quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Fisioterapeutas, psicólogos e enfermeiros criticam projeto de lei do ato médico

Audiência pública chamada no Senado Federal para debater o projeto de lei do "Ato Médico" opôs, nesta quinta-feira, médicos a fisioterapeutas, psicólogos, famacêuticos, enfermeiros e optometristas.

Enquanto as entidades médicas defenderam a aprovação do projeto, que regulamenta a atividade e define atos exclusivos do médico, as demais profissões teceram críticas ao texto e disseram que a proposta os coloca em situação de desvantagem.

"As pequenas invasões nas autoridades das profissões [promovidas pelo projeto] criam um clima ruim entre os profissionais da saúde. O projeto de lei vem para dizer que existe um profissional melhor que o outro", afirmou Humberto Verona, presidente do Conselho Federal de Psicologia.

Entre as ações reclamadas pelas demais profissões como não-médicas estão exames e laudos citopatológicos e a medição da visão.

O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D'Ávila, disse que não se trata de reserva de mercado ou de corporativismo. "Defendemos o diagnóstico e o tratamento privativos do médico. Quem pode pagar vai ao médico. E quem não pode pagar? Sabemos que 30% das equipes do saúde na família não têm médicos. As pessoas estão sendo atendidas, não me pergunte por quem", disse, após a audiência.

Cid Carvalhaes, presidente da Federação Nacional dos Médicos, afirmou que é preciso diferenciar o profissional médico. "A formação de um médico considera 8 mil horas na graduação, além das especialidades. Outras profissões não chegam a 3 mil horas de formação. É nessas diferenças que queremos ser tratados. Ninguém é melhor que ninguém."

O relator do projeto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), disse que o projeto aprovado pela Câmara é inaceitável e será modificado. "Quando o projeto passou na Câmara houve certa radicalização dos médicos. Todas as profissões são importantes, nenhuma pode se arvorar a melhor", disse o senador.

O projeto de lei volta ao Senado, Casa em que teve origem em 2002. Deverá ser analizado pela CCJ e por outras duas comissões. Na sua atual fase legislativa, a proposta pode ser aprovada como originalmente foi no Senado ou ser misturada com a proposta da Câmara.

Segundo D'Ávila, tanto a proposta atual quanto a original do Senado são boas para os médicos.

JOHANNA NUBLAT

de Brasília

FONTE: Folha.com, 29/09/2011


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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Redação científica ganha site especializado

Autor de sete livros sobre redação e publicação científica, o professor Gilson Volpato, da Unesp, lança site com artigos, referências teóricas e notícias comentadas



          Em sete livros sobre redação e publicação científica, o zoólogo Gilson Volpato sistematizou o conhecimento acumulado ao longo de mais de 25 anos de dedicação ao tema. A partir de agora, os interessados poderão encontrar uma referência permanente sobre o assunto na internet.


Volpato, que é professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp), lançou um site que tem o objetivo de oferecer ao público acesso a artigos, dicas e reflexões sobre temas como redação científica, educação e ética na ciência.

No serviço também é possível acompanhar a concorrida agenda de Volpato, que em 2010 apresentou 78 palestras e cursos em todo o Brasil. “Na minha trajetória estou continuamente descobrindo notícias, artigos e outras referências interessantes ligadas à ética da ciência, à publicação e à redação científica. Com base na minha experiência, procurei selecionar esse material, editá-lo e disponibilizá-lo acompanhado de comentários”, disse à Agência FAPESP.


A ideia inicial era lançar um blog, mas a limitação de tempo para a interação constante com os leitores levou o autor a optar por um site. “Além do material proveniente de outras fontes e selecionado, o site permite o download de artigos relacionados aos vários temas que tenho abordado”, disse.


O site se divide nas seções “Ciência”, “Redação Científica”, “Publicação Científica”, “Ética e Moral na Ciência”, “Sociedade”, “Administração” e “Educação”. Em cada uma das seções temáticas há uma lista de livros relacionados ao assunto, artigos, uma série de links para textos externos – com comentários do autor – e uma lista de dicas.

O site também dá acesso a aulas on-line do curso “Bases Teóricas para Redação Científica”, apresentado por Volpato na Unesp. “Por enquanto há 19 aulas disponíveis, mas todo o material já foi gravado. Estou corrigindo detalhes em alguns dos vídeos e em breve todas as 44 aulas estarão no ar”, disse.
Autor do Método Lógico para a Redação Científica, Volpato conta que o conjunto de sua obra procura mostrar que a redação científica deve se pautar pela lógica da pesquisa e não por costumes acadêmicos.


“A redação e a publicação de ciência têm apresentado uma orientação muito técnica, de maneira geral. O que procuro fazer é escapar dessas receitas prontas. Todas as decisões do autor de um artigo devem ser produto da lógica científica e não de regrinhas extraídas dos costumes, que reproduzem e perpetuam equívocos conceituais”, disse.

Em outubro, Volpato publicará o livro Estatística sem dor, em coautoria com Rodrigo Barreto, também professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências de Botucatu da Unesp.


Sobre Redação e Publicação Científica, os últimos livros de Volpato foram: Bases teóricas da redação científica ... por que seu artigo foi negado (2007), Pérolas da redação científica (2010), Dicas para redação científica (2010) e Lógica da redação científica (2011).


