terça-feira, 30 de outubro de 2012

Livros novos chegando na Biblioteca


 

 A Biblioteca está recebendo livros novos!
Para saber quais livros estão disponíveis ou que estão sendo disponibilizados no sistema, acesse na página de pesquisa da Biblioteca:

 Aquisições do Mês ou Aquisições do Mês Anterior (a partir de novembro)



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Leitura para saúde

             Neste texto, o autor faz uma interessante relação entre leitura e saúde. Em tempos de Feira do Livro, nada mais apropriado. Não deixe de ler o texto e de visitar a Feira!!


            O texto linear e sucessivo deu lugar a uma forma plural e simultânea de integração de texto, áudio e imagem.


MARCELO ROCHA*

No final do século 18, a prática da leitura intensiva passou a ser associada a possíveis problemas de saúde provocados nos leitores. Em panfleto de 1795, o historiador Robert Darnton reproduz algumas possíveis doenças que poderiam acometer os quem insistissem em ler, tais como: a suscetibilidade a resfriados, ondas de calor, hipocondria, epilepsia e melancolia.


Um pouco mais tarde, no século 19, tornou-se comum identificar a leitura como problemática para um tipo de público específico: as mulheres. Entendia-se que o público feminino, que não possuía, em sua maioria, ocupações profissionais, teria maior possibilidade de ser governada pela imaginação e pelo prazer. Nesse sentido, algumas imagens faziam a relação, por exemplo, entre a infidelidade e a leitura.


A figura da mulher que se deixa transtornar pelo texto lido tem seu modelo clássico na protagonista Emma, de Madame Bovary, livro de 1857. Na célebre obra de Flaubert, a protagonista, embevecida pelo universo dos livros, tem um final trágico após perceber que a vida dos romances não pode ser cotejada com as frustrações de sua condição amorosa e com cotidiano inexpressivo de um casamento infeliz. No livro, chega-se a comparar o livreiro, que alugava os livros a Emma, a um envenenador.


Do mesmo veneno, a leitura, partilhava Madalena, a professora que se casa com Paulo Honório, no livro São Bernardo, de Graciliano Ramos. Moça de personalidade forte, instruída e independente, Madalena, que parecia frágil, incomoda Paulo Honório, na medida em que se preocupa até com os salários baixos pagos por seu marido fazendeiro aos empregados. Em certo momento, Paulo Honório desabafa: "Não gosto de mulheres sabidas. Chamam-se intelectuais e são horríveis (...) fazem conferências e conduzem um marido (...)".


Veneno ou remédio, o certo é que a leitura emancipa e transforma o leitor. Mas qual seria a prescrição para o pouco interesse pela leitura hoje? É o que indagam inúmeros professores. É evidente que não há uma receita médica. Mas um diagnóstico possível é o de que a nossa forma de ler mudou. O texto linear e sucessivo deu lugar a uma forma plural e simultânea de integração de texto, áudio e imagem que transforma a nossa percepção do mundo. Na lógica contemporânea, a leitura cada vez mais se expande e a literatura aproxima-se dos textos da Comunicação, seja no jornalismo, nas propagandas ou anúncios e, ainda, nas novas práticas de texto possibilitadas por mídias e redes sociais.


O ato de ler um livro ou uma imagem em suportes distintos ao que estamos acostumados volta à tona, com mais força, nas discussões da Feira do Livro de Porto Alegre. Nesse caso, e distante das prescrições antigas, não há emplastro melhor, ou como dizia o poeta "contra fel, moléstia, crime", nada mais prazeroso do que passear por entre os livros, conversar e trocar experiências de leituras nos caminhos da nossa Feira. Para estes momentos, não há contraindicações e, é claro, nossa saúde agradecerá sempre.

*Professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) - Campus São Borja

FONTE: Zero Hora, 25/10/2012. p. 17

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Governo vai financiar 1.623 bolsas de residência médica em 2013


Paula Laboissière

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Saúde vai financiar, no próximo ano, 1.623 bolsas de residência médica em 19 especialidades consideradas prioritárias e com carência de profissionais, como pediatria, anestesiologia e neurocirurgia. Serão financiadas também pela pasta 1.270 bolsas de residência multiprofissional, voltadas para áreas como enfermagem e psicologia.

As medidas fazem parte do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência), que visa a alinhar a formação de especialistas no país com as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

A meta do governo é abrir 4 mil vagas de residência médica e 3,2 mil vagas de residência multiprofissional até 2014. Atualmente, o Brasil tem 10.434 profissionais na fase inicial da residência.

“Não se garante atendimento com qualidade à população sem médicos e profissionais de saúde bem formados”, avaliou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão prioridade, onde há maior demanda por especialidades médicas.

Padilha lembrou que a estratégia de investir em bolsas de residência pode funcionar como fator para a fixação do profissional nos estados com carência de médicos e demais profissionais de saúde. “Ao ampliarmos as vagas, há um forte movimento que busca induzir a fixação desses profissionais nessas regiões e reduzir a desigualdade no acesso à saúde.”

Dados do governo indicam que a Região Nordeste registra 1,09 médico para cada mil habitantes. No Norte, o índice é 0,9; no Sudeste, 2,4; no Centro-Oeste, 1,7; e no Sul, 1,9. A média nacional de médicos para cada mil habitantes é de apenas 1,8 - enquanto na Argentina, o índice é 3,2, e no Uruguai, 3,7.

Ao todo, a pasta vai aplicar R$ 82,7 milhões no financiamento das bolsas em 2013, sendo R$ 46,4 milhões para as de residência médica e R$ 36,3 milhões para as de residência multiprofissional. Os bolsistas vão receber R$ 2.861,79 ao mês.

Estão previstas a capacitação de supervisores (preceptores) e a destinação de R$ 80 milhões para infraestrutura dos hospitais e das unidades básicas de saúde que ampliarem o número de residentes. Os recursos devem ser utilizados na reforma e na estruturação de espaços, como bibliotecas, salas de estudo e laboratórios.

Os hospitais também vão receber, em 2013, valores mensais para a manutenção dos programas de residência e para o desenvolvimento da preceptoria. A previsão de recursos para essa ação é R$ 60 milhões.

Edição: Carolina Pimentel

FONTE: Agência Brasil, 23/10/2012.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Dia Internacional de Atenção à Gagueira


              Para o Dia Internacional de Atenção à Gagueira não passar em branco, ao mesmo tempo que lembramos a data, sugerimos o acesso ao site do INSTITUTO BRASILEIRO DE FLUÊNCIA - Gagueira levada a sério, onde se encontram várias informações sobre gagueira, como eventos, bibliografias, vídeos, etc.

               Assista também o terceiro vídeo da série especial “Existem outros como você, qual é a sua história?” e os demais no site do Instituto. O vídeo traz o depoimento do engenheiro Jafer Ahmad.


               Acesse o site aqui.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

No Dia do Médico, entidades alertam autoridades sobre problemas na saúde do país


Ministério da Saúde recebe mais um alerta dos médicos sobre a grave situação da saúde pública e suplementar no Brasil

Nesta quinta-feira (18 de outubro) - data em que se comemora o Dia do Médico e mês do 24º aniversário do Sistema Único de Saúde (SUS) - as entidades médicas nacionais entregaram carta ao Ministério da Saúde, chamando a atenção para os obstáculos que comprometem a assistência oferecida aos 190 milhões de brasileiros. O documento, assinado pelos presidentes da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (FENAM), enumera ainda uma série de soluções possíveis para os principais percalços do setor. Confira aqui a íntegra do ofício (em PDF).

"A insatisfação generalizada tem sido registrada em diferentes pesquisas de opinião, estudos acadêmicos e pela imprensa, que, seguidamente, materializa a crise da saúde (pública e privada) em reportagens que exibem as filas, as longas esperas e a dificuldade de acesso aos serviços", aponta o documento.

