quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nova organização dos livros na Biblioteca


                O acervo de livros da Biblioteca passou por uma nova organização.



               Além da reestruturação dos espaços nas estantes, algumas áreas antes localizadas no mezanino, passaram para o andar térreo, juntamente com os acervos de periódicos e de teses e dissertações.


              Veja o que mudou:

               ANDAR TÉRREO

         Desceram os acervos de Neurociência, Dietética, Saúde Pública, Farmacologia, Fisioterapia, Medicina interna e Terapia intensiva.

              A numeração começa em 001 e vai até 616.028.

             Veja abaixo a relação dos assuntos com suas respectivas classificações, localizados neste andar: 

Administração Hospitalar 362.11068          
Anatomia 611
Antibióticos 615.329
Bioestatística 570.15195
Biofísica 612.014
Biologia 570
Bioquímica 612.015
Botânica 580
Cálculo 515
Ciências Sociais 300
Cientistas 509.22
Cinesiologia 612.76
Citologia 611.0181
Concursos Médicos 610.79
Dietética 613.2
Dietoterapia 615.854
Direito 340
Ecologia 577
Economia 330
Educação 370
Educação Médica 610.7
Embriologia 612.64
Emergências Médicas 616.025
Enfermagem 610.73
Enfermagem na UTI 616.0280231
Epidemiologia 614.49
Ética 170
Farmacodinâmica 615.7
Farmacologia 615.1
Filosofia 100
Física 530
Físico-Química 541.3
Fisiologia Animal 571.1
Fisiologia do Exercício 612.044
Fisiologia Humana 612
Fisioterapia 615.82
Fitoterapia 615.321
Genética Geral 576.5
Hidroterapia 615.853
Histologia 611.018
História da Medicina 610.9
Informática 004
Informática Médica 610.28
Laboratórios 542.1
Linguística 410
Medicina Ambulatorial 614.5
Medicina Interna 616
Medicina Legal 614.1
Medicina Preventiva 614.44
Metodologia científica 001.42
Neuroanatomia 611.8
Neurociência 612.8
Nutrição 612.3
Psicologia 150
Psicologia Educacional 371.713
Psicologia Social 302
Química 540
Química Analítica 543
Química Orgânica 547
Radioterapia 615.84
Religião 200
Reprodução Humana 612.6
Saúde Pública 614
Terapêutica 615.5
Terapia Intensiva 616.028
Toxicologia 615.9


              MEZANINO
         A ordenação começa nas estantes da parede, localizadas à esquerda de quem sobe e segue até as estantes da parede do lado oposto. 
              A numeração começa em 616.42 e vai até 999.

             Veja abaixo a relação dos assuntos com suas respectivas classificações, localizados neste andar:

Administração  658
Alcoolismo  616.861
Alergia  616.97
Anatomia Cirúrgica  617.8
Anestesiologia  617.96
Angiologia  616.13
Audiologia  617.8
Biografias  920
Cardiologia  616.1
Cirurgia  617
Cirurgia ortopédica  617.47
Cirurgia Pediátrica  617.98
Cirurgia Plástica  917.95
Cirurgia torácica  617.54
Cirurgia Vascular  617.413
Dermatologia  616.5
Doenças Cardiovasculares  616.12
Doenças Vasculares  616.131
Eletrocardiografia  616.12075
Endocrinologia  616.4
Enfermagem Cirúrgica  617.0231
Enfermagem Psiquiátrica  616.890231
Ergonomia  620.82
Exame Físico  616.075
Fonoaudiologia  616.855
Fraturas  617.15
Gagueira  616.8554
Gastroenterologia  616.3
Gastronomia  641
Genética Humana  616.042
Geriatria  618.97
Ginecologia  618.1
Hematologia  616.15
Hepatologia  616.362
Imunologia  616.079
Infectologia  616.9
Literatura  800
Medicina do Sono  616.8498
Medicina do Trabalho  616.9803
Medicina Esportiva  617.1027
Micologia  616.969
Microbiologia  616.92
Nefrologia  616.61
Neuroendocrinologia  616.83
Neurologia  616.8
Neuropsiquiatria  616.809
Obstetrícia  618.2
Oftalmologia  617.7
Oncologia 616.994
Ortopedia  616.7
Otologia  617.8
Otorrinolaringologia  616.21
Parasitologia  616.96
Patologia  616.07
Pediatria  618.92
Pneumologia  616.24
Pré e Pós-operatório  617.919
Proctologia  616.35
Psicanálise  616.8917
Psicodiagnóstico  616.89075
Psicoterapia  616.8914
Psiquiatria  616.89
Queimaduras  617.11
Química Clínica  616.0756
Química dos Alimentos  664.0286
Radiologia  616.0757
Reumatologia  616.723
Semiologia  616.072
Serviços de Alimentação  647
Técnica Cirúrgica  617.059
Tecnologia de Alimentos  664
Terapia Cognitiva  616.89142
Transtornos Alimentares  616.8526
Traumatologia  616.71
Traumatologia  617.1
Urologia  616.6
Virologia  616.9101