Redação Científica por Gilson Volpato: http://www.gilsonvolpato.com.br/


Por Fábio de Castro


 
FONTE: Agência FAPESP, 21/09/2011 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dilma reafirma em Nova York que saúde da mulher é prioridade de seu governo

Dilma disse que a saúde da mulher é prioridade de seu governo
Foto:Roberto Stuckert Filho / Presidência da República


Presidente participou da Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas não Transmissíveis, da Organização da Nações Unidas (ONU)

Ao discursar pela primeira vez na viagem que faz esta semana a Nova York, a presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que a saúde da mulher é prioridade de seu governo. Acrescentou que está fortemente empenhada na redução de problemas que afetam esse segmento da população, como o câncer de mama e o de colo de útero, além da mortalidade infantil.

— Estamos facilitando o acesso aos exames preventivos, melhorando a qualidade das mamografias e ampliando o tratamento para as vítimas de câncer — disse em discurso na Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas não Transmissíveis, da Organização da Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Dilma ressaltou que a defesa do acesso a medicamentos e a promoção e prevenção à saúde devem caminhar juntas. Ela citou dados que mostram que no Brasil 72% das causas não violentas de óbito entre pessoas com menos de 70 anos ocorrem em função das chamadas crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes e câncer. Lembrou que uma das primeira medidas de seu governo foi garantir o acesso gratuito a medicamentos para diabetes e hipertensão.

— O Brasil defende o acesso aos medicamentos como parte do direito humano à saúde. Sabemos que é elemento estratégico para a inclusão social, a busca da equidade e o fortalecimento dos sistemas públicos de saúde — explicou.


A presidente ressaltou que o Brasil está intensificando o combate aos fatores de risco com maior influência no aparecimento das doenças crônicas não transmissíveis como o tabagismo, o uso abusivo de álcool, a inatividade física e a alimentação não saudável.

— Outra iniciativa do meu governo foi a assinatura de acordos com a indústria alimentar para a eliminação das gorduras trans e a redução do sódio. Queremos avançar ainda mais no combate ao tabagismo, com a implementação plena dos artigos da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.

Dilma disse esperar que as discussões na ONU produzam passos decisivos na redução das doenças crônicas não transmissíveis, sobretudo entre a parcela mais pobre da população.

— A incidência desproporcional dessas doenças entre os mais pobres demonstra a necessidade de repostas integrais aos nossos problemas. É fundamental que haja coordenação entre as políticas de saúde e aquelas destinadas a lidar com os determinantes socioeconômicos dessas enfermidades — concluiu.

Na parte da tarde, Dilma se reúne com Michelle Bachellet, ex-presidente do Chile e chefe da agência da Organização das Nações Unidas para a Mulher. Em pauta, os esforços conjuntos que podem ser desenvolvidos para incentivar a participação das mulheres em ações políticas e institucionais no mundo.

AGÊNCIA BRASIL

FONTE: Zero Hora, 19/09/2011

ONU acusa indústria alimentícia de colocar saúde pública em risco

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, acusou nesta segunda-feira algumas indústrias agroalimentícias de colocar a saúde pública em situação de risco para proteger seus interesses. A declaração foi feita em uma reunião de cúpula sobre doenças não transmissíveis realizada à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, que contou com a participação da presidente brasileira Dilma Rousseff.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 36 das 57 milhões de mortes registradas no mundo anualmente se devem a doenças não transmissíveis como o câncer, diabetes, problemas respiratórios crônicos e hipertensão.

As estimativas da OMS assinalam que o número de mortos provocadas por estas doenças aumentará 17% no mundo na próxima década, com uma alta de 24% apenas no continente africano.

Ao referir-se a estas doenças, Ban Ki-moon recordou que existe "uma história vergonhosa e bem documentada de certos atores na indústria que ignoram a ciência e, inclusive, sua própria pesquisa".

"Deste modo, colocam a saúde pública em situação de risco para proteger seus interesses", denunciou o secretário-geral da ONU.

Neste sentido, Dilma Rousseff pediu à ONU um aumento nos esforços para prevenir e tratar as doenças não transmissíveis, recordando o enorme custo humano e material que representam, ou seja, 1% do PIB no caso do Brasil.

"Em meu país, 72% das mortes não violentas entre as pessoas com menos de 70 anos estão vinculadas a estas doenças. Atingem também os mais pobres e os mais vulneráveis", declarou Rousseff em uma reunião de alto nível sobre este tema organizada em Nova York à margem da Assembleia Geral anual das Nações Unidas.

"As perdas em produtividade e os custos ocasionados nas famílias e no sistema unificado de saúde equivalem a 1% de nosso PIB", explicou.

A presidente ressaltou que "a desproporcional incidência entre os mais pobres prova a necessidade de uma resposta global a este problema", e lembrou que, para o Brasil, "o acesso a medicamentos faz parte do direito humano à saúde".

Ela enumerou algumas das iniciativas lançadas por seu governo, como, por exemplo, a favor de quem sofre de hipertensão e diabetes, através da distribuição gratuita de medicamentos em 20.000 farmácias públicas e particulares.

"Nos primeiros sete meses de meu governo, este esforço alcançou 5,4 milhões de brasileiro, triplicando o número de pacientes beneficiados", exemplificou.

De fato, 80% das mortes por doenças não transmissíveis ocorrem em países em desenvolvimento.

A diretora da OMS, Margaret Chan, denunciou, por sua vez, os problemas ocasionados pelo cigarro, o sal, as gorduras não saturadas e o açúcar.

"Nós nos manifestamos por mudanças no modo de vida e as regras rígidas para o uso do tabaco", afirmou Chan, para quem a reunião desta segunda "deve ser um chamado para despertar os governos no mais alto nível, levando em conta que o aumento mundial destas doenças é um desastre anunciado".

"Os alimentos preparados ricos em sal, gorduras saturadas e açúcar se converteram nos novos alimentos de primeira necessidade em quase todos os cantos do mudo", criticou Chan.

