terça-feira, 31 de julho de 2012

FAPESP e Thomson Reuters anunciam acordo para integração de bases de informação científica

  
Integração da base SciELO de periódicos científicos à Web of Knowledge aumentará a visibilidade internacional da ciência feita em países de idioma latino (FAPESP)

A FAPESP e a divisão de propriedade intelectual e ciência da Thomson Reuters anunciaram, no dia 25 de julho, um acordo para integrar a base de dados do Programa Scientific Electronic Library Online (SciELO) à Web of Knowledge, a mais abrangente base internacional de informações científicas.

A associação ampliará a visibilidade e o acesso à produção científica do Brasil e de outros países da América Latina, Caribe, África do Sul, Espanha, Portugal, permitindo a pesquisadores científicos analisar o conteúdo regional no contexto da produção científica internacional.

“Apoiada pela FAPESP desde 1998, a base SciELO é uma das primeiras iniciativas a oferecer acesso aberto à literatura científica. O acordo com a Web of Knowledge abre novos horizontes para a missão da SciELO de aumentar a visibilidade da ciência feita na América Latina, Espanha e Portugal”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

“É nossa missão superar as barreiras de distribuição e divulgação que os periódicos científicos de países em desenvolvimento enfrentam, aumentando a acessibilidade à informação científica gerada localmente”, disse Abel Packer, coordenador da SciELO.

“Dar maior destaque à pesquisa feita na América Latina e em outras áreas em desenvolvimento por meio da Web of Knowledge significa que a contribuição de nossos pesquisadores será uma parte mais visível do discurso científico global”, completou.

Atualmente, a SciELO publica cerca de 40 mil novos artigos a cada ano, de mais de 900 periódicos científicos de acesso aberto da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, Portugal, África do Sul, Espanha e Venezuela. A hospedagem dos dados desta base no portal Web of Knowledge é parte de um processo de expansão do conhecimento que destaca a produção científica, pesquisadores e centros de pesquisa regionais.

"A parceria com a SciELO não apenas irá aumentar o alcance da pesquisa científica de países em desenvolvimento, mas também trará uma nova profundidade a nossos próprios dados. Pesquisadores de todo o mundo terão novos insights a partir do impacto das pesquisas que emanam destas regiões", disse Keith MacGregor, vice-presidente executivo da Thomson Reuters.

Mantida pela Thomson Reuters, empresa provedora de informações com sede em Nova York, a Web of Knowledge oferece acesso às maiores bases de citações de artigos internacionais, abrangendo um período de mais de 100 anos de pesquisa em mais de 24 mil dos periódicos de maior impacto no mundo, assim como a milhares de anais de conferências acadêmicas e livros acadêmicos.

A SciELO é um programa da FAPESP para a publicação de periódicos científicos de acesso aberto na internet. Especialmente concebido para atender às necessidades da comunidade científica nos países em desenvolvimento, particularmente na América Latina e os países do Caribe, o modelo da SciELO compreende controle de qualidade e instrumentos para medir a frequência de uso e o impacto dos periódicos que publica.

A base foi lançada em 1998 pela FAPESP em cooperação técnica com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/OPAS/OMS). Desde 2002, o projeto também é apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Desde seu lançamento, o modelo de publicação SciELO foi progressivamente adotado por instituições de pesquisa nacionais de países ibero-americanos e da África do Sul que compõem a Rede SciELO.

FONTE: Agência FAPESP, 27/07/2012

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ministério da Saúde e Facebook fazem parceria para incentivar doação de órgãos


Além de perguntar sobre filmes preferidos e locais de trabalho, a partir desta segunda-feira, o Facebook disponibiliza no Brasil o campo "doador de órgãos", para que o internauta possa deixar visível essa opção.
"Acreditamos que essa iniciativa vai aumentar ainda mais o número de doadores, vai facilitar para que qualquer indivíduo deixe clara sua opção, registre em vida (...) Acreditamos que vamos criar um burburinho sobre isso, vamos dialogar com um público jovem", afirmou nesta segunda-feira o ministro Alexandre Padilha (Saúde), que anunciou a nova funcionalidade ao lado do representante do Facebook, rede que agrega mais de 37 milhões de usuários no país.
Com a ferramenta, o ministério pretende ampliar a cultura da doação de órgãos no país. Funcionalidade semelhante foi lançada nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha em maio deste ano.

Nos Estados Unidos, segundo Padilha, a manifestação dos americanos em serem doadores aumentou 40% após a nova ferramenta do Facebook. O ministro já manifestou, em sua página pessoal, a vontade de ser doador ele mesmo.

No Brasil, cabe à família a palavra final sobre a doação. A ideia da funcionalidade é facilitar a manifestação da pessoa e, assim, incentivar a família na hora da decisão.

"Acreditamos que essa parceria vai poder dar a possibilidade de as pessoas, de maneira muito simples, declararem sua intenção. No momento em que for necessário, a família e os amigos saberão da intenção da pessoa", afirmou Alexandre Hohagen, vice-presidente do Facebook para a América Latina.

José Osmar Pestana, presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, disse que a ferramenta pode, sim, ajudar a alavancar as doações. "O que decide se a família diz 'sim' ou 'não' é o fato de a pessoa ter dito em vida se queria ser doador. Toda vez que a família nega é porque o indivíduo não falou em vida."