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Quiropraxia é melhor que remédio para dor no pescoço, diz estudo


A quiropraxia (técnica de massagem aplicada nas articulações) é mais eficaz para tratar dor de pescoço do que tomar analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares.

A conclusão é de pesquisa feita na Northwestern Health Sciences University em Minnesota (EUA) e publicada na revista "Annals of Internal Medicine".

Exercícios simples e alongamentos também obtiveram melhores resultados do que os remédios, porém não tanto quanto a quiropraxia.

O estudo foi feito com 272 pessoas entre 18 e 65 anos que sofriam de dores no pescoço sem uma causa específica.

Elas foram divididas em três grupos. O primeiro realizou duas visitas semanais a um quiropraxista, o segundo utilizou medicamentos e o terceiro foi orientado a realizar exercícios e alongamentos várias vezes ao longo do dia.

Após três meses, a melhora dos sintomas foi relatada por 57% das pessoas que fizeram quiropraxia e por 48% dos que fizeram exercícios. Somente 33% dos que tomaram remédios relataram alívio da dor.

A longo prazo, o estudo também aponta maior benefício para as pessoas que utilizaram a quiropraxia ou fizeram exercícios regulares. Em cada um desses grupos, 53% dos voluntários++ apresentaram melhora após um ano.

Apenas 38% dos que usaram medicamentos sentiram que as dores diminuiram.

QUIROPRAXIA

A quiropraxia é uma técnica manual de tratamento desenvolvida nos EUA há pouco mais de um século.

Diferentemente de outros tipos de massagem, não é aplicada nos músculos, e sim nas articulações, para reposicioná-las e alivar a pressão que exercem nos grupos musculares. Para isso, é feita uma série de movimentos precisos, chamados ajustes.

Muitas vezes os ajustes produzem "estralos", mas não devem doer, explica a coordenadora do curso de quiropraxia da Universidade Anhembi Morumbi, Ana Paula Facchinato. "É como tirar a tampa de uma garrafa de champanhe".

Ela diz que o tratamento pode ser tanto sintomático (no momento em que a pessoa está tendo dor, para alívio) quanto preventivo, para evitar novas crises. A quantidade de sessões necessárias é estipulada em uma consulta de avaliação.

O tratamento não é indicado para pessoas com câncer e, em casos de osteoporose, nem todos os movimentos podem ser realizados.

O preço da consulta com um profissional da área varia de R$ 50 a R$ 250, segundo a Associação Brasileira de Quiropraxia.

Para ser reconhecido pela Federação Mundial de Quiropraxia, o professional deve ter passado por um curso de pelo menos quatro anos. No Brasil, existem aproximadamente 700 quiropraxistas que cumprem esse requisito, segundo Facchinato. Nos Estados Unidos, onde é mais popular, existem aproximadamente 60 mil quiropraxistas.

FILIPE OLIVEIRA
Colaboração para a Folha
 
FONTE: Folha.com, 16/01/2012.
 
