abdome, por exemplo, o paciente se expõe de 2 mSv a 10 mSv de radiação ionizante. Se for obeso, a dose chega a ser o dobro.

A preocupação cresceu porque, nos últimos anos, a tomografia passou a ser um dos exames mais pedidos pelos médicos e, muitas vezes, sem necessidade.

Nos EUA, ela responde por 50% de toda radiação recebida em exames. Estima-se que até 40% dos exames feitos por ano sejam desnecessários. No Brasil, não há estimativas do tipo, mas estudos mostram situação parecida.

ULTRASSOM

Para o radiologista Fernando Alves Moreira, especialista em tomografia e porta-voz do CBR, o comportamento dos médicos brasileiros começa a mudar.

"Como a tomografia tem uma resolução melhor e consegue pegar alterações menores, o pessoal pedia mais. Agora, com a preocupação da radiação, já se intercala com ultrassom ou ressonância."

O urologista Miguel Srougi, professor titular da USP, é um dos que mudaram de conduta, passando a limitar os pedidos de tomografia computadorizada no seguimento de pacientes oncológicos.

Antes, ele solicitava uma tomografia a cada quatro meses nos casos de tumores de bexiga, por exemplo. Agora, intercala o exame com o ultrassom. "Se der alguma anormalidade, aí peço a tomografia. Diante das novas evidências, deve ser usada com cautela."

O oncologista Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, diz que há mudanças também no acompanhamento do câncer de testículo.

"O exame deve ser feito para complementar uma hipótese clínica, nunca para avaliar se há um câncer quando não existe outra indicação de que isso esteja acontecendo."

Leia mais aqui.
 
Fonte: Folha de São Paulo, 25/06/2011.
   
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Horário da Sala 618

  

       A partir desta segunda-feira, dia 27/06, a Sala 618 volta a funcionar em seu horário normal, ou seja, das 10h às 19h.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Feriadão

               Em razão do feriado de Corpus Christi nesta quinta-feira (23/06), a Biblioteca não abrirá na sexta e sábado.

               As devoluções destes dias deverão ser feitas na segunda-feira sem cobrança de multas.

                          Bom feriado ou feriadão a todos!!

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Governo corta verba para alcoolismo e eleva para droga ilícita

Mario Cesar Carvalho
de São Paulo

É a política do cobertor curto. O governo reduziu entre 1998 e 2007 as verbas para tratar dependentes de álcool e aumentou para quem usa drogas ilícitas como crack, cocaína e maconha, segundo levantamento do economista Daniel Cerqueira, da Fundação Getúlio Vargas do Rio.

Não há números muito precisos, mas a dependência de álcool atinge cerca de 16 milhões de pessoas. Já os dependentes de drogas ilícitas não são mais do que 6 milhões.

A queda de gastos foi detectada a partir do Datasus, que reúne dados do sistema de saúde pública no país.

Em 1998, o governo gastou R$ 413 milhões em tratamentos de transtornos do álcool. Em 2007, essa cifra caiu para R$ 226 milhões, um recuo de 45%. As internações nesse período diminuíram 26% (de 87.889 para 65.159).

Com as drogas ilícitas, ocorreu o fenômeno inverso: houve aumento de verbas, mas numa proporção menor do que o crescimento das internações. Os gastos com tratamentos, que eram de R$ 55 milhões em 1998, alcançaram R$ 95 milhões em 2007.

O número de internamentos explodiu nesse período. Passou de 13.905 em 1998 para 32.847 dez anos depois, um salto de 136%.

O total das verbas para tratar dependência de álcool e de drogas ilícitas caiu 31% nesses dez anos, de R$ 468 milhões para R$ 321 milhões.



SEM JUSTIFICATIVA

O Ministério da Saúde confirma que as internações para álcool caíram, mas diz que os recursos aumentaram.

O álcool é apontado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como a droga mais consumida no mundo. Seu uso é responsável por 4% das mortes, segundo a entidade.

"Essa queda de recursos para os transtornos do álcool é escandalosa", diz Dartiu Xavier, diretor do Proad (Programa de Orientação e Assistência a Dependentes).

Não faz sentido, segundo ele, diminuir recursos para um problema que é muito maior do que o das drogas.