O ministro afirmou que a ferramenta não vai causar insegurança ou quebrar a ordem da fila de transplantes. "Não estamos mudando nenhuma lei, não vai permitir criar qualquer mercado de órgãos no país, por ser um sistema nacional, público e gratuito", disse Padilha.

Para declarar a intenção da doação, a pessoa deve fazer o "log in" no Facebook e clicar para atualizar seu "status", explica Hohagen. Em seguida deve clicar em "evento cotidiano", "saúde e bem estar" e, então, optar.

TRANSPLANTES

O ministério também divulgou, nesta segunda, dados sobre transplantes realizados nos primeiros quatro meses do ano. Eles indicam, de forma geral e na comparação ao mesmo período do ano passado, aumento de 29% no número de doadores e de 37% no número de transplantes, com destaque para aumento no número de transplantes nas regiões Norte e Centro-Oeste e de transplantes de coração --um dos desafios do país.

Este ano, o país atingiu a marca de 13,6 doadores por milhão da população. Em 2003, o índice estava em 5. Segundo o ministério, com esse novo índice o país superou a meta estabelecida para o fim de 2013.

De acordo com Padilha, o SUS tem capacidade para absorver os novos potenciais doadores. "Temos uma carência de doadores. Com a estrutura que temos, temos estrutura para absorver um número cada vez maior de doadores no país: 13,6 é a média nacional, temos Estados que atingiram 20." (JOHANNA NUBLAT)

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Biblioteca recebe DVDs


             

                  A Biblioteca recebeu novos filmes e documentários em DVD.
                  Para conhecer a relação dos titulos, digite a palavra "Filme" no campo de busca.

                  O empréstimo de DVDs tem prazo de três dias, podendo ser renovado em até 5 vezes.

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

CNPq lança nova Plataforma Lattes


O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou a nova Plataforma Lattes com sistema mais seguro para impedir a criação de currículos fictícios e outros tipos de fraudes. O anúncio do novo sistema foi feito durante a 64ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A plataforma reúne currículos de estudantes e pesquisadores e dados de grupos e instituições de pesquisa do país.

De acordo com presidente do CNPq, Glaucius Oliva, a plataforma agora tem abas em que a comunidade científica poderá registrar informações sobre inovação, educação e popularização da ciência e tecnologia. A informação de patentes e registros ganhou módulo específico. “As informações disponibilizadas deixam de ser somente declaratórias e acrescentam o elemento de confiabilidade aos dados”, afirmou.
Entre as inovações, está a integração direta da plataforma com o banco de dados internacional do Instituto para Informação Científica (ISI). O sistema fará uma verificação automática dos artigos publicados no periódico indexado pelo instituto, impedindo a citação de material que ainda não foi publicado. Na aba sobre patentes, o pesquisador poderá incluir o número de patentes registradas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Desta forma, ao lado da patente indicada, aparecerá o símbolo de certificação do instituto.

Segundo o presidente do CNPq, com a introdução das novas funções, os critérios de avaliação de projetos da instituição passam a considerar o mérito científico do projeto, a relevância, originalidade e repercussão da produção científica, a formação de recursos humanos, a contribuição científica, tecnológica e de inovação (incluindo patentes), a inserção internacional da pesquisa, a contribuição em educação e popularização da ciência entre outros quesitos.

FONTE: UOL Notícias, 26/07/2012

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Curso Vivendo com Epilepsia ocorre neste sábado (28) na UFCSPA


No próximo sábado (28), às 10h, será realizado mais um curso Vivendo com Epilepsia. Mensalmente a UFCSPA promove a atividade, voltada a familiares e cuidadores. O curso é gratuito e aberto à população.
O objetivo é ampliar a informação sobre o tema, desmistificar a doença e o preconceito. O curso orientará como se portar diante de uma crise epilética, dará noções sobre manifestações clínicas da doença, diagnóstico e evolução. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença afeta, aproximadamente, 50 milhões de pessoas no mundo.

O curso é realizado das 10h às 12h, no Auditório Alimena, no subsolo do prédio principal da UFCSPA, na Rua Sarmento Leite, 245, Centro.


FONTE: UFCSPA, 25/07/2012

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cascas, sementes e talos podem ter até 40 vezes mais nutrientes


Cascas, sementes, folhas e talos dos alimentos poderiam ser aproveitados, e não jogados no lixo, como a maioria das pessoas fazem. Ricos em vitaminas e fibras, eles podem ter até 40 vezes mais nutrientes do que a própria fruta, verdura ou legume.

É o que explica a nutricionista do Ministério da Saúde Maria Penha Ferrer. ”A casca de laranja tem 40 vezes mais cálcio do que a polpa da laranja, enquanto as de maçã e mexerica têm o dobro de vitamina C em relação à polpa. A casca do abacaxi tem 38% a mais de vitamina C do que a polpa, então nós temos partes não convencionais que em termos de nutrientes são mais ricos do que a própria polpa da fruta. E é o que a gente joga fora.”