"Para um número crescente de pessoas são a forma mais barata para encher o estômago que tem fome", enfatizou.

Uma declaração política adotada pelos chefes de Estado e de governo dos 13 países membros da ONU se refere de forma explícita ao efeito prejudicial do sal, açúcar e gorduras saturadas nos regimes alimentares.

Uma fonte da ONU, que não quis revelar sua identidade, enfatizou que esta menção sofreu a resistência por parte de lobbies vinculados a esses produtos.

Esta reunião sobre doenças não transmissíveis é a primeira de importância na agenda da Assembleia Geral anual da ONU em Nova York.


Da France Presse

FONTE: Folha.com, 19/09/2011

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ONU quer declarar guerra a doenças não transmissíveis



A ONU quer declarar guerra às doenças não transmissíveis como câncer, diabetes e hipertensão, e para isso realizará na próxima semana em Nova York uma reunião de alto nível para criar uma nova agenda de trabalho e combater esses males.

"Será um marco para a saúde pública", disse na quinta-feira (15) à imprensa o especialista da OMS (Organização Mundial da Saúde) Ala Alwan, garantindo que nos próximos dias 19 e 20 de setembro serão criadas as bases de uma nova estratégia mundial contra essas doenças.

Coincidindo com a semana na qual se iniciam os debates públicos do 66º período de sessões da Assembleia Geral da ONU, o organismo reunirá 34 chefes de Estado e de governo, assim como 50 ministros e muitos especialistas na matéria para desenhar um plano estratégico para os próximos anos.

Alwan destacou a importância da iniciativa, já que essas doenças "lideram as causas de mortalidade em nível global" e são "problemas que crescem a um ritmo muito rápido", por isso a ONU e a comunidade internacional devem atuar com rapidez para frear seu impacto.

O especialista da OMS lembrou que a estimativa é que, nos próximos dez anos, a mortalidade por essas doenças aumente em 17%, principalmente na África, no Oriente Médio e no sudeste asiático.

Em 2008, segundo Alwan, as doenças não transmissíveis mataram 36 milhões de pessoas, sendo que 90% dessas mortes ocorreram em países menos desenvolvidos.

Alwan espera que o encontro sirva para que os governos estabeleçam compromissos relacionados com a vigilância e o acompanhamento das doenças, a redução dos fatores de risco, como o consumo de tabaco e álcool, as dietas pouco saudáveis e a falta de exercício.


Leia também: Doenças não transmissíveis são principal causa de morte no mundo

Fonte: Folha.com, 16/09/2011.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Médicos sugerem novo modelo com indicações nutricionais

DÉBORA MISMETTI
Editora-Assistente de Saúde
 
Médicos de Harvard lançaram na quarta-feira um novo desenho para servir como modelo nutricional para todas as refeições, em mais uma tentativa de barrar o avanço da obesidade, das doenças cardíacas e do diabetes.

O ícone proposto pela universidade, chamado de Healthy Eating Plate (prato para alimentação saudável), se contrapõe ao modelo anunciado em junho pelo governo americano para substituir a clássica pirâmide alimentar. O "prato feito" do governo, o MyPlate, chancelado pela primeira-dama Michelle Obama, indica em que proporção devem estar os nutrientes em cada refeição.

O desenho sugere, por exemplo, que a porção de vegetais seja o dobro da de proteínas (carne ou soja). O prato também indica que, a cada refeição, devem ser consumidas uma porção de frutas e uma de laticínios (um copo de leite ou um pedaço de queijo, por exemplo).

"O MyPlate pode ser inútil", afirma Walter Willett, professor de epidemiologia e nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard. Ele diz que a falha do desenho é não especificar quais alimentos devem ser preferidos dentro de cada grupo.

Desse jeito, diz o especialista, a pessoa pode ocupar a porção de proteína com um hambúrguer e a de vegetais com batatas fritas.

No ícone de Harvard, a porção reservada aos vegetais exclui as batatas. A parte dos grãos e cereais especifica que eles devem ser integrais.

O copo de leite é substituído por água e, ao lado do prato, há uma indicação para o uso de óleos vegetais saudáveis, como o de canola.

"O tipo de gordura que as pessoas usam para cozinhar e temperar faz uma diferença enorme", disse Willett em entrevista coletiva por teleconferência ontem.

Veja as ilustrações e leia mais aqui.

FONTE: Folha.com, 15/09/2011

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pesquisa traçará perfil da Enfermagem no país



Trabalho é lançado nesta quarta-feira pelo ministro Alexandre Padilha. Juntamente como os médicos, profissionais do setor – enfermeiros, técnicos e auxiliares – representam cerca de 70% da força de trabalho do SUS.

O Ministério da Saúde lançou, na tarde desta quarta-feira (14), pesquisa que identificará o perfil dos profissionais de Enfermagem no país. O estudo será realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e entidades médicas parceiras, com o apoio financeiro e técnico do Ministério da Saúde (por meio do Observatório de Recursos Humanos), e contará com a participação de aproximadamente 50 mil profissionais, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem. Juntamente como os médicos, eles representam cerca de 70% da força de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS).

A pesquisa, que deverá ser concluída em dois anos, foi oficialmente lançada durante reunião plenária do Conselho Nacional de Saúde, que contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atual presidente do colegiado. “É um trabalho importante para que a gente possa ajustar as políticas e os programas de qualificação do trabalho da Enfermagem. Não só de garantia dos direitos dos trabalhadores, mas também de educação permanente e qualificação destes profissionais. E, para isto, é preciso termos este diagnóstico no país”, afirmou o ministro.