"O álcool precisa de mais internação do que as outras drogas porque a síndrome de abstinência exige um atendimento hospitalar", diz.

A psicóloga Ilana Pinsky, vice-presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas) e defensora das internações, diz que a estratégia do governo é esconder a redução dos gastos com álcool. "Estão usando o drama do crack, que é grave, para não falar de álcool."

O programa federal contra a dependência chama-se Plano de Combate ao Crack e Outras Drogas.

Para o psiquiatra Valentim Gentil, professor da USP, os cortes de verbas para álcool integram uma política de redução de leitos de psiquiatria. O governo fechou 80 mil leitos entre 1989 e 2010.

Fonte: Folha de São Paulo: 20/06/2011


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Quatro milhões de idosos sofrem maus-tratos na Europa por ano

da EFE

Pelo menos quatro milhões de idosos sofrem abusos físicos a cada ano na Europa e cerca de 2.500 são mortos por um membro da família, segundo um relatório publicado quinta-feira (16) pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Os idosos são vítimas de humilhações como bofetadas, murros, socos, queimaduras e cortes e são trancados em seus quartos durante horas ou até dias, afirma o relatório divulgado durante a 3ª conferência europeia de prevenção de maus-tratos e promoção da segurança, realizada em Budapeste.

Segundo o estudo -- que analisou a situação dos idosos em 53 países europeus --, além dos quatro milhões que sofrem abusos físicos, 29 milhões são submetidos a agressões psicológicas, como insultos ou ameaças, e seis milhões são vítimas de roubos de dinheiro ou fraudes.

Além disso, cerca de um milhão de idosos sofrem abusos sexuais em forma de assédio, estupros ou exposição à pornografia.

Aqueles que têm Alzheimer, demência ou alguma incapacidade possuem mais probabilidade de serem vítimas de algum tipo de abuso, da mesma forma que os idosos de classes menos favorecidas da população.

A diretora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, afirmou que a situação é "muito grave", já que "os abusos afetam os idosos física e emocionalmente no momento mais vulnerável de suas vidas".

"A população europeia está cada vez mais envelhecida, por isso é urgente que os governos resolvam este problema social o mais rápido possível e que os serviços públicos de saúde prestem socorro às vítimas de maus-tratos", acrescentou.

Em 2050, um terço da população europeia terá mais de 60 anos, devido à combinação do aumento da expectativa de vida com a queda da natalidade, o que significa que serão necessários cada vez mais recursos para efetuar o pagamento das pensões e das prestações sociais.

Esta situação, segundo a OMS, aumentará a dependência da terceira idade em relação aos mais jovens, o que pode causar um aumento no número de abusos a idosos ao alterar a estrutura econômica e social das famílias.

Fonte: Folha de São Paulo, 16/06/2011

Assistência ao parto poderia salvar 3,5 milhões de vidas ao ano

da EFE

Uma assistência ao parto adequada poderia salvar 3,5 milhões de vidas ao ano, como garante um relatório da ONU apresentado nesta segunda-feira na cidade sul-africana de Durban, durante a Confederação Internacional de Parteiras realizado a cada três anos.

Pelo relatório, elaborado pelo UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), as mortes de mães e crianças em 58 países seriam drasticamente reduzidas se melhorassem os partos antes de 2015 e se fosse superado o deficit de parteiras, que chega a 350 mil profissionais.

A cada ano, 358 mil mulheres perdem a vida na gravidez ou no parto, 2 milhões de recém-nascidos morrem nas primeiras 24 horas de vida e 2,6 milhões de crianças nascem mortas, devido ao fato de o atendimento médico ser inadequado ou insuficiente, detalha o comunicado da Confederação Internacional das Parteiras.

O relatório revela que a menos que 112 mil novas parteiras sejam qualificadas, 38 dos 58 países pesquisados talvez não alcancem até 2015, um dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas: que 95% dos partos sejam atendidos por equipes qualificadas.

Além disso, se existissem centros de saúde suficientes, aponta o relatório, que atendessem sem demora as complicações, poderiam ser evitadas muitas mortes: 61% de todos os óbitos maternos, a metade das mortes prévias ao nascimento e 60% das mortes de recém-nascidos.