A nutricionista ensina como podemos aproveitar cascas, talos e sementes dos alimentos. ”Todos os talos, menos o de mandioca que é tóxico, podem ser aproveitados picados ou triturados em massa de bolos, pães, panquecas, ou ainda em ensopados, omeletes. A entrecasca que fica entre a polpa e a casca das frutas pode ser preparada na forma de compotas e geleias. Folhas de cenoura e beterraba cruas caem bem na salada e as de batata-doce, couve-flor, abóbora, mostarda e rabanete podem ser refogadas. As cascas de laranja, tangerina e maracujá viram também deliciosas geleias. As de maçã e mamão incrementam vitaminas de frutas. E as sementes torradas e moídas se tornam farinha no preparo de bolos, pães e biscoitos.”

Além disso, a casca, o talo e a semente das frutas, dos legumes e das verduras contém muita fibra, o que ajuda no funcionamento do intestino. A professora Janaína Palmar conta que o organismo dela melhorou depois que passou a aproveitar todas as partes dos alimentos. ”Tento aproveitar, por exemplo, em uma receita que não vai a casca, vai só a polpa de repente. Na abóbora também, as pessoas costumam tirar a casca, eu não tiro, eu coloco tudo junto. Eu acho que é mais a maneira como você prepara o alimento que vai fazer a diferença. Depois que eu comecei a mudar realmente a minha alimentação, melhorou muito. E eu percebo que quando eu descuido um pouco esses problemas de prisão de ventre voltam.”

A nutricionista Maria Penha Ferrer lembra que aproveitar a casca, o talo e a semente também significa economia e permite que as pessoas experimentem novas opções de receita, diversificando o cardápio. Isso porque um único alimento pode ser preparado de cinco formas diferentes e todas com alto valor nutritivo.
 
Fonte: Amanda Mendes / Blog da Saúde, 23/07/2012
 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Guia do HPV está disponível na internet

Obra editada por especialistas do Instituto do HPV traz informações sobre as doenças
 causadas pelo vírus, meios de prevenção e de diagnóstico
Por Karina Toledo

Camisinha impede totalmente o contágio pelo papilomavírus humano (HPV)? Quais as doenças que o HPV pode causar? Existe cura? Como diagnosticar a infecção? Para responder a essas e a outras dúvidas muito comuns na população acaba de ser lançado o Guia do HPV.

A obra foi editada por especialistas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Doenças Associadas ao Papilomavírus (INCT-HPV), – financiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – e coordenada por Luisa Lina Villa, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Villa conta que os textos foram originalmente reunidos para servirem de material de consulta para jornalistas que participaram de um workshop promovido pelo Instituto do HPV em junho, na Santa Casa de São Paulo.

“Agora estamos dando uma divulgação mais ampla, pois essas informações podem ser úteis para outros grupos, principalmente estudantes de pós-graduação, graduação e nível médio. Pode ainda auxiliar os pais a entender como agem as vacinas e quais são as outras formas de prevenção existentes, já que a imunização ainda não está disponível na rede pública”, disse.

Segundo a pesquisadora, o primeiro passo para se proteger é conhecer as doenças causadas pelo HPV. Entre os mais de 100 tipos diferentes do vírus, de 30 a 40 podem afetar as áreas genitais de ambos os sexos, provocando doenças como verrugas genitais, cânceres de colo do útero, vagina, vulva, ânus e pênis. Além disso, provocam tumores benignos e malignos na garganta.

“Muitas vezes a infecção é assintomática e as pessoas nem ficam sabendo que estão contaminadas, mas podem transmitir o vírus. Muitos também confundem o HPV com o vírus da hepatite ou com o HIV”, afirmou.

Apesar da desinformação ainda ser grande, a infecção por HPV é a doença sexualmente transmissível (DST) mais comum. Estima-se que existam 600 milhões de pessoas infectadas no planeta. Entre 75% e 80% da população adquire um ou mais tipos de HPV em algum momento da vida.

O vírus se instala na pele ou em mucosas. Em qualquer tipo de contato com a área genital de uma pessoa infectada pode ocorrer a transmissão. Embora seja raro, o vírus pode propagar-se também pelo contato com mão, pele, objetos, toalhas, roupas íntimas e até pelo vaso sanitário. Calcula-se que o uso da camisinha consiga barrar entre 70% e 80% das transmissões.

Mais informações no site www.incthpv.org.br/default.aspx

FONTE: Agência FAPESP, 20/07/2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Porto Alegre participa de estudo para avaliar a qualidade de vida dos brasileiros


Pesquisa envolve quatro capitais e pretende auxiliar na proposição de políticas de saúde

               A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) participam de uma pesquisa desenvolvida pelo Ministério da Saúde para avaliar a qualidade de vida dos brasileiros. O estudo, que envolve outras três capitais brasileiras — Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro —, tem por objetivo entender como a população brasileira avalia "estados" de saúde. Os resultados podem servir como ferramenta para auxiliar na tomada de decisões em políticas públicas, beneficiando tanto os usuários da rede pública como do sistema de saúde suplementar.
              A psiquiatra Luciane Cruz, que coordena o projeto em Porto Alegre juntamente com Carisi Anne Polanczyk, explica que a pesquisa adapta à realidade brasileira o padrão EQ5D, instrumento usado na Inglaterra para dimensionar a efetividade de serviços em saúde.

            — O questionário avalia a visão sobre o próprio estado de saúde da pessoa, abrangendo dimensões como capacidade funcional, mobilidade, dor e depressão — exemplifica Luciane.