Dentre os desafios enfrentados na saúde pública, os médicos destacam a falta de financiamento e de infraestrutura adequada. Também pedem a valorização do trabalho no setor, com a adoção de parâmetros nacionais de cargos, carreiras e vencimentos para os médicos e outros profissionais.

Já na saúde suplementar, denunciam a prevalência dos interesses econômicos das empresas em detrimento à qualidade dos serviços oferecidos pelos planos de saúde. Cobram ainda resposta da ANS, por meio de normativa, à proposta de contratualização, encaminhada pelas entidades médicas em abril de 2012.

Os médicos acreditam, no entanto, ser possível reverter o quadro atual com a adoção de medidas que viabilizem políticas que permitam que o modelo assistencial brasileiro - representado pelo SUS - se mantenha como referência no campo social e traga o equilíbrio e a justiça à saúde suplementar.

Como fator decisivo, fazem referência à vontade política para corrigir as distorções e recolocar nos trilhos a assistência em saúde no país. "As entidades médicas, comprometidas com o exercício da boa Medicina e com os direitos da sociedade e dos pacientes, se dispõem a contribuir com este projeto de forma efetiva", conclui o documento.



FONTE: Conselho Federal de Medicina, 18/10/2012.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Acesso a livros eletrônicos nacionais até 03/11 para análise

Acesso a 55 títulos de e-books nacionais estão disponíveis até 3 de novembro


      A Editora Elsevier está disponibilizando até 3 de novembro acesso gratuito a 55 títulos de e-books nacionais de Farmacologia, Imunologia, Anatomia, Genética médica, Histologia, Bioquímica, dentre outros assuntos. 

     Para ter acesso ao conteúdo dos livros, basta acessar a home page através do endereço  www.evolution.com.br e clicar em CADASTRE E EFETUE UM TESTE.


    Ao clicar no endereço, o sistema automaticamente reconhece o IP da Universidade e direcionada para uma simples página de cadastro onde você escolherá o seu Login e senha!  Você já pode acessar a plataforma e usufruir de todo o conteúdo disponível.

IMPORTANTE:

Para o perfeito funcionamento do e.volution™ e o aproveitamento de todas as suas vantagens, são necessários alguns requisitos mínimos. São eles:

§ IE8 (internet Explorer) com flash 11.2 ou superior;

§ Firefox a partir do 3.6.10 com flash 11.2 ou superior;

§ Chrome 18.0 com flash 11.2 ou superior;

§ Conexão com Internet.


Perguntas podem ser feitas pelo telefone 3303-8735 ou 3303-8770

Opiniões e comentários serão  importantes!

Revistas científicas brasileiras ainda têm baixo impacto internacional

Pouca colaboração com pesquisadores de outros países é um dos fatores que contribuem para baixa citação dos artigos científicos brasileiros, avaliam especialistas (FAPESP)

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – O número de revistas científicas brasileiras presentes em índices internacionais, como o Journal Citation Report, vem aumentando nos últimos anos. Entretanto, o fator de impacto – o número médio de citações dos artigos científicos publicados em um periódico – ainda é baixo e não atingiu a média mundial.

A constatação foi feita por participantes do 3º Seminário de Avaliação do Desempenho dos Periódicos Brasileiros no JCR 2011, realizado no dia 27 de setembro no Auditório da FAPESP.

Promovido pelo programa Scientific Eletronic Library Online (SciELO Brasil) – resultado de um projeto financiado pela FAPESP –, o objetivo do evento foi debater avanços e desafios para o desenvolvimento da qualidade dos periódicos brasileiros e para o aumento do impacto internacional, com base no Journal Citation Reports (JCR).

Publicada em julho, a última edição do JCR, atualizada com dados de 2011, mostra avanços significativos, mas revela também a persistência de condições e barreiras que dificultam o aumento do impacto dos periódicos nacionais.