Fonte: Folha de São Paulo, 20/06/2011
 
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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Pólio começa neste sábado



Todas as crianças menores de 5 anos devem receber as duas gotinhas para prevenir a paralisia infantil. Em oito estados, também haverá vacinação contra sarampo, para crianças de 1 ano a menores de 7 anos.

Os postos de saúde de todo o país funcionarão neste sábado (18) durante o Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Todas as crianças de zero a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) devem tomar as duas gotinhas contra a paralisia infantil. A meta é vacinar pelo menos 95% das 14.148.182 crianças nessa faixa etária, em todo o Brasil. A segunda fase da campanha será no dia 13 de agosto, quando meninos e meninas dessa idade devem ser novamente levados aos postos, para tomar mais duas gotinhas.

A convocação dos pais e dos responsáveis para levar as crianças aos postos de vacinação começou no último domingo, por meio da campanha publicitária veiculada nos principais meios de comunicação do país. O Ministério da Saúde investiu R$ 46,6 milhões na compra e distribuição das vacinas a serem usadas nas duas etapas da campanha nacional. Além disso, transferiu R$ 20,2 milhões às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, para organizarem a campanha. Ao todo, o Ministério da Saúde enviou 21.665.465 doses para todos os estados e o Distrito Federal (confira a tabela 1).

A pólio é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a infecção se dá principalmente por via oral.

O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso da doença no país foi registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. Porém, é importante continuar vacinando as crianças porque o vírus da paralisia infantil permanece ativo em outros países. De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos da doença e quatro deles são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão.

Vacinação contra o sarampo

Ainda no sábado (18 de junho), em todos os municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas, além das duas gotinhas contra a pólio, crianças também vão ser vacinadas contra o sarampo. Neste caso, a idade do público a ser vacinado vai de 1 ano a menores de 7 anos (6 anos, 11 meses e 29 dias), mesmo que a criança já tenha tomado esta vacina anteriormente.

O objetivo é manter o Brasil sem transmissão disseminada do vírus causador do sarampo, uma vez que, neste momento, há surto da doença na Europa. De acordo com a OMS, desde janeiro, já foram registrados mais de 6,5 mil casos – sendo 5 mil deles somente na França. Com a chegada das férias de julho, aumenta tanto o fluxo de turistas estrangeiros para o Brasil quanto a ida de brasileiros para o exterior.

Por isso, o Ministério da Saúde utilizou três critérios para identificar os oito estados que vão começar a vacinar as crianças contra o sarampo: maior fluxo turístico, densidade populacional e baixa cobertura da vacina tríplice viral nos últimos anos. Nas cidades desses estados (SP, MG, RJ, RS, PE, BA, CE e AL), a vacinação contra o sarampo vai de 18 de junho a 22 de julho (confira a distribuição, na tabela 2).

Nos municípios dos demais estados e no Distrito Federal, as crianças de 1 ano a menores de 7 anos vão receber a vacina contra o sarampo em 13 de agosto, no mesmo dia em que começa em todo o país a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Pólio. A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 17.094.519 crianças nessa faixa etária, em todo o Brasil. Para tanto, foram enviadas 20.513.300 doses da tríplice viral para todos os estados e o Distrito Federal.

O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida por vírus. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. O período de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após o surgimento das manchas. A vacina é o meio mais eficaz de prevenção.

Leia mais aqui.

FONTE: Ministério da Saúde, 17/06/2011.
 
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quarta-feira, 15 de junho de 2011

          O Núcleo de Gestão Ambiental convida a comunidade interna da UFCSPA para a palestra intitulada "As novidades da Política Nacional de Resíduos Sólidos: impactos no setor saúde" com a socióloga Jussara Kalil Pires, coordenadora da Câmara Temática de Resíduos Sólidos da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES).

O evento, com entrada franca, será no dia 17 de junho às 17 horas no Anfiteatro Alimena.
   
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Brasil aprova uso de botox para tratamento de enxaqueca

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso de injeções de botox para o tratamento de enxaqueca crônica. Antes do Brasil, só EUA e Inglaterra haviam autorizado a aplicação do produto no tratamento da doença.

A aplicação do botox, marca da farmacêutica Allergan para a toxina botulínica tipo A, foi aprovada como uma forma de prevenir crises.

A substância é injetada em até 39 pontos da cabeça e do pescoço do paciente. O mecanismo de ação da droga não é totalmente conhecido.

