segunda-feira, 25 de julho de 2011

Aquisição de livros novos



                A biblioteca está recebendo e incluindo em seu sistema os livros  referentes a compra anual de 2011.
                Além de títulos novos, foram adquiridos também mais exemplares de alguns títulos já existentes no acervo.
                Para saber quais os títulos que estão disponíveis, acesse "Aquisições do Mês" na página da Biblioteca e observe o status do livro.
                Qualquer dúvida, entre em contato com a Biblioteca.


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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Estudo comprova que animais de estimação fazem bem à saúde física e mental

 
Donos de bichos têm maior autoestima, estão mais aptos fisicamente, tendem a ser menos solitários, medrosos e preocupados, além de serem mais conscientes e extrovertidos.
Você tem animais de estimação? Se a resposta for positiva, é provável que você seja mais feliz e mais saudável do que  pessoas que não possuem bichinhos, de acordo com uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia.
De acordo com os pesquisadores, cachorros, gatos e outros animais podem servir como importante apoio social e emocional aos seus donos, que estão tão próximos às pessoas importantes de suas vidas quanto dos seus animais. Isso indica que o estudo comprovou que não há evidências de que as pessoas confiem mais nos pets somente quando estão com relações humanas "pobres".
Psicólogos da Universidade de Miami e da Universidade de Saint Louis realizaram três experimentos para analisar os potenciais benefícios de animais de estimação entre o que eles chamaram de pessoas comuns, ou seja, entre pessoas sem problemas de saúde.

— Nós observamos evidências de que os donos de pets se saíram melhor nos testes do que as outras pessoas. Isso tanto em termos de bem-estar como em relação a características individuais — afirma o pesquisador Allen R. McConnell.

Conforme o especialista, verificou-se que os que possuem animais têm maior autoestima, estão mais aptos fisicamente, tendem a ser menos solitários, medrosos e preocupados, além de serem mais conscientes e extrovertidos.

Outras pesquisas sobre o tema já haviam demonstrado que pacientes idosos que possuíam pets tinham que ir menos ao médico e que soropositivos donos de cães ou gatos eram menos deprimidos.

No estudo publicado nesta semana, os pesquisadores avaliaram 217 pessoas, sendo 79% mulheres com idade média de 31 anos. Divididas em dois grupos, elas responderam um questionário com perguntas sobre bem-estar, personalidade e tipo de apego. Várias diferenças entre os "com" e "sem" bichos surgiram e, em todos os casos, os donos de animais se revelaram mais felizes, saudáveis e ajustados do que os outros.

FONTE: Bem-estar, 14/07/2011.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Recomendação de beber 2 litros de água por dia é falha, diz estudo


Mariana Versolato

de São Paulo
 
Deixe de lado a obrigação de beber oito copos de água por dia e a culpa que aparecer quando essa "missão" não for cumprida.

Segundo texto publicado ontem no "British Medical Journal", escrito pela médica Margaret McCartney, de Glasgow, na Escócia, o conselho de beber cerca de 2 litros de água por dia é "nonsense".

"Não há evidências científicas dos benefícios de beber quantidades grandes de água, mas o mito de que não bebemos água o suficiente tem vários defensores", diz.

Ela cita o site do National Health Institute (organização de saúde do Reino Unido), que recomenda ingerir de seis a oito copos de água por dia para evitar a desidratação, e organizações como a Hydration for Health, criada pela empresa Danone, fabricante de garrafas de água, que dão conselhos semelhantes.

Os únicos benefícios já provados da alta ingestão de água são dirigidos para pacientes que têm histórico de pedras nos rins, mas não há evidências suficientes de que o líquido possa impedir que elas apareçam em quem nunca teve o problema.

Fora isso, essa imposição corre o risco de ser até prejudicial porque pode causar deficiência de sódio no sangue e fazer as pessoas se sentirem culpadas por não beberem água o suficiente.