Entre os avanços destaca-se a presença de dois periódicos nacionais, Memórias do Instituto Oswaldo Cruz e Clinics, com fator de impacto (FI) maior que 2.

Houve também um aumento de 11 para 16 no número de periódicos com FI maior que 1. Entretanto, o conjunto dos 111 títulos indexados no JCR apresenta desempenho relativamente baixo, pois a grande maioria permanece com FI abaixo da mediana em suas áreas temáticas.

“O número de periódicos brasileiros no JCR aumentou 240% no período de 2007 para 2010, saltando de 27 para 111”, disse Abel Packer, membro da coordenação do programa SciELO. “Mas a média da quantidade de citações em 2011 em comparação com 2010 caiu 21%, de 0,520 para 0,509, o que representa uma queda alta e tem diversas razões, como o fato de se tratar de uma coleção de periódicos jovem internacionalmente e publicada predominantemente em português.”

De acordo com especialistas presentes no evento, um dos fatores que também contribuem para a baixa citação internacional dos artigos científicos brasileiros é a pouca participação de cientistas de outros países nesses trabalhos.

Publicados em grande parte em revistas nacionais, 85% dos artigos científicos brasileiros têm também afiliação local – são publicados por pesquisadores do próprio país, sem a participação ou colaboração com cientistas estrangeiros.

“Vemos que o Brasil é o mais nacional entre todos os países em termos de afiliação de artigos. Isso representa um patrimônio nacional que, naturalmente, tem suas consequências”, avaliou Packer.

Segundo Packer, o nível de colaboração internacional nos artigos publicados em periódicos científicos nacionais é mais ou menos igual e varia entre 6% e 8%. Mas em todos eles a presença de autores estrangeiros como único autor do artigo ou em cooperação aumenta o número de citações.

Uma análise comparativa sobre a rota de publicação de artigos científicos de 12 países, sendo seis desenvolvidos (Inglaterra, França, Canadá, Holanda, Suíça e Espanha) e seis emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e Coreia do Sul), realizada por Rogerio Meneghini, coordenador científico do SciELO, com base em publicações dos países no Web of Science em 2010 e citações correspondentes até setembro de 2012, demonstrou que os artigos em colaboração internacional recebem, em média, mais citações do que os endógenos (do próprio país). E o aumento de citações é muito superior para os países em desenvolvimento.

No caso do Brasil, o percentual de aumento da citação de artigos em colaboração chega a atingir 97,8%, que é o segundo maior entre os países emergentes e está atrás apenas da Rússia, que aumenta 125%.

“O processo de colaboração científica seria mais benéfico para países emergentes como Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e Coreia do Sul. Acredito que exista agora em todos esses países uma busca pelo aumento da colaboração científica internacional”, disse Meneghini.

Importância dos periódicos brasileiros Continue lendo

FONTE: Agência, 16/10/2012 

sábado, 13 de outubro de 2012

Dia do Fisioterapeuta é comemorado hoje (13)


                  O Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional é comemorado hoje, 13 de outubro.


                 A data comemorativa consta do Decreto Lei nº 908/69, publicado na mesma data, que regulamenta a profissão. Em 1975, foi aprovada a lei federal nº 6316, outorgando direitos e deveres a esses profissionais.

                   Participe das comemorações deste dia no Parque da Redenção de Porto Alegre, das 10h à 16h
                      
                  Parabéns aos fisioterapeutas pelo importante papel desempenhado para a melhoria da nossa saúde.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Biblioteca abre neste sábado e segunda-feira



           Embora seja feriado nesta sexta-feira, a Biblioteca abrirá normalmente no sábado (13) e na segunda-feira (15).

            Livros de consulta local podem ser retirados a partir das 20 horas de hoje e devem ser devolvidos até as 8h de sábado.

            Um ótimo feriado a todos!!

