terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Decisões equivocadas sobre escolas de medicina


Adib Jatene*
  
Médicos qualificados doaram o seu tempo para avaliar cursos ruins e cortar vagas; o Conselho Nacional de Educação ignorou o nosso trabalho e recriou todas.
  
O Conselho Nacional de Educação acaba de tornar sem efeito decisões da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) sobre a redução de vagas em cursos de medicina.

Até 1996, o país possuía 82 faculdades de medicina, das quais 33 eram privadas (40%). Em 12 anos, entre 1996 e 2008, foram criadas 98 novas faculdades, das quais 68 privadas (70%).

Existiam ainda, sob análise do MEC, mais de 50 pedidos de autorizações de novas faculdades, praticamente todas privadas e sem infraestrutura mínima para ministrar um curso médico.

Em 2008, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) identificou 17 escolas, entre as que tinham formandos, com nota inferior a três (em uma escala de um a cinco).

Alarmado com a situação, o então ministro Fernando Haddad, após discutir o problema, concordou em recriar a Comissão de Especialistas do Ensino Médico, presidida por mim e com maioria absoluta de membros da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), inclusive com quatro ex-presidentes. Todos os membros têm ampla atuação e experiência na área.

Após uma revisão dos pré-requisitos que a entidade que deseja abrir o curso médico deveria observar, foi explicitado que, como item eliminatório, a entidade teria de possuir um complexo médico-hospitalar com pelo menos quatro leitos por vaga pretendida. Seria necessário ter também uma residência médica reconhecida pelo Ministério da Saúde e um pronto-socorro em atividade.

Alem disso, a instituição deveria possuir um complexo ambulatorial, contando tanto com unidades básicas com o Programa de Saúde da Família quanto com ambulatórios de especialidades.

Desse modo, estaria garantido o campo de treinamento e dimensionado o número de vagas. Na hipótese de a instituição não possuir complexo próprio, seria permitido um convênio, por período não inferior a dez anos, sem compartilhamento com outra instituição.

Quanto às escolas existentes cujo desempenho no Enade foi insatisfatório, decidiu-se fazer uma visita ao local com pelo menos dois membros da comissão.

Eles, após entrevistas com docentes e com discentes e visitas às instalações, avaliaram as condições para a oferta do curso e elaboraram relatórios circunstanciados.

Na impossibilidade de indicar o fechamento da escola, optaram por reduzir o número de vagas, deixando o mínimo tolerável, capaz de beneficiar não apenas os alunos, mas também a população que seria atendida pelos egressos dessas escolas.

Baseado nesse trabalho sério, de pessoas que doaram seu tempo na expectativa de melhorar o ensino médico, foi que a Sesu acolheu as indicações e reduziu o número de vagas em várias escolas médicas. Isso aconteceu depois de ampla discussão com a comissão de especialistas -que, reitero, avaliou com o maior cuidado a situação do ensino nessas entidades.

De repente, o Diário Oficial da União publica uma decisão por unanimidade do Conselho Nacional de Educação (CNE) restaurando o número de vagas previamente existentes, desconsiderando o trabalho da comissão, que levou mais de dois anos para ser executado -sem nem sequer dar uma oportunidade para nos manifestarmos.

Decisões equivocadas como essas servem para desmotivar os que ainda acreditam ser possível corrigir as iniquidades, criadas por influência empresarial ou política, e para reforçar a ideia de que não adianta lutar por dias melhores.

Mas ainda há gente neste país que acredita, mesmo com as instituições atuais e com os conselhos suscetíveis a pressões, ser possível avançar.

Decisões como a do CNE não nos farão desistir. Elas nos alimentam para continuarmos a luta, que antes de ser nossa deveria ser do CNE.

ADIB JATENE, 82, cardiologista, é professor emérito da Faculdade de Medicina da USP e diretor-geral do Hospital do Coração. Foi ministro da Saúde (governos Collor e FHC).


FONTE: Folha de São Paulo, 28/02/2012, Opinião, A3

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Nos EUA, tatuagem começa a ser usada para fornecer dados médicos

Da Associated Press

Um pequeno número de norte-americanos começa a usar tatuagens para propósitos médicos que não têm nada a ver com estética ou moda: servem para fornecer informações sobre as condições médicas da pessoa em caso de socorro.
As tatuagens podem indicar alergias, doenças crônicas e orientações caso a pessoa morra (como a doação de órgãos no pós-morte).