Daniel Rinaldi, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, afirma que a ingestão de água deve estar relacionada à sede, como um mecanismo de reposição de líquidos do corpo.

"Nosso organismo se autorregula. Não há mesmo evidências de que as pessoas precisam beber 2 litros de água diariamente."

As exceções valem para crianças e idosos, que podem não sentir sede.

Regiões muito secas ou épocas com calor excessivo também pedem mais líquidos. Mas o nefrologista afirma que a água não é a única fonte de hidratação do corpo.

"Muitos alimentos têm água e podem suprir essa necessidade", afirma.


FONTE: Folha.com. 13/07/2011
 
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terça-feira, 12 de julho de 2011

Primeiro transplante bilateral de pernas é realizado com sucesso na Espanha

Médico espanhol Pedro Cavadas foi o responsável pelo primeiro transplante de ambas as pernas.
 RIO - O primeiro transplante bilateral de pernas do mundo foi realizado na madrugada desta terça-feira em Valência, na Espanha. O receptor é um paciente jovem que sofreu amputação por traumatismo. A cirurgia foi satisfatória, mas agora os médicos precisam aguardar meses para ver como a musculatura do rapaz se comporta.

A grande dificuldade é como e quanto tempo leva para a área transplantada criar nervos novamente. Os nervos crescem um milímetro por dia, o que faz os médicos estimarem em dez dias até que um centímetro do enxerto esteja enervado e em meses, ou até anos, até que todo o membro esteja completamente restaurado. Outro ponto importante é o tempo que a musculatura vai demorar para ter força suficiente para sustentar o peso corporal.
- Este tipo de cirurgia nunca tinha sido feito, não porque tecnicamente seja muito mais difícil que o transplante de braços, por exemplo, mas porque as indicações são muito limitadas - disse ao "El Mundo"Rafael Matesanz, diretor da Organização Nacional de Transplantes na Espanha. - Não é indicado transplantar só uma perna ou as duas se as amputações são baixas, porque as próteses podem fazer esse trabalho muito bem.

O paciente em questão, por sua vez, sofre amputações muito altas, sem possibilidade de prótese.

- Sua única opção para não ficar sobre uma cadeira de rodas pelo resto da vida era o transplante - disse o cirurgião responsável pelo transplante, Pedro Cavadas.

O primeiro passo, a cirurgia, foi concluído de forma satisfatória, mas para conhecer o sucesso real do transplante será preciso esperar muitos meses.

- Por um lado, há os riscos de uma reação do organismo. Além disso, espera-se uma recuperação muito longa e complicada.

A operação foi realizada pela equipe do médico Pedro Cavadas, no Hospital La Fe, de Valência. O procedimento estava autorizado desde maio de 2010, quando a Organização Nacional de Transplante aceitou a solicitação do hospital. No entanto, tanto o cirurgião como a instituição afirmaram que não realizariam o transplante até encontrar um doador compatível.

FONTE: O Globo, 12/07/2011.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pesquisa a todo vapor

Brasil e outros países emergentes conquistam espaço entre os pesos-pesados da pesquisa científica e mostram que não são apenas novas potências políticas e econômicas no cenário mundial.


por Lúcia Müzell, de Paris

Em relatório do instituto Royal Society, a prestigiada academia britânica de ciências, mostra que brasileiros, chineses e indianos se consolidam como cientistas promissores e começam a se aproximar da produção científica de países como Estados Unidos e Japão e da Europa ocidental. Enquanto os tradicionais "superpoderosos da ciência" apresentam dados altos, mas estagnados ou mesmo em declínio nas pesquisas acadêmicas, os emergentes não param de multiplicar as publicações internacionais, as parcerias e as verbas disponíveis para a pesquisa.

