quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Portal de Periódicos da Capes disponibiliza acesso a e-books



         
          A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) implementou um novo recurso na página inicial do Portal de Periódicos. Além das pesquisas por assunto, periódico e base, os usuários podem consultar os e-books assinados pela Capes por meio da busca por livros.


           A nova funcionalidade permite explorar com facilidade os livros eletrônicos disponíveis no Portal de Periódicos. É necessário digitar o título do livro ou selecionar uma letra na lista alfabética. A ferramenta recupera as informações num universo de mais de 150.000 livros cadastrados, com títulos tanto em inglês quanto em português.


          Assim como nos outros tipos de pesquisa do Portal, a busca por livros também oferece a opção de busca avançada. Essa alternativa permite realizar uma consulta mais específica por uma palavra no título, autor, editor ou ISBN (sistema internacional de identificação numérica de livros). O usuário encontra dez possibilidades na lista de editores que fornecem publicações nas diversas áreas do conhecimento.


        A Capes assinou recentemente novos livros eletrônicos. São 164 e-books da Sociedade Internacional em Óptica e Fotônica (SPIE) acessados pela SPIE Digital Library. Livros da editora Elsevier, 40 títulos em português e 28 em inglês, ampliando a coleção disponível no Portal pela base ScienceDirect. Outra novidade são os 265 e-books do Computers & Applied Sciences Complete (CASC) na área de Ciência da Computação, Informação e Tecnologia.


Fabrícia Carina Souza Araújo

FONTE: Portal da Capes, 13/09/2012

Exposição celebra Dia Nacional do Doador de Órgãos


Foto: Dierli Santos/Santa Casa

          Começou  na terça-feira, 25 de setembro, a exposição itinerante A Jornada de um Sonho, promovida pelo Hospital Dom Vicente Scherer, unidade de transplantes da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, e realizada em alusão ao Dia Nacional do Doador de Órgãos, celebrado no dia de hoje (27).

          A exposição acontece no saguão do Hospital Dom Vicente Scherer até 21/10, passa pelo Shopping Total entre os dias 22/10 e 4/11, e no Bourbon Country de 23/11 a 2/12, e conta a história do único hospital do Brasil exclusivo para transplantes de órgãos e tecidos.


Número de transplantes de órgãos realizados no país cresce 12,7% em 2012



Johanna Nublat
de Brasília
 
O Ministério da Saúde apresentou, nesta quinta-feira, dia nacional dos transplantes, o balanço das doações e cirurgias feitas no primeiro semestre de 2012.
Os dados mostram mostram que o número de transplantes cresceu 12,7% nos seis primeiros meses do ano comparados com o mesmo período de 2011, passando de 10.905 para 12.342.

O maior aumento registrado foi no transplante de pulmão, que dobrou entre 2011 e 2012 --foram 49 no ano passado inteiro e 30 no primeiro semestre de 2012. O de coração, segundo maior percentual de aumento, cresceu 29%, passando para 108 nos seis primeiros meses deste ano.

A maior alta de cirurgias foi registrada no Estado do Acre, com 1.033% de aumento. Esse Estado, no entanto, foi o que teve o menor número de transplantes em 2012. No primeiro semestre deste ano, o Estado realizou 34: quatro de rim e 30 de córnea.

Já São Paulo foi a unidade da federação que registrou o maior número de cirurgias -- 4.783 das 12.342 feitas no país.

Segundo o ministro Alexandre Padilha (Saúde), o país deve alcançar este ano a meta de aumento de doações de órgãos prevista para 2013. O primeiro semestre fechou com a taxa de 12,8 doadores de órgãos para cada um milhão de população. A meta prevista para 2012 era 12, e a de 2013 é de 13.

Apesar do aumento, ainda há 19 mil pessoas na fila para transplante de fígado, disse o ministro. Essa é a maior fila de espera para um órgão no país. No primeiro semestre do ano, 801 transplantes de fígado foram feitos.

Padilha apontou dois gargalos do atual sistema de transplantes: a sensibilização das famílias de potenciais doadores e a necessidade de melhorar a estrutura de captação e de transplantes.

TUTORIA

Padilha assinou, nesta quinta, uma portaria para instituir ajuda financeira a centros de referência em transplantes que funcionem de tutores de serviços públicos que não fazem hoje transplantes. A ideia é priorizar a instalação de novos centros de transplantes no Norte e no Nordeste e no interior das demais regiões.

Países da América Latina e países de língua portuguesa, especialmente africanos, também poderão ser beneficiados dessa tutoria.

Serão R$ 10 milhões gastos este ano com essa finalidade, de acordo com o ministro.

FONTE: Folha.com, 27/09/2012.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Médicos sem Fronteiras lança relatório sobre doenças negligenciadas



Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil


Cerca de 500 mil pessoas, quase todas muito pobres, morrem anualmente de 17 tipos de doenças tropicais negligenciadas pelas autoridades nacionais e internacionais e pela indústria farmacêutica. A informação faz parte do relatório Combatendo a Negligência, documento lançado hoje (26) pela organização humanitária Médicos sem Fronteiras (MSF). Segundo o documento, é possível reverter esse quadro com estratégias inovadoras de diagnóstico e controle, desenvolvidas ao longo dos 25 anos de trabalho da organização na América Latina, África Subsaariana, Sul da Ásia e no Cáucaso.

O estudo foi apresentado durante o 18º Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária e teve como foco o combate a três das enfermidades com menos investimentos por parte de doadores internacionais e dos países afetados: doença de Chagas, doença do sono e calazar, enfermidades altamente tratáveis e curáveis e causadas por parasitas Tritryps.