No Dia Mundial da Visão, Brasil procura prevenir cegueira


Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

          No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil  cegas e 6 milhões com baixa visão, segundo dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É com a preocupação de evitar que essa situação piore que se comemora hoje (11) no país o Dia Mundial da Visão, principal ação do Programa Visão 2020: O Direito à Visão, iniciativa conjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB). A data é sempre na segunda quinta-feira de outubro.

          O objetivo do programa é eliminar a cegueira evitável em todo o mundo até o ano 2020. Isso porque até 80% dos casos de cegueira resultam de causas previsíveis e/ou tratáveis, mas a cada cinco segundos uma pessoa fica cega no mundo e uma criança perde a visão a cada minuto. São 285 milhões de pessoas no mundo vivendo com baixa visão ou cegueira. Desses, 39 milhões são cegas e 246 milhões têm moderada ou grave deficiência visual.

          De acordo com o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Marco Antônio Rey Faria, campanhas como a do Dia Mundial da Visão são importantes para conscientizar a população sobre a necessidade de acompanhamento médico especializado, para evitar que os problemas dos olhos se agravem e acabem resultando em cegueira, que poderia ser evitada em cerca de 80% dos casos.

          Segundo o médico, muitas doenças relacionadas à visão não apresentam sintomas e, quando descobertas, já estão em estágio bastante avançado e de difícil regressão. “É o caso do glaucoma, a maior causa de cegueira no mundo, sendo que, no Brasil, mais de 1 milhão de pessoas são portadoras da doença”, informa Rey Faria.


          O glaucoma se caracteriza pelo aumento da pressão intraocultar – explica o presidente do CBO – que leva a uma atrofia progressiva do nervo ótico, se não controlada, e compromete o campo de visão do paciente. “Na fase final, é como se ele estivesse olhando apenas por um buraco de fechadura”, explica o médico.


         Apesar da gravidade, hoje o glaucoma pode ser tratado com sucesso, tanto com drogas como por meio de laser e cirurgias até de implante de válvulas na região afetada. O mesmo ocorre com outras doenças oculares, segundo o médico, pois “a medicina está muito evoluída e, com as técnicas atuais, a imensa maioria das doenças oftalmológicas é facilmente tratada quando descoberta prematuramente”.


Edição: Graça Adjuto

FONTE: Agência Brasil, 11/10/2012.


Leia também:

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Engenharia de alimentos será tema de Escola São Paulo de Ciência Avançada

Fatores estruturais ligados às propriedades físicas, biodisponibilidade de nutrientes e à satisfação dos alimentos serão foco do evento Advances in Molecular Structuring of Food Materials (Wikimedia)

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Nutrição e saúde têm sido temas centrais para a ciência e a engenharia de alimentos, mas os pesquisadores dessas áreas começam cada vez mais a se interessar por outro aspecto do universo da alimentação: o prazer de comer.

Em abril de 2013, alguns dos principais especialistas internacionais da área se reunirão em Pirassununga (SP) para discutir os avanços científicos que permitem conhecer e manipular os fatores estruturais capazes de garantir o prazer e a satisfação do consumidor de alimentos naturais ou processados.

O evento Advances in Molecular Structuring of Food Materials será realizado no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) – modalidade de apoio da FAPESP – pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP), entre os dias 1º e 5 de abril.

De acordo com o coordenador da escola avançada, Paulo Sobral, professor do Departamento de Engenharia de Alimentos da FZEA-USP, o evento terá o objetivo principal de contribuir com o avanço da discussão sobre um enfoque da ciência e tecnologia de alimentos que ainda é pouco desenvolvido no Brasil.

“Comemos pela nutrição e pela saúde, mas principalmente porque gostamos. No Brasil, as pesquisas ainda estão muito focadas em questões relacionadas às análises que garantem a segurança dos alimentos, mas a questão do prazer de comer fica em segundo plano. Em outros centros, no entanto, esse debate ganha cada vez mais força”, disse Sobral à Agência FAPESP.