O patologista Ed Friedlander, 60, da cidade de Kansas, tem escrito bem no meio de seu peito "no CPR". A inscrição indica que ele não deseja receber ressuscitação cardiopulmonar por um paramédico se seu coração parar de bater.


Ed Friedlander tem tatuado "no CPR" no peito, indicando que não quer ser ressuscitado em caso de parada cardíaca.


Ele não é o único. Melissa Boyer, 31, de Nashville, usou durante anos um bracelete para identicá-la como diabética. Agora, ela porta uma pequena tatuagem no antebraço esquerdo como tendo diabetes do tipo 1. A inscrição também indica que ela é alérgica à penicilina e aspirina.

A Associação Médica Americana não cita em suas orientações as tatuagens como fonte médica. Mas o endocrinologista Saleh Aldasouqi, da Universidade do Estado de Michigan, espera que isso mude no futuro.
Para ele, seria importante padronizar o local onde as tatuagens devem ser feitas, de forma que os médicos possam procurar as informações sobre o paciente com facilidade.

FONTE: Folha.com, 27/02/2012
 
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Volta as aulas


Foto: Diário de Santa Maria, 16/03/2010

                                  Mais um  ano letivo começou!!!

                                  Mais uma etapa de crescimento, aquisição de novos conhecimentos, convívio com novos e velhos colegas, professores e funcionários!!     

                                 Desejamos um ótimo início de ano letivo a todos!! Bom retorno aos que  já estudavam aqui e ótimo começo de curso àqueles que estão entrando em nossa Universidade!!

                                 Que se sintam acolhidos, cercados de amigos prontos a ajudar!!

                                 A Biblioteca está de portas abertas para auxiliar no que for preciso e no que estiver ao seu alcance.

                                Horário de  funcionamento:

                                Segundas a Sextas das 7:30 as 21:45

                                Sábados das 8h as 14h.

                                Sejam todos bem vindos!!


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Fim do horário de verão não prejudica organismo, diz médico

Horário de verão termina no próximo final de semana
Por AE

São Paulo - Ao contrário do que pensam muitas pessoas, a mudança de horário não causa males ao organismo, afirma o clínico-geral da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Paulo Olzon. "As pessoas mais metódicas podem se estressar por ser uma mudança repentina, mas o organismo consegue se adaptar facilmente; não há muitas consequências para o corpo".

Termina sábado, à meia-noite, o horário brasileiro de verão, que teve sua maior temporada desde 1985. Os relógios devem ser atrasados em 1 hora em 11 Estados (São Paulo, Rio, Minas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia), além do Distrito Federal.

Porém, para quem tem dificuldades para se adaptar, é preciso se preparar para a alteração de horário, conforme o médico neurologista da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) em Botucatu Ronaldo Guimarães Fonseca. O médico explica que alterações de horário ocasionam oscilações no organismo relacionadas à produção de hormônio e podem causar problemas relacionados ao sono.

AE - Agência Estado - Uma empresa do Grupo Estado.

FONTE: Veja, 24/02/2012.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Saúde Pública é tema da Campanha da Fraternidade


     O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, na última quarta-feira (22), da cerimônia de abertura da Campanha da Fraternidade de 2012, lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste ano, a campanha tem como tema a Fraternidade e Saúde Pública e o lema Que a saúde se difunda sobre a terra.
     Padilha destacou a escolha do tema pela Igreja Católica, ressaltando que a reflexão do assunto durante a quaresma vai provocar o debate entre a sociedade. “O SUS só é capaz de tomar passos concretos, que enfrente as desigualdades sociais do nosso país, quando o conjunto da sociedade brasileira abraça a ideia de uma saúde com acesso a todos”, ressaltou.
     Durante o evento, o ministro citou os avanços na área da saúde pública, lembrando que o Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que assumiu o desafio de ter um sistema universal público e gratuito. “O SUS é hoje a única porta aberta na urgência e emergência para 145 milhões de brasileiros, sendo que uma população bem maior é beneficiada com ações de vigilância sanitária”, ressaltou, destacando como exemplo as campanhas de vacinação, promovidas pelo Ministério da Saúde.