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Guia orienta preparo de alimentos


Já está disponível o Documento de Referência para Guias de Boas Práticas Nutricionais, que apresenta modelo para elaboração de guias específicos para preparo de alimentos. O documento contempla as etapas críticas do preparo do alimento a serem controladas sob o ponto de vista nutricional, os ingredientes empregados na formulação, suas funções e a composição nutricional do produto.

O Guia de Boas Práticas Nutricionais poderá ser destinado a um alimento específico ou a um serviço de alimentação. As Boas Práticas (BPN) são medidas que visam orientar os serviços de alimentação (estabelecimento onde o alimento é manipulado, preparado, armazenado e/ou exposto à venda) na preparação de alimentos com menores teores de açúcar, gordura trans, gordura saturada e sódio, contribuindo para uma alimentação mais saudável.

As BPNs surgiram a partir da necessidade de melhoria do perfil nutricional dos alimentos. O sódio, por exemplo, contribui para o aparecimento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), como a pressão alta, doenças cardiovasculares e doenças renais que, atualmente, são um dos principais problemas de saúde pública do Brasil.

De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a redução do consumo de sal para 5 gramas/dia, diminuiria em 10% a pressão arterial da população brasileira, em 15% os óbitos por acidente vascular cerebral e em 10% nos óbitos por infarto. Com essa redução, 1,5 milhão de brasileiros não precisariam de medicação para hipertensão e a expectativa de vida dos hipertensos seria aumentada em até quatro anos.

“A adoção das BPNs é voluntária e é importante que os serviços de alimentação participem desse processo e, assim, contribuam para uma população brasileira mais saudável”, ressaltou Denise de Oliveira Resende, Gerente-Geral de Alimentos.

Pão francês

O pão francês foi o primeiro alimento a ter um Guia de Boas Práticas Nutricionais. Esse alimento é um dos que mais contribui para a ingestão de sódio pela população, pois é tradicionalmente consumido no café da manhã e, às vezes, no lanche.

Segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada nos anos de 2008 e 2009, a média de consumo diário per capita de pão de sal é de 53g/dia, ou seja, valores próximos a 50g/dia, que é o correspondente a uma unidade de pão francês.

O Guia de Boas Práticas Nutricionais para Pão Francês visa orientar os serviços de alimentação, em especial as padarias. O documento incentiva a redução da quantidade de sal utilizada durante o preparo, contribuindo para a oferta de um pão mais saudável à população brasileira.

A meta é reduzir, progressivamente, a quantidade de sódio adicionada ao Pão Francês, até chegar ao total de 10% em 2014. Assim, uma unidade de pão francês (50g) que, em 2011, tem em média 320 mg de sódio, terá 304 mg em 2012 e 289 mg em 2014.

“É importante que a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), a Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), que assinaram o Termo de Compromisso para redução de sódio nos alimentos com o Ministério da Saúde, em 13 de dezembro de 2011, divulguem esse documento, de forma a alcançar a meta de redução do sódio do pão francês”, lembrou Denise de Oliveira Resende.

Eujane Medeiros – Imprensa/Anvisa

FONTE: Anvisa, 4/01/2012

Neurologistas explicam prós e contras da leitura dinâmica


"Fiz curso de leitura dinâmica e li 'Guerra e Paz' em 20 minutos. É sobre a Rússia."

Descontando certo exagero da frase acima, atribuída ao cineasta Woody Allen, os professores de leitura dinâmica afirmam que, com treinamento, é possível ler de cinco a oito vezes mais rápido, sem prejuízo à compreensão e até com melhor assimilação do conteúdo.

Um leitor comum lê, em média, 150 palavras por minuto e compreende 60%. O leitor dinâmico de nível avançado consegue ler, em média, 800 palavras por minuto, assimilando 90% do texto, afirmam os adeptos da técnica.
O webdesigner Janilson Mendes, 26, procurou um curso há quatro anos para melhorar o rendimento na faculdade de engenharia elétrica.
Hoje, com a velocidade de 800 a 900 palavras por minuto, Janilson tomou gosto pela coisa: costuma ler uma obra diferente por semana. Antes, demorava quase um mês para terminar um livro.
O bacharel em filosofia Alcides Schotten, professor de leitura dinâmica há 26 anos, diz que o aumento da velocidade é consequência de uma mudança na forma de ler.
Na escola, aprendemos a ler pronunciando as palavras mentalmente, sílaba por sílaba. Mas a mente consegue captar o significado de uma palavra muito mais rápido do que o tempo necessário para pronunciá-la.