De acordo com a diretora do Departamento de Gestão do Trabalho na Saúde do Ministério da Saúde, Denise Motta Dau, o estudo produzirá ferramentas significativas para a elaboração de políticas públicas para o setor. “A pesquisa permitirá entender melhor a formação e o desenvolvimento desses profissionais, bem como as rotinas e dinâmicas de trabalho às quais estão submetidos”, explica. “A partir disso, será possível aprimorarmos as políticas de gestão e educação do trabalho em saúde”, completa.

A coordenação geral do estudo está sob a responsabilidade da Fiocruz, por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos da Escola Nacional de Saúde Pública. Também participam da coordenação e execução da pesquisa o Conselho Nacional de Enfermagem (Cofen), a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e a Federação Nacional de Enfermagem (FNE). “A expectativa com esta pesquisa é que tenhamos subsídios para desenvolvermos políticas que resultem em profissionais com qualidade, direitos e condições de trabalho cada vez mais garantidos e, sobretudo, que prestem um atendimento humanizado ao paciente”, acrescentou o ministro Alexandre Padilha.

METODOLOGIA – O estudo abrange as três categorias da Enfermagem – profissionais de nível superior (enfermeiros), médio (técnicos) e fundamental (auxiliares). Para traçar o perfil desses profissionais no país, será selecionada e analisada uma amostra de aproximadamente 53,5 mil pessoas, que vão responder a questionários encaminhados pelo Conselho Nacional de Enfermagem. Também serão considerados dados cadastrais e outras informações fornecidas pelo Cofen.

O questionário da pesquisa é divido em seis blocos que abordam temas diversos, tais como a identificação sócio-econômica do entrevistado, a formação profissional, o acesso à informação técnico-científica e a satisfação no trabalho. Os dados colhidos por meio dos questionários serão consolidados e analisados pelas equipes que atuam na execução do estudo.

Priscila Costa e Silva
Agência Saúde


FONTE: Ministério da Saúde, 14/09/2011

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Empréstimos de chave dos armários



Não esqueça de devolver ou renovar as chaves dos armários guarda-volumes dentro do prazo agendado, pois caso contrário, poderá ocorrer sua suspensão na Biblioteca!

Não esqueça disso para que nenhum transtorno lhe aconteça!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Estudo britânico demonstra que rir é o melhor remédio



Compartilhar uma sonora gargalhada com amigos pode diminuir a dor graças a substâncias químicas similares aos opiáceos, que invadem o cérebro quando rimos, revelou um estudo britânico. Ele será publicado na edição de quarta-feira (14/09) do periódico "Proceedings of the Royal Society B", da Academia de Ciências da Reino Unido.

Cientistas fizeram experimentos em laboratório nos quais os voluntários assistiam, ora a clipes de comédia das séries "Mr. Bean" ou "Friends", ora a trechos de programas não humorísticos, como uma partida de golfe ou programas sobre a vida selvagem, enquanto sua resistência à dor era monitorada.

Em outro teste, realizado no Festival Fringe de Edimburgo -- evento anual que inclui apresentações de comédia, dança, teatro e música --, voluntários assistiram ora a um número de comédia stand-up, ora a um drama teatral.

Em condições de laboratório, a dor foi provocada por gelo em contato com o braço dos voluntários e por um medidor de pressão que comprimiu o punho até o limite do suportável.

No Festival Fringe, foi pediu aos voluntários que se inclinassem contra um muro com as pernas em ângulo reto, como se fossem se sentar em uma cadeira de encosto reto, antes e imediatamente após o show, para ver se o riso havia ajudado a reduzir a dor.

De acordo com o estudo, apenas 15 minutos de risadas aumentaram o nível de tolerância à dor em cerca de 10%.

Nas experiências laboratoriais, a programação não humorística não demonstrou ter qualquer efeito de aliviar a dor, nem assistir a uma peça dramática no Festival Fringe.

O estudo demonstrou, no entanto, duas importantes distinções.

O único riso que funcionou foi aquele relaxado, não forçado, que faz os olhos apertarem, ao contrário do riso nervoso ou polido.

Este tipo de riso é muito mais provável de acontecer quando se está na companhia de outras pessoas do que sozinho.

"Poucas pesquisas têm sido feitas sobre por que rimos e qual o papel do riso na sociedade", afirmou Robin Dunbar, diretor do Instituto de Antropologia Social e Cultural da Universidade de Oxford.

"Usando microfones, conseguimos gravar cada um dos participantes e descobrimos que em um show cômico eles riram por cerca de um terço do tempo e sua tolerância à dor aumentou como consequência", acrescentou.

Esta proteção derivou-se, aparentemente, da endorfina, uma substância química complexa que ajuda a transmitir mensagens entre os neurônios, mas também atenua os sinais de dor física e estresse psicológico.

As endorfinas são um produto famoso dos exercícios físicos. Elas ajudam a gerar o bem-estar que se segue à prática de atividades como corrida, natação, remo, ioga, etc.

No caso do riso, os cientistas acreditam que a liberação da substância ocorra devido a um esforço muscular repetido e involuntário que se dá quando a expiração não é seguida da tomada de fôlego. Exalar nos deixa exaustos e, consequentemente, leva à liberação das endorfinas.

Acredita-se que grandes símios também sejam capazes de rir mas, ao contrário dos humanos, eles inspiram tão bem quanto expiram quando riem.

Os cientistas acreditam que os experimentos ajudarão a compreender o mecanismo psicológico e social de como o riso é gerado.

O grupo parece vital no desencadeamento do tipo certo de riso liberador de endorfina, afirmaram.