Para a consultora do MSF para doenças negligenciadas, Gemma Ortiz Genovese, que coordenou a produção do relatório, não há desculpas para que os governos não implementem e aumentem os programas e investimentos em pesquisas para essas doenças que têm tratamentos obsoletos e ainda não têm vacinas comercialmente disponíveis.

“Essas três enfermidades são sempre excluídas de financiamento para pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos, porque alegam que é muito caro e difícil tratar e que faltam ferramentas”, disse a especialista.

“Nós demonstramos que essas três doenças matam as populações mais pobres e podem ser tratadas. Esperamos, com esse relatório, que a Organização Mundial da Saúde [OMS] reveja sua posição e influencie os doadores a investirem mais em programas nacionais e em pesquisas para combater essas doenças”, completou.


Das três doenças, a de Chagas é a única endêmica entre algumas das populações mais pobres da América do Sul, sobretudo, na Bolívia e no Paraguai. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 5 mil pessoas morrem anualmente em decorrência da infecção causada pelo parasita que é transmitido pelos mosquitos barbeiros. Cerca de 2 milhões de brasileiros estão infectados com a doença de Chagas, embora 90% desse total não tenham sido diagnosticados.

A técnica em doenças emergentes da MSF, Lucia Brum, explicou que o governo brasileiro é pioneiro em pesquisa de doenças tropicais. Entretanto, quando o assunto é diagnóstico e tratamento da doença de Chagas, a atuação brasileira ainda é muito tímida.

“No Brasil só é obrigatória a notificação de casos agudos e o protocolo nacional, do ponto de vista de saúde pública, diz que o tratamento só deve ser oferecido a pessoas com infecção até 12 anos. Achamos que é um direito humano ter acesso ao diagnóstico a esse tratamento, apesar das limitações, efeitos adversos, complicações durante o tratamento que é longo e com efeitos adversos”, disse a médica.

Segundo Lucia Brum, o Brasil enfrenta agora um novo desafio que é a infecção por alimentos. “Houve uma transição epidemiológica. A infecção dentro das casas está controlada, mas o barbeiro passa a invadir fontes alimentares, como o açaí e a cana-de-açúcar, por exemplo. E ainda existe a transmissão congênita e por transfusão de sangue e transplante de órgãos.”

Os medicamentos usados para o tratamento da doença de Chagas foram desenvolvidos nas décadas de 60 e 70. Até o ano passado, o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco era o único fabricante de Benzonidazol, principal medicamento para tratamento da doença de Chagas. Recentemente, a Argentina passou a produzir o medicamento e o Brasil começou a fabricar a versão pediátrica.

Segundo a Médicos sem Fronteiras, os Estados Unidos e a Europa recentemente se opuseram, na OMS, à tentativa de dar às inovações médicas para doenças negligenciadas um novo caráter, que priorize os pacientes nos países pobres.

“Não há interesse por parte da indústria de insumos médicos, pois essa população afetada não tem poder aquisitivo para comprar esses remédios. Cerca de 90% dos investimentos em pesquisa são em cosméticos e apenas 0,1% vão para as doenças negligenciadas que afetam 80% da população mundial. Quando falamos de doenças negligenciadas, falamos de pessoas negligenciadas. Por isso os governos precisam atuar mais para amplificar os programas de prevenção e combate às doenças tropicais”, disse Lucia Brum.

Edição: Lílian Beraldo

FONTE: Agência Brasil, 26/09/2012

Ministério da Saúde lança diretrizes para melhorar atendimento a pessoas com síndrome de Down

Os atores Ariel Goldenberg, Rita Pokk e Breno Viola (da esq. para a dir.)  receberam o Prêmio Especial do Júri na categoria longa-metragem brasileiro pelo filme "Colegas" no 40º Festival de Cinema de Gramado

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil


       O Ministério da Saúde lançou hoje (26) as Diretrizes de Atenção a Pessoa com Síndrome de Down. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que apresentou o documento no Rio de Janeiro, o objetivo é ampliar o conhecimento dos profissionais de saúde acerca da doença, a fim de melhorar o atendimento médico a pacientes que tenham a síndrome.

“É como se fosse um protocolo, um manual para que os profissionais de saúde saibam como diagnosticar, lidar e acompanhar pessoas que têm síndrome de Down. Eles passam a ter uma orientação clara do Ministério da Saúde. É muito importante que os profissionais de saúde saibam, por exemplo, que às vezes [os portadores da síndrome] são pessoas que têm tendência à obesidade, que são pessoas que têm mais propensão a ter problemas do coração”, disse Padilha.

As diretrizes, cujo documento pode ser baixado do site do ministério, contêm informações sobre os efeitos da síndrome desde a infância até a idade adulta, os cuidados necessários em cada fase da pessoa, o histórico da doença e até a melhor forma de lidar com os pais e os pacientes.

Mãe de Beatriz, uma menina de dois anos que tem síndrome de Down, Maria Antônia Goulart começou um projeto chamado Movimento Down depois de perceber que faltavam informações sobre a doença. “Muitas vezes, a gente não sabe o que fazer nem a hora que tem que fazer e acabam ficando muito na auto-ajuda, sem orientações claras de como proceder”, disse.

Segundo ela, ainda há muito a ser feito no país, principalmente na estruturação da rede de atendimento a pessoas com deficiência. “A gente tem uma carência na rede de serviços que precisa ser resolvida, precisamos discutir com o Ministério e acompanhar o Plano Viver sem Limites [do governo federal, voltado para pessoas com deficiência], porque, de fato, o custo é muito alto [para a família]. Desde o nascimento até a idade adulta, são muitas as terapias e os exames que precisam ser garantidos. É algo que a gente precisa avançar”, disse.