A principal técnica de leitura dinâmica ensina o leitor a parar de pronunciar enquanto lê. Assim, a palavra passa a ser reconhecida por sua forma, como se fosse um desenho, e seu conteúdo é assimilado diretamente.

"A mudança da leitura silábica para a dinâmica é não prestar atenção nas sílabas nem nas palavras isoladamente, mas enxergar as palavras na frase", diz Schotten.

Outra técnica é o aumento do foco do campo visual: enxergar mais de uma palavra ao mesmo tempo, para assimilar o conteúdo de blocos de palavras.

Uma terceira técnica é reduzir a quantidade de pontos de fixação, ou paradas, em cada linha de texto. Durante a leitura, os olhos fazem várias paradas, tão rápidas que é quase impossível perceber. Quanto mais elas ocorrem, mais tempo se leva para terminar o texto.

ACIMA DA MÉDIA

Schotten diz que a velocidade varia conforme o grau de afinidade do leitor com o tema, mas sempre será muito acima da média de 150 palavras por minuto.
E a compreensão, como pode aumentar com uma leitura mais rápida?
"Quando se lê devagar, como a mente é muito ágil, ela se dispersa. Quando se começa a ler dinamicamente, o leitor recebe muito mais informações em um espaço menor de tempo, a mente está ocupada, tem menos tempo para se distrair", diz Schotten.

ATÉ CERTO PONTO

Neurocientistas concordam que é possível ler mais rápido e compreender, até certo ponto, o conteúdo do texto, mas discordam sobre o aumento da capacidade de compreensão.
A neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo Valéria Santoro Bahia diz que o método pode ser útil em alguns casos, mas alerta para o fato de que o leitor tem apenas uma visão geral do assunto e provavelmente não vai conseguir memorizar tão bem. Para ela, aplicar a técnica como método de estudo é um erro.

"O conhecimento fica falho. Para quem está estudando ou aprimorando a profissão, é um método que não deveria ser usado."

Para a neurocientista Aniela França, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a vocalização mental que a técnica tenta eliminar é o que ajuda a aumentar a concentração e a entender melhor o conteúdo. "A voz mental é usada até para organizar as ideias no pensamento."

Clique na imagem para ampliar

PATRÍCIA BRITTO
Colaboração para a Folha
FONTE: Folha.com, 11/01/2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Medicina baseia suas condutas em pesquisas com método falho

Débora Mismetti
Editora-Assistente de "Saúde"
 
O vaivém das pesquisas médicas irrita muita gente. Um dia, é proibido comer ovo. No outro, ovo faz bem. Mas os problemas inerentes ao uso dos estudos estatísticos na medicina vão muito além disso.
Remédios um dia vistos como uma evolução são tirados do mercado depois que os pacientes começam a sofrer efeitos colaterais graves. Foi o caso do anti-inflamatório rofecoxibe, o Vioxx, vetado após causar mortes. Como é que as pesquisas realizadas para aprovar a venda da droga não captaram esse efeito?

É esse tipo de pergunta que o médico reumatologista Marcelo Derbli Schafranski, 36, tenta responder no livro "Medicina - Fragilidades de um Modelo Ainda Imperfeito" (Ed. Schoba, R$ 50).


Ele falou à Folha, por telefone, de Ponta Grossa (PR).

Folha - Por que as pesquisas se contradizem tanto?

Marcelo Schafranski - O grande problema é o modo como chegamos às conclusões. Por exemplo, como vamos saber se sal ou ovos fazem bem ou mal à saúde? O ideal seria fazer uma pesquisa com uma população enorme de gêmeos, no mesmo ambiente, parte recebendo sal ou ovo e parte não. Mas nunca vamos conseguir isso.