Estudos anteriores se concentraram mais em por que as pessoas riem e não em como elas o fazem.

Uma hipótese é que o riso ajudaria a transmitir sinais de acasalamento ou de vínculos entre os indivíduos.

Outra ideia é que, em um grupo, o riso promove a cooperação social e a identidade coletiva. É, portanto, uma ferramenta evolutiva que ajuda a sobrevivência.

da France Presse

FONTE: Folha.com, 13/09/2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Governo investirá R$ 1,5 bi em pesquisa para saúde em 4 anos


SOFIA FERNANDES

de Brasília
 
O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira (8/09) que irá investir R$ 1,5 bilhão em pesquisa, desenvolvimento e inovação nos próximos quatro anos. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o valor é quatro vezes maior que nos quatro anos anteriores.

O dinheiro será destinado a ações estratégicas de pesquisa alinhadas a questões de saúde, como fomento à pesquisa, eventos científicos, formação e capacitação, apoio ao desenvolvimento de redes de pesquisa e à criação de entidades de pesquisa.

As ações serão escolhidas de acordo com prioridades estabelecidas no Plano Plurianual 2012-2015.

O ministério divulgou a criação da Plataforma Brasil, que vai unificar todos os registros de pesquisa envolvendo seres humanos e que deve dar mais agilidade à aprovação dos processos de pesquisa.

Também foi anunciada a criação do Rebec (Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos), o primeiro registro de ensaios clínicos em língua portuguesa no mundo.

Durante o anúncio das novidades, o ministro Padilha voltou a falar da importância em investir no combate a doenças cardiovasculares, câncer, e no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue.

Afirmou ainda que o SUS (Sistema Único de Saúde) só será sustentável se o país investir cada vez mais em pesquisa e inovação na saúde.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ministério da Saúde incentiva consumo de peixe

A Organização Mundial da Saúde recomenda ingestão anual de no mínimo 12 kg de pescado por pessoa, mas brasileiro consome 9kg/ano.



“Inclua pescado na sua alimentação. É gostoso e faz bem para a saúde” esse é o lema da 8ª. Semana do Peixe que será lançada, neste domingo (11) em Niterói (RJ), pelo Ministério da Saúde e o Ministério da Pesca e Aquicultura. A campanha, que segue até o dia 24 de setembro, tem por objetivo incentivar o brasileiro a consumir pescado regularmente tendo como foco a alimentação saudável.

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-09, o consumo anual de peixe do brasileiro é de 9 kg. A meta da campanha é aumentar o consumo para 12 kg de pescado habitante/ano, quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A pesquisa também revela baixa aquisição domiciliar de pescados, observa-se que houve um consumo médio de peixe de 4,03kg per capita por ano, em nível nacional, mas com grande variação por regiões: 17,54Kg no Norte, 4,96kg no Nordeste, 2,06kg no Sudeste, 1,60kg no Sul e 1,62kg no Centro-Oeste. Segundo a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, a pesquisa mostra baixa prevalência de consumo de peixes. “O percentual de indivíduos que reportaram a ingestão de pescado, pelo menos uma vez na semana, foi de 6,4%. Também verificamos que somente 10,8% dos brasileiros declaram o consumo fora do domicílio”, destaca.

Os peixes são boas fontes de todos os aminoácidos essenciais, que ajudam a formar as proteínas, necessárias para o crescimento e a manutenção do corpo humano. São também fontes importantes de ferro, vitamina B12, cálcio e gorduras essenciais, fundamentais ao bom funcionamento do organismo. O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda o consumo de peixe fresco pelo menos duas vezes por semana. Patrícia Jaime ressalta que a população precisa adquirir hábitos mais saudáveis evitando o excesso de gorduras e sal nos alimentose preparações.

“Precisamos estimular as pessoas a se alimentarem melhor. O peixe traz inúmeros benefícios para a saúde, mas para abastecer o mercado e torná-lo acessível para todos, é necessário ordenar e fomentar a aqüicultura, visando o aumento da produção e oferta de alimentos”, destaca.

Plano prevê inclusão do pescado na alimentação escolar

A campanha faz parte do Plano de Desenvolvimento Sustentável – Mais Pesca e Aquicultura que contempla ações como a inclusão do pescado na alimentação escolar, em feiras, em Centros Integrados da Pesca Artesanal e nos parques aquícolas.

Para incentivar a população, durante a campanha serão distribuídos cartazes para serem afixados em bares, restaurantese supermercados participantes da campanha, além do envolvimento das redes de saúde e da vigilância sanitária local.

Os produtos ligados à Semana do Peixe receberão exposição, e sinalização diferenciadas nos supermercados como forma de fomentar o consumo. Também serão distribuídas cartilhasaos consumidores em todo o país contendo informações sobre os benefícios que o consumo de pescado proporciona à saúde, além de orientaçõessobre como verificar a qualidade do produto na hora da compra, como limpar o pescado e diversas receitas regionais e melhoradas nutricionalmente, com quantidades reduzidas de sal e de gorduras.

DICAS - A campanha tem também como objetivo prestar informações aos consumidores sobre quais itens observar na hora da compra. O peixe fresco, por exemplo, deve possuir pele firme, bem aderida, úmida e sem a presença de manchas; os olhos devem ser brilhantes e salientes; as escamas devem ser unidas entre si, brilhantes e fortemente aderidas à pele; as guelras devem possuir cor que vai do rosa ao vermelho intenso, ser brilhantes e sem viscosidade; odor característico e não repugnante.

