segunda-feira, 28 de maio de 2012

A saúde é o espelho do que pensamos



               Por Monique Oliveira

              Antes de perguntar ao médico o que fazer para viver mais e com melhor qualidade de vida, faça essa pergunta ao seu próprio corpo. Descobrir como ele se sente antes da tomada de decisões é um dos segredos para conseguir adotar hábitos saudáveis e chegar a um estado de perfeita saúde. Essa é uma das principais posições do médico indiano Deepak Chopra, 65 anos, autor de livros como “As Sete Leis Espirituais do Sucesso” e “Conexão Saúde” e admirado por celebridades como a cantora Madonna e a apresentadora Oprah Winfrey.

              O endocrinologista radicado nos Estados Unidos usa como base de seus tratamentos os princípios da medicina ayurvédica, criada há mais de cinco mil anos na Índia. Ela preconiza a prevenção das doenças por meio de uma sintonia entre o corpo e a mente que poderia ser obtida, por exemplo, com a prática da ioga e da meditação.

              Em sua clínica na Califórnia, no entanto, o médico também se utiliza dos instrumentos da medicina ocidental quando acha necessário. É, por excelência, um defensor da medicina integrativa, uma corrente cada vez mais forte que prega a união entre os conhecimentos da medicina praticada no Ocidente com os recursos oferecidos por terapias como a acupuntura. “É preciso caminhar para uma integração de tratamentos”, defende. No sábado 26, Chopra é esperado para ser um dos principais palestrantes da primeira edição do Fórum da Saúde e Bem-Estar, evento organizado pelo Lide, Grupo de Líderes Empresariais, realizado em São Paulo. Antes de desembarcar no Brasil, o médico falou à ISTOÉ.

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FONTE: IstoÉ Entrevista, 25/05/2012.

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Pílula poderosa

Acaba de ser liberado no Brasil o Acomplia, um remédio audacioso que, ao mesmo tempo, ataca a obesidade, melhora o colesterol e a diabete.


Por Celina Côrtes e Mônica tarantino
 
              Os brasileiros empenhados em vencer a obesidade e seus perigosos desdobramentos têm um aliado novo e poderoso. Chega ao Brasil até o final de julho a primeira pílula que ataca de uma só vez a obesidade e os conhecidos e temidos vilões a ela associados.
                Além de combater a gordura, melhora o HDL, o colesterol bom que protege o coração, e diminui as chances de manifestar diabete, uma doença que se tornou epidemia mundial e que aumenta drasticamente os riscos de problemas cardíacos e circulatórios. O super-remédio, o rimonabanto, fabricado com o nome comercial de Acomplia, da gigante farmacêutica Sanofi-Aventis, é o primeiro de uma nova classe que combate todos esses problemas ao mesmo tempo, de um modo abrangente e inédito.
              Aprovado no final de abril pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, é considerado audacioso e com potencial para tirar muita gente do perfil de risco para doenças cardiovasculares, as que mais matam no mundo. O medicamento já tem venda liberada em países da Europa e aguarda autorização do FDA para entrar no mercado americano. Ao que tudo indica, será o mais novo blockbuster. O termo é aplicado para designar remédios de grande sucesso como os medicamentos Viagra e Cialis, para disfunção erétil, Lipitor, para redução do colesterol, e o anticoagulante Plavix.
 
 
FONTE: IstoÉ Medicina & Bem-estar, 12/05/2012
 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Prazer nas redes sociais é semelhante ao obtido com sexo e comida




Publicar comentários sobre diferentes temas nas redes sociais provoca um prazer no cérebro semelhante ao obtido com a comida e o sexo, concluiu um estudo publicado nos Estados Unidos.

Falar sobre si próprio libera dopamina, substância química vinculada aos sentimentos de prazer ou à antecipação de uma recompensa, destacou o estudo, realizado por neurologistas e publicado na edição de 7 de maio das Atas da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos  -- PNAS, na sigla em inglês.

Segundo os cientistas, a maioria das pessoas dedica de 30% a 40% de seu discurso a "informar aos outros sobre suas próprias experiências subjetivas", mas, nos meios sociais, esse percentual chega a 80%.

"As pessoas fazem confidências tão voluntariamente porque falar de si próprio é, em si, um ato com determinado valor, como são as atividades que geram uma recompensa imediata, como comer ou fazer amor", explicaram os pesquisadores.

O estudo, que não mencionou o Facebook especificamente, se concentrou na resposta do cérebro das pessoas "à oportunidade de comunicar seus pensamentos e sentimentos aos demais".

"À medida que os seres humanos são motivados a revelar o que pensam, a oportunidade de divulgar o que se pensa é vivida como uma forte forma de recompensa subjetiva", escreveram Diana Tamir e Jason Mitchell, do laboratório de neurociência da Universidade de Harvard, em Massachusetts.

Segundo os cientistas, o estudo sustenta a ideia de que os seres humanos, assim como fazem alguns outros primatas, deixam de lado algumas recompensas para obter uma forte resposta cerebral.

O estudo ofereceu aos participantes da pesquisa uma recompensa em dinheiro para responder a algumas questões factuais sobre coisas que observavam e uma recompensa menor para dar seus próprios pontos de vista sobre um tema.

Em muitos casos, os participantes preferiram uma recompensa menor a fim de poder falar de si próprio.

"Assim como os macacos estão dispostos a renunciar a recompensas para ver seus companheiros de grupo dominantes, e os estudantes universitários, a pagar para ver membros atraentes do sexo oposto, os participantes do estudo se mostraram dispostos a renunciar ao dinheiro para falar de si próprio", destacaram os cientistas.