Acredita-se que a toxina iniba a inflamação dos vasos sanguíneos da cabeça e que ela altere a percepção da dor.

A enxaqueca é causada por um desequilíbrio bioquímico de origem hereditária que leva à inflamação de vasos sanguíneos da cabeça.

As crises podem ser desencadeadas por fatores hormonais, alimentares ou emocionais. Jejum prolongado e estresse são alguns dos "gatilhos" da dor.


EFEITO TERAPÊUTICO


A toxina é feita pela bactéria causadora do botulismo, doença que leva à paralisia muscular e até à morte. Seu uso terapêutico foi aprovado pela primeira vez há 20 anos, nos EUA, para tratar estrabismo.

Desde então, passou a ser usada no tratamento de mais de 20 problemas estéticos e de saúde, das rugas às sequelas de derrames. Na maioria dos casos, o benefício à saúde é obtido porque a toxina deixa os músculos mais relaxados.

MENOS DIAS

Para aprovar a indicação do botox contra enxaqueca, a Anvisa usou uma pesquisa com 1.384 voluntários nos Estados Unidos e na Europa.

O estudo mostrou que, após seis meses de tratamento, aqueles que receberam aplicações de botox tiveram 8,6 dias a menos de enxaqueca por mês. Entre os que receberam placebo, a queda foi de 6,6 dias.

A enxaqueca é considerada crônica quando o paciente tem episódios de dor ao menos 15 dias por mês, por três meses seguidos.

Apesar de pequena, "a diferença é estatisticamente significativa", afirma o neurologista Elder Sarmento, presidente da Sociedade Latino-Americana de Cefaleia.

Segundo ele, os efeitos colaterais mais comuns do tratamento são dor no pescoço, fraqueza muscular e cefaleia.

O efeito da toxina é temporário, e, por isso, o tratamento precisa ser repetido, com periodicidade de três a seis meses. "O botox não é a solução, mas é uma nova alternativa para o tratamento", afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Marcelo Ciciarelli.


DENISE MENCHEN

do Rio

FONTE: Folha de São Paulo, 15/06/2011

Leia também:

Cientistas descobrem genes relacionados à enxaqueca

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Ministério da Saúde lança campanha para atingir 4 milhões de doadores de sangue

O Ministério da Saúde lança, nesta terça-feira (14), a nova campanha de incentivo à doação de sangue no país. A iniciativa, intitulada “Essa corrente precisa de você. Doe Sangue”, é uma das atividades previstas para marcar o Dia Mundial do Doador de Sangue. A meta da campanha é atingir 4 milhões de voluntários até 2012, o que representa 2,1% da população brasileira. O percentual da população envolvida atualmente com essa mobilização é de 1,9%.

Como forma de estimular a população a este ato de solidariedade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, visitaram a Fundação Hemocentro de Brasília nesta manhã, onde doaram sangue. A campanha 2011 também terá como meta conquistar voluntários regulares, que são aquelas pessoas que doam duas vezes ou mais vezes no período de um ano.

“Com a portaria que publicamos hoje, ampliamos o número potencial de doadores e a nossa expectativa é realmente passar do que nós temos, de 3 milhões de doações por ano. Esta campanha reforça que a doação de sangue deve ser um hábito de solidariedade”, destacou o ministro.

TESTE NAT - Durante o evento, Padilha, anunciou a expansão da realização do Teste NAT para todos os hemocentros do país. O teste de biologia molecular tem objetivo de reduzir a janela imunológica - intervalo de tempo entre a infecção e a detectação por exames da produção de anticorpos pelo corpo. O teste torna a triagem das bolsas mais confiável e reduz, por exemplo, de 70 para 20 dias esse período de detecção, no caso de Hepatite C, e de 21 para 10 dias, do HIV.

(...)

CAMPANHA NACIONAL - Segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), para manter os estoques regulares, é preciso de 1,5% a 3% da população doem sangue regularmente. Entre os fatores que fazem os hemocentros precisar cada vez mais do insumo, há o aumento de 65,3% no número de transplantes realizados no país entre 2003 e 2010, que necessitam de transfusão.