Questões sobre os efeitos do processamento e condicionamento da matéria- prima e dos alimentos e sobre as características estruturais de seus componentes serão abordadas na escola.

“Além do olfato e da afinidade ou aversão ao gosto, um dos principais atributos que interferem no paladar é a textura. No entanto, não é possível determinar um padrão geral de textura, porque esse fator está ligado à expectativa do consumidor. A expectativa para alguns produtos é de crocância e consistência, enquanto para outros é de maciez. Tudo isso será assunto de discussões avançadas na escola”, disse Sobral.

Segundo o pesquisador, os fatores ligados à satisfação e ao prazer de comer são tão cruciais que não se limitam apenas à relevância comercial para a indústria do alimento. As características prazerosas do alimento têm um impacto cultural muito grande.

“Já foram registradas situações em que remessas de auxílio humanitário enviadas para a África foram desperdiçadas porque a população local, mesmo sofrendo com a fome, não conseguia se adaptar às características do alimento recebido”, disse.

A ESPCA Advances in Molecular Structuring of Food Materials financiará a participação de 100 alunos, sendo 60 estrangeiros e 40 brasileiros.

Serão selecionados outros 100 estudantes que poderão participar por conta própria. “Além dos 100 alunos financiados, abrimos outras 100 vagas que serão distribuídas em três categorias: jovens doutores, professores e estudantes brasileiros”, explicou Sobral.

Mesas, seminários e visitas

A programação prevê a realização de três mesas-redondas. O tema “Aperfeiçoando a biodisponibilidade de nutrientes” será debatido por Yrjo Roos, da Universidade de Cork (Irlanda), António Vicente, da Universidade do Minho (Portugal), e Miriam Hubinger, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Processos inovadores de estruturação de alimentos” será o tema de José Miguel Aguilera, da Universidade Católica do Chile, John Mitchell, da Universidade de Nottingham (Reino Unido), e Carmen Tadini, da USP.

“Alimentos para viagens espaciais” será o tema de debate para R. Paul Singh, da Universidade da Califórnia em Davis (Estados Unidos), Gustavo Barbosa-Cánovas, da Universidade Estadual de Washington (Estados Unidos), e Gustavo Gutierrez-López, do Instituto Politécnico Nacional do México.

“Além das mesas-redondas, teremos uma série de seminários com duração de duas a três horas cada, nos quais quatro professores brasileiros abordarão produtos alimentares específicos, enquanto os docentes estrangeiros apresentarão temas mais teóricos e gerais”, contou Sobral.

Um dos dias da Escola será reservado para visitas a laboratórios em Campinas (SP). “Temos a expectativa de que a interação internacional proporcione oportunidades para que alguns dos alunos estrangeiros se interessem em voltar ao Brasil e, principalmente, que nossos alunos sejam estimulados a desenvolver estudos no exterior, depois de ter acesso, na Escola, a cientistas que eles só conheciam a partir de livros e artigos”, disse.

As inscrições para a seleção de alunos interessados em participar da Escola poderão ser feitas até o dia 1º de novembro. A língua oficial do evento será o inglês, sem tradução simultânea.

Mais informações: http://spsas.vitis.uspnet.usp.br/molecularstructuringfood

FONTE: Agência FAPESP, 10/10/2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cientistas identificam grupo de neurônios que controlam memória


Pesquisadores brasileiros e suecos realizaram estudo em conjunto.
Nicotina ativa células e 'mexe' com a memória, afirma neurocientista.
   
Uma pesquisa publicada na revista "Nature Neuroscience" no último domingo (7) identifica um grupo de neurônios que tem como papel controlar a entrada e a saída de memórias no cérebro. O estudo foi realizado em parceria entre cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, com pesquisadores do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).