Artigo:
Diana I. Tamir and Jason P. Mitchell
Disclosing information about the self is intrinsically rewarding
PNAS 2012 ; published ahead of print May 7, 2012, doi: 10.1073/pnas.1202129109
Leia o artigo aqui

FONTE: Folha.com Equilíbrio e Saúde, 11/05/2012

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Da France-Presse, em Washington

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Personagens da ficção podem alterar atitudes de leitores, diz estudo

  
Pesquisa analisou um fenômeno conhecido como 'tomada de experiências'.
Leitor pode absorver ideias e sentimentos de seu personagem preferido.
 
      Ao ler um livro, o leitor visualiza o ambiente descrito pelo autor e tenta se inserir no enredo. A recíproca também é verdadeira, e ele leva o que os personagens vivenciam para sua vida real. A conclusão é de psicólogos americanos, após uma série de experiências sobre como a ficção interage com o público.
 
     Os pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio examinaram um fenômeno conhecido como “tomada de experiências”, que acontece quando o leitor incorpora emoções, pensamentos e crenças de um personagem como se fossem seus.

     O estudo publicado pela revista Journal of Personality and Social Psychology descobriu que, em algumas situações, esse fenômeno leva a reais mudanças de comportamento, ainda que sejam temporárias.

     Em uma das experiências, a personagem tinha que superar obstáculos para poder votar. Na prática, os leitores que se identificaram com o personagem tiveram maior presença nas urnas – o voto não é obrigatório nos Estados Unidos.

     Outra experiência analisou o comportamento de leitores que passaram pela tomada de experiências em relação a um personagem que, ao longo da história, revela ser de outra raça ou orientação sexual. Esses leitores demonstraram atitudes mais favoráveis em relação ao outro grupo e demonstraram menor tendência de estereotipar as pessoas.

   “A tomada de experiências pode ser uma maneira poderosa de mudar nossos comportamentos e pensamentos de forma significativa e benéfica”, afirmou Lisa Libby, uma das autoras, em material divulgado pela universidade.

     O fenômeno, no entanto, não acontece em qualquer experiência de leitura. É preciso que o leitor se esqueça de si para, de fato, acompanhar os sentimentos presentes na história. “Quanto mais você é lembrado de sua própria identidade pessoal, menor a chance de que você seja capaz de adquirir a identidade de um personagem”, explicou Geoff Kaufman, outro autor do estudo.

Artigo:
Changing Beliefs and Behavior Through Experience-Taking.
Kaufman, Geoff F.; Libby, Lisa K.
Journal of Personality and Social Psychology, Mar 26 , 2012, No Pagination Specified.
doi: 10.1037/a0027525
 
FONTE: G1 - Ciência e Saúde, 9/05/2012
 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

The New England Journal of Medicine completa 200 Anos


       O New England Journal of Medicine (NEJM) revista médica publicada pelo Massachusetts Medical Society comemora 200 anos em 2012.
       Descreve-se como o mais antigo jornal médico continuamente publicado no mundo. 
     A revista publica editoriais, artigos de pesquisas originais, artigos de revisão, correspondência e relatos de casos e tem uma seção especial chamada "Imagens em Medicina Clínica".

      Como parte das comemorações de 200 anos, o site da revista está disponibilizando uma página com vários links interessantes, como uma linha do tempo interativa da Moderna história da Medicina, documentário sobre a evolução da Medicina ao longo desses anos, banco de imagens e muito mais. 

       Acesse a página comemorativa dos 200 anos aqui.

       Acesse a linha do tempo "History of Medical Discoveries

      O documentário de 44 minutos explora três histórias extraordinárias do progresso da Medicina: Câncer, HIV/AIDS e Cirurgia. 
      Em 1812, não se tinha compreensão das doenças infecciosas, as cirurgias não tinham cuidados higiênicos e eram feitas sem anestesia e o câncer não era conhecido.
       Dois séculos depois, o filme conta a história da pesquisa, a prática clínica, cuidados com o paciente e como temos melhorado nos últimos 200 anos. 
       Assista ao documentário Getting Better: 200 Years of Medicine 





FONTE: The New England Journal of Medicine

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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Homem e máquina, cada vez mais unidos


Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon (EUA)
desenvolveram protótipo que permite que usuários possam
usar o próprio corpo como uma tela touch screen.

Novas tecnologias desenvolvidas em vários centros de pesquisa pelo mundo transformam corpos humanos em telas, teclados e fios condutores de dados


Larissa Veloso, de Estocolmo
 
Quando se fala sobre o futuro da tecnologia, muita gente pensa em robôs. Mas inúmeras pesquisas e invenções demonstram que não é preciso criar máquinas parecidas com os humanos para facilitar nossa interação com os computadores. Daqui a alguns anos, muitas das suas funcionalidades estarão integradas aos nossos próprios corpos.

Um dos melhores exemplos é o protótipo que está sendo chamado de OmniTouch. Desenvolvido por pesquisadores da Microsoft e da Universidade Carnegie Mellon (EUA), o dispositivo permite que uma tela sensível ao toque seja projetada em qualquer superfície, inclusive no corpo do usuário. Isso faz com que braços e mãos possam ser usados como tela, dispensando o uso de outros aparelhos (leia quadro). Com tecnologia semelhante ao Kinect – videogame que captura os movimentos do jogador –, o OmniTouch usa uma câmera para captar os movimentos dos dedos dos usuários, que são interpretados por um cérebro digital.

E não é só a tela que pode sumir. Botões e mouse já saíram de moda com a popularização dos tablets e smartphones com telas sensíveis ao toque. No futuro, escolher programas em um computador pode ficar tão natural quanto piscar os olhos. Na Suécia, a empresa Tobii já desenvolve dispositivos de eye tracking, sistema que viabiliza o controle de um mouse por meio de movimentos oculares. “Os olhos são uma ferramenta fantástica e um método muito eficiente de se apontar para algo. É muito mais rápido do que um mouse e muito mais intuitivo”, explica o CEO da empresa, Henrik Eskilsson.
 