           Para o estudo, entrevistadores treinados e identificados vão visitar domicílios, convidando os moradores a responderem as perguntas. O processo de seleção dos domicílios é aleatório e baseado em censos do IBGE, para garantir representatividade da população em vários aspectos. A faixa etária dos entrevistados será dos 18 aos 64 anos. A coleta de dados acontece até o mês de agosto e serão entrevistadas cerca de 900 pessoas na Capital. No total, a pesquisa deverá ouvir 6 mil brasileiros entre as quatro capitais envolvidas.
            Especialista em qualidade de vida, a pesquisadora do Instituto de Avaliação de Tecnologias em Saúde entende que a pesquisa poderá ajudar a avaliar a efetividade de diferentes programas de saúde pública.
             — Com aplicação no início e no fim dos programas, a pesquisa permitiria verificar as modificações na percepção dos entrevistados sobre os diferentes estados de saúde avaliados — considera.

             A preocupação com os níveis de satisfação da população em relação à saúde e à qualidade de vida tem sido objeto de diferentes iniciativas pelo mundo e em várias cidades brasileiras. Conheça outro índices semelhantes:

:: Índice de Bem-estar

            Iniciativa da Unimed Porto Alegre, coordenada pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), busca criar indicadores de qualidade de vida na Capital, por meio da pesquisa Índice de Bem-estar (IBE), criada em 2009. A pesquisa busca sensibilizar médicos, lideranças empresariais, famílias, governos e a sociedade em prol do bem-estar, estimulando práticas benéficas à saúde.

           O IBE abrange diferentes áreas de conhecimento que têm diferentes entendimentos do que é bem-estar, como medicina, sociologia, educação física, nutrição e psicologia. Na edição mais recente, realizada em 2010, foram 541 entrevistados, 43% homens e 57% mulheres. O estudo avaliou 12 dimensões da vida dos entrevistados: Bem-Estar Psicológico, Convívio Social, Avaliação da Vida, Relação com o Trabalho, Autonomia e Liberdade, Hábitos Alimentares, Bem-Estar Físico, Acesso Básico, Cultura e Lazer, Meio Ambiente, Espiritualidade e Governo.
 
:: FIB em Bento
 
           O FIB em Bento integra o projeto FIB no Brasil, movimento para a mobilização social em prol do bem-estar coletivo e do desenvolvimento local e sustentável, inspirado no indicador de Felicidade Interna Bruta (FIB) de Butão, um pequeno país no Himalaia. O índice considera aspectos para nortear o desenvolvimento sustentável de uma região como padrão de vida, saúde, educação, cultura, vitalidade comunitária, uso equilibrado do tempo, ecologia, boa governança, e bem-estar psicológico.
           Em Bento Gonçalves, o projeto-piloto do FIB é aplicado desde 2011, no bairro Municipal. O projeto conta com diversos módulos: um voltado para crianças, outro para os professores das escolas localizadas no bairro, outro para os jovens e outro para os moradores em geral. Já foram realizadas atividades como mutirões de limpeza com conscientização ambiental e ações de integração da comunidade. Um projeto social será implantado no bairro, contemplando projeto de revitalização, com investimentos da prefeitura.

:: Movimento Mais Feliz
 
          O Movimento Mais Feliz, que reúne cerca de 700 entidades que buscam difundir a felicidade como norteadora de políticas públicas no âmbito de cidades sustentáveis, criou o aplicativo Myfuncity para medir a felicidade da população em tempo real. Segundo o criador do movimento, Mauro Motoryn, cidades melhores pressupõem uma atividade pública com participação popular e com sugestões da população para a elaboração de programas de governo, por isso a ideia do aplicativo colaborativo. A base do aplicativo foi o indicador Felicidade Interna Bruta (FIB), criado no Butão, pequeno reino da Ásia, encravado na Cordilheira do Himalaia.

FONTE: Bem-Estar, 18/07/2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

The Lancet


Capa do último número:
 Jul 14, 2012, Volume 380, Number 9837


           Fundada em 1823, a revista The Lancet, da editora Elsevier, é uma das mais importantes publicações científicas da área médica. De acordo com o Journal Citation Reports, sistema de avaliação da Thomson Reuters utilizado mundialmente para classificar o impacto científico de publicações, a Lancet, com fator de impacto igual a 38,28, é a 7ª revista científica em geral com maior fator de impacto internacionalmente e a 2ª mais importante na categoria medicina geral. 

FONTE: Zero Hora, 18/07/2012, p. 5

Sedentarismo mata tanto quanto cigarro, diz estudo


Um estudo divulgado a poucos dias do início das Olimpíadas diz que a falta de exercícios tem causado tantas mortes quanto o tabagismo.

A pesquisa, publicada na revista médica Lancet, estima que um terço dos adultos não têm praticado atividades físicas suficientes, o que tem causado 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.
A inatividade física é responsável por uma em cada dez mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon, diz o estudo.
Os pesquisadores dizem que o problema é tão grave que deve ser tratado como uma pandemia.

Eles afirmam que a solução para o sedentarismo está em uma mudança generalizada de mentalidade, e sugerem a criação de campanhas para alertar o público dos riscos da inatividade, em vez de lembrá-lo somente dos benefícios da prática de esportes.
Segundo a equipe de 33 pesquisadores vindos de centros de vários países diferentes, os governos deveriam desenvolver formas de tornar a atividade física mais conveniente, acessível e segura.