A campanha deste ano tem como proposta envolver cada vez mais as redes sociais e entidades parceiras. Estas ações têm o objetivo de mobilizar os jovens entre 18 a 29 anos. Esta faixa-etária representa cerca de 46% do público doador.
 
 
Leia mais aqui.
 
Leia também: Faixa etária para doação de sangue é ampliada

FONTE: Ministério da Saúde, 14/06/2011

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Começam inscrições para edição 2011 do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS


Candidatos têm até o dia 29 de julho para apresentar trabalhos científicos em cinco categorias diferentes. Premiação total ultrapassa R$ 55 mil

A partir desta segunda-feira (13), estarão abertas as inscrições para a edição 2011 do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os interessados poderão acessar o edital e efetuar a inscrição até o dia 29 de julho (até as 23h59min) pelo endereço eletrônico www.saude.gov.br/premio. A inscrição é gratuita. O prêmio é voltado ao reconhecimento e estímulo da produção de trabalhos científicos que poderá ser aplicados no SUS para o atendimento às necessidades da população.

Os candidatos concorrerão a mais de R$ 55 mil em prêmios. São cinco diferentes categorias: tese de doutorado (com premiação no valor de R$ 15 mil); dissertação de mestrado (R$ 10 mil); trabalho científico publicado (R$ 10 mil); monografia de especialização ou residência (R$ 5 mil) e acesso ao SUS (R$ 15 mil).

Podem concorrer pesquisadores, estudiosos e profissionais de saúde ou de qualquer área científica com trabalho aprovado em banca ou publicado no período de 13 de maio de 2010 a 12 de junho de 2011, com temática voltada para a área de Ciência e Tecnologia em Saúde e Potencial de Incorporação pelo SUS.

Os trabalhos vencedores e os que receberem menções honrosas serão divulgados, na íntegra, no portal do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br/sctie) e na Biblioteca Virtual de Saúde do Ministério (www.saude.gov.br/bvs).

NOVIDADE – Em 2011, o prêmio comemora 10 anos. Como novidade, foi criada nesta edição a categoria “acesso ao SUS”. O objetivo é reconhecer trabalhos que apresentem avaliações e indicadores sobre o acesso, acolhimento e atendimento da população, visando à promoção da saúde e prevenção de doenças. O acesso aos serviços de saúde em caráter universal é um dos princípios da Constituição Brasileira, por isso a relevância do tema para a produção de conhecimento por meio da pesquisa.

O Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS é uma iniciativa do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS).


Por Gabriel Fialho, da Agência Saúde – Ascom/MS


(61) 3315 6261/3580

FONTE: Ministério da Saúde, 13/06/2011
 
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Fonte de novos medicamentos



Indústrias farmacêuticas enfrentam crise de criatividade para desenvolver moléculas bioativas inovadoras e recorrem às universidades, apontam pesquisadores no Ciclo de Conferências do Ano Internacional da Química (foto: Eduardo Cesar)

Por Elton Alisson

Em 1928, o inglês Alexander Fleming (1881-1955) descobriu acidentalmente em uma placa de cultura esquecida em seu laboratório um fungo, o Penicillium notatum, que exterminava bactérias patogênicas como o Staphylococcus aureus.

Passados exatos 83 anos da descoberta do composto, considerado um dos mais importantes utilizados até hoje no tratamento de doenças e que iniciou a chamada “era dos antibióticos”, as indústrias farmacêuticas atravessam uma crise de criatividade no desenvolvimento de moléculas bioativas inovadoras, que possam ser utilizadas como fármacos eficazes para o tratamento de novas e antigas doenças.

A análise foi feita por Eliezer Jesus de Lacerda Barreiro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na palestra que proferiu no encontro do Ciclo de Conferências do Ano Internacional da Química 2011 sobre “Química medicinal: desafios e perspectivas”, realizado em 8 de junho, no auditório da FAPESP.

Segundo ele, em 2010 as indústrias farmacêuticas lançaram 15 moléculas bioativas contra 39 introduzidas no mercado em 1997. “Em função dessa crise de criatividade, as empresas farmacêuticas, que faturaram US$ 850 bilhões em 2010 em todo o mundo e investiram 10% desse valor em pesquisa, desenvolvimento e inovação, voltam seus olhares para as moléculas desenvolvidas nas universidades, que podem ser mais capazes de inovar em química medicinal do que os bem equipados laboratórios industriais”, disse.