O sistema tem duas aplicações principais em prática na Suécia. A primeira é a identificação do ponto preciso para onde um consumidor está olhando quando está em frente a uma gôndola com produtos no supermercado. De posse da informação, especialistas em marketing podem saber qual o ibope de suas embalagens e marcas. A segunda, talvez a mais importante, é possibilitar que pessoas com paralisia cerebral possam usar o computador para estudar, se comunicar e trabalhar. “Há cerca de cinco mil pessoas com dificuldades severas de fala e movimento que usam nossos sistemas ao redor do mundo”, afirma Eskilsson. A empresa trabalha agora em um protótipo de notebook para o público em geral, ainda sem previsão de lançamento.

Quem também está de olho – sem trocadilhos – nessa nova tecnologia é o Google. O gigante da internet lançou recentemente um vídeo sobre o que chama de “Project Glass”. As imagens revelam óculos que usariam a realidade aumentada e o eye tracking para permitir que o usuário visualize e acesse informações nas lentes do dispositivo. Seria como estar “vestindo” o seu próprio smartphone, praticamente 24 horas por dia. Outros objetos simples, como um anel, também poderiam esconder apetrechos tecnológicos. Um exemplo é o protótipo da “Two Finger Camera”, criado pelo designer Yeon Su Kim, que promete ao usuário o enquadramento de fotos utilizando apenas os dedos indicador e polegar.

Mas, se depender das empresas, a relação do corpo com a tecnologia poderá ser ainda mais íntima, a ponto de nossa própria pele substituir cabos e fazer o papel de transmissor de dados entre aparelhos. É nisso que apostam pesquisadores da Ericsson. A companhia desenvolveu um protótipo de caixas de som nas quais as mãos e os braços das pessoas servem de ponte para transmitir as músicas. As informações são enviadas pelo corpo da pessoa a dez megabits por segundo, o que, para o fabricante, não prejudica a saúde de quem usa o sistema.

De acordo com os especialistas, a aplicação desse princípio ainda pode ir além. “No futuro, poderíamos ter um aparelho no bolso e apenas tocar na porta de uma casa para transmitir dados sobre quem somos. Com base nessas informações, a entrada seria autorizada ou não”, explica o gerente de estratégia e inovação da Unidade de Produtos de Rádio da empresa sueca, Jan Hederen. O desenvolvimento ainda está na fase de experimentos e protótipos, mas as aplicações parecem promissoras. “Outra possibilidade é que poderemos nos comunicar com uma máquina apenas por meio dos movimentos das mãos. Hoje fazemos gestos para pegar coisas no espaço. Por que não utilizar o mesmo movimento para ‘agarrar’ links?”, completa Hederen. Prepare-se para as surpresas e maravilhas da era da imersão digital total.

Leia o artigo com vídeo aqui ou leia na biblioteca a revista IstoÉ, 9 maio 2012.
 
FONTE: IstoÉ,   Edição:  2217, 9 maio 2012
 
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terça-feira, 15 de maio de 2012

Uma Biografia do Câncer


     O Imperador de Todos os Males - Uma Biografia do Câncer (Companhia das Letras, 634 páginas, tradução de Berillo Vargas), do oncologista Siddhartha Mukherjee, professor da Universidade Columbia, é um livro brilhante. Conta a história da doença desde o seu “início” — há milhares de anos — e nota que sua expansão se deve à civilização. Mukherjee, que ganhou o Prêmio Pulitzer com o livro, escreve muito bem, sem usar, em nenhum momento, o impenetrável jargão acadêmico. Trata-se de uma obra séria, que certamente não desagrada o especialista e agrada muitíssimo o leigo. “O câncer”, diz Mukherjee, “é uma das doenças mais antigas já vistas num espécime humano — muito provavelmente a mais antiga”.
     Há registro em documentos provando que o câncer era conhecido há centenas de anos. Arqueólogos descobriram, em 1914, uma múmia egípcia de 2 mil anos “com um tumor invadindo o osso da bacia”. Louis Leakey “descobriu um maxilar datado de 2 milhões de anos atrás que traz os sinais de uma forma peculiar de linfoma encontrada endemicamente na África meridional”.

      Nas sociedades mais antigas, as pessoas não viviam o suficiente para desenvolver o câncer. Homens e mulheres eram consumidos bem antes por tuberculose, hidropsia, cólera, varíola, lepra, peste ou pneumonia” (nos Estados Unidos, no século 19, a pessoa vivia em média 47 anos).
     O câncer “só se torna comum quando todas as outras doenças mortais são combatidas”, diz Mukherjee.

    No século 19, pensava-se que a civilização, com sua pressa e excessos, era uma das causas do câncer. Mukherjee contesta: “A civilização não é a causa do câncer, mas, ao prolongar a vida humana, ela o desvela. (...) O câncer é uma doença relacionada com a idade”.

    O câncer “apareceu” mais, afirma o oncologista, também por outro motivo. “Nossa capacidade de detectar o câncer cada vez mais cedo e de lhe atribuir mortes com precisão também espetacularmente no século passado. (...) E as técnicas de cirurgia, biópsia e autópsia aguçaram ainda mais a nossa capacidade de diagnosticar o câncer. A introdução da mamografia, para detectar o câncer de mama mais cedo em sua evolução, aumentou drasticamente sua incidência.”

    Mukherjee preocupa-se inclusive em explicar a origem da palavra câncer. “Foi na época de Hipócrates, por volta de 400 a. C., que um termo para câncer apareceu pela primeira vez na literatura médica: karkinos, da palavra grega para ‘caranguejo’. O tumor, com os vasos sanguíneos inchados à sua volta, fez Hipócrates pensar num caranguejo enterrado na areia com as patas abertas em círculo. A imagem era peculiar (poucos cânceres, a rigor, se parecem com caranguejos), mas também vívida.”