Além das diretrizes, ainda foi lançada uma cartilha voltada às próprias pessoas com síndrome de Down, também disponível no site do Ministério da Saúde. Em linguagem simples, a cartilha apresenta a síndrome e mostra os efeitos que ela tem na vida de cada um.

“Antigamente, tratavam a gente como mongolóide. A gente não quer isso. A gente quer se igual a todos. Ter um cromossomo a mais não nos impede de sermos iguais aos outros”, afirma o ator Breno Viola, de 31 anos, que tem síndrome de Down e atuou em Colegas, escolhido melhor filme do Festival de Gramado deste ano, que trata, justamente, da síndrome.

O ministro Alexandre Padilha informou que o ministério divulgará também diretrizes para outros tipos de deficiência, como paralisia cerebral, autismo e deficiências físicas decorrentes de traumas. Segundo ele, há um esforço do governo, através do Plano Viver sem Limites, de melhorar as redes de saúde e assistência social para atender a essas pessoas.

Edição: Davi Oliveira

Acesse aqui:

Diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down

Cuidados de Saúde à Pessoas com Síndrome de Down (versão acessível) 

FONTE: Agência Brasil, 26/09/2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Fundação Bill & Melinda Gates seleciona projetos inovadores de saúde em parceria com as FAPs


Seleção de projetos inovadores na área da saúde

          Uma boa ideia na cabeça, duas páginas de inscrição e é tudo o que você precisa para concorrer ao financiamento de 150 a 200 mil dólares oferecido pela Fundação Bill & Melinda Gates em parceria com as FAPs (Fundações Estaduais de Amparo a Pesquisa) de 17 estados brasileiros. O Grand Challanges Explorations (GCE) é um programa de financiamento para indivíduos com ideias inovadoras e arrojadas para solucionar grandes desafios na área de saúde, agricultura e desenvolvimento.

          Lançado pela Fundação Bill & Melinda Gates em 2008, o GCE já financiou mais de 700 pesquisadores de 45 países. Desde seu início, inúmeros brasileiros já concorreram, mas apenas três foram contemplados. "O Brasil tem uma grande capacidade inovadora, com um número expressivo de artigos científicos publicados", disse Steve Buchsbaum, Diretor Adjunto de Descoberta e Pesquisa Translacional da Fundação Bill & Melinda Gates. "Com esta parceria com as FAPs, queremos estimular uma participação maior de inovadores brasileiros que apresentem ideias fortemente promissoras".

          O GCE está aberto a pesquisadores de diferentes áreas e níveis de experiências: estudantes, professores, Ph.D. e cientistas das mais diversas organizações tais como universidades, laboratórios públicos, instituições de pesquisa, organizações sem fins lucrativos e empresas privadas.

          A inscrição é feita online e o candidato preenche apenas duas páginas de apresentação da proposta. Não há necessidade de enviar dados preliminares ou comprovação de sucesso. O projeto precisa apenas ser novo e com potencial de provocar uma mudança significativa. Os selecionados serão conhecidos no início de 2013 e receberão 100 mil dólares da Fundação Bill & Melinda Gates para sua execução, mais um complemento de 50 a 100 mil dólares das FAPs parceiras. Os projetos bem sucedidos com os recursos iniciais terão a oportunidade de concorrer a um financiamento adicional de até 1 milhão de dólares.

          "Este é mais um importante instrumento de apoio à inovação e acreditamos que essa complementação de financiamento oferecida pelas FAPs reflete a confiança que temos na capacidade dos cientistas brasileiros em contribuir para a saúde global", afirma o Professor Mario Neto, presidente da FAPEMIG e da CONFAP, a Confederação Nacional das FAPs.

          O GCE realiza duas chamadas públicas por ano e contempla aproximadamente 80 projetos a cada rodada. Esta chamada receberá propostas entre os dias 5 de setembro e 7 de novembro de 2012. A cada rodada, 4 a 6 desafios são apresentados em busca de soluções originais. Para a 10ª rodada as propostas devem se enquadrar nos tópicos abaixo:

• Novas Abordagens para a Investigação de Compostos Antimalária;

• Projetos de Cooperação Funcionam. Conte Isso para Todo Mundo;

• Novas Abordagens em Sistemas Modelo, Diagnósticos e Medicamentos para Doenças Tropicais Negligenciadas Específicas;

• Inovações que Facilitem o Trabalho de Mulheres em Pequenas Lavouras.

          Para ter acesso a descrição completa dos tópicos e outras informações visite nossa página em português: www.grandchallenges.org/bre


Antes de enviar a proposta, o candidato deve criar uma conta no site do GCE: www.gce.gatesfoundation.org


FONTE: FAPERGS, 21/09/2012

CineBancários exibe Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência


        A inclusão de pessoas com deficiência é a proposta de Assim Vivemos, Festival de Cinema inteiramente dedicado ao tema, que chegou a sua quinta edição e pela segunda vez realiza-se no Rio Grande do Sul. Único do gênero no Brasil, o evento tem na sua programação filmes nacionais e internacionais, com 18 produções de países como Rússia, Alemanha, Brasil, Suíça e Moçambique, compondo um painel multicultural, sob a ótica da inserção social. 
        De 25 a 30 de setembro, a programação movimenta a capital gaúcha com exibições no CineBancários e debates sobre "Educação Inclusiva" e "Síndrome de Down: Trabalho e Vida Adulta”, que promovem o encontro e o diálogo entre pessoas com deficiências, profissionais da área e cineastas.