A conservação será outro ponto em destaque para os consumidores. Após o descongelamento, os pescados só podem ser congelados novamente se cozidos e preparados. No congelamento caseiro, os peixes devem ser mantidos inteiros, mas sem as vísceras. Camarões e lagostas devem ser congelados sem cabeça. Nunca congelar espécies diferentes num mesmo recipiente. Ao manusear o pescado, o vendedor deve utilizar luvas descartáveis e a higiene do local de venda deve ser observada como um todo. Os peixes são alimentos extremamente perecíveis e por isso é necessário tomar muito cuidado com seu manuseio.

Serviço – Orientações para a compra e modo de preparo poderão ser encontradas na cartilha que está disponível aqui.

Neyfla Garcia
Agência Saúde

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Fim da Greve

    

      Finamelmente a Greve dos Funcionários Públicos Federais chegou ao fim!!


      Com isso, o horário da Biblioteca volta ao normal: das 7h:30min às 21h:45min.


      Sábados das 8h às 17h.

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Publicação, importante etapa da ciência

No Brasil, os periódicos são publicados por sociedades, e não por publishers; por isso, a maioria é gerenciada de modo amador e com poucos recursos. A produção mundial de ciências tem crescido intensamente, principalmente em países emergentes.

Estima-se que haja mais de 100 mil periódicos científicos no mundo.

Tanto em taxa de crescimento quanto em total de artigos, os países emergentes do grupo Brics se destacam, com 18% das publicações mundiais. Tais números ressaltam a quantidade, mas e quanto à qualidade? A avaliação mais próxima desse atributo se faz pelo número médio de citações aos artigos, utilizando bases internacionais de indexação.

Na mais prestigiosa, a Thomson-Reuters-ISI, o Brasil se encontra na 13ª posição em número de artigos publicados e na 35ª posição em citações por artigo; em resumo, relativamente bem em produtividade, mas mal em qualidade.

Entre os fatores que pesam para isso está o baixo nível de colaboração internacional (27% dos artigos).

Países mais avançados apresentam taxas superiores a 50%. É evidente que, hoje, a interação com parceiros internacionais aumenta a troca de ideias e informações, beneficiando o trabalho resultante.

Outro fator é a baixa presença de cientistas brasileiros nos corpos editoriais das revistas internacionais. Não por menos, esses pesquisadores são chamados de guardiões do portão: como cientistas destacados, têm o poder de estabelecer os contornos da ciência contemporânea, definindo o que é relevante e vanguardeiro.

Nossos periódicos também têm seus guardiões. Poderiam eles compensar a pouca presença internacional? Dificilmente.

Os países emergentes buscam indexar seus periódicos nas bases internacionais, e alcançaram sucesso nos últimos anos. Contudo, tais periódicos não se tornam necessariamente internacionais por isso. Eles operam primordialmente para fluir a produção científica nacional.

No Brasil, são publicados por instituições ou sociedades, e não por publishers, como na grande maioria dos países.

Por isso, são em sua maioria administrados de forma amadora e com recursos modestos.

O programa SciELO, apoiado primordialmente pela Fapesp, tem operado para selecionar os melhores periódicos brasileiros, dispondo-os em acesso aberto na internet e alavancando-os para indexação nas bases internacionais. O programa, porém, não intervém em suas administrações, não exercendo, portanto, o papel de publisher.

Como avançar na internacionalização desses periódicos? A meta é atingir maior visibilidade (citações) com uso intensivo da língua inglesa e da colaboração internacional.

Para isso, é necessário: (1) profissionalizar a administração, por meio de publishers e de atuação na composição do corpo editorial com pesquisadores conceituados e ativos (não perfunctórios), remunerados e experientes internacionalmente; (2) adotar um modelo econômico em que os autores pagam para publicar seus artigos, com recursos provindos de seus projetos.

A escolha de onde publicar já seria um procedimento de avaliação dos melhores periódicos pelos pesquisadores.


ROGÉRIO MENEGHINI, professor titular aposentado da USP, é coordenador científico do programa SciELO de revistas científicas e membro da Academia Brasileira de Ciências.
 
FONTE: Andifes, 30/08/2011 (por e-mail) 
 
 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Apresentação das mudanças ocorridas no Portal ISI Web of Knowledge® versão 5.3


Apresentação das mudanças ocorridas no Portal ISI Web of Knowledge® versão 5.3 ‐ bases de dados da Web of Science®, Journal Citation Report e gerenciador de referências bibliográficas EndNote Web


Objetivo: apresentar as mudanças e os novos recursos da versão 5.3 do portal ISI Web of Knowledge para a pesquisa em periódicos nas áreas de ciências, ciências sociais, artes e humanidades, incluindo a pesquisa de referências citadas, o fator de impacto dos periódicos e o gerenciamento das referências bibliográficas selecionadas.

Público Alvo: alunos, docentes, bibliotecários e demais usuários do Portal de Periódicos da CAPES.


Data: 21 de setembro de 2011


Horário: 9h às 12h


Local: Auditório 200 – Escola de Engenharia – UFRGS


Endereço: Av. Osvaldo Aranha 99, 2º andar – Campus Centro – POA


Com emissão de certificado


Inscrições gratuitas até o dia 15 de setembro, no limite das vagas (160).


Para se inscrever encaminhe e‐mail para treinamento_bc@bc.ufrgs.br, informando:


Assunto: Inscrição treinamento WOS ‐ 21/09

Nome completo:

E‐mail para encaminhamento do certificado:

Telefone para contato:

Curso e Instituição de origem:


Instrutora: Mirta Guglielmoni ‐ Especialista em Educação de Clientes da Thomson Reuters.