    A história do nascimento da quimioterapia, uma criação do patologista Sidney Farber, é um dos pontos altos do livro. Mukherjee conta que, errando às vezes, provocando até mortes de crianças, Farber foi decisivo para criar a quimioterapia.

FONTE: Bula Revista, 29/04/2012

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Amanhã haverá o Treinamento das Bases de dados Elsevier na UFCSPA








Data: 15 de maio (terça-feira)
Horário: das 9h às 12h
Local: Sala 620
Instrutor: Vagner Alves - RSO Latin America - Elsevier
Público alvo: bibliotecários, alunos de pós-graduação, professores, pesquisadores e demais interessados.
Informações: biblio@ufcspa.edu.br
Inscrições: não é necessário inscrição (as vagas serão ocupadas por ordem de chegada)


                Esse treinamento tem como objetivo fornecer uma visão geral sobre como as bases de dados ScienceDirect e Scopus que podem ajudar a resolver questões presentes no dia-dia, como buscar informações científicas, avaliar se um determinado autor tem vasto material publicado e ainda atualizá-los quanto aos últimos updates nas bases.


                A proposta é familiarizar os bibliotecários, alunos de pós-graduação, mestrado e doutorado, professores e pesquisadores com o manuseio das bases de dados.






domingo, 13 de maio de 2012

Feliz Dia das Mães



"Para a mãe que desabrocha, rosa

para a mãe que bem-me-quer, margarida

para a mãe que gosta de champanhe, tulipa

para a mãe que gosta de orquestra, orquídea

para a mãe que é um violão, violeta

para a mãe que não dorme, girassol

para a mãe que trabalha, sempre-viva

para a mãe que defende, boca-de-leão

para a mãe que é linda, lírios

para a mãe que gera, gerânios

para a mãe que ama, amor-perfeito."


(Martha Medeiros )




    Parabéns a todas as Mães!!



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sábado, 12 de maio de 2012

12 de Maio - Dia Internacional da Enfermagem

         No dia Internacional da Enfermagem, o Blog da Biblioteca da UFCSPA parabeniza todos os enfermeiros e enfermeiras pelo seu dia e aproveita para sugerir dois filmes que contam histórias tendo enfermeiros como personagens.


O Paciente Inglês

Sinopse:

No final da Segunda Guerra Mundial, um desconhecido (Ralph Fiennes) que teve queimaduras generalizadas quando seu avião foi abatido e é conhecido apenas como o paciente inglês acaba recebendo os cuidados de uma enfermeira canadense (Juliette Binoche). Gradativamente ele começa a narrar o grande envolvimento que teve com a mulher (Kristin Scott Thomas) do seu melhor amigo (Colin Firth) e de como este amor foi fortemente correspondido. Mas da mesma forma que determinadas lembranças lhe surgem na mente, outros detalhes parecem não vir a lembrança, como se ele quisesse que tais fatos continuassem enterrados e esquecidos.


Fale com ela

Sinopse:

Em Madri vive Benigno Martin (Javier Cámara), um enfermeiro cujo apartamento fica diante de uma academia de balé, comandada por Katerina Bilova (Geraldine Chaplin). Ele fica freqüentemente na janela da sua casa, vendo com especial atenção uma das estudantes de Katerina, Alicia Roncero (Leonor Watling), por quem está apaixonado. Benigno chega ao ponto de marcar uma consulta com o pai dela, uma psiquiatra que tem um consultório na própria casa, só para ter uma chance de falar com Alicia, mas agora só consegue lhe dar um susto. Antes, porém, Benigno entrou no quarto dela e olhou o recinto com admiração, tendo roubado um prendedor de cabelos dela. Quando Alicia é ferida em um acidente de carro, que a deixa em um coma, é internada no hospital onde Benigno trabalha. Ele passa a cuidar dela, mas a atenção que dispensa com Alicia é totalmente acima do normal. Além disto Benigno fala com ela o tempo todo, movido por um misto de fé e amor, pois crê que de alguma forma ela possa ouvir. Após quatro anos, o quadro dela está inalterado e a dedicação que Benigno sente por ela também. Marco Zuluaga (Darío Grandinetti), um jornalista, é designado para entrevistar Lydia Gonzalez (Rosario Flores), uma conhecida toureira que teve o nome nos tablóides ao ter um tempestuoso romance com "El Nino de Valência" , um toureiro. Inicialmente ela foi ríspida, mas após ele ter matado uma cobra que estava na casa dela se tornou mais amável. Logo os dois iniciam uma relação, que estava destinada a ser curta, pois Lydia é atingida por um touro e considerada clinicamente morta. Por coincidência ela é internada no mesmo hospital onde está Alicia e logo Benigno e Marco ficam amigos, pois no início Marco nem conseguia tocar em Lydia, mas recebeu de Benigno um simples conselho: fale com ela.

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Deficiência física não é obstáculo para gravidez

DIA DAS MÃES


Apesar dos mitos e preconceitos sobre o assunto, mulheres com deficiência física também podem engravidar e ser mãe.

“É impressionante o espanto da sociedade em geral sobre o fato de que mulheres com deficiência, inclusive física, podem engravidar e ser mães. Isso pode nos fazer refletir o quanto a marca da deficiência se sobrepõe à pessoa humana. Portanto, vale dizer: mulheres com deficiência podem engravidar”, a declaração da coordenadora da área da saúde da pessoa com deficiência, do Ministério da Saúde, Vera Mendes, serve como alento para muitas mulheres que desejam ser mãe. “Não importa o tipo de deficiência, seja física, visual, auditiva ou intelectual, elas continuam sendo mulheres e, se assim desejarem, podem viver a experiência da maternidade”, enfatiza Mendes.