As células, chamadas OLM, estão localizadas no hipocampo, área do cérebro ligada à formação de novas memórias. Ao serem desativadas, elas ajudam a absorver uma sensação, por exemplo um cheiro ou uma imagem, e transformá-la em memória. Ao serem ativadas, elas priorizam os sinais provenientes do próprio hipocampo em vez de estímulos sensoriais, atuando para "puxar" pela memória e lembrar de algo, afirma o neurocientista Richardson Leão, da UFRN, um dos autores do estudo.

Para Leão, o estudo "é o primeiro a mostrar que um único grupo de células é capaz de controlar tanto a formação quanto a evocação de memórias". A pesquisa avança no caminho para, no futuro, ser possível ativar memórias de forma artificial ou limitar a absorção de informações pelo hipocampo, por exemplo, de acordo com o neurocientista.

No caso de pessoas com Alzheimer, que têm perda na capacidade de armazenar memórias, a pesquisa pode permitir a criação de tratamentos levando em conta este grupo de neurônios, pondera Leão.


Para o estudo foram usados camundongos de laboratório transgênicos e uma combinação de técnicas inovadoras que possibilitaram, pela primeira vez, tornar os neurônios sensíveis a diferentes tipos de lasers, permitindo, assim, não apenas identificar o grupo específico em questão como também controlá-lo.

Os neurônios descobertos carregam um receptor para a nicotina. "Verificamos que as células são sensíveis a essa substância. A nicotina ativa as células, influencia o processo cognitivo", diz o neurocientista.

Para Leão, o estudo abre caminho para ser possível, futuramente, pesquisar um medicamento com fórmula parecida com a da nicotina, mas sem outros efeitos da substância, que permita ativar este grupo de neurônios e assim ajudar no tratamento de doenças como mal de Alzheimer e esquizofrenia.


FONTE: Bem Estar, 8/10/2012.


Leia o artigo aqui:
Leão, Richardson N. et al. OLM interneurons differentially modulate CA3 and entorhinal inputs to hippocampal CA1 neurons. Nature Neuroscience. published online 7 October 2012; doi:10.1038/nn.3235. Disponível em: http://www.nature.com/neuro/journal/vaop/ncurrent/pdf/nn.3235.pdf Acesso em: 9/10/2012.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nobel de Medicina vai para japonês e britânico


Shinya Yamanaka e John Gurdon, japonês e britânico ganhadores do Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina deste ano, em foto de 2008.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

          O japonês Shinya Yamanaka e o britânico John B. Gurdon foram anunciados nesta segunda-feira como os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina 2012 graças a um importante trabalho de pesquisa sobre as células-tronco.
          Os dois cientistas foram premiados por descobrir como se pode "reprogramar" células maduras para que se "transformem em células imaturas capazes de se transformar em qualquer tipo de tecido".
          "As descobertas revolucionaram nossa compreensão sobre a maneira como as células e os organismos se desenvolvem", destacou o comitê do Nobel.

          John Gurdon foi esponsável pelo pontapé inicial nas pesquisas com reprogramação celular ao clonar rãs em 1962. Gurdon mostrou que o DNA de células adultas tinha o potencial de produzir um novo organismo ao colocar o núcleo de células intestinais do batráquio em óvulos cujo núcleo tinha sido retirado. A técnica acabaria sendo usada para criar a ovelha Dolly em 1996. Já Yamanaka, em 2006, descobriu a "receita" de genes necessária para que células adultas voltassem ao estado embrionário sem precisar passar pela clonagem.
          Yamanaka foi o responsável por criar o padrão usado por cientistas no mundo todo para trabalhar com as células iPS (sigla inglesa de "células-tronco pluripotentes induzidas"). Tais células são aparentemente tão versáteis quanto as células-tronco obtidas de embriões, ou seja, podem dar origem a qualquer um dos tecidos do organismo adulto. Têm, além disso, outras vantagens.
          Não é preciso destruir embriões para obtê-las, o que evita os debates éticos em torno da prática; e dá para obter versões delas geneticamente compatíveis com pessoas portadoras de doenças, bastando, para isso, reprogramar amostras de células da pele dessas pessoas, por exemplo. Isso ajuda a simular tais doenças com precisão em laboratório. E espera-se que, quando for viável o uso terapêutico das células iPS, elas não causem rejeição nos pacientes por causa dessa compatibilidade genética, o que facilitaria a reconstrução de órgãos e tecidos.