Num avanço avassalador, a China roubou a segunda posição do Japão em publicações em revistas científicas internacionais, e hoje se encontra atrás apenas dos Estados Unidos no ranking mundial. Entre 1999 e 2003, os chineses estavam na sexta posição, responsáveis por 4,4% das publicações. De 2004 a 2008, consagraram-se como autores de 10,2% dos trabalhos. Mesmo permanecendo na liderança, os americanos têm diminuído o ritmo de publicações, passando de 26,4% para 21,2% do que é produzido no planeta. O aumento das publicações científicas do Brasil foi de 1,3% para 1,6%.

A perspectiva do Royal Society é a de que, possivelmente já a partir de 2013, a China ultrapasse os Estados Unidos e se torne a líder mundial em publicações. Na sequência, a partir de 2020, Brasil, Índia e Coreia do Sul dispõem de todas as fichas para publicarem mais do que potências como a França e o Japão.

"O mundo da ciência está mudando e novos atores estão aparecendo. Nenhuma nação historicamente dominante pode repousar sobre seus laureados se quiser preservar suas vantagens, em termos de competitividade econômica: é preciso continuar investindo em pesquisa científica", alerta Chris Llewellyn Smith, diretor do estudo Conhecimento, redes e nações: colaboração científica global no século 21, publicado recentemente.

O relatório saúda a intenção brasileira de aumentar de 1,4% para 2,5% do valor do Produto Interno Bruto (PIB), até 2022, para a pesquisa e desenvolvimento. Nos Estados Unidos e na União Europeia, a meta - considerada um excelente pontapé inicial para um país se comprometer com a pesquisa acadêmica - é de 3% do PIB.

O documento destaca também a força dos brasileiros nas pesquisas de agricultura e biocombustíveis, e dos chineses e indianos nas engenharias e nanotecnologia. Entretanto, afirma o Royal Society, os países desenvolvidos continuam sendo a referência internacional nestes campos, situação que no futuro poderá se inverter se os emergentes persistirem nesta via de favorecimento à pesquisa.

Colaboração internacional

O relatório comprovou o aumento das cooperações internacionais nas pesquisas científicas: hoje, 35% das publicações em revistas internacionais são escritas com mãos de diferentes nacionalidades, contra 25% há 15 anos. Não é para menos, explica Philip Ruffles, um dos autores do relatório: diante de problemas cada vez mais mundiais - como as mudanças climáticas, a segurança energética e a preservação da biodiversidade -, a busca por soluções eficazes precisa ser internacionalizada.

Estão por trás da evolução dos dados de cooperação internacional a ampliação das redes de conhecimento, as facilidades tecnológicas que ampliaram as possibilidades de comunicação e os transportes mais acessíveis.

"Felizmente, os países estão percebendo rápido que há uma série de problemas comuns nos quais todos precisam pensar juntos. Se você quiser alcançar os melhores resultados em pesquisa, é fundamental que pense globalmente, e não localmente", explica Ruffles. "As colaborações científicas são um mecanismo importantíssimo neste sentido e estou certo de que vão continuar aumentando nos próximos anos."

Os emergentes, porém, têm ainda um vasto terreno para percorrer, uma vez que cerca de 70% das publicações acadêmicas destes países permanecem no âmbito nacional. As colaborações sul-sul, como as que o Brasil tem realizado com países africanos, podem ser uma boa alternativa para o aumento das parcerias internacionais - e que rapidamente podem evoluir para um trabalho sul-norte-sul, como é o caso de um projeto de biocombustíveis comandado por pesquisadores brasileiros, britânicos e sul-africanos, citado pelo relatório.

Ruffles lembra que as parcerias abrem as portas para novas publicações em revistas consagradas, fundamentais para uma carreira acadêmica de sucesso.

São Paulo se destaca

No estudo do Royal Society a capital paulista ganha destaque pelo salto no ranking das cidades que mais produzem artigos científicos no mundo. Desde 1996, São Paulo subiu do 38º lugar para a 17ª posição na lista. O relatório atribui a rápida ascensão, principalmente, ao envolvimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que conforme prevê a constituição estadual recebe 1% da receita tributária. O documento do Royal Society cita o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, que afirmou que "nenhuma agência de financiamento de pesquisa tem uma tal segurança e autonomia do governo federal quanto São Paulo".