Promoção: Thomson Reuters, Biblioteca Central e Biblioteca da Escola de Engenharia da UFRGS


Outras informações:

Fone: 3308‐3883 ‐ Biblioteca Central ‐ bcentral@bc.ufrgs.br

Fone: 3308‐3419 ‐ Biblioteca da Escola de Engenharia ‐ bibeng@ufrgs.br


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Cursos online Proquest - Setembro 2011


Programa de formação online ProQuest – Setembro 2011


Acompanhe a programação dos cursos em português sobre as bases de dados ProQuest no mês de setembro.

Os cursos online são destinados não somente a bibliotecários, mas também a toda comunidade acadêmica.

Para se inscrever, basta clicar no título do curso:

Introdução a Nova Plataforma ProQuest: 08 de setembro, 11h00 (horário de Brasília)

NOVAS FUNCIONALIDADES! Conheça as novas funcionalidades recentemente incorporadas à nova plataforma ProQuest, tais como a inclusão de bases de dados adicionais, listas de títulos, melhorias na busca, e novas opções de personalização da interface.

A nova plataforma ProQuest está disponível para todos os usuários, proporcionando uma melhor experiência de busca, e acesso integrado às bases de dados ProQuest, CSA Illumina, e produtos Chadwyck-Healey selecionados.

Participe desse treinamento online para obter uma visão geral da nova plataforma ProQuest e suas novidades, e aprenda como os usuários podem buscar, recuperar e compartilhar informação para suas pesquisas.

A sessão tem duração de 60 minutos e inclui:

· Novas funcionalidades e melhorias
· Áreas temáticas e página inicial de produtos
· Busca simples e avançada
· Resultados de busca – filtros, pré-visualização de documentos e mais
· Alertas de busca e de publicações
· Minha pesquisa
· Perguntas e respostas

Busca Avançada: Além da Caixa de Busca Simples: 08 de setembro, 12h15 (horário de Brasília)

A nova plataforma ProQuest oferece a melhor experiência de busca, incluindo opções de busca avançada para ajudá-lo a localizar conteúdo relevante rapidamente. Participe dessa sessão on-line e aprenda como utilizar os recursos de busca avançada na nova plataforma ProQuest. Também tentaremos responder a dúvidas e perguntas, e mostrar como encontrar recursos adicionais de ajuda, como manuais e tutoriais.

Essa sessão tem duração de 30 minutos e cobre o seguinte conteúdo:

· Formulários de Busca Avançada, Linha de Comando, Buscar Citação e Encontrar Similar
· ProQuest Smart Search e sugestões de busca
· Dicas de Busca e Códigos de Campo para otimizar sua busca

· Uso do Tesauro para identificar assuntos
· Formatação de busca usando códigos de campo, operadores booleanos e caracteres especiais
· Salvar buscas e criar alertas

· Perguntas e respostas

Pré-Requisito: Ter assistido à sessão "Introdução a Nova Plataforma ProQuest" ou possuir familiaridade com os recursos de busca básicos da nova plataforma ProQuest.

Atenção: É necessário registrar-se para participar dos cursos de formação online ProQuest. Ao registrar-se, você receberá um e-mail com as instruções para assistir ao curso. Caso não receba o e-mail de confirmação em até 24 horas, verifique sua caixa de spam, ou entre em contato conosco.

Além dos treinamentos em português, você pode ver a lista completa dos cursos de formação online programados (Upcoming Events) para cada área temática das bases de dados ProQuest, inscrever-se, ou assistir a uma sessão gravada (Event Recordings) a partir da seguinte página web (em inglês): http://www.proquest.com/go/webinars.

Para mais informações sobre a nova plataforma ProQuest (em inglês), visite: http://www.proquest.co.uk/go/yourpath

Não deixe de participar!!


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sábado, 3 de setembro de 2011

Atuar em área de pobreza dará bônus para residência



Recém-formados que optarem por atuar na Atenção Básica em regiões carentes do país terão pontuação extra no exame. Serão duas mil vagas.

O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, lançou, nesta sexta-feira (2), mais uma ação estratégica para atrair médicos para atuarem em Unidades Básicas de Saúde (UBS) em municípios onde há carência desses profissionais. O Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica vai conceder até 20% de pontuação adicional na nota final das provas de residência aos egressos do curso de Medicina que optarem por atuar nos municípios de extrema pobreza e em periferias das grandes metrópoles. A bonificação já poderá ser utilizada nos exames que serão realizados em novembro de 2012.

Pelo programa, serão abertas duas mil vagas, que poderão ser preenchidas a partir de fevereiro de 2012. "A concessão do benefício representa um avanço. Consideramos que essa é uma das maneiras mais efetivas de disponibilizar, de forma rápida, médicos para ampliar a assistência à população", afirma o chefe de gabinete do Ministério da Saúde, Mozart Sales.

Segundo ele, o benefício da pontuação na residência trará vantagem aos estudantes, já que atualmente há uma concorrência exacerbada por vaga (são, em média, 10 mil vagas para 13.800 formandos ao ano). "A intenção também é valorizar na prova de residência o profissional que ganha experiência prática atuando na Atenção Básica, área estratégica na atenção à saúde pública", acrescenta.

As medidas foram publicadas na portaria 2.087 publicada no Diário Oficial da União e estão acordadas entre o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Residência Médica, o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS), o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), e outras entidades de classe.
 
CRITÉRIOS
 
Os municípios serão definidos até o final do ano e listados em edital específico. Os profissionais de saúde deverão atuar nas regiões estabelecidas pelo período de um a dois anos para ganhar a pontuação. O Conselho Nacional de Residência Médica divulgará nos próximos dias, por meio de resolução, os índices de pontuação. Quem atuar durante um ano terá 10% de pontuação adicional na nota final. Já aqueles que participarem do programa durante dois anos receberão 20%.