Baseamos nossas conclusões em estudos falhos. A maioria das pesquisas que aborda esse tipo de fator de risco é de coorte, em que se observa uma população, ou de caso-controle, em que se parte do fim [da pessoa já doente] para o começo. Estudos mais precisos, em que as pessoas são separadas em grupos e recebem uma intervenção (comer ou não ovo, por exemplo) são caros e, em geral, feitos por laboratórios para testar drogas e ter lucro. Ninguém gastaria dinheiro para fazer isso com ovo.

Quais são os principais problemas conceituais que aparecem nas pesquisas?

São questões que fazem a pesquisa começar errado já na origem. Uma delas é o chamado "p", a probabilidade de a hipótese estar certa ou errada. Para um estudo ser aceito, o estabelecido é que a probabilidade de a hipótese provada estar errada deve ser menor do que 5%. Mas de onde vem esse valor? Isso não está escrito em lugar nenhum. A medicina baseada em evidências, na verdade, mistura duas teorias estatísticas diferentes. Outro problema é o número de hipóteses. O ideal é ter só uma. Um estudo publicado no Canadá em 2006 cruzou causas de internação e dados demográficos, até signo. Descobriram que pessoas de Touro têm mais doença diverticular do cólon. O que isso significa? Nada. Quanto mais comparações, maior é o risco de descobrirmos coisas que não têm nada a ver.

 
O sr. critica estudos sobre remédios que medem só se eles melhoram resultados de exames em vez de se reduzem mortalidade. Isso leva a condutas erradas?

Isso é feito para economizar e ter respostas rápidas. Temos remédios contra hipertensão no mercado que não provaram se reduzem mortalidade ou ocorrência de derrame. Eles controlam a hipertensão, ótimo. Mas e se depois a droga começa a matar os consumidores por intoxicação? Se o estudo tivesse analisado a mortalidade, não aconteceria isso.

O sr. diz que isso acaba levando a uma medicina centrada no médico em vez de no paciente. Como é isso?

O exemplo clássico é a osteoporose. O paciente chega com uma densitometria óssea indicando osteoporose, o médico receita uma droga e a pessoa, depois, refaz o exame. Aí o médico diz: "Sua densitometria melhorou, sua osteoporose está indo bem." Mas a osteoporose está indo bem no exame, essa é uma variável centrada no médico. O que importa para o paciente é quebrar ou não um osso. Isso não depende só do resultado do exame, mas de outros fatores, como iluminação do ambiente, se ele está enxergando bem etc.

O sr. diz que a publicidade excessiva para certas doenças, como a criação de dias temáticos, pode causar um viés nos diagnósticos. Por quê?

Se um psiquiatra começa a ir a muitos congressos sobre depressão, a receber visitas de representantes de laboratórios com remédios para depressão, a ler artigos sobre isso, a tendência é que ele diagnostique mais depressão. O paciente que recebe essas informações também pode começar a se enquadrar nos sintomas.

Outra questão são as campanhas com exames de rastreamento. Num rastreamento de diabetes, você vai achar pré-diabéticos. Mas pré-diabetes aumenta mortalidade? Não está provado que isso realmente acontece. Muitos desses pacientes limítrofes vão acabar tomando remédios sem que haja evidências de que isso vai ajudá-los.

O que poderia ser feito para combater os vieses da medicina baseada em evidências?

Estudos populacionais independentes, que são caros e só podem ser feitos pelo governo. Em vez de pegar mil pessoas que usam um medicamento, seria possível pegar o país todo, para saber, por exemplo, se certa droga reduz a mortalidade.

Defendo também que os estudos venham com os dados básicos, sem os cálculos estatísticos mais complexos. Quem está lendo que faça os cálculos que julgar necessário. O problema é que os estudos ficariam sem conclusão, ficaria a cargo do leitor, do médico, que teria de saber estatística para interpretar isso. É mais fácil ler o resumo da pesquisa e acreditar nele.