CAMPANHA - O texto da campanha da fraternidade enumera alguns desafios a serem enfrentados pelo sistema, especialmente com relação ao acesso – com a melhoria no atendimento – e o financiamento da saúde. “São significativos as conquistas verificadas nas últimas décadas na área da saúde pública, como a redução da mortalidade infantil, a erradicação de doenças infecto-parasitárias e o tratamento da AIDS, que conta com um sistema elogiado internacionalmente”, observou o secretário Geral da CNBB, bispo Leonardo Ulrich Steiner. Ele explicou que, com a campanha da fraternidade a Igreja quer sensibilizar a todos (sociedade e autoridades) sobre os problemas que o setor ainda enfrenta.

FONTE: Portal da Saúde, 22/02/2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Horário da Biblioteca no Carnaval


Em razão do feriado de Carnaval, a Biblioteca estará aberta até ás 19 horas desta sexta-feira, dia 17 e reabrirá na quarta-feira,  dia 22, às 14 horas.

Um ótimo Carnaval e feriado a todos!!

Campanha Carnaval 2012

             As festas de carnaval já começaram. Essa é a hora em que a população vai para a rua festejar e o país não fala em outra coisa. Porém é preciso alertar a todos sobre a ameaça da AIDS. Nos últimos doze anos, houve um aumento de mais de 10 por cento no número de casos entre jovens gays de 15 a 24 anos. Entre os jovens de 13 a 19 anos, a relação é de 10 meninas infectadas para cada 8 meninos. E pra piorar, o uso de camisinha entre os jovens está diminuindo! Pesquisas comprovam que apenas 43% dos jovens usam camisinha regularmente.
           Pensando nisso, o Ministério da Saúde iniciou, na última terça-feira (14), a veiculação em TV aberta da campanha de prevenção da AIDS para o Carnaval de 2012. A divulgação é uma nova etapa da campanha lançada em 2 de fevereiro, cujo tema é “No Carnaval rola de tudo, só não rola sem camisinha”. As mensagens reforçam que a AIDS não tem cura e a camisinha é a forma segura de se prevenir.


           Assista ao vídeo e tenha um ótimo Carnaval!! 




FONTE: SECOM - Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Iniciativa contra a poliomielite

Juliana Gomes

  Pela primeira vez na América Latina, um monumento arquitetônico receberá a iluminação do selo da campanha do Rotary Internacional contra a poliomielite.
  Após estampar em locais como em uma das Pirâmides do Egito, o Coliseu, em Roma, e o Big Ben, em Londres, já iluminados nesta campanha, a mensagem EndPolioNow (Elimine a Pólio Agora, em português) será projetada no sítio Arqueológico de São Miguel das missões às 20h de hoje.

   Numa iniciativa do Distrito 4660, que reúne clubes de 35 municípios gaúchos, o evento chega à região das missões para celebrar os progressos alcançados pelo Rotary no mundo contra a paralisia infantil e atrair novos voluntários para a campanha.
  - Diante da relevância histórica das Missões, acreditamos que a causa ganhará visibilidade e conquistará adeptos - afirma Marco Antônio Cortez, governador do Distrito 4660.
  A iniciativa da entidade conquistou a parceria da Fundação Bill e Melinda Gates, que doou US$ 355 milhões (cerca da R$ 640 milhões) e lançou o desafio para que os rotarianos de todo mundo arrecadassem US$ 200 milhões. Ao atingir o objetivo, a fundação do casa Gates doou mais US$ 50 milhões. Tudo será destinado ao financiamento de imunizações em países mais afetados pela doença.
  - Mesmo diante do sucesso da campanha, o trabalho do Rotary continuará até que a doença seja completamente erradicada - diz o governador do Distrito 4660.   

Saiba mais
  • A poliomielite é uma doença viral contagiosa que afeta crianças pequenas.
  • O vírus pode ser transmitido por meio de alimentos e da água contaminada. Ela causa paralisia e deformações pelo corpo.
  • Para ficar protegida, a criança deve receber a vacina oral aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses, será feito o reforço, com a indicação de que seja imunizada sempre que houver campanha. 