Pelo programa, os profissionais serão tutoriados por instituições de ensino, que darão suporte semi-presencial e a distância por meio do programa Telessaúde, que oferece assistência e educação na área de saúde por comunicação à distância. Mais de 70 instituições estão envolvidas. "A tutoria é essencial para garantir a qualidade do atendimento desses médicos à população", afirma Sales.

Aos profissionais que participarem durante dois anos do programa será oferecido curso de especialização em saúde da família, sob a responsabilidade das universidades públicas que integram o Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS).

O governo federal financiará a operação dos núcleos de Telessaúde, além de custear os cursos de especialização em saúde da família e as atividades dos tutores. Aos municípios caberá a contratação dos profissionais, o pagamento dos salários e o custeio de moradias, quando houver necessidade.

Leia mais aqui

FONTE: Ministério da Saúde, 2/09/2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Livro - A revolução tecnológica


Entenda por que você deixa tudo para a última hora

Iara Biderman

de São Paulo
 
A coisa é tão ruim que até o nome é feio: procrastinação. O "palavrão" designa a ofensa que a pessoa faz a si mesma, mesmo sabendo que isso só a deixará mais vulnerável, sujeita a cometer mais erros, angustiada e exaurida.
 
O impulso da procrastinação leva você a fazer qualquer coisa, mesmo sem graça, em vez daquilo que é mesmo necessário. Ou você nunca se pegou deletando o lixo do e-mail na hora em que deveria estar enviando um relatório?

ENROLATION

Em levantamento inédito, 33% dos profissionais brasileiros afirmaram gastar duas horas da jornada sem fazer nada de efetivo e 52% admitiram deixar atividades necessárias para a última hora.

Os índices da pesquisa feita por Christian Barbosa, especialista em gestão de tempo, são mais altos que os de pesquisas semelhantes nos EUA, no Reino Unido e na Austrália, onde enroladores crônicos são 20% da população economicamente ativa.

"Aqui, as pessoas se sentem poderosas deixando tudo para a última hora e não ficam culpadas por isso", diz a psicóloga Rachel Kerbauy, da Sociedade Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, que pesquisou como brasileiros protelam exames e cuidados de saúde.

A culpa com a procrastinação pesa mais em sociedades influenciadas pelo luteranismo ou calvinismo, diz o professor de filosofia Mario Sergio Cortella, da PUC-SP. "A religião colocou o trabalho como elemento de salvação. Adiá-lo vira um vício."

Independentemente de aspectos culturais e morais, a procrastinação, além de não ajudar, atrapalha. E empurrar com a barriga não tira o problema da frente, só faz ele crescer nos pensamentos.

"A única coisa que se pode ganhar é culpa. A pessoa nem consegue fazer algo prazeroso em troca, porque não é uma escolha livre do uso do tempo", diz Cortella.

Na pesquisa, que incluiu 1.606 pessoas, as principais explicações para a enrolação foram falta de tempo, medo do fracasso e complexidade da tarefa a ser feita.

Mas, para a psicanalista Raquel Ajzenberg, da Sociedade Brasileira de Psicanálise, as causas do comportamento podem estar ligadas a dificuldades maiores.

AUTOBOICOTE

Um dos motivos é o que Freud chamou de "fracasso como êxito". É quando a pessoa, por motivos inconscientes, recua sempre que está perto de uma situação de sucesso. Os adiamentos crônicos são um autoboicote.

Acontece também com os perfeccionistas. Para eles, o medo de não conseguir fazer algo impecável paralisa a ação, e o planejamento excessivo para cumprir metas muito idealizadas os leva a adiar o trabalho constantemente.

"A pessoa tem uma coisa importante para fazer, mas fica cavando mais buracos, descobrindo problemas para resolver antes e não faz o que deve ser feito", diz Barbosa.

Ele diz que a maioria é treinada na infância a deixar tudo para a última hora, porque os pais agiam assim.

Culpa também do sistema educacional, vê Cortella. "O estudante daqui é viciado em provas feitas só com a memória. Se é para decorar, o mais fácil é só estudar na véspera."

Enquanto psicanalistas analisam as motivações inconscientes da procrastinação e filósofos se debruçam sobre seus aspectos éticos e morais, os economistas estudam o problema pensando na relação custo-benefício.

Até um prêmio Nobel de economia, o americano George Akerlof, tratou do assunto. Ele concluiu que as pessoas adiam porque os custos imediatos de fazer determinada tarefa parecem mais reais do que o preço de fazê-la no futuro.

"Você tem certeza de qual é o custo imediato, o desprazer do esforço, e tem certa miopia em relação aos benefícios futuros. Acredita que protelar é uma escolha racional, mas é um autoengano", diz o economista Paulo Furquim, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

SOB PRESSÃO

Essa ilusão de óptica ajuda a entender por que algumas pessoas embaçam até nas tarefas necessárias para fazer algo de que gostam.

Algumas pessoas também tentam fazer do adiamento uma tática de ação, porque só conseguem se motivar no sufoco da última hora.

Para Barbosa, isso é um padrão mental adquirido por força do hábito. "A pessoa treinou para produzir sob pressão. Se treinou, dá para destreinar e aprender um novo modelo de lidar com o tempo", afirma.

Leia mais aqui.

Leia também:

"Troquei o 'deixa pra amanhã' pelo 'faça agora"

"Sou o tipo que só consegue agir na urgência"
 
FONTE: Folha.com, 30/08/2010 
 
 
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