MARCELO DERBLI SCHAFRANSKI
IDADE E ORIGEM - 36 anos, de Ponta Grossa (PR)
FORMAÇÃO E ATUAÇÃO - Reumatologista, doutor em medicina interna pela Universidade Federal do Paraná e professor na Universidade Estadual de Ponta Grossa
 
 
FONTE: Folha.com, 04/01/2012
 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Livro lista 10 dicas para a pessoa nunca adoecer


DÉBORA MISMETTI
Editora-Assistente de "Saúde"

A estratégia dos personagens do livro Os Segredos das Pessoas que Nunca Ficam Doentes não agrada muito aos médicos.

Em vez de simplesmente ter uma vida regrada e equilibrada, as 25 pessoas entrevistadas pelo jornalista americano Gene Stone se concentraram em mudar um hábito de suas vidas na tentativa de aumentar a longevidade e evitar doenças.

"Faz parte do ser humano essa busca por uma solução mágica, de preferência algo que não dê muito trabalho", afirma o oncologista Artur Katz, do Hospital Sírio-Libanês. "Comer dois tomates por dia, por exemplo, não vai livrar ninguém de ter câncer."

Mas algumas das soluções do livro não são tão fáceis. Tomar levedura de cerveja todos os dias ou comer alho são desafios.

Banho de água fria também requer certa coragem.

Dorival Pinheiro, 48, servidor público federal, toma banhos frios todos os dias há 30 anos, a não ser aos sábados, quando o aquecedor é liberado. "Fui motivado por um professor de biologia no colegial que disse que traz benefícios para a saúde."

Pinheiro diz que se sente mais relaxado e com melhor capacidade respiratória. "Percebo que fico menos doente e, quando pego um resfriado, recupero-me mais rápido do que os outros."

O infectologista Celso Granato, coordenador de patologia clínica do laboratório Fleury, afirma, no entanto, que não há comprovação alguma de que isso funcione.

"O que pode dar resultado a longo prazo é evitar o contato com pessoas doentes, especificamente em caso de doenças respiratórias e diarreias. Por isso pedimos para as pessoas lavarem mais as mãos em surtos de gripe", afirma o médico.

Para Katz, a receita básica para evitar adoecer é: "Não fume, não fume e não fume. Depois disso, o importante é manter um peso adequado, uma boa alimentação e fazer exercícios. Fazer isso já é bom. Mas muito mais que isso também não ajuda tanto."

OS SEGREDOS DAS PESSOAS QUE NUNCA FICAM DOENTES

AUTOR: Gene Stone

EDITORA: Lua de Papel

PREÇO R$ 19,90 (214 págs.)


1) BANHOS FRIOS

Defensores da prática dizem que a água gelada reduz o número de infecções e melhora a resposta imunológica, fortalecendo os contra-ataques do organismo contra invasores. Mas os banhos frios não são recomendados para quem tem problemas cardíacos, porque a água gelada pode alterar a pressão arterial -- e só os mais corajosos os aguentam no inverno...

2) RESTRIÇÃO CALÓRICA

Adeptos da redução calórica afirmam que isso prolonga a vida e protege contra doenças. Por enquanto, só pesquisas com animais confirmam os benefícios da dieta. Além disso, uma redução drástica da comida abre as portas para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, por exemplo.

3) COMER SÓ VEGETAIS

Uma dieta baseada em plantas reduz drasticamente o colesterol. Alguns estudos já ligaram a carne vermelha e leite a uma maior ocorrência de câncer. Outras pesquisas mostraram que comer mais vegetais não reduz a incidência de tumores e que cada tipo de alimentação está ligado a um tipo de tumor. Em resumo: a alimentação pode determinar qual tumor a pessoa pode vir a ter, mas nenhuma dieta elimina o risco.

4) COMER ALHO

Pesquisas já ligaram o consumo a menor pressão arterial e maior produção de óxido nítrico, que facilita a circulação do sangue e reduz a formação de placas nas artérias. Estudos também lhe creditam efeito antibiótico e antioxidante. Mas, fora o bafo, os médicos não garantem que comer alho tenha algum efeito.