Para Barreiro, as moléculas bioativas mais inovadoras surgidas nas últimas décadas foram desenvolvidas nos laboratórios das indústrias farmacêuticas mas com base no conhecimento produzido em universidades e centros de pesquisa.

O exemplo mais emblemático, de acordo com o cientista, é do cloridato de propranolol. O primeiro betabloqueador seguro para uso humano, que revolucionou o tratamento da hipertensão, foi desenvolvido pelo escocês James Black no fim nos anos 1950 com base na aplicação de conhecimentos formulados pelos alemães Hermann Emil Fischer e Paul Ehrlich.

Fischer e Ehrlich foram pioneiros na formulação da ideia de que cada molécula tinha um biorreceptor – um alvo específico para uma doença. Com base nisso, Black desenvolveu um molécula quimicamente simples, mas eficiente no tratamento de doenças coronárias e seus sintomas

“A descoberta dessa molécula por Black estimulou outros cientistas a ampliar a família de betabloqueadores. E, hoje, praticamente todas as empresas farmacêuticas presentes no mercado mundial têm um betabloqueador em seu portfólio de medicamentos”, disse Barreiro.

Além do propranolol, o professor da UFRJ citou como exemplos de inovação terapêuticas a cimetidina, também descoberta por Black em 1960 e que permitiu o controle da úlcera péptica; a sinvastatina, lançada em 1979 e voltada para redução dos níveis de colesterol; e o captropil, utilizado para o tratamento de hipertensão arterial, que foi desenvolvido com base em pesquisas brasileiras sobre peptídeos presentes no veneno da jararaca.


FONTE: Agência FAPESP, 13/06/2011

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Estudo da Yale mostra como nicotina emagrece quem fuma

Ricardo Bonalume Neto

São Paulo

Parar de fumar significa quilos a mais na balança. Agora, uma pesquisa publicada na revista "Science" desvendou o mecanismo responsável por diminuir a fome dos fumantes.

Descobriu-se que a nicotina, composto presente no tabaco e que causa dependência, reduz o apetite ativando um grupo de neurônios no cérebro, na região do hipotálamo, ligados à saciedade.

A nicotina faz esses neurônios sinalizarem que a pessoa já comeu o suficiente.

"Há duas maneiras de os fumantes se beneficiarem dessa informação para impedir que ganhem peso quando largarem o hábito", disse à Folha Marina Picciotto, da Universidade Yale (EUA), líder da pesquisa.

A cientista afirma que o uso de substitutos do cigarro, como o chiclete de nicotina, pode ativar os receptores neuronais identificados na pesquisa e ajudar a controlar o apetite da pessoa.

Outra opção, ainda experimental, é o uso da droga contra depressão, disponível na Europa Oriental, que os cientistas testaram em roedores.

"Estudos ainda podem checar se os fumantes que tomaram essa droga, o Tabex, para largar o vício tiveram menos ganho de peso do que os que largaram sem tomar", diz a pesquisadora.


 
O trabalho ajuda a explicar por que os fumantes são, em média, mais magros do que os não fumantes e por que quem para de fumar tende a engordar, como foi demonstrado por vários estudos desde a década de 1980.

A pesquisa, feita em camundongos, submeteu roedores a testes genéticos, farmacológicos, fisiológicos e comportamentais.

A descoberta abre a possibilidade para a criação de drogas que ajudem a parar de fumar e controlem o ganho de peso decorrente disso.

"Entender os mecanismos por trás dos efeitos anoréxicos de fumar também facilita o desenvolvimento de tratamentos para prevenir ou tratar a obesidade", escreveram os pesquisadores.

Leia também:
 
Maioria dos ex-fumantes ganha peso
Indústria já usou inibidor de apetite em cigarro
 
FONTE: Folha.com, 10/06/2011
  
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Palestra


  Palestra:

FALAR EM PSICANÁLISE 
com a psicanalista Lúcia Bins Ely


O que acontece no falar é o sujeito.