FONTE: Ensino Superior, Edição 153

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Alimentos contaminados no processamento

Especialistas destacam os cuidados que devem ser tomados durante o processamento de alimentos para evitar a contaminação e riscos à saúde humana (Wikimedia)

Por Mônica Pileggi

Agência FAPESP – Os resíduos e contaminantes químicos orgânicos e inorgânicos capazes de apresentar riscos para a saúde humana estiveram em destaque no 10º Simpósio Internacional Abrapa de Inocuidade de Alimentos, realizado nos dias 20 e 21 de junho, em São Paulo, pela Associação Brasileira para a Proteção dos Alimentos (Abrapa).

O evento, realizado no Conselho Regional de Química, teve como objetivo ressaltar os aspectos atuais da segurança química e microbiológica da alimentação humana em todo o mundo, com destaque para o Brasil. Para isso, representantes de órgãos como o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura apresentaram resultados de estudos e de iniciativas na área.

Adriana Pavesi Arisseto, pesquisadora do Ital, ressaltou que, ao mesmo tempo em que certos procedimentos são adotados para melhorar a qualidade e a variedade de alimentos a serem consumidos pelos brasileiros, eles também podem oferecer riscos para a saúde humana, dependendo de como são empregados.

 Uma dessas práticas é o processamento de alimentos. “Certamente é um processo sem o qual não conseguimos viver, mas traz também desvantagens”, disse.

Durante sua exposição, Arisseto assinalou aspectos positivos do processamento, entre os quais a segurança alimentar, a eliminação de bactérias patogênicas, toxinas e enzimas, o aumento na quantidade de nutrientes e a oferta de alimentos mais convenientes e diversificados.
“No entanto, certos processos podem gerar para os produtos finais certas desvantagens. Um deles é a perda de nutrientes, como as vitaminas, e de qualidade sensorial, além da eventual formação de substâncias tóxicas”, disse.

A pesquisadora explicou que tais substâncias tóxicas não estão presentes na matéria-prima. Sua formação depende do processo aplicado no alimento ou, então, das reações químicas ocorridas entre os próprios compostos – que podem estar presentes nos alimentos ou são adicionados no processamento.

“Esses compostos são preocupantes por duas razões. A primeira se deve ao fato de que a sua presença é impossível de ser evitada. E a segunda é o potencial tóxico que apresentam. A maioria é carcinogênica, associada a fatores tóxicos como, por exemplo, neurotoxicidade, citoxicidade, entre outros efeitos adversos”, alertou.

A maioria dessas substâncias tóxicas é formada durante o tratamento térmico do alimento. Um exemplo está no churrasco: hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) – formados quando a gordura da carne respinga no carvão por conta do calor – juntam-se à fumaça e aderem à carne. Estudos indicaram que a ingestão elevada de HPAs pode representar riscos à saúde, como o desenvolvimento de câncer.

Entre os produtos críticos citados por Arisseto, a maioria envolve óleos – por conta da fritura –, cloreto de sódio e gordura saturada. Atualmente, Arisseto faz pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) com bolsa da FAPESP, dedicando-se a estudos sobre ocorrência de furano em alimentos. O furano é uma substância contaminante que pode causar câncer e foi identificada pela primeira vez em 1968, no café.

De acordo com ela, a preocupação mundial com o tema ressurgiu a partir de um estudo da Administração Americana de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), que revelou a presença de furano em diversos alimentos processados em embalagens fechadas, como alimentos em conserva e alimentos infantis.

“A formação do furano é um pouco complexa e ainda não está completamente elucidada. Os dados indicam que ele pode se formar a partir da reação de Maillard – uma reação química entre um aminoácido ou proteína e um carboidrato reduzido – e que os potenciais precursores são os açúcares, o ácido ascórbico e os ácidos graxos poliinsaturados”, disse a pesquisadora.