5) SESTA

Pesquisas já mostraram que uma soneca rápida, de cerca de 30 minutos, pode melhorar a saúde do coração, além de aprimorar a memória e o aprendizado. A sesta reduz o nível dos hormônios do estresse, especialmente para quem tem empregos mais exigentes. O importante é não exagerar: 30 minutos são o bastante.

6) VITAMINA S (SUJEIRA)

Ter mais contato com sujeira, como não lavar direito os alimentos, pode evitar doenças como alergias e inflamações. Essa hipótese é defendida por parte dos cientistas, que acredita que se proteger excessivamente da sujeira acaba levando o sistema imune a respostas exageradas, causando doenças.

7) PROBIÓTICOS

O consumo de iogurtes, levedura de cerveja, queijo cottage, entre outros alimentos, povoa nosso corpo com bactérias "boas", que ajudam a defesa contra as "más". Já é aceito que esses alimentos ajudam a repovoar a flora intestinal após episódios de diarreia. Mas ainda não se sabe se comer todo dia faz diferença, porque temos colônias de bactérias boas naturalmente.

8) PENSAMENTO POSITIVO

Muitos estudos já mostraram que o pensamento positivo reduz os níveis de estresse e pode aumentar a resistência contra gripe. Estudos mostram que a atitude positiva pode influenciar até no sucesso de um transplante de rim. O efeito placebo é um exemplo de como a crença pode fazer até um tratamento falso funcionar.

9) ÁGUA OXIGENADA

Um dos personagens do livro tem o costume de enfiar a cabeça, todos os dias, em uma pia com água quente e água oxigenada para ficar "imune" a infecções. O peróxido de hidrogênio, de fato, é usado para limpar ferimentos, mas daí a dizer que pode nos tornar mais saudáveis, é um passo e tanto.
10) EVITAR GERMES

Bactérias podem sobreviver por horas em maçanetas e outros objetos. Apertos de mãos, locais fechados, manusear carrinhos de supermercados, tudo isso pode carregar germes para o corpo. Lavar as mãos com frequência, especialmente depois de ter contato com doentes, pode mesmo evitar doenças, mas não é garantia, segundo os médicos.

FONTE: Folha.com, 01/01/2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cinco passos para uma vida mais saudável em 2012


Estabelecer metas realistas é o ponto de partida

          A virada de ano costuma ser um momento propício para reavaliar erros e acertos do ano que passou e traçar novos caminhos a seguir no novo ano que começa. É o período ideal para refletir não só nos empreendimentos que se pretende implementar, mas também sobre aspectos a mudar em relação à própria saúde e qualidade de vida. Praticar mais atividade física, parar de fumar, ter uma alimentação mais saudável, dormir melhor, investir mais em momentos de lazer com a família e os amigos são alguns exemplos.

          O presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Alberto Ogata, coautor do livro Guia Prático de Qualidade de Vida (Ed. Campus), lembra que a compra de um bem material, como um carro novo ou uma casa na praia, traz felicidade instantânea e relacionada à conquista de algo importante, mas dura pouco. As mudanças de estilo de vida, no entanto, promovem saúde, energia, conforto e bem-estar mais duradouros.
          Ogata propõe algumas estratégias para colocar em prática os projetos para uma vida mais saudável em 2012, antes que as metas caiam no esquecimento. Tome nota:

1. Estabeleça metas realistas e atingíveis.

2. Pense em formas de atingir os objetivos no dia a dia: matricular-se em uma academia de ginástica, praticar um esporte, comprar um pedômetro e passar a caminhar ou optar por escadas em detrimento de elevadores são alguns exemplos de pequenas mudanças no cotidiano.

3. Faça uma lista dos benefícios das mudanças que você pretende implementar. Por exemplo: praticar atividade física proporciona perda de peso, sensação de bem-estar e melhora na autoestima.

4. Identifique os obstáculos no caminho, como a falta de tempo, os compromissos diários, os problemas de deslocamento e transporte, o trânsito e a preguiça.

5. Prepare um diário, ou mesmo um blog, para anotar os avanços, as dificuldades e o passo a passo das mudanças.
 
FONTE: BEM-ESTAR, 01/01/2012.