       Além de Porto Alegre, o Assim Vivemos terá apresentações em Pelotas, de 2 a 4 de outubro, e Santa Cruz, de 8 a 10 de outubro. Nesta edição, os filmes revelam universos singulares, como Incluindo Samuel, dos Estados Unidos, que coloca em foco a educação inclusiva; Quando Brilha um Raio de Luz, do Irã, que mostra a bela relação de companheirismo entre duas irmãs e Cidade Down, da Polônia, que acompanha a realização de um ensaio fotográfico com jovens com síndrome de Down. Entre os destaques brasileiros, os filmes Aloha de Paula Maia dos Santos, curta realizado em 2010 sobre o surf como um esporte de inclusão e Dois Mundos de Thereza Jessouroun, sobre surdos com implantes cocleares.

     Seguindo iniciativa que marca as cinco edições, o Assim Vivemos oferece todas as opções de acessibilidade: audiodescrição e catálogos em Braille para deficientes visuais, legendas Closed Caption, interpretação em LIBRAS nos debates para deficientes auditivos e acesso para cadeirantes. O Festival teve sua primeira edição em 2003 no Rio de Janeiro e em Brasília e acontece a cada dois anos. Todas as sessões e debates têm entrada franca.

Assim Vivemos - 5° Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência


De 25 a 30 de setembro, 2ª edição em Porto Alegre
No CineBancários (Rua General Câmara, 424)
Classificação indicativa: livre - Entrada franca
Patrocínio: Petrobras, Ministério da Cultura e Governo Federal

Longas-metragens da programação

Além da luz
Cidade Down
De corpo e alma 
História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil
Incluindo Samuel  

Veja a programação completa em http://www.assimvivemos.com.br 


FONTE: Cine Bancários - uma janela para o Brasil, 21/09/2012  


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11ª edição da Feira de Troca de Livros ocorre na Redenção



       Livro lido não precisa ficar pegando poeira na estante. No dia 30 de setembro, venha participar da 11ª edição da Feira de Troca de Livros de Porto Alegre, que ocorre das 10h às 17h no Parque da Redenção. O evento, organizado pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre através da Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, incentiva o público a trocar os livros já lidos por títulos ainda inexplorados pelo leitor.

     A troca de livros, além de fornecer novas chances de leitura aos participantes, também ajuda a diversificar o acervo das mais de 15 bibliotecas da região da Grande Porto Alegre que participam do evento. A Feira de Troca conta com centenas de publicações disponíveis para serem trocadas pelas mais de 10 mil pessoas que frequentam o evento anualmente.

    Em caso de chuva, o evento será realizado normalmente, pois haverá uma estrutura protetora para os livros e leitores. Portanto, traga a mochila, ecobag, sacola ou carrinho para carregar toda sua carga literária. A carteira, o cartão de crédito e o dinheiro podem , desta vez, ficar em casa.

O QUE: 11ª Feira de Troca de Livros de Porto Alegre
QUANDO: 30 de setembro (domingo), das 10h às 17h.
ONDE: Parque Farroupilha (próximo ao Monumento ao Expedicionário).
INFORMAÇÕES: 3289 8079 / 3289 8078.


FONTE: Coordenação do Livro e Literatura, 14/09/2012

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Como o exercício melhora o cérebro é matéria principal da IstoÉ desta semana


Pesquisas revelam que a atividade física melhora concentração, memória, aprendizagem e estimula o nascimento de neurônios

Mônica Tarantino e Monique Oliveira
 
     Não é segredo que a atividade física produz inúmeros benefícios para o corpo, mas agora a ciência reuniu provas suficientes para adicionar um novo e poderoso efeito à sua lista de ações positivas: o aprimoramento do cérebro. As mais recentes descobertas indicam que a prática regular de exercícios ajuda a pensar com mais clareza, melhora a memória e proporciona um grande ganho na aprendizagem. Novos estudos sugerem que as mudanças podem ser ainda maiores, alterando a própria estrutura do órgão ao incentivar o nascimento e o desenvolvimento de neurônios.
 
     Essas conclusões são de uma ampla revisão de pesquisas que acaba de ser divulgada nos Estados Unidos por uma das mais renomadas cientistas no campo da neurogênese, Henriette van Praag (Ph.D), do Laboratório de Neurociências do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Henriette e seus colaboradores afirmam que há maior produção de neurônios e um aumento das substâncias que atuam na nutrição e desenvolvimento dessas células em animais submetidos a exercícios regulares. O trabalho foi publicado pela revista “Current Topics in Behavioral Neurosciences”. A cientista detectou ainda que o exercício aumenta a capacidade do cérebro de se adaptar e criar novas conexões, a chamada neuroplasticidade. Em estudos com ressonância magnética feitos em indivíduos foi possível também observar que quem se exercita regularmente produz uma intensa atividade no hipocampo. Essa região cerebral está relacionada à memória e à aprendizagem, e lá estão armazenadas as células-tronco que darão origem aos novos neurônios.
 
     Leia matéria completa aqui ou na Revista disponível para leitura na Biblioteca.
 
FONTE: IstoÉ, 26/09/2012
 
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Publicação científica revela novo tipo de doença no Brasil



Um dos periódicos mais conceituados sobre imunologia, o "Journal of Clinical Immunology" irá publicar uma pesquisa brasileira sobre um novo tipo de doença, a tireoidite química autoimune.

O estudo, da professora de endocrinologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André (SP), Maria Angela Zaccarelli Marino, analisou 6.306 pacientes, com idade entre 5 e 78 anos, durante 15 anos que moram na capital paulista e em quatro cidades do Grande ABC.

O resultado sugere a descoberta do novo tipo de doença.