Embora sejam realizados estudos sobre os contaminantes, Arisseto ressaltou que o mecanismo exato de formação da maioria das substâncias ainda é incerto e alertou para o surgimento de outras.

“Existe hoje um esforço muito grande de se realizar estudos epidemiológicos e toxicológicos, mas é muito difícil saber quais são os verdadeiros riscos envolvidos na presença dessas substâncias nos alimentos. E já que é impossível evitar que sejam formadas, acredito que seja importante desenvolver estratégias para diminuir sua formação e, dessa forma, diminuirmos também a ingestão dessas substâncias e o risco para a saúde humana”, disse.


FONTE: Agência FAPESP , 4/07/2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Manual de Trabalhos Acadêmicos da UFCSPA


      Está disponível na página da Biblioteca o "Manual para elaboração de trabalhos acadêmicos da UFCSPA".

      O  manual tem por objetivo orientar a elaboração de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações, TCC's e outros)  apresentados na Universidade, visando a padronização desses trabalhos de acordo com a NBR 14724:2011 - Normas de Apresentação de Trabalhos Acadêmicos.

     A referida norma especifica os princípios gerais para a elaboração de trabalhos acadêmicos, fazendo referência a outras normas, como a elaboração de sumário, numeração progressiva, resumo, citações, dentre outras.

      Incluiu-se também as normas de referências bibliográficas da ABNT, bem como a norma de Vancouver, muito utilizada na elaboração de artigos de periódicos na área de Ciências Biomédicas.
        
     O manual não tem a pretensão de esgotar todas as questões envolvidas no uso das normas, podendo as mesmas serem consultadas na Biblioteca e, em caso de dúvidas, pode-se solicitar orientação com algum dos bibliotecários.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Envelhecimento terá 'cura' daqui a 25 anos, diz cientista


Se as previsões de Aubrey de Grey estiverem certas, a primeira pessoa a comemorar seu aniversário de 150 anos já nasceu. E a primeira pessoa a viver até os mil anos pode demorar menos de 20 anos para nascer.

Biomédico gerontologista e cientista-chefe de uma fundação dedicada a pesquisas de longevidade, De Grey calcula que, ainda durante a sua vida, os médicos poderão ter à mão todas as ferramentas necessárias para "curar" o envelhecimento, extirpando as doenças decorrentes da idade e prolongando a vida indefinidamente.


"Eu diria que temos uma chance de 50% de colocar o envelhecimento sob aquilo que eu chamaria de nível decisivo de controle médico dentro de mais ou menos 25 anos", disse De Grey numa entrevista antes de uma palestra no Britain's Royal Institution, academia britânica de ciências.


"E por 'decisivo' quero dizer o mesmo tipo de controle médico que temos sobre a maioria das doenças infecciosas hoje", acrescentou.


De Grey antevê uma época em que as pessoas irão ao médico para uma "manutenção" regular, o que incluiria terapias genéticas, terapias com células-tronco, estimulação imunológica e várias outras técnicas avançadas.


Ele descreve o envelhecimento como o acúmulo de vários danos moleculares e celulares no organismo. "A ideia é adotar o que se poderia chamar de geriatria preventiva, em que você vai regularmente reparar o dano molecular e celular antes que ele chegue ao nível de abundância que é patogênico", explicou o cientista, cofundador da Fundação Sens (sigla de "Estratégias para a Senilitude Programada Desprezível"), com sede na Califórnia.


TENDÊNCIA


Não se sabe exatamente como a expectativa de vida vai se comportar no futuro, mas a tendência é clara. Atualmente, ela cresce aproximadamente três meses por ano, e especialistas preveem que haverá um milhão de pessoas centenárias no mundo até 2030.

Só no Japão já existem mais de 44 mil centenários, e a pessoa mais longeva já registrada no mundo foi até os 122 anos.