Um dos coordenadores da pesquisa é Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas. "Com as Olimpíadas 2012, esporte e atividade física vão atrair uma tremenda atenção mundial, mas apesar do mundo assistir a competição de atletas de elite de muitos países, a maioria dos espectadores será de sedentários," diz ele.

"O desafio global é claro: tornar a prática de atividades físicas como uma prioridade em todo o mundo para aumentar o nível de saúde e reduzir o risco de doenças".

No entanto, a comparação com o cigarro é contestada por alguns especialistas.

Se o tabagismo e a inatividade matam o mesmo número de pessoas, o número de fumantes é bem menor do que o de sedentários, tornando o tabaco muito mais perigoso.

Para Claire Knight, do Instituto de Pesquisa de Câncer da Grã-Bretanha, "quando se trata de prevenção de câncer, parar de fumar é de longe a coisa mais importante que você pode fazer".

América Latina

Na América Latina e no Caribe, o estudo mostra que o estilo de vida sedentário é responsável por 11,4% de todas as mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon. No Brasil, esse número sobe para 13,2%.

Os países com as populações mais sedentárias da região são Argentina, Brasil e República Dominicana. O com a população menos sedentária é a Guatemala.

A inatividade física na América Latina seria a causa de 7,1% dos casos de doenças cardíacas, 8,7% dos casos de diabetes tipo 2, 12,5% dos casos de câncer de mama e 12,6% dos casos de câncer de cólon.

No Brasil, ela é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon.

A doutora I-Min Lee, do Hospital Brigham e da Escola Médica da Universidade de Harvard, que dirigiu o estudo, assinalou que todos esses casos poderiam ter sido prevenidos se a população de cada país e cada região fosse mais fisicamente ativa.

Ela diz que na região das Américas poderiam ser evitadas cerca de 60 mil mortes por doenças coronárias e 14 mil mortes por câncer de cólon.

Desafio global

É recomendado que adultos façam 150 minutos de exercícios moderados, como caminhadas, ciclismo e jardinagem, toda a semana.

O estudo indica que as pessoas que vivem em países com alta renda per capita são as menos ativas. Entre os piores casos está a Grã-Bretanha, onde dois terços da população não se exercitam regularmente.

A presidente da Faculty of Public Health, órgão que formula políticas e normas de saúde pública da Grã-Bretanha, professora Lindsey Davies, diz que "precisamos fazer o possível para que as pessoas cuidem da sua saúde e façam atividade física como parte da vida cotidiana".

"O ambiente em que vivemos tem um papel importante. Por exemplo, pessoas que se sintam inseguras no parque mais próximo vão evitar de usá-lo."


FONTE: Folha de São Paulo, 18/07/2012.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Muito além das patentes

Grandes universidades criam novos mecanismos para transferir capital científico ao mercado e à sociedade. De 2006 a 2011, o número de patentes obtidas pela Universidade Harvard subiu de 35 para 60 por ano.

Por Fabrício Marques

Revista Pesquisa FAPESP – Nos últimos seis anos, a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, conseguiu melhorar seus indicadores relacionados à transferência de tecnologia, que representavam um ponto opaco no desempenho da líder de vários rankings internacionais de instituições de ensino superior.

O número de invention disclosures, documentos com a descrição de resultados de pesquisas para avaliar a possibilidade de sua proteção por meio de direitos de propriedade intelectual, aumentou de 180, no ano de 2006, para 351, em 2011.

No mesmo período, o número de patentes obtidas no escritório de marcas e patentes dos Estados Unidos (Uspto, na sigla em inglês) subiu de 35 para 60, enquanto o de tecnologias licenciadas cresceu de 11 para 45.

O combustível dessa mudança foi uma reforma na estrutura e nas práticas do Escritório de Desenvolvimento Tecnológico (OTD) de Harvard, voltada para multiplicar a cooperação entre a universidade e o setor privado.

Não por acaso, subiu de 12 para 75 o número de acordos entre Harvard e empresas envolvendo a chamada pesquisa patrocinada, modalidade em que companhias financiam o trabalho realizado em um laboratório da universidade muitas vezes em troca de privilégio no licenciamento de descobertas resultantes.

O montante investido nesses acordos chegou a US$ 37,2 milhões em 2011, quatro vezes mais do que o total de 2006. Entre as empresas que celebraram parcerias estratégicas recentes com Harvard destaca-se, por exemplo, a Novartis, para desenvolver fármacos a partir de células-tronco junto com Lee Rubin, do Instituto de Células-Tronco de Harvard.

O movimento feito por Harvard é exemplar de um fenômeno que se esboça nos escritórios de transferência de tecnologia de universidades – e não apenas naquelas de classe mundial.

Além das tarefas rotineiras, que consistem em identificar descobertas com potencial econômico e protegê-las por meio de patentes, esses escritórios abraçam várias outras atividades, como fomentar colaborações de pesquisa de longo prazo entre empresas e laboratórios, auxiliar na criação de empresas baseadas em tecnologias nascentes, arregimentar investidores privados para financiá-las, oferecer a consultoria de pesquisadores para a indústria e estimular o empreendedorismo já entre os estudantes de graduação.