Como toda mulher, os cuidados devem começar logo após a notícia da gravidez, durante o pré-natal. É nessa fase que o médico definirá os procedimentos mais adequados a cada caso, respeitando as peculiaridades de cada paciente.

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FONTE: Portal da Saúde, 11/05/2012
 
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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tamanho da fonte afeta forma como você lê o texto, diz estudo

Letras maiores provocam uma resposta emocional mais forte.
Pesquisa alemã foi publicada pela revista "PLoS One".

Aperte ao mesmo tempo as teclas “Control” e “+” do seu computador. Aperte novamente. Mais uma vez. Agora, este texto vai causar um efeito mais forte no seu cérebro do que se você não tivesse aumentado o tamanho.
A conclusão de que o tamanho da letra afeta a recepção da mensagem é de um estudo alemão publicado na quarta-feira (9) pela revista científica “PLoS One”. Independentemente do significado da palavra, a fonte maior provoca uma resposta emocional mais forte.

A equipe de Mareike Bayer, da Universidade Humboldt, de Berlim, fez a pesquisa com 25 voluntários. Eles leram 72 palavras diferentes, classificadas como positivas, negativas ou neutras, em diferentes tamanhos.

Enquanto isso, o cérebro de cada um era monitorado com um eletroencefalograma, que mede as correntes elétricas na cabeça. O experimento mostrou que as letras maiores produziram emoções mais duradouras do que as letras menores.

Segundo os pesquisadores, o tamanho dos estímulos também influencia as emoções em conteúdos ligados ao medo, ao nojo e ao sexo.

“A descoberta aponta a grande relevância da linguagem escrita na sociedade atual como uma fonte importante de sentido emocional”, afirma o artigo.

PS: Para voltar o texto para o tamanho normal, pressione as teclas “Control” e “-” do teclado.

FONTE: G1 - Ciência e Saúde, 9/05/2012
 
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Universidades e pesquisadores reclamam dos altos preços de periódicos científicos

              Assista neste vídeo o coordenador científico da SciELO, Rogério Meneghini  e o editor da revista Clinics, publicação da Faculdade de Medicina da USP, Maurício da Rocha e Silva falarem sobre  reclamações de universidades e pesquisadores contra os altos preços que as revistas científicas de acesso fechado cobram de autores que publicam em suas páginas e de bibliotecas que assinam os periódicos.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Soropositivas também podem ter filhos saudáveis

DIA DAS MÃES
Ministério da Saúde oferece suporte para que mulheres com aids realizem sonho de ser mãe com pequenas chances de transmissão vertical do vírus
                 O desejo de ser mãe é um sonho para muitas mulheres. Esse sonho vale também para mulheres soropositivas, já que toda pessoa, independentemente de viver ou não com aids, tem direito de decidir se quer ter filhos ou não, quantos e em que momento da vida. O acesso universal ao tratamento do HIV possibilitou um novo cenário para mulheres com o vírus da aids que desejam se tornar mães. A queda nas taxas de transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV é uma realidade que anima as soropositivas.

                As tecnologias atualmente disponíveis e recomendadas no Brasil são capazes de reduzir o risco de transmissão vertical para menos de 1%. Entre 2008 e 2009, cerca de 6 mil mulheres que sabidamente viviam com HIV engravidaram. Havendo desejo de paternidade ou maternidade, é necessário estabelecer um planejamento conjunto. Para aqueles casais que desejam ter filhos pelos métodos naturais, é importante não ter infecções genitais (como, por exemplo, DST), apresentar estabilidade imunológica, boa adesão ao tratamento e carga viral indetectável. No Brasil, aproximadamente 80% das pessoas com aids se encontram na faixa etária reprodutiva.

               Esther Vilela, coordenadora do departamento de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, explica que as mulheres que se encontram nessa situação podem contar com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Hoje, a aids não é uma doença que mata como antes. Há condições de monitorar essa gravidez, apesar de ser de alto risco. A medicina lida com isso e tenta levar o máximo de segurança possível a essa mulher. Se forem tomadas as medidas necessárias, a transmissão vertical é reduzida bastante”, afirma.

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FONTEPortal da Saúde, 9/05/2012

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Hospital dos EUA transmite cirurgia no cérebro ao vivo via redes sociais

Luis Corvini
 
O Memorial Hermann Hospital, em Houston, no estado do Texas, EUA, vai transmitir hoje uma cirurgia de cérebro via redes sociais.

Os médicos irão remover um tumor cerebral. A primeira incisão foi às dez horas da manhã (meio-dia, no horário de Brasília). O procedimento deve durar três horas.

As fotos serão publicadas no Pinterest e o passo-a-passo do procedimento será divulgado no canal do hospital no Twitter.

A cirurgia será realizada pelo neurocirurgião Dong Kim, o mesmo que operou a congressista americana Gabrielle Giffords, depois que ela foi vítima de uma tentativa de assassinato em janeiro de 2011. Gabrielle recebeu um tiro na cabeça.

Segundo as mensagens recém-divulgadas, a família consentiu com a divulgação da cirurgia. Um dos médicos irá responder as perguntas dos internautas online.