Mas alguns pesquisadores argumentam que a epidemia de obesidade, espalhando-se agora dos países desenvolvidos para o mundo em desenvolvimento, poderá afetar a tendência de longevidade.


As ideias de De Grey podem parecer ambiciosas demais, mas em 2005 o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ofereceu um prêmio de US$ 20 mil para qualquer biólogo molecular que provasse que as teorias da Fundação Sens são "tão erradas que nem são dignas de um debate bem informado". Ninguém levou a bolada.


O prêmio foi instituído depois que um grupo de nove cientistas influentes atacou as teorias de Grey, qualificando-as de "pseudociência". Os jurados concluíram que o rótulo não era justo, e argumentaram que o Sens "existe em um meio-termo de ideias ainda não testadas que algumas pessoas podem considerar intrigantes, mas das quais outras estão livres para duvidar."

Kate Kelland

da Reuters, em Londres
 
FONTE: Folha de São Paulo, 4/07/2011

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sábado, 2 de julho de 2011

O poder das fibras: estudos revelam novos benefícios

Duas pesquisas constataram que as fibras evitam o acúmulo de gordura abdominal

Cereais são boas fontes de fibras e podem incrementar a dieta
O efeito das fibras como auxiliares no bom funcionamento do intestino já é bastante conhecido. Novos benefícios estão sendo revelados pela ciência e as notícias são boas: dois estudos, um americano e outro holandês, constataram que as fibras evitam o acúmulo de gordura visceral, que fica entre o intestino e outros órgãos abdominais,ou seja, reduzem os indesejados “pneuzinhos”.

— Consumir mais de 10 gramas por dia durante o ano reduz quase um centímetro de barriga — explica o pesquisador do Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda, Huaidon Du.

De acordo com especialistas, as fibras substituem a gordura na alimentação, levando, consequentemente, a um controle de peso. Porém, elas também tornam a digestão mais lenta, fazendo com que o açúcar seja absorvido de maneira gradual.

Outra pesquisa, realizada pela Universidade de Illinois (EUA), revela que as fibras na versão solúvel são capazes de melhorar o sistema imunológico, pois transformam células de defesa pró-inflamatórias em anti-inflamatórias. Elas também estimulam o crescimento de bactérias benéficas na flora intestinal.

Mais uma vantagem da ingestão dessas substâncias solúveis seria a sua atração pelas moléculas de colesterol, que acabam sendo eliminadas pelo organismo e, assim, as restantes são aproveitadas pelo fígado e afastadas da corrente sanguínea. Dessa forma, previne-se doenças cardiovasculares.

Recentemente, pesquisadores também descobriram que a passagem das fibras pelo corpo rende bons frutos para outros órgãos, como os pulmões e o estômago. Segundo os especialistas, comer fibras ajudaria a afastar a doença pulmonar obstrutiva crônica e a gastrite.

A dieta ideal deve conter, no mínimo, 25 gramas de fibras por dia. Para atingir a meta e garantir os seus benefícios, invista nos alimentos certos – facilmente encontrados em qualquer supermercado. Confira.

:: Legumes e verduras: couve, brócolis, vagem, espinafre, alface, escarola, repolho, quiabo, berinjela, beterraba, chuchu, couve-flor, cenoura, batata, tomate, cebola;

:: Cereais: grão-de-bico, feijões, lentilha, soja, farelo de trigo integral, aveia, sementes de linhaça e girassol, milho verde, ervilha e arroz integral são bons exemplos;

:: Frutas: maçã, abacaxi, pêra, manga, melão, uva, ameixa, mamão papaia, bergamota e laranja são excelentes fontes. Coma sempre a casca e o bagaço, quando possível.

** Fique atento: Produtos industrializados são fontes de fibras quando têm pelo menos três gramas da substância a cada 100 gramas.


FONTE: Bem-Estar, 2/07/2011

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