“A experiência mostra que é possível alcançar resultados altamente positivos quando empresas e universidades, a despeito de suas diferenças culturais, comprometem-se com parcerias em que ambos os lados saem ganhando”, diz Todd Sherer, presidente da Associação de Gestores de Tecnologia das Universidades (AUTM), entidade que congrega 3,5 mil profissionais vinculados a 350 universidades, instituições e hospitais de pesquisa em vários países e lhes oferece treinamento e apoio sobre mecanismos de transferência de tecnologia.

O texto completo da reportagem está na edição 197 da revista Pesquisa FAPESP.

FONTEAgência FAPESP, 17/07/2012

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Congressos em Biomedicina


V Congresso Internacional de Bioanálises, VIII Congresso Sulbrasileiro de Biomedicina e XII Semana Gaúcha de Biomedicina

Apresentação

      O Congresso reúne profissionais, proprietários de laboratórios, acadêmicos e professores envolvidos em atividades laboratoriais de diagnóstico, atividades de pesquisa e de extensão. Tem como objetivo promover a divulgação de inovações e a produção das diversas áreas do conhecimento envolvendo a saúde e o diagnóstico, bem como trabalhos realizados nos laboratórios, comparativo de técnicas, validação de metodologias analíticas, epidemiologia e trabalhos de pesquisa e extensão.

Público-alvo

    Acadêmicos e profissionais Biomédicos e outras profissões da saúde.



Identificação
Período: 8 a 10 de agosto de 2012

8 de agosto, quarta-feira - 9h às 17h – Cursos Pré-evento

19h – Cerimônia de Abertura

9 e 10 de agosto

quinta e sexta-feira - 9h às 17h – Palestras, mesas redondas, simpósio, plenária, fórum.

Carga horária: 21h

Inscrição: para trabalhos até 08/07

para o evento até 03/08

Local: Campus II

Certificado: Para a certificação, mínimo de 75% de frequência



Mais informações aqui.

FONTE: Universidade FEEVALE


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Pesquisadores começam a fazer o cadastramento no SIGFAPERGS- Sistema de Gestão de Projetos de Pesquisa

Pesquisadores gaúchos começam a fazer o seu cadastramento no SIGFAPERGS - Sistema de Gestão de Projetos de Pesquisa, que está sendo implantado na Fapergs, com objetivo de agilizar a tramitação dos projetos dentro da Fundação. Este sistema estabelece uma nova forma de comunicação com os pesquisadores e bolsistas gaúchos, proporcionando mais transparência no andamento dos projetos, permitindo que o acompanhamento seja feito a qualquer momento, em qualquer lugar, exigindo apenas que o pesquisador tenha acesso à internet.

Para obter informações, o pesquisador não precisará mais ligar para a Fapergs para saber qual a situação de sua solicitação, ou sobre o status do seu projeto em andamento, apenas digitará seu CPF e senha e clicará em seus projetos.

Outra grande vantagem deste sistema é o banco de dados que se formará a partir do cadastramento, que servirá para auxiliar o governo do Estado a traçar novas demandas de áreas de pesquisa, pois reunirá em um só local as solicitações da comunidade científica gaúcha direcionadas para a Fapergs que tem quase 50 anos de existência.

Na etapa atual, a Fapergs solicita que cada pesquisador faça seu cadastro no SIGFAPERGS, através do endereço sig.fapergs.rs.gov.br, clicando na opção "Não Sou Cadastrado". Desta forma, será possível formar um banco de dados de pesquisadores e agilizar o processo de solicitação de recursos de futuros editais que serão lançados por este mesmo sistema.


FONTE: FAPERGS, 18/06/2012

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Thomson Reuters divulga novos fatores de impacto

Na edição para "Ciência" em 2011, 16 revistas brasileiras tiveram fator 1 ou superior, três das quais da USP: Clinics, Revista de Saúde Pública e Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (Wikimedia)

       A Thomson Reuters divulgou o 2011 Journal Citation Reports, com os fatores de impacto das principais revistas científicas no mundo.

       A publicação, com edições separadas para “Ciência” e “Ciências Sociais”, reúne 10.677 periódicos de 2.552 editores em 82 países. Um total de 528 títulos receberam fatores de impacto pela primeira vez.
 
       As revistas com maiores fatores de impacto em 2011 foram: Nature (36.280), Science (31.201) e Proceedings of the National Academy of Sciences (9.681).
 
       Dezesseis títulos brasileiros apresentam fator de impacto 1 ou maior na edição para “Ciência” em 2011, três dos quais publicados por unidades da Universidade de São Paulo (USP).
 
       A revista Clinics, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP está em segundo na relação. A Revista de Saúde Pública, publicada pela Faculdade de Saúde Pública, ocupa a quinta posição, e a Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, a décima sexta.

       Entre os periódicos brasileiros, o maior fator de impacto no relatório de 2011 ficou para a revista Memórias, do Instituto Oswaldo Cruz.

       Os 16 periódicos brasileiros com maiores fatores de impacto segundo o 2011 Journal Citation Reports estão na tabela a seguir. A grande maioria tem conteúdo publicado e disponível gratuitamente na biblioteca eletrônica SciELO (Bireme/FAPESP):


Veja a Tabela aqui.
 
 
FONTE: Agência FAPESP, 13/07/2012.