A pesquisa começou após a constatação de muitos casos de tireoidite crônica autoimune na divisa entre Santo André, Mauá e São Paulo, onde estão instaladas indústrias do setor petroquímico.

INDÚSTRIA PETROQUÍMICA

Entre 1989 e 2004, os moradores estudados foram acompanhados em consultas médicas e exames laboratoriais de sangue com dosagens dos hormônios tireoidianos.

De acordo com a pesquisadora, os pacientes foram divididos em dois grupos segundo o local de moradia.


Na região próxima ao parque industrial petroquímico, estavam 3.356 pacientes do grupo 1.

O grupo 2 foi composto por 2.950 de uma região afastada de área industrial.

Os resultados mostraram que, em 1992, somente 2,5% da população do grupo 1 sofriam de tireoidite crônica autoimune. Em 2001, o mesmo grupo já apresentava taxa de 57,6%.

Já a população que vivia longe da área químico-industrial não teve aumento significativo no período. Na comparação geral dos 15 anos, o grupo 1 apresentou 905 pacientes com a doença, contra somente 173 do grupo 2.

A região que concentra as indústrias petroquímicas tinha cinco vezes mais casos de tireoidite crônica autoimune na comparação com a área residencial estudada.

CRÔNICA

Os resultados levaram a pesquisadora a sugerir o novo tipo de doença: a tireoidite química autoimune, ligada a fatores ambientais, principalmente à poluição por agentes químicos.


"A poluição pode ser o fator desencadeante para formação de anticorpos antitireoideanos, que são substâncias que agridem a glândula tireoide ocasionando a tireoidite crônica autoimune. Os poluentes funcionariam como gatilho para desencadear o problema", detalha Dra. Maria Angela.  


A pesquisadora alerta que a tireoidite crônica autoimune está relacionada com outras doenças autoimunes, como a esclerose múltipla, artrite reumatoide, diabetes tipo 1, hepatite crônica autoimune, vitiligo e lúpus eritematoso sistêmico.

"Em crianças, o aumento de casos de tireoidite crônica autoimune foi acima de 40% no período estudado. São dados preocupantes, visto que a doença é a maior causa de hipotireoidismo primário, que se não for tratado adequadamente pode levar a danos irreversíveis".

FONTE: Folha.com. 23/09/2012

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Livro discute a importância do prontuário do paciente

Obra propõe modelo de documento que facilite a comunicação entre as unidades
 de saúde e a equipe multiprofissional responsável pelo atendimento
Por Karina Toledo

Agência FAPESP – Longe de ser apenas uma burocracia a ser cumprida, o prontuário do paciente pode ser um instrumento valioso para melhorar a qualidade da assistência e da gestão em saúde, além de uma fonte rica para a pesquisa científica.


Mas para que esses objetivos sejam alcançados, médicos e demais membros da equipe multiprofissional que presta o atendimento precisam produzir corretamente o prontuário, fazendo uso das novas tecnologias, respeitando aspectos éticos e contemplando questões físicas, psicológicas e sociais do paciente.

O tema é discutido pelos professores Maria Cristiane Barbosa Galvão, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), e Ivan Luiz Marques Ricarte, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC-Unicamp), no livro Prontuário do Paciente, lançado em agosto pelo Grupo Editorial Nacional.

“Com base no conceito de integralidade da assistência à saúde, a obra propõe um modelo de prontuário que facilite a troca de informações entre as instituições e entre os profissionais que prestam o atendimento. No contexto do século 21, não podemos mais pensar no médico trabalhando de forma isolada”, disse Galvão.


Segundo os autores, o prontuário deve abarcar conteúdos produzidos por fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e demais profissionais de saúde que participam da assistência. Deve ainda contemplar não apenas o bem-estar físico do paciente, mas também o psicológico e social.

“A obra foi construída durante um estágio que fizemos na Faculdade de Medicina da McGill University, Canadá, com bolsa da FAPESP. Como cada área tem a sua particularidade, contamos com a ajuda de 25 colaboradores de diversas instituições”, afirmou Galvão.

Na primeira parte, é discutido o benefício da informatização e questões de segurança da informação, formas de coleta, organização e acesso aos conteúdos, além de normas de referência para a padronização do prontuário. Em seguida, são abordados aspectos éticos sobre a troca de informações de caráter privado, com base em declarações internacionais e legislações nacionais relacionadas ao direito à informação em saúde.

A  terceira parte discute a importância do prontuário para a gestão da saúde. “Se produzido adequadamente, esse documento pode ser uma rica fonte de dados para auxiliar gestores de unidades de saúde, secretários de saúde e os próprios ministros de saúde na elaboração de políticas públicas”, afirmou Galvão.

Já a quarta parte apresenta as diferentes perspectivas para o prontuário médico dentro da equipe multiprofissional e a quinta parte fala sobre a importância desses registros para a pesquisa e inteligência epidemiológica, bem como para a pesquisa clínica.

Por último, são apresentados mais de 250 questões e exercícios com o objetivo de fomentar discussões em cursos de graduação, pós-graduação, extensão e educação continuada, além de motivar o desenvolvimento de projetos de pesquisa relacionados à temática do prontuário do paciente.