FONTE: Zero Hora, 16.02.2012, p.43

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cientistas boicotam a maior editora de periódicos do mundo

SABINE RIGHETTI
de São Paulo
 
Cientistas de todo o mundo estão participando de um boicote coletivo à Elsevier, a maior editora de periódicos científicos.

A tacada veio de um dos matemáticos mais conceituados de hoje. Timothy Gowers, da Universidade de Cambridge, sugeriu o boicote em seu blog, em janeiro.

Do outro lado do oceano, o também matemático Tyler Nylon, que fez doutorado na Universidade de Nova York e hoje trabalha em uma empresa que ele mesmo fundou, organizou um abaixo-assinado on-line contra a Elsevier.

O documento já conta com quase 5.000 assinaturas de cientistas que, por meio desse documento, se comprometem a parar de submeter seus trabalhos às cerca de 2.000 publicações científicas da Elsevier, que edita títulos como "Lancet" e "Cell".

O motivo da revolta tem a ver com dinheiro. A Elsevier, assim como a maioria das editoras científicas comerciais, cobra caro para publicar um artigo aceito (após a chamada "revisão por pares") e também cobra pelo acesso ao conteúdo dos periódicos.

Trocando em miúdos: os pesquisadores pagam para publicar e para ler as revistas científicas com seus artigos.

Na ponta do lápis, a matemática sai cara. O governo brasileiro, por exemplo, gastou R$ 133 milhões em 2011 para que 326 instituições de pesquisa do país tivessem acesso a mais de 31 mil periódicos científicos comerciais.

Os dados são da Capes (Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que faz parte do Ministério da Educação.

"Parece que o movimento do livre acesso ao conhecimento científico deu um passo importante com esse movimento internacional", afirma Rogério Meneghini.

Ele é coordenador do Scielo, uma base que reúne 230 periódicos científicos brasileiros com acesso aberto.

"Gowers tem uma medalha Fields, o que equivale a um 'Nobel' na matemática. Isso dá credibilidade", afirma Meneghini.


CIÊNCIA FECHADA
Um dos fatores que impulsionaram o crescimento do movimento contra a Elsevier é o apoio que a empresa tem dado ao "Research Works Act", um projeto de lei que tramita no Congresso dos EUA desde dezembro de 2011.

A iniciativa busca impedir que instituições de pesquisa divulguem gratuitamente os trabalhos de seus cientistas.

Se entrar em vigor, vai afetar os NIH (Institutos Nacionais de Saúde), que têm a política de abrir o acesso aos estudos de seus cientistas.

O proponente original do projeto de lei é o deputado republicano Darrell Issa, que tem como copatrocinadora a democrata Carolyn Maloney. A Elsevier contribui para a campanha de ambos.

Maloney recebeu US$ 15.750 declarados entre 2009 e 2011, e Issa, US$ 2.000.

Segundo a ONG Maplight, a Elsevier desembolsou US$ 160 mil em campanhas eleitorais no período.

Colaborou RAFAEL GARCIA

FONTE: Folha.com, 10/02/2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Livro faz sucesso ao listar arrependimentos de doentes terminais

CLÁUDIA COLLUCCI 
de São Paulo

Nada de desejos como pular de paraquedas ou visitar as pirâmides. Pessoas que estão prestes a morrer arrependem-se de ter trabalhado demais, não ter encontrado tempo para os amigos ou de ter deixado de viver a vida que, de fato, sonhavam.

Pelo menos é o que retrata a enfermeira australiana Bronnie Ware, especializada em cuidados paliativos, no livro "The Top Five Regrets of the Dying" ("Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte", em tradução livre).



Um texto sobre a obra, publicado no site do jornal "The Guardian", ficou entre os mais acessados na semana passada e repercutiu em vários países.

A maioria das histórias relatadas por Bronnie é de doentes terminais de câncer. Ela esteve ao lado deles nas últimas semanas que antecederam a morte.

A enfermeira diz que a lista de arrependimentos é grande, mas que preferiu se concentrar nos cinco mais comuns.

"As pessoas amadurecem muito quando precisam enfrentar a morte e experimentam uma série de emoções que inclui negação, medo, arrependimento e, em algum momento, aceitação."

Segundo ela, todos os pacientes que tratou "encontraram paz antes de partir".