Cirurgia é transmitida via Twitter do hospital dos EUA
FONTE: Folha.com - Equilíbrio e Saúde, 9/05/2012
 
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1 milhão de livros para download legal

             Open Library é um dos projetos mais ambiciosos da internet: pretende catalogar e digitalizar todos os livros já publicados, em todas as línguas.
             Desenvolvido sem fins lucrativos pelo Internet Archive e pela Fundação Austin, o projeto consiste na disponibilização crescente de livros para catalogação histórica, download legal ou leitura on-line.
             Atualmente, dos 20 milhões de livros catalogados, mais de 1 milhão de títulos estão disponíveis para download ou leitura on-line nos formatos PDF, ePub, Plain text, DAISY, ePub, MOBI e DjVu. Embora a língua predominante seja a inglesa, podem ser encontrados livros em cerca de 50 idiomas.
            O acervo, que reúne obras dos maiores museus, universidades e instituições religiosas do mundo, disponibiliza preciosidades históricas dos séculos 10, 11, 12, 13, 14 15, 16, 17 e 18, entre elas, tesouros literários como “O Códice de Leningrado”, considerado o mais antigo e completo manuscrito do mundo, base do texto da “Bíblia” hebraica, escrito em pergaminho e datado de 1008; a primeira edição impressa da obra capital de Agostinho de Hipona, “A Cidade de Deus”; além de cópias das primeiras edições da obra integral de William Shakespeare. 
         O projeto também disponibiliza aproximadamente 200 mil títulos, juridicamente protegidos, pertencentes a 350 bibliotecas de 80 países, para empréstimo. Para participar e pegar um livro emprestado, basta se cadastrar. Os livros ficam disponíveis por duas semanas. No caso de download ou leitura on-line, não há necessidade de cadastro.
           Para acessar: http://bit.ly/cPvcIT

FONTE: Bula Revista, 1/03/2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Levantamento mostra que acidentes com motos foram os maiores causadores de mortes no trânsito em 2010

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil


Brasília – O Mapa da Violência no Brasil, documento elaborado pelo sociólogo Júlio Jacobo, do Instituto Sangari, constatou que em cada três acidentes de trânsito com mortes registrados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em 2010, um envolve motociclistas.

Para Jacobo, a tendência é de o número de mortes envolvendo motociclistas continuar crescendo, e de forma acelerada, tendo em vista a facilidade (crédito) para comprar uma moto e a necessidade urbana. “Não estou negando que é uma necessidade imperiosa e funciona em geral”, disse ao lembrar que antes do barateamento e da facilitação do crédito, as motos eram sonho de consumo das classes alta e média alta. “Era um luxo, tinha aquela coisa de guiar para sentir o vento no rosto”, disse.

O autor do levantamento destacou que a fiscalização dos órgãos de segurança é mais efetiva em relação aos veículos de quatro rodas. “Muitos pardais não fazem a imagem das placas das motos. Começam, agora, a usar um tipo de pardal pistola, mais adequada para captar o movimento desse tipo de veículo”.

Durante a última década, o número de automóveis em circulação mais que dobrou (118%), mas as mortes em acidentes envolvendo os ocupantes de automóveis cresceram 72%. De acordo com a análise de dados, o risco de morte em automóvel caiu 46 pontos porcentuais no período.

Jacobo sugere que o Estado atue para melhorar a estrutura viária, implantem medidas que garantam mais segurança, insista em campanhas de mudança de comportamento e melhore o atendimento de pronto-socorro. Segundo ele, o governo federal e os governos estaduais deveriam trabalhar de forma mais articulada. “A vida não é federal, nem estadual e nem municipal”, ressaltou.

O Instituto Sangari, por meio do documento Mapa da Violência, mostra ainda que de 1998 a 2008 as mortes em acidentes envolvendo motos passaram de 1.047 para 8.939. O levantamento foi feito com base em certidões de óbito de todo o país.

O sociólogo aponta que a vulnerabilidade dos motociclistas é de tal nível que sua letalidade em acidentes chega a ser 14 vezes maior que a dos ocupantes de automóvel.


FONTE: Agência Brasil, 7/05/2012

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Unaids lança campanha internacional para reduzir contaminação de HIV entre crianças

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Programa Conjunto das Nações sobre HIV/Aids (Unaids) lançou hoje (8) a campanha Acredito, Você Pode Fazer Isso, com o objetivo de reduzir casos de contaminação da doença entre crianças até 2015 e assegurar que mães infectadas com o vírus HIV tenham qualidade de vida. A campanha será veiculada nos Estados Unidos e alguns países da Europa a partir do Dia das Mães. No Brasil, a data de lançamento ainda não foi definida.

Pelos dados do programa, a cada ano cerca de 390 mil pessoas no mundo são infectadas pelo vírus e a estimativa é que 42 mil mulheres, que têm a doença, acabam transmitindo-a para os filhos durante a gestação ou morrendo. De acordo com o Unaids, a contaminação entre crianças e as mortes maternas relacionadas à Aids em países desenvolvidos é praticamente zero.

Nos países em desenvolvimento, porém, segundo o Unaids, poucas mulheres recebem atendimento de prevenção e tratamento do HIV. Em 2011, líderes mundiais assumiram o compromisso de adotar um plano ousado para combater a doença. Segundo o Unaids, o plano está em curso em vários países.

Na internet, o Unaids pede que todos colaborem com a campanha, enviando mensagens e chamando a atenção das pessoas. A artista norte-americana Sujean Rim criou uma série de ilustrações, nas quais aparecem mulheres e crianças, para alertar sobre a campanha.