Prontuário do Paciente
Autores: Maria Cristiane Barbosa Galvão e Ivan Luiz Marques Ricarte
Lançamento: agosto de 2012
Páginas: 344
Preço: R$ 85,00


FONTEAgência FAPESP, 20/09/2012

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Cientistas de Brasília ganham prêmio nos EUA por pesquisa sobre aborto


Sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em Washinghton
Renata Mariz

Dois cientistas de Brasília receberam na segunda-feira (17/09), em Washington, nos Estados Unidos, o prêmio mais importante sobre saúde pública nas Américas. Oferecido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o Fred L. Soper à Excelência em Literatura sobre Saúde Pública reconheceu, neste ano, como o melhor trabalho publicado no meio científico especializado o estudo Aborto no Brasil: uma pesquisa domiciliar com técnica de urna, de autoria do economista e sociólogo Marcelo Medeiros e da antrópologa Debora Diniz, ambos professores da Universidade de Brasília (UnB). Entre os méritos do trabalho, financiado pelo Ministério da Saúde, está a identificação da magnitude do aborto no país.

Constatou-se de forma confiável, pela primeira vez no Brasil, que uma em cada cinco mulheres aos 40 anos já interrompeu a gravidez ao menos uma vez na vida. Metade delas teve de ser internada. “Esses resultados tiraram o debate de uma discussão moral para uma constatação científica, colocando-o na pauta da saúde pública”, diz Medeiros. Até então, não havia estatística confiável sobre o assunto. Costumava-se usar o número de 200 mil curetagens feitas no SUS por ano, multiplicando-as por cinco para estimar o fenômeno do aborto. “O dado era frágil, obtido por um método indireto. Nosso estudo funciona como uma pedra fundamental nesse tema porque traz um dado definitivo e uma metodologia confiável”, explica Debora.

A metodologia foi o item mais trabalhoso na pesquisa, que durou dois anos. Era preciso convencer as mulheres a contar se fizeram aborto, um tema delicado por si só, ainda mais em um país onde a prática é considerada crime. Dessa dificuldade surgiu a ideia de usar a técnica de urna. As entrevistadas respondiam a um rápido questionário sociodemográfico oral e, depois, nos moldes de uma eleição, recebiam uma cédula com cinco perguntas específicas a respeito da interrupção da gravidez. Preenchiam o papel e o depositavam na urna vedada. Explicando assim, pode até parecer uma metodologia simplória, mas, na prática, as dificuldades começaram bem antes do trabalho de campo, que alcançou 2 mil entrevistadas em todo o Brasil, exceto em uma parte da área rural.

 
O Prêmio
 
Criado em 1990, o Prêmio Fred L. Soper à Excelência em Literatura sobre Saúde reconhece artigos de destaques e suas as contribuições significativas para o corpo de literatura sobre saúde nas Américas. A excelência em pesquisa na área médica e saúde pública e a excelência em escrever tais resultados são, entre outros, fatores de grande importância na promoção da saúde nas Américas. Informações sobre o quadro atual da saúde, tendências, doenças, tratamentos e sistemas de distribuição são críticos para o planejamento, execução e avaliação de políticas e programas de saúde pública.

O Prêmio Fred L. Soper à Excelência em Literatura sobre Saúde promove o mais alto padrão em pesquisa, mais especificamente pesquisas de alto impacto e longo alcance regional na América Latina.

Leia a reportagem completa aqui.

FONTE: Correio Braziliense, 18/09/2012

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Semana do Farmacêutico


        O Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF-RS) promove, de 24 a 30 de setembro, a primeira edição da Semana do Farmacêutico, em Porto Alegre. A programação terá palestras e mesas-redondas na UFRGS, na PUCRS, no IPA e no próprio CRF-RS.
       As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail assecom@crfrs.org.br ou pelo telefone (51) 3027-7541.

Saiba mais:
O objetivo do encontro é discutir temas como tendências, desafios da profissão, legislação e pesquisa na área.

Para saber a programação e dados necessários para a inscrição, clique aqui.

FONTE: Zero Hora, p. 46

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Estudo mostra conexão entre abuso de álcool e AVC hemorrágico

Pesquisa realizada na França mostra que os indivíduos que bebem mais que três doses de bebidas alcoólicas por dia correm o risco de sofrer AVC de tipo hemorrágico quase 15 anos mais cedo que os que não fazem uso pesado de álcool.

Agência FAPESP – Uma nova pesquisa realizada na França mostra que indivíduos que bebem mais de três doses de bebidas alcoólicas por dia podem correr o risco de sofrer acidentes vasculares cerebrais (AVC) com uma antecedência de quase 15 anos em comparação com as pessoas que não fazem uso pesado de álcool.

O estudo foi publicado na terça-feira (11/9), na edição impressa da revista Neurology, editada pela Academia Norte-Americana de Neurologia. De acordo com uma das autoras do estudo, Charlotte Cordonnier, da Universidade de Lille-Nord (França), o estudo teve foco nos efeitos a longo prazo do uso abusivo de álcool, em relação à ocorrência de AVCs hemorrágicos.

“O consumo pesado de álcool tem sido identificado de forma consistente como fator de risco para este tipo hemorrágico de AVC, que é causado por um sangramento no cérebro, em vez de um coágulo de sangue como ocorre no AVC isquêmico", disse uma das autoras do estudo, Charlotte Cordonnier, da Universidade de Lille-Nord (França).

O estudo incluiu entrevistas sobre os hábitos de consumo de 540 pessoas com idade média de 71 anos que haviam sofrido AVC com hemorragia intracerebral. Os médicos também entrevistaram os cuidadores e familiares a respeito dos hábitos de consumo dos participantes.

Um total de 137 pessoas – ou 25% do total – apresentou comportamento de consumo pesado de álcool. A definição de consumo pesado corresponde ao consumo de três ou mais doses de bebidas alcóolicas por dia, ou o equivalente a 47,3 mililitros diários de álcool puro. Os participantes também foram submetidos a exames cerebrais de tomografia computacional e seus prontuários médicos foram revisados.