Mas nem sempre é assim, diz a médica Maria Goretti Maciel, um das pioneiras em cuidados paliativos no Brasil.

"Na vida real, é muito menos hollywoodiano. As pessoas são como foram a vida toda. Não necessariamente se arrependem de coisas ou querem o perdão de alguém."

Goretti coordena a enfermaria de cuidados paliativos do Hospital do Servidor Estadual. A unidade tem dez leitos para doentes incuráveis. Ali, o tratamento visa diminuir o sofrimento físico, psicológico e espiritual.

"Temos pacientes que negam a própria condição [de incurável] até o fim. Outros retomam conflitos antigos de família. Alguns conseguem resolver, outros, não. Não existe uma regra", explica a psicóloga Paula Coube, que atua na enfermaria.

Para Goretti, é um desafio identificar os conflitos e lidar com eles. "Temos que conter a nossa própria angústia e ouvir o que vem dos doentes. Às vezes, é menos complexo do que a gente imagina."

Quando a pessoa manifesta o desejo de resgatar histórias de vida mal resolvidas, a equipe se empenha em ajudá-la. "Já houve por aqui vários encontros de filhos legítimos e ilegítimos, de mulheres e de amantes."

Para a oncologista Dalva Matsumoto, que dirige a unidade de cuidados paliativos do Hospital do Servidor Municipal, os brasileiros, em geral, têm mais dificuldade de encarar e aceitar a morte.

"Eles se agarram na esperança de milagre. Assim fica difícil aceitar a finitude e tirar prazer da vida que resta."

Leia aqui o texto publicado no site do Jornal "The Guardian"
 
Leia aqui as seis primeiras páginas do livro.
 
FONTE: Folha.com, 13/02/2012

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Fim de "House"


          Uma das séries mais populares dos últimos anos, House - que está na oitava temporada - terá seu último episódio nos EUA exibido no dia 21 de maio.
          O anúncio foi feito quarta-feira pelos produtores do seriado em acordo com o protagonista Hugh Laurie e o canal Fox. No Brasil, House passa no Canal Universal às quintas-feiras, às 22h. Não há previsão de data para a exibição do derradeiro episódio por aqui.
           Dr. House passou boa parte da oitava temporada atrás das grades, entre maníacos sexuais, assassinos e psicopatas. Lá, conheceu outra médica, Jessica Adams (Odette Annable). Após conseguir uma condicional, voltou a atuar no Hospital Princeton-Plainsboro.
           A série rendeu dois Globos de Ouro e seis indicações ao Emmy para Laurie, que chegou a receber US$ 400 mil por episódio. Um dos motivos para o cancelamento de House foi a queda de audiência nesta temporada. 

FONTE: Zero Hora, 10/02/2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Museu de Londres faz imagens em 3D de visitantes


O Museu da Ciência em Londres oferece aos visitantes a oportunidade de fazer a imagem do próprio rosto em 3D.

Veja o vídeo aqui.

O rosto é fotografado simultaneamente por nove câmeras e é reproduzido por um software que modifica as imagens.
O público pode girar a imagem e olhar o rosto por trás, pelo alto e pelos lados.

Os pesquisadores vão montar um grande banco de dados com as imagens captadas.
Quanto maior o número de feições em 3D, melhor compreensão eles terão do rosto humano e de toda sua variedade.

Isso pode significar melhores tratamentos para crianças que nascem com problemas faciais ou pacientes que precisam de cirurgia de reconstrução.

FONTE: Folha.com, 17/01/2012

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Dicas sobre moradias em Porto Alegre

   
   Como muitos calouros  não conhecem Porto Alegre e precisam procurar moradia, seguem abaixo alguns links que podem ajudar nesta difícil tarefa:

1) http://imoveis.tatri.com.br/ - Esse buscador tem imóveis de várias imobiliárias relacionadas, mas não de todas.

Os bairros mais próximos à UFCSPA e com boa infra-estrutura são:

BOM FIM, CIDADE BAIXA, INDEPENDÊNCIA, RIO BRANCO, CENTRO (algumas partes). Desses bairros é possível ir e voltar a pé da Universidade.

2) http://www.viaimoveis.com.br/ - Para quem deseja procurar diretamente em imobiliárias.
 