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Conheça o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC)


                Semelhante ao serviço americano de cadastro de ensaios clínicos, o ClinicalTrials.gov, o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC) é uma plataforma virtual de acesso livre para registro de estudos experimentais e não-experimentais realizados em seres humanos, em andamento ou finalizados, por pesquisadores brasileiros e estrangeiros. O ReBEC é um Projeto conjunto do Ministério da Saúde (DECIT/MS), da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). O Comitê Executivo do RebEC é composto pelas instituições supracitadas e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

                Atualmente conta com 181 ensaios clínicos registrados, mas não deixa de ser um grande passo para a pesquisa no Brasil e tem tudo para crescer à medida que for divulgado. Com o tempo, certamente acontecerá aqui o que aconteceu nos EUA: para publicação nos periódicos americanos, é preciso que o ensaio clínico esteja cadastrado na plataforma americana!



Para visitar o site oficial do Registro Brasileiro de Ensaio Clínicos, clique aqui.


FONTE: Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos Médico Nerd
 
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Manual capacita técnicos de diagnóstico para detecção do “Trypanosoma Cruzi”

A publicação está disponível para acesso gratuito.

Para colaborar na capacitação de profissionais que atuam em diagnóstico, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), vinculado ao Ministério da Saúde, lançou na última sexta- feira, 6 de julho, a segunda edição do Manual de Capacitação na Detecção de Trypanosoma cruzi para Microscopistas de Malária e Laboratoristas da Rede Pública.

O manual foi desenvolvido no Laboratório de Doenças Parasitárias e editado pelo pesquisador José Rodrigues Coura, chefe do laboratório.

Financiado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e pelo Departamento de Controle de Doenças Tropicais Negligenciadas (TDR/OMS), a publicação tem apoio da Rede ePORTUGUÊSe (OMS), que reúne oito países de língua portuguesa. “O manual é importante porque prepara microscopistas da área de malária para diagnosticar casos agudos da doença de Chagas na Amazônia brasileira. Com isso, é possível diagnosticar em torno de 200 casos agudos por ano”, avalia Coura.

A publicação foi produzida a partir da estrutura de cursos realizados nos nove estados da região amazônica. “Diante da experiência acumulada nos 14 cursos ministrados na Amazônia brasileira, estamos certos de que esse modelo de curso poderá ter o mesmo êxito nas demais regiões Amazônicas”, afirma Coura. A publicação, apresentada pelo presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, durante a 65ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, teve sua relevância destacada no encontro internacional da Rede ePORTUGUÊSe.

Teórico, o módulo 1 apresenta o curso e abordada temas como: Doença de Chagas e seu agente etiológico, Diagnóstico laboratorial – Uma abordagem geral, Conduta com o indivíduo infectado e notificação, Caracterização do T. cruzi. No módulo 2, teórico e prático, estão incluídos os itens Diagnóstico parasitológico do T. cruzi e aulas teóricas e práticas são expostas. O módulo 3 finaliza o manual com conteúdo teórico e prático, definindo a Identificação, biologia de triatomíneos e métodos de coleta, contando também com aulas teóricas e práticas.

Acesse o Manual aqui.

Fonte: Fiocruz, 9/07/2012



Beber água durante provas aumenta chances de notas melhores, diz estudo


  
Estudantes que bebem água durante provas podem obter notas mais altas, segundo estudo feito na Grã-Bretanha. Os pesquisadores acompanharam quase 500 estudantes e constataram que os que beberam água durante as provas tiveram um desempenho 5% melhor do que aqueles que não beberam. O resultado pode estar associado ao fator psicológico sobre o raciocínio, porque, segundo especialistas, a água alivia a ansiedade.

A garrafinha de água é item obrigatório quando a estudante Karlla Silva vai fazer provas: “Melhora o nervosismo, o estresse do momento, a pressão. Eu particularmente acho muito bom, acho que é um calmante natural mesmo. E é mais de uma garrafinha durante a prova. Faz muito bem mesmo.”

A nutricionista do Ministério da Saúde Maria da Penha Ferrer explica que a água faz o organismo funcionar melhor, inclusive o cérebro. É por isso que ela ajuda na hora das provas. “Porque você se hidratando bem faz com que seu organismo funcione melhor, inclusive as funções cerebrais. Então, isso dá mais tranquilidade, dá mais condições até para o cérebro trabalhar, inclusive acaba fazendo bem ao organismo inteiro por isso que dá essa sensação de bem-estar, uma sensação de tranquilidade porque a pessoa está bem hidratada, ela tem o seu organismo funcionando plenamente, melhorando assim todas as suas funções.”

A nutricionista lembra que a água é um nutriente essencial para vida porque regula a temperatura do corpo, ajuda a transportar nutrientes, a eliminar substâncias tóxicas e participa da digestão, da respiração e dos sistemas cardiovascular e renal.

FONTE: Blog da Saúde, 10/07/2012

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Revista do Hospital das Clínicas de São Paulo aumenta fator de impacto

Publicação se tornou a segunda mais importante em ciências médicas
 do Brasil e da América Latina (HC)

A revista Clinics, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), passou a ser a segunda publicação mais importante de ciências médicas do Brasil e da América Latina.

A constatação foi feita pela Thomson Reuters, que mede as citações de artigos (fator de impacto) de publicações científicas de circulação mundial.

De acordo com a empresa, o fator de impacto da publicação brasileira saltou de 1,4 em 2010 para 2,058 em 2011, atrás somente da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.