O estudo revelou que os indivíduos que fizeram consumo pesado de álcool sofreram AVC com uma idade média de 60 anos – cerca de 14 anos antes da idade média de idade dos participantes que não faziam consumo pesado de álcool.

Entre os indivíduos com menos de 60 anos que sofreram um AVC na parte profunda do cérebro, os bebedores pesados tinham maior probabilidade de morrer no período de dois anos de acompanhamento do estudo, em comparação com os que não faziam uso pesado do álcool.

"É importante destacar que o consumo de grandes quantidades de álcool contribui para uma forma mais grave de AVC em idade precoce em pessoas que não tinham histórico médico significativo", disse Cordonnier.

O artigo de Charlotte Cordonnier e outros, pode ser lido por assinantes da Neurology em www.neurology.org/


FONTE: Agência FAPESP, 11/09/2012

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Escritório de imigração promove palestra para quem quer trabalhar no Canadá




          A província canadense do Quebec, principal região francófona do país, promove palestra gratuita em Porto Alegre sobre seu programa de imigração.

          O evento ocorre hoje (17) e amanhã (18), a partir das 18h45min e será no auditório do Senac (Rua Coronel Genuíno, 130).




         As inscrições devem ser feitas pelo site http://www.imigrarparaquebec.ca.

         Com o segundo maior PIB do Canadá, o Quebec busca jovens profissionais qualificados para suprir o carente mercado interno de mão de obra. O governo prevê criação de 230 mil novas vagas de emprego nos próximos anos.

Saiba mais
Entre os requisitos para obter o visto de residente permanente estão formação de nível tecnólogo ou universitário, desejável experiência profissional, conhecimento de francês ou disposição em aprendê-lo antes de imigrar e, preferencialmente, idade até 38 anos.

Importante: O governo não garante emprego, mas oferece suporte ao imigrante e seus familiares, com aulas gratuitas de aperfeiçoamento em francês.

 FONTE: Zero Hora, 17/09/2012, p. 34
                Baguete, 13/09/2012 

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Uma viagem ao fundo da mente

Susan Greenfield aborda hoje relação entre cérebro e novas tecnologias de comunicação

Qual o futuro da mente humana? A medicina está perto de encontrar soluções para doenças degenerativas cerebrais? Deixar o filho grudado nos jogos do tablet pode influenciar o desenvolvimento cognitivo?
A ciência tem mais perguntas do que respostas a respeito dos efeitos da tecnologia sobre o cérebro.


Para falar sobre a relação das novas tecnologias de comunicação com a neurociência, a baronesa Susan Greenfield, professora de Oxford e diretora da Royal Institution da Grã-Bretanha, profere conferência no ciclo Fronteiras do Pensamento, às 19h30min de hoje, no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) . Em entrevista a Zero Hora, Susan antecipou que não pretende demonizar a comunicação em rede:

— Não cabe a mim avaliar se os efeitos são positivos ou negativos. Prefiro não emitir julgamentos.


Na palestra, ela planeja expor pesquisas decorrentes do trabalho que realiza há mais de 20 anos no campo da bioquímica e da eletrofisiologia, especialmente as que tratam de doenças degenerativas cerebrais, como Parkinson e Alzheimer.

Para Susan, o cérebro humano é muito sensível ao ambiente. Por isso, é preciso ficar atento aos sintomas que começam a ser notados a partir do uso exagerado de internet, jogos e equipamentos eletrônicos. Esses efeitos, segundo a especialista, afetam não apenas o cérebro, mas principalmente o comportamento social.

Autora combina atividade acadêmica e militância política

Integrante da Câmara dos Lordes, a psicofarmacóloga atua muito além da esfera acadêmica. Como baronesa, sua militância política traz temas sobre a neurocognição e ciência para dentro do parlamento inglês. Como diretora do Institute for the Future of the Mind, promove estudos que exploram os paralelos entre os cérebros dos muito jovens e dos muito idosos e sua vulnerabilidade à tecnologia, à manipulação química e a doenças. Também é fundadora da instituição beneficente Science for Humanity, rede de cientistas que colabora para a criação de soluções para problemas cotidianos.


Com pelo menos meia dúzia de livros sobre neurociência, Susan ganhou reconhecimento principalmente pelas obras Jornada aos Centros da Mente Rumo à Ciência da Consciência (1995), Vida Privada do Cérebro (2000) e As Pessoas de Amanhã (2003).

O Fronteiras do Pensamento Porto Alegre é apresentado pela Braskem e tem patrocínio de Unimed Porto Alegre, Natura, Gerdau e Grupo RBS. O projeto conta com parceria da UFRGS, apoio da Petrobras no módulo educacional e parceria cultural de Unisinos, prefeitura de Porto Alegre e governo do Estado do Rio Grande do Sul.


Serviço
O que: Susan Greenfield no Fronteiras do Pensamento
Quando: hoje, às 19h30min
Onde: Salão de Atos da Ufrgs (Av. Paulo Gama, 110)
Informações: (51) 3019 -2326


FONTE: Zero Hora, 17/09/2012, p. 27

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

13 de setembro - Dia Internacional da Sepse


Brasil tem uma das maiores taxas do mundo de morte por infecção generalizada
55% dos pacientes acometidos vão a óbito.
 
             13 de Setembro é o Dia Internacional da Sepse, conhecida por todos como infecção generalizada. Esse ano, o Brasil participará pela primeira vez da Campanha Mundial, encabeçada pela GSA (Global Sepsis Alliance). Em nosso país, as ações serão promovidas pelo ILAS (Instituto Latino-Americano de Sepse) e pela AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), com o apoio do Ministério da Saúde.