3) Para quem quer dividir apartamento em Porto Alegre, os links abaixo possuem anúncios com ofertas de vagas, diretamente com os proprietários/inquilinos:





4) http://www.guarida.com.br/ - Essa imobiliária tem planos especiais para universitários que facilitam a documentação para o aluguel.
 
Sugere-se que a  procura seja feita o mais breve possível, pois às vezes pode demorar  para se encontrar algo dentro do desejado ou mesmo para a documentação ficar pronta.
 
Boa sorte a todos!!
 
Fonte: Colaboração do aluno Gutemberg Siqueira
   

Propostas de mudança no manual da psiquiatria são 'inconsequentes', diz especialista

RAFAEL GARCIA 
de Washington

Quinze anos atrás, Allen Frances era o psiquiatra mais poderoso dos EUA. Encarregado de coordenar a quarta edição do DSM (manual de diagnósticos de transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria), ele ajudou a criar critérios de diagnóstico que, depois, resultaram em uma questionável epidemia de doenças mentais, como a do deficit de atenção por hiperatividade. O manual foi 'deturpado', diz. Hoje, Frances se tornou um improvável aliado dos psicólogos na briga contra o monopólio que os psiquiatras têm sobre a redação do manual. Em entrevista à Folha, ele explica por que acha as novas propostas de mudança do DSM "inconsequentes".

FOLHA - Algumas pessoas acusam o DSM-4 de ter causado uma epidemia de autismo. Ela é real?

ALLEN FRANCES - Os diagnósticos de autismo expandiram em mais de 20 vezes nos últimos 15 anos. Parte disso se deve ao fato de os diagnósticos terem se tornado mais sensíveis e pela inclusão da síndrome de Asperger no DSM-4. Mas parte desse número se deve à prática de diagnóstico desleixado e também a algo que não foi previsto pelo DSM-4. Escolas e serviços de saúde mental nos EUA em geral requerem o diagnóstico de autismo oferecer ajuda. Então o acoplamento de diagnósticos com a prestação de serviços é em parte responsável pelo excesso de uso do diagnóstico.

Acho que o DSM-5 vai estreitar o diagnóstico de autismo. Isso seria uma coisa boa, do ponto de vista do diagnóstico em si, mas seria ruim se implicar a perda de serviços dos quais essas pessoas precisam. Minha sugestão seria a de desvincular os serviços dos diagnósticos e condicioná-los às necessidades educacionais e comportamentais mais específicas.

As pessoas em luto serão diagnosticadas como portadoras de depressão?

Já é possível, com as regras atuais, diagnosticar e requisitar tratamento de depressão para pessoas em luto que tenham sintomas severos o suficiente. Mas não faz sentido diagnosticar a depressão em pessoas apenas duas semanas depois de terem perdido uma pessoa próxima, como prevê o DSM-5, e em pessoas que estejam apresentando sintomas leves de depressão que são parte da experiência humana do luto.
A força-tarefa que produz o manual está cedendo à pressão da indústria farmacêutica?

As pessoas encarregadas dessas mudanças têm boas intenções e não estão tentando vender medicamentos. Eles estão preocupados com o risco de deixar pacientes abandonados. Acontece que a indústria farmacêutica tem um marketing agressivo para explorar essas mudanças, independentemente de quão bem intencionado o DSM seja. Muitos pesquisadores são extremamente ingênuos ao desconsiderar como suas propostas podem ser deturpadas. E elas vão ser deturpadas na prática do dia a dia.

Isso pode ser evitado se os critérios do manual forem mais objetivos e mais baseados em neurobiologia?

O problema com os diagnósticos psiquiátricos é que eles são baseados em critérios subjetivos, e pequenas mudanças no limiar podem incorrer em enormes variações entre quem é diagnosticado e quem é considerado normal. Não temos testes biológicos. O primeiro testes disponível será para o mal de Alzheimer e provavelmente só deve estar disponível daqui a três ou quatro anos. Para os outros transtornos, deve demorar décadas. Enquanto isso, não faz sentido mudar arbitrariamente as definições dos transtornos de uma maneira que pode afetar milhões de pessoas sem que surjam bons testes para isso.

A psiquiatria não está falhando em reconhecer que o limite entre normalidade e transtorno é subjetivo?