Livraria Cultura
Data: 15 de junho (quarta-feira) 
Horário: 19h30
Local: Shopping Bourbon Country
Av. Túlio de Rose, 80 - Porto Alegre / RS
Tel.: (51) 3028.4033


Resenha:
É o primeiro livro editado em português pelo Editorial Grupo Cero, traduzido pelos psicanalistas da Escola Brasileira de Psicanálise e Poesia Grupo Cero de Porto Alegre. Um livro que permite nos introduzir num dos pensamentos mais importantes do século XX. Freud, porque esse é o nome da obra que nos permite pensar a dimensão inconsciente como o que nunca pode faltar em um ato psíquico. Lacan porque pertencendo a historia da psicanálise renova a leitura da obra freudiana voltando aos originais: os monumentos que são os textos de Freud . Autor que nos permite pensar a transmisão da psicanálise. E “falados” porque esse livro é a posta em ato da transmisão da psicanálise.

Sabemos que pode haver atos nos quais não participa a consciência, quer dizer que acontecem de modo alheio ao sujeito. No entanto o inconsciente participa de todos os atos humanos. Se trata de um livro que não se presta a classificação, por isso podemos incluí-lo na literatura científica onde didática, oratória e poética se combinam em uma tarefa impossível que ao mesmo tempo em que nos ensina, nos persuade e nos deleita, onde verdade, eloqüência e beleza nos prestam seus domínios para alcançar um campo onde a ciência e a poesia se atravessa para deixar em nos uma pegada sem rastro, essa pegada que permanente marcará todo o percorrido, porque é uma abertura a um campo inimaginável e imaginado por esse autor que durante 295 páginas nos faz gozar do impossível.


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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mais de 1 Bi de pessoas são portadoras de deficiência, diz OMS



Mais de um bilhão de pessoas -- aproximadamente 15% da população mundial -- são portadoras de algum tipo de deficiência, e 20% delas enfrentam grandes dificuldades em seu cotidiano, revelou nesta quinta-feira um relatório conjunto da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do BM (Banco Mundial).

O documento, o primeiro de caráter global publicado sobre o tema em 40 anos, destaca que poucos países contam com mecanismos adequados para responder às necessidades dos portadores de deficiência.

O número de pessoas com necessidades especiais, além disso, aumenta devido ao envelhecimento da população e da maior ocorrência de problemas de saúde crônicos, como diabetes, doenças cardiovasculares e mentais.

Grande parte dessas pessoas -- entre 110 milhões e 190 milhões -- enfrenta ainda barreiras que vão desde a discriminação até a ausência de serviços adequados de atendimento sanitário e reabilitação, passando por sistemas de transporte e edifícios inacessíveis.

Dessa forma, essa parcela representativa da população não tem acesso a um sistema de saúde de qualidade, tem menos sucesso nos estudos e possibilidades de emprego, além de sofrer com maiores taxas de pobreza.

"Devemos fazer mais para romper as barreiras que segregam essas pessoas, em muitos casos excluindo-as da sociedade", disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan.

Para isso, a OMS e o BM pedem que os governos acelerem seus esforços para permitir aos portadores de deficiência acessar serviços básicos, além de investir em programas especializados que permitam a estas pessoas desenvolverem seus potenciais.

O estudo ressalta que nos países mais pobres as crianças com necessidades especiais têm menos possibilidades de se manterem escolarizadas que as demais.

Nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico a taxa de portadores de deficiência inseridos no mercado de trabalho é de 44%, o que representa pouco mais da metade do que a das pessoas sem necessidades especiais (75%).

O estudo mostra ainda alguns exemplos positivos, entre eles Curitiba, com seu sistema público de transporte integrado, que facilita o acesso dos portadores de deficiência, adotando um design universal e conscientizando motoristas.

Em Moçambique e Tanzânia, oficinas sobre linguagem Braille e de sinais garantem que as mensagens de prevenção contra a Aids cheguem aos jovens com necessidades especiais.

Da EFE

FONTE: Folha.com, 09/06/2011

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Falta de atividade física no trabalho aumenta obesidade

Um grupo de pesquisadores americanos identificou um novo culpado da epidemia de obesidade nos EUA: os locais de trabalho.

Uma revisão das mudanças ocorridas no mercado de trabalho desde 1960 sugere que grande parte do ganho de peso observado nos últimos anos pode ser explicada pelo declínio da atividade física no trabalho.