A campanha conta com o apoio de várias organizações não governamentais internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Comunidade Internacional de Mulheres com HIV / Aids, e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Edição: Fábio Massalli

FONTE: Agência Brasil, 8/05/2012

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Artigo fala sobre o centenário de nascimento do médico cardiologista E.J. Zerbini

     A história da cirurgia cardíaca e a história médica de E.J. Zerbini se entrecruzam


Inesquecível

Ivo Nesralla*

Há cem anos, nascia uma figura ímpar. Inesquecível a todos os que tiveram o prazer de conhecê-lo pessoalmente e a todos os que acompanharam sua trajetória. Nasceu em 7 de maio de 1912 o professor Euryclides de Jesus Zerbini, E. J. Zerbini, como gostava de ser citado, que foi, sem dúvida, um dos grandes vultos da medicina brasileira. Suas contribuições à cirurgia torácica e à cirurgia cardiovascular, bem como seu legado como professor e formador de opinião, garantem a ele um lugar especial na nossa história.
Nascido em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, foi o sexto filho, o caçula de Eugênio e Ernestina Zerbini, ele italiano e ela argentina. Eugênio era professor e cultivava de forma ostensiva a disciplina e a dedicação dos filhos aos estudos. Zerbini cresceu nesse ambiente e estudou até o primeiro ano do 2º grau na sua cidade natal. Com a transferência do pai para Campinas, completou em primeiro lugar o então denominado curso Científico, como completou em primeiro lugar todo o resto de sua vida.

Já cirurgião, trabalhou no início da década de 60, um perío- do de grande efervescência na cirurgia do coração que iniciava seus passos em nosso meio. Àquela época, contavam-se nos dedos os cirurgiões cardíacos brasileiros e as operações eram sempre desafiantes, para não dizer assustadoras.

A necessidade de máquinas, tubos, conexões, fez com que o professor Zerbini iniciasse a montagem da Oficina do Coração Artificial no porão do Hospital das Clínicas de São Paulo, tendo como colaborador o já brilhante Adib Jatene. Foi lá que se desenvolveram os equipamentos para circulação extracorpórea, que deu enorme impulso à cirurgia cardíaca no Brasil.

Nesta época, o dinâmico professor Zerbini decidiu que era muito importante divulgar a cirurgia cardíaca no Brasil e na América do Sul. Aceitava convites de cidades longínquas de nosso país ou do Exterior para fazer demonstrações cirúrgicas com circulação extracorpórea e a ensinar muitos e muitos.

Tornou-se figura pública em 1969, com a realização do primeiro transplante cardíaco da América Latina.

Muitas foram as oportunidades que tivemos de convívio, inclusive nas inúmeras visitas dele a Porto Alegre, ao então iniciante Instituto de Cardiologia.

A história da cirurgia cardíaca e a história médica de E.J. Zerbini se entrecruzam e fica o maravilhoso exemplo de perseverança, competência e humildade. Sua clássica frase é marcante de seu temperamento: “Nada vence a força do trabalho”.

* Cirurgião cardiovascular, diretor-presidente do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul
 
FONTE: Zero Hora, 7/05/2012, p. 15
 

Recomendações sobre a Promoção e a Publicidade de Alimentos e Bebidas Não Alcoolicas para Crianças nas Américas


No dia 29 de abril de 2012, no World Nutrition Rio 2012, foi lançada a publicação que apresenta recomendações da consulta de especialistas da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) sobre a Promoção e a Publicidade de Alimentos e Bebidas Não Alcoólicas para Crianças nas Américas. Segundo Mirta Roses, Diretora da OPAS, a implementação de novos padrões que levem em conta a saúde no que se refere ao marketing de alimentos poderá se tornar uma ferramenta fundamental na luta contra a obesidade e problemas de saúde nas Américas.

Um importante componente do ambiente social nas Américas é o marketing para crianças de alimentos de baixo valor nutritivo. As crianças são especialmente vulneráveis à influência da publicidade, então devemos protegê-las realizando ações sólidas e eficazes de saúde pública. Neste sentido, uma resolução da OMS aprovada em maio de 2010 instou os governos dos Estados Membros a dirigirem esforços para restringirem esforços para restringirem a promoção e a publicidade de alimentos para as crianças. As recomendações de políticas que emergem da presente Consulta de Especialistas da OPAS representam uma resposta a essa questão preemente. Uma recomendação básica é que cada Estado Membro defina um objetivo claro para a política de redução da exposição das crianças ao marketing de alimentos ricos em gordura, açúcar ou sal, com a meta de diminuir os riscos para a saúde infantil.

Em breve estarão disponíveis no site da Organização Pan-Americana da Saúde a publicação em português, espanhol e inglês.


FONTE: Organização Pan-Americana da Saúde

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Exposição itinerante leva boca, nariz e ouvido gigantes ao Parque da Redenção


Idealizador salienta que exposição é uma forma lúdica de mostrar a anatomia dos órgãos
Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS


E se fosse possível, como em um desenho animado, ficar tão pequeno a ponto de entrar por um ouvido e sair pelo outro para ver, por dentro, como funciona a audição? É mais ou menos essa experiência que a exposição itinerante Caminhos da Otorrinolaringologia pretende proporcionar aos visitantes.
Organizada pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), a mostra, no Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre, será aberta ao público na sexta-feira.

Até domingo, será possível percorrer o interior de nariz, boca e ouvido gigantes e receber orientações de prevenção a doenças que acometem essas áreas e que vão desde uma simples crise alérgica até a perda de audição ou câncer de laringe.

— É uma forma lúdica de mostrar a anatomia desses órgãos, fazendo uma associação entre o caminho pelo modelo inflável e os caminhos do próprio corpo — diz o otorrinolaringologista Marcelo Hueb, presidente da associação e idealizador da exposição.

Percorrendo a orelha inflável, por exemplo, o visitante segue por um corredor que reproduz o canal auditivo. No fim do tour pela audição, otorrinolaringologistas medem o som de fones de ouvido para criar um banco de dados com o perfil de quem ouve música em dispositivos portáteis. O alerta é para o risco de perda da audição por conta da exposição assídua a sons acima de 85 decibéis.

Quem sofre com alergias respiratórias, como rinite e sinusite, poderá entender como o problema afeta o organismo passeando por dentro de um nariz de cinco metros de altura, 12 metros de largura e 15 metros de comprimento.