A fronteira entre a normalidade e os transtornos mentais é inerentemente nebulosa, sem uma linha definida. E a maneira de separar isso vai ser determinada por diversos tipos de fatores que não estão ainda ao alcance de evidência científica.

Não seria melhor abandonar o manual?

Não. A pior coisa que pode acontecer é uma pessoa ouvir isso, parar de tomar seu remédio e cometer suicídio. Mesmo eu sendo altamente crítico em relação ao DSM-5, continuo favorável à psiquiatria. O diagnóstico psiquiátrico é absolutamente essencial para pesquisa, educação e comunicação clínica. Se for usado da maneira correta, é extremamente útil para direcionar tratamentos.

O problema é que os transtornos moderados, na fronteira com a normalidade, são muito propensos a sofrer abuso. Deve-se ter um cuidado tremendo com esses transtornos. É preciso usar critérios estritos e observar ponderadamente antes de carimbar um diagnóstico e receitar tratamento.

Na minha opinião, o DSM-5 é inconsequente ao sugerir muitas propostas que vão rotular pessoas como portadoras de transtornos mentais que elas provavelmente não têm. Isso, com frequência, vai resultar no tratamento com medicações que vão causar mais mal do que bem.

O que o sr. acha dos novos transtornos propostos?

Todos eles deverão apresentar uma grande taxa de incidência, mas nenhum deles está cientificamente bem estabelecido. E não há tratamento claramente eficaz para nenhum. Todos residem perto da fronteira com a normalidade, mas correm o risco de ser tratados com medicamentos que podem causar mal.

Alguns deles podem ter uma taxa de 5% ou 10%, então, dá para imaginar que num país do tamanho do Brasil, de uma hora para outra surgiriam 7 milhões de pessoas diagnosticadas com algo chamado transtorno misto de ansiedade-depressão.

Quais as doenças mais propensas a ter excesso de diagnóstico?

As piores são o TDAH (transtorno do deficit de atenção por hiperatividade), a depressão, e o transtorno geral de ansiedade. O problema com TDAH vai aumentar em crianças e, especialmente, em adultos. E esse transtorno já vem sendo alvo de críticas por excesso de diagnósticos.

Por que o DSM-4 deixou isso acontecer?

Nós éramos conservadores e queríamos manter o sistema estável para evitar consequências não desejadas. Apenas duas novas categorias de diagnóstico foram aceitas entre uma centena de sugestões. Mesmo assim, o DSM-4 foi usado de forma deturpada para ajudar a criar uma epidemia de TDAH e de autismo. Há uma outra epidemia, a de transtorno bipolar infantil, que não tem relação com o DSM-4. A pressão para inflar os diagnósticos é grande, mesmo que o sistema seja conservador. E a maior parte dessa pressão vem da indústria farmacêutica.

O DSM-5 tem a intenção de ser inovador e aberto a novas ideias para estender as fronteiras da psiquiatria. Nós achamos, porém, que o momento é inapropriado para isso, dado que nossa base de conhecimento ainda é insuficiente. É até perigoso, porque muitas dessas novas ideias não foram testadas. Nós sabemos que, se alguma coisa no sistema de diagnóstico puder ser deturpada, ela vai ser deturpada.

O que o sr. mudaria no processo de discussão do DSM-5?

O processo de discussão tem sido muito fechado desde o início. Ele é secreto, pois é difícil de saber o que ocorre nas discussões, e imune a sugestões de fora. O esboço do manual, por exemplo, é quase igual ao anterior, que tinha sido publicado dois anos antes e foi submetido a uma rodada de sugestões. Foram poucos os avanços e não houve eliminações de sugestões perigosas. A essa altura, a menos que haja tremenda reação pública ou intervenção do governo, é provável que elas serão incluídas no manual.

O sr. ainda tem ligação com a Associação Americana de Psiquiatria?

Nós estamos em contato, mas eles basicamente discordam de mim. Todos parecem entender esse problema, exceto aqueles que trabalham no manual. As pessoas na força-tarefa do DSM-5 são especialistas que trabalham em ambientes de pesquisa ultrarrestritos. Nesses ambientes, e nas mãos dessas pessoas, talvez essas sugestões novas façam sentido. Mas eles não têm a menor ideia de como essas sugestões podem ser deturpadas na vida real. Eles imaginam que todo mundo faz clínica da maneira como eles fazem, com uma formação longa e alto grau de especialização.