Os empregos que exigiam atividade física moderada, que em 1960 respondiam por 50% dos postos no mercado, caíram para 20% nos EUA.

Os 80% restantes envolvem trabalho sedentário ou exigem atividade só leve.

O relatório mostra ainda que, em 1960, metade dos americanos tinha um trabalho que fisicamente exigente. Hoje, só um em cinco tem um nível alto de atividade no emprego.

Timothy S. Church, pesquisador do Centro Pennington de Pesquisas Biomédicas, em Baton Rouge, Louisiana, e autor principal do estudo, nota que a pesquisa não leva em conta os avanços tecnológicos que contribuem para o sedentarismo, como a internet.

Isso significa que a perda de gasto energético no emprego pode ser ainda maior do que o apontado na pesquisa.

 
CALORIAS

A mudança de hábitos se traduz em até 140 calorias gastas a menos por dia no trabalho, dado que corresponde ao ganho constante de peso no país nas últimas cinco décadas, diz o estudo publicado na revista "PLoS One".

A nova ênfase na atividade no trabalho representa uma mudança importante e sugere que os profissionais de saúde tenham deixado de lado um dado crucial que contribuiu para o problema do excesso de peso.

COMIDA OU EXERCÍCIO

A descoberta coloca pressão sobre as empresas, para que intensifiquem as iniciativas de saúde nos escritórios.

"Muita gente diz que o problema está só na comida. Mas os ambientes de trabalho mudaram tanto que precisamos repensar como enfrentar esse problema", disse Church.

Sua pesquisa é a primeira a estimar o gasto calórico diário que se perdeu no trabalho nos últimos 50 anos.

Durante anos, o papel da atividade física no problema da obesidade foi incerto.

Estudos já mostraram que a quantidade de atividade física em horas de lazer ficou estável nas últimas décadas, período em que a população só fez engordar.

Esse fato cria um impasse para os pesquisadores que tentam explicar a explosão de obesidade.

Em função disso, boa parte da atenção está concentrada na ascensão da fast food e do consumo de refrigerantes.

Outras pesquisas dizem que a maior adoção do transporte particular em vez do público e o aumento do tempo gasto diante da televisão têm contribuído para engordar os EUA e o mundo.

Mas nenhum desses fatores pode explicar por completo as mudanças nos padrões de ganho de peso.

"Precisamos pensar na atividade física como um conceito mais amplo do que apenas os exercícios feitos em momento de lazer", afirmou Ross C. Brownson, epidemiologista na Universidade Washington, em St. Louis.

"Eliminamos a atividade física de nossas vidas. Precisamos encontrar maneiras de reinseri-la no cotidiano, fazendo caminhadas na hora do almoço, por exemplo, e não só nos exercitando na academia."

Tara Parker-Pope

do "NEW YORK TIMES"

Tradução de Clara Allain
 
FONTE: Folha.com, 08/06/2011
 
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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mais de 4 mil livros de ciência de graça

National Academies Press, editora das academias nacionais de ciência dos EUA, publica todo o catálogo em pdf para ser baixado livremente.

A National Academies Press (NAP), editora das academias nacionais de ciência dos Estados Unidos, anunciou no dia 2 de junho que passou a oferecer seu catálogo completo para ser baixado e lido de graça pela internet.

São mais de 4 mil títulos, que podem ser baixados inteiros ou por capítulos, em arquivos pdf. A NAP publica mais de 200 livros por ano em diversas áreas do conhecimento, com destaque para publicações importantes em política científica e tecnológica.

Os livros podem ser copiados livremente a partir de qualquer computador conectado na internet e mostram o esforço da NAP em democratizar o acesso ao conteúdo produzido pelas academias norte-americanas. As academias, que atuam há mais de 100 anos, são: National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council.

Os títulos em capa dura continuarão à venda no site da NAP. A opção de ler de graça parte de livros ou títulos inteiros começou a ser oferecida pelo site em 1994. A oferta de todo o catálogo de graça para ser baixado em pdf foi feita primeiro para os países em desenvolvimento.

Entre os títulos que podem ser baixados estão:

On Being a Scientist: A Guide to Responsible Conduct in Research,
Cancer Care for the Whole Patient: Meeting Psychosocial Health Needs.

Mais informações: www.nap.edu

Agência FAPESP, 06/06/2011