O caminho pela narina direita mostra a estrutura de um nariz humano saudável, enquanto a esquerda ajuda e entender as principais doenças que afetam a respiração. O Jogo do Aroma convida a testar o olfato com cheiros que saem de uma caixa surpresa.

Ao ser "engolido" pela boca gigante, o público tem acesso a uma enorme laringe, onde pode conhecer o mecanismo das cordas vocais e entender as principais doenças que afetam a voz.

Antes de Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo já receberam a exposição. No próximo fim de semana, será a vez de Florianópolis (SC).

Serviço

O que: Exposição Caminhos da Otorrinolaringologia
Onde: Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre

Quando: de sexta-feira a domingo, das 9h às 17h

FONTE: Zero Hora, 4/05/2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Revista "Nature" publica estudo 'censurado' sobre vírus da gripe aviária



Modelo digital mostra o vírus H5N1, causador da gripe aviária (Thinkstock)

  Pesquisa protege contra eventuais doenças, mas pode munir bioterroristas.
Publicação pela revista 'Nature' vem após meses de debate.
 
Tadeu Meniconi
 
A revista científica “Nature” de quarta-feira (2) trouxe uma pesquisa polêmica que gerou meses de debate científico após ter sido barrada por um painel de especialistas em biossegurança dos Estados Unidos. O estudo descreve uma mutação genética criada em laboratório que faz com que o vírus H5N1, que provoca a gripe aviária, se torne transmissível entre mamíferos.

Como a gripe aviária é altamente letal para os humanos, o resultado significa que uma epidemia do vírus entre pessoas é teoricamente possível, e poderia resultar em muitas mortes. A palavra chave aqui é "teoricamente". Não existem casos comprovados de transmissão entre humanos até hoje.

O objetivo da pesquisa era mostrar como essa mutação pode ocorrer na natureza, para que cientistas pudessem reconhecer e se preparar para uma possível epidemia.
 
A pesquisa chegou a ser “censurada” pelo risco de que fosse usada por bioterroristas na criação de um vírus que pudesse se espalhar entre humanos. No fim de novembro de 2011, Painel Consultivo sobre Biossegurança dos Estados Unidos (NSABB, na sigla em inglês), agência ligada ao governo do país, pediu que os detalhes do trabalho não fossem publicados.

Embora o pedido do NSABB não fosse uma ordem propriamente dita, as revistas científicas “Nature” e “Science” preferiram segui-lo. Uma longa discussão se seguiu até que a agência mudou de ideia e, no fim de março, recomendou que os estudos fossem publicados integralmente.

O estudo publicado pela “Nature” na quarta-feira é liderado por Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Outra pesquisa, conduzida paralelamente pela equipe de Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmus, da Holanda, tem resultados parecidos e também foi envolvida nos debates.

A ideia era que as duas fossem publicadas simultaneamente, mas só na última sexta (27) o governo holandês autorizou o envio do artigo para a revista “Science”. Ele está sendo revisado por outros cientistas e deverá ser divulgado em breve, segundo a assessoria de imprensa da publicação.

As mutações

Toda a questão do perigo e da capacidade de transmissão do vírus da gripe aviária passa por uma proteína chamada "hemaglutinina" – representada pela letra “H” em H5N1. É essa substância que se liga às células do hospedeiro para provocar a infecção – no caso, a gripe.

O sistema imunológico dos seres humanos não consegue combater os vírus que possuem o tipo “H5” desta substância – como é o caso do H5N1. Por isso, a gripe aviária é tão letal em humanos.

Porém, o vírus H5N1 não é transmissível em mamíferos, e todos os humanos que já morreram da doença a contraíram de aves. Isso acontece porque a proteína “H5” só se liga aos receptores celulares na presença de certos ácidos, que existem no pulmão de aves, mas não no de mamíferos.

Na pesquisa de Kawaoka, os cientistas conduziram alterações genéticas no vírus H1N1 e criaram uma versão do H5N1 que se adaptou ao pulmão dos furões – logo, se tornou transmissível pelo ar.

Este animal é o melhor modelo disponível para o estudo da transmissão da gripe em humanos, segundo Hui Ling-Yen e Joseph Sriyal Malik Peiris, da Universidade de Hong Kong, que comentaram os resultados em um artigo também publicado pela “Nature”.

A versão modificada do vírus causou nos furões efeitos como lesões nos pulmões e perda de peso, mas não levou à morte, como o vírus encontrado nas aves. Novas mutações, no entanto, poderiam levar a uma versão mamífera com a mesma letalidade do H5N1, acreditam os cientistas.

A mutação foi feita em laboratório, mas pode muito bem acontecer na natureza – em porcos, por exemplo – segundo os especialistas de Hong Kong. Portanto, a pesquisa representa mais que apenas uma ameaça no desenvolvimento de armas biológicas. Na verdade, a descoberta abre caminhos para avanços que podem gerar tratamentos contra os diferentes vírus da gripe.

“Compreender as mutações que conferem a transmissão entre mamíferos do vírus da gripe aviária vai permitir melhor avaliação de risco dos vírus animais que representem uma ameaça pandêmica e ajudar a selecionar os tipos de vírus contra os quais as vacinas pré-pandêmicas devem ser geradas”, escreveram Hui Ling-Yen e Joseph Sriyal Malik Peiris.

Leia o artigo disponível no Portal da Capes:


Agência dos EUA aceita publicação de estudo polêmico com vírus mortal

Autores suspendem estudo polêmico de gripe aviária por 2 meses

Autores de estudo barrado sobre vírus mortal defendem publicação

Artigo propõe grupo internacional para debater pesquisas de risco

FONTE: G1 - Ciência e Saúde, 2/05/2012

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