          A sepse (infecção generalizada) mata por ano mais do que acidentes de carros. Os índices foram revelados em estudo desenvolvido pelo ILAS (Instituto Latino-Americano de Sepse), com sede no Brasil. Os dados brasileiros são realmente alarmantes ao serem comparados com as referências mundiais que são de 23,9% e 37,4%, morte por sepse e por choque séptico, respectivamente . Todos os anos, mais de 220 mil pessoas morrem da doença em nosso país, enquanto, por exemplo, acidentes de trânsito mataram, em 2011, cerca de 40 mil pessoas, segundo estatísticas disponíveis no Sistema de Informações.


       “Infelizmente, o Brasil tem uma das maiores mortalidades de sepse do mundo. Alguns estudos epidemiológicos mostraram que a mortalidade brasileira é maior do que a de países economicamente semelhante, como a Índia e a Argentina”, disse o Dr. Luciano Azevedo, médico intensivista e um dos coordenadores do Dia Mundial da Sepse, no Brasil.

       Os motivos desse trágico índice não são totalmente conhecidos. Acredita-se que uma das razões seja devido ao pouco conhecimento da população sobre a doença, o que faz com que os pacientes com sepse sejam admitidos para tratamento em fases mais avançadas da síndrome, quando o risco de óbito é maior.

     Além disso, os profissionais de saúde que atendem os pacientes sépticos, seja nos prontos-socorros, enfermarias ou UTIs, também têm dificuldades no reconhecimento rápido da doença e de suas disfunções orgânicas.

    “O diagnóstico de sepse é feito de forma atrasada e as horas iniciais, importantíssimas para o tratamento com antibioticoterapia e reposição volêmica, são perdidas. Mas obviamente as características do sistema de saúde brasileiro também desempenham um papel, pois muitas vezes em virtude da superlotação dos hospitais, pacientes com sepse são atendidos na fase mais precoce de seu tratamento em locais onde a estrutura não é adequada para dar o suporte que eles precisam; quando esses pacientes são admitidos na UTI, as disfunções orgânicas já são preponderantes e a chance de sobrevida é bem menor”, reforça o médico.


FONTEED Estetic Derm

Saiba mais sobre o Dia Mundial da Sepse em http://www.diamundialdasepse.com.br

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Acesso gratuitamente por 60 dias a Bases de dados da EBSCO

            A EBSCO está disponibilizando acesso gratuito por 60 dias às bases de dados DynaMed, MEDLINE Complete e Rehabilitation Reference Center.

Para realizar o acesso
Entre em:
http://trial.ebscohost.com   Solicite a senha na Biblioteca ou na Sala 618.


           Recentemente assinada pelo Ministério da Saúde, a Dynamed disponibiliza resultados de mais de 3.000 evidências médicas, clinicamente organizados dentre os mais variados temas médicos. Esta simples porém poderosa interface de pesquisa está organizada por temas, o que permite aos médicos, estudantes de medicina e demais profissionais da saúde, buscar informações sumarizadas de qualidade, provenientes das conclusões das evidências médicas, resultante do constante monitoramente dos mais prestigiados periódicos científicos, associações e colaraboração de médicos especialistas participantes. Dynamed é atualizada diariamente e monitora o conteúdo científico de mais de 5.200 publicações. Cada publicação é revisada de forma integral (capa a capa) e cada artigo é avaliado por sua relevância clínica e validade científica.

 
                  Esta base de dados fornece acesso ao texto completo dos mais importantes periódicos da área médica. 

        Rehabilitation Reference Center (RRC) é uma ferramenta clínica baseada em evidência utilizada no local de tratamento por clínicos especializados em reabilitação. RRC provê a médicos especialistas, terapeutas ocupacionais e estudantes de reabilitação a melhor evidência disponível para suas necessidades de informação. O conteúdo na RRC inlcui aproximadamente 200 Revisões Clínicas, mais de 100 instrumentos de pesquisa, informação da AHFS sobre 11,700 medicamentos e seus fabricantes, mais de 9,800 imagens de exercícios, guias chaves de referência, guidelines do U.S. National Guidelines Clearinghouse, aproximadamente 1,500 tópicos relevantes sobre educação de pacientes em inglês e espanhol, e notícias e atualizações clínicas. RRC é designada para prover informação válida e relevante no local de tratamento para que especialistas em reabilitação possam construir regimes de tratamento customizados para pacientes, utilizando a melhor envidência disponível.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Traumas matam mais que as três grandes endemias: malária, tuberculose e AIDS



     Anualmente 5,8 milhões de pessoas morrem por trauma em todo o mundo, 32% a mais que a soma das mortes por malária, AIDS e tuberculose. A mortalidade por trauma corresponde a 10% de todas as causas de morte e, sem as devidas intervenções, prevê-se que esta proporção aumentará até 2030. Os traumas respondem também pela maioria de incapacitações permanentes. A maior parte dos traumas ocorre entre pessoas de 5 a 44 anos, ou seja, crianças, jovens e adultos jovens. Clique na imagem para acessar o vídeo. 

     Na faixa etária entre 15 e 29 anos as lesões causadas pelo trânsito são a causa de morte mais frequente, enquanto homicídios e suicídio estão na terceira e quarta posição, afogamentos e queimaduras na sétima e oitava. Na faixa etária entre 5 e 14 anos  as lesões causadas pelo trânsito estão na segunda posição, logo após as infecções respiratórias.

     Contudo, os traumas e as consequências deles constituem uma preocupação forte e emergente na área de saúde.

     No Brasil, as lesões causadas pelo trânsito continuam sendo uma séria preocupação representando uma taxa de 22,3 óbitos por 100 mil habitantes registrada em 2010.



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