          Ao anúncio do Nobel de Medicina seguirão esta semana os de Física e Química, terça-feira e quarta-feira, o de Literatura, na quinta-feira, e o da Paz, na sexta-feira.
FONTE: Folha.com, 8/10/2012.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Fraude em pesquisas "despublicadas" aumenta dez vezes


Fernando Moraes
Colaboração para a Folha
 
Poucas palavras são mais temidas pelos cientistas do que o termo inglês "retracted". Ele designa artigos que, por erro ou desvio ético nas pesquisas, foram eliminados da literatura científica.

Um trio de pesquisadores liderado por Arturo Casadevall, da Faculdade de Medicina Albert Einstein (EUA), acaba de mostrar que a proporção desses artigos "despublicados" por fraude cresceu dez vezes de 1975 para cá. O estudo está na revista científica americana "PNAS".

Analisando publicações de ciências biomédicas na base PubMed, eles viram que quase metade dos 2.047 artigos que sofreram "retratação" desde 1975 envolviam fraude ou suspeita de fraude - coisas como inventar dados e manipular experimentos.

Outras formas de conduta antiética, plágio e dupla publicação, correspondem a quase um quarto dos artigos. Ou seja, apenas um quarto dos artigos foram "retratados" devido a simples erros.


Só 0,01% dos artigos científicos são "despublicados" por fraude. "Mas o problema é que muitas vezes o impacto de dados invalidados para uma determinada área de pesquisa pode ser grande", explica Sonia Vasconcelos, professora do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ.

Há duas classes bem distintas de má conduta científica. De um lado, artigos fraudulentos têm origem em países com tradição de pesquisa, como EUA, Alemanha e Japão, e estão associados a periódicos de mais prestígio. No caso dos artigos "retratados" por plágio ou dupla publicação, China e Índia aparecem com destaque, e tais artigos costumam estar em revistas de baixo impacto.

Para os autores da pesquisa, a correlação entre artigos fraudulentos e revistas de alto impacto sugere que os louros de publicar em tais revistas são um grande incentivo a atitudes antiéticas.


"Para entendermos esse aumento, é importante considerar que, nos últimos dez anos, os mecanismos para identificar inconsistências nos artigos científicos aumentaram bastante, e a disponibilização das publicações na internet também ajuda", afirma Sonia. "Além disso, as políticas editoriais sobre ética em publicações, incluindo as específicas para 'retratação', também avançaram", diz ela.

Neste ano, o CNPq, principal órgão federal de apoio à pesquisa no país, criou a Comissão da Integridade na Atividade de Pesquisa, responsável por receber denúncias e conduzir investigações sobre casos de má conduta.

Segundo o coordenador da comissão, Paulo Beirão, já foram analisados sete casos de plágio (três ainda estão em andamento).

"O CNPQ não tem papel de polícia. Mas, se detectarmos um problema, podemos cancelar bolsas e projetos do pesquisador", diz Beirão.


Editoria de Arte/Folhapress
Leia mais aqui.

Leia o artigo na íntegra:

FANG, F., STEEN, R., CASADEVALL, A. Misconduct accounts for the majority of retracted scientific publications. doi: 10.1073/pnas.1212247109 Published online before print October 1, 2012. Disponível em: http://www.pnas.org/content/early/2012/09/27/1212247109.full.pdf+html?sid=c1c6f84f-297e-4d9c-8e4d-03dd15a314b9. Acesso em: 5 out. 2012.


Fonte: Folha.com, 2/10/2012.

Programa de atendimento móvel para mamografia é