Editada em inglês, a revista científica brasileira conta com um grupo internacional de revisores de todos os continentes, sendo 36 médicos editores de área e 45 médicos como conselheiros editoriais.

A revista tem periodicidade mensal e está indexada nos principais meios de acesso científico mundial, como LILACS, PubMed (Medline), PubMed Central, Science Citation Index Expanded (ISI Web of Knowledge), Scopus, Qualis/Capes (classificada como jornal de medicina de circulação internacional) e Ulrich´s Periodical Directory.

“A revista é respeitada pela comunidade científica mundial, publicada eletronicamente e totalmente em inglês” disse Mauricio Rocha e Silva, editor da revista.

 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

UFBA lança o e-book: A medicina na era da informação


       O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia, acaba de lançar o e-book A medicina na era da informação, organizado pelos professores Zeny Duarte e Lúcio Farias. O e-book reúne textos que dialogam autores brasileiros e portugueses acerca da investigação de fenômenos que integram os "olhares" entre a Medicina e a Ciência da Informação.

Participação da OPAS/OMS na Conferência Rio +20

         
  
       A Diretora-Geral da OMS, Margaret Chan, e o Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, participaram em um painel durante a Rio+20 onde foi discutido o tema da cobertura universal em saúde. Ambos fizeram uma observação unânime: a conferência foi uma vitória para a saúde. Houve um grande progresso considerando o documento inicial, no qual a saúde estava praticamente ausente, e o documento final, no qual a saúde tem sua própria seção (parágrafos 138 a 146). A saúde também aparece de forma explícita em seções referentes à economia verde; pobreza e desenvolvimento rural; água e saneamento; energia; transporte; igualdade de acesso; tecnologias; produtos químicos; cidades e assentamentos; e diversidade biológica.

      Durante a Rio+20 diversos temas importante para a saúde foram discutidos.

      Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)

     Este foi provavelmente o tema mais mencionado nos diversos eventos. A conclusão é renovar esforços em direção ao cumprimento dos ODM até 2015. Entretanto, o trabalho deverá ser intensificado para a identificação de objetivos, metas e indicadores de desenvolvimento sustentável em um futuro próximo. Será estabelecido um grupo de trabalho com 30 membros, que representarão as 5 regiões das Nações Unidas. A OMS está liderando um esforço para identificar indicadores relevantes à saúde como proposta aos ODSs.

Clique aqui e acesse o documento completo da Conferência 

Para maiores informações sobre o tema clique aqui.

FONTE: Organização Pan-Americana da Saúde

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terça-feira, 3 de julho de 2012

Nova data de demonstração de acesso ao AccessMedicine, AccessPharmacy e Primal Pictures

      
       Informamos nova data de demonstração de acesso às bases de dados:  AccessMedicine, AccessPharmacy e Primal Pictures, previamente agendado para a última segunda-feira pela manhã, mas cancelado por um imprevisto.

    Ficou agendado para:

Sexta-feira, 6/07 às 15h30min
 Sala de videoconferência, no quinto andar da Universidade     


         Não deixe de participar!!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Um atlas público do cérebro

          Imagens de um caso clássico da literatura médica, feitas por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, estarão disponíveis on-line a partir de setembro em uma das iniciativas mais inovadoras do mundo.

O atlas permite visualizar o cérebro em três dimensões e fazer aproximações que chegam ao nível celular. (imagem: Observatório do Cérebro)

          Imagine conhecer um cérebro por dentro e navegar pelas reentrâncias desse complexo órgão, podendo ampliar detalhes e estudar áreas específicas de seu interesse. Não, não é preciso imaginar; basta entrar na página virtual do Observatório do Cérebro, da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA), para ter uma prévia desse atlas cerebral on-line, que estará disponível gratuitamente para o público a partir de setembro deste ano.

          O cérebro que poderá ser visualizado é o do norte-americano Henry Gustav Molaison (1926-2008), que se submeteu no verão de 1953 a uma cirurgia para tentar reduzir suas sucessivas crises de epilepsia. A intervenção melhorou as convulsões, mas provocou uma lesão no hipotálamo que afetou definitivamente sua memória, ao ponto de ele não lembrar de nada de sua vida pregressa, nem mesmo dos pequenos atos que acabavam de acontecer. O caso de Henry é um clássico na história da neurologia.

Para construir o atlas cerebral, o órgão foi cortado em 240 finas fatias, arquivadas em lâminas no Observatório do Cérebro. “O processo requer muito cuidado, como o trabalho de um relojoeiro”, conta o neuroanatomista ítalo-americano Jacopo Annese, diretor do observatório. “Seria pouco prático enviar as lâminas para estudo de outros grupos de pesquisa em todo o mundo; por isso, tivemos a ideia de digitalizar a informação e disponibilizar esses dados. Mas é muito importante conservarmos os cortes originais, porque, no futuro, a resolução poderá ser ainda maior, levando a novas descobertas.”

          Foram feitas imagens de ressonância magnética e de microscopia de cada corte em diferentes níveis de resolução, de modo que, quem for navegar pela página poderá visualizar o cérebro em três dimensões e fazer aproximações com o mouse, concentrando-se em uma área específica, para estudar o órgão em nível anatômico ou mesmo celular.



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Acesse o site do The Brain Observatory

FONTE: Ciência Hoje, 28/06/2012

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