Outro problema é que os pacientes nos testes são altamente selecionados e formam uma amostragem diferente da real. Eles não sabem se colocar no lugar de um clínico geral que precisa atender um paciente a cada sete minutos e não tem muito treinamento. Muitos pacientes são dispensados porque são casos mais complexos. Eles são gente comum, em vez de casos selecionados para pesquisa que em geral se enquadram nas classificações com mais clareza. Pacientes que aparecem espontaneamente tendem a ser mais atípicos e mais difíceis de diagnosticar.

Além disso, clínicos gerais são muito influenciáveis pelo marketing da indústria farmacêutica. A maior parte das drogas psiquiátricas nos EUA são receitadas por clínicos gerais, e não por psiquiatras. Além disso, nos EUA, os pacientes são alvo direto de propaganda.

O DSM-5 é um manual que está sendo desenvolvido por psiquiatras ultraespecializados, mas cujos principais usuários serão os clínicos gerais. Os pesquisadores na força-tarefa não entendem a dificuldades de tradução do mundo deles para o mundo real.

As empresas de plano de saúde exercem alguma influência? Não existe um lobby no sentido inverso, para reduzir a quantidade de diagnósticos?

Tanto o governo quanto os planos de saúde deveriam estar tremendamente preocupados com isso. Mas a tendência dessas empresas, nos EUA, tem sido a de apenas repassar os custos. Não estão fazendo a oposição que se esperava delas. Dentro do governo, existem pessoas interessadas em submeter as decisões do DSM-5 às agências oficiais, mas ainda não é uma iniciativa muito clara.

Leia também: Novo manual de diagnóstico causa 'guerra' na psiquiatria

FONTE: Folha.com, 5/02/2012

China quer promover boas práticas em suas pesquisas

A China está se empenhando em promover as boas práticas científicas e a integridade ética nas pesquisas conduzidas por seus cientistas. Para atingir esse objetivo, as instituições de amparo à pesquisa do país asiático começaram a empreender nos últimos cinco anos um grande esforço para conscientizar seus pesquisadores sobre a boa conduta científica. 


Representantes da maior organização científica não-governamental chinesa visitam a FAPESP para conhecer o processo de avaliação de projetos e o Código de Boas Práticas Científicas instituído pela Fundação. (E.Alisson)
O relato foi feito por representantes da China Association for Science and Technology (Cast) – a maior organização científica não governamental do país – durante a visita que realizaram à FAPESP no dia 2 de fevereiro.

O objetivo do encontro foi conhecer o processo de avaliação dos projetos de pesquisa financiados pela FAPESP e as iniciativas da Fundação para promover as boas práticas científicas, de modo a aprimorar o trabalho realizado pela instituição chinesa.

“Nós realizamos nos últimos anos um grande trabalho para promover as boas práticas científicas na China desde o momento em que os estudantes ingressam na universidade”, disse Shen Yan, vice-presidente da Cast e diretor-geral da Fundação de Ciências Naturais da China, à Agência FAPESP.

De acordo com ele, alguns dos motivos pelos quais a China se dedica a promover as boas práticas científicas são que o governo chinês está investindo e incentivando pesquisas em novas áreas de fronteira da ciência e o número de solicitações de financiamento de projetos de pesquisa no país tem aumentado muito nos últimos anos.

“No ano passado, recebemos 120 mil solicitações de financiamento a projetos de pesquisa, dos quais 20 mil foram aprovados. Com esse crescente número de solicitações, precisamos prezar pelas boas práticas científicas para que o investimento não seja em vão”, afirmou.

Segundo Yan, em 2007 a Cast lançou um Código de Boas Práticas Científicas, baseado nos modelos de diversos países. Desde então, os representantes da entidade começaram a visitar instituições de amparo à pesquisa em todo o mundo para conhecer suas experiências e aprimorar suas regulamentações.

“Antes de vir ao Brasil, estivemos no Canadá, onde visitamos uma instituição de fomento à pesquisa similar à Cast e à FAPESP, para conhecer suas experiências e saber como podemos melhorar nosso trabalho”, contou.


por Elton Alisson

FONTE: Agência FAPESP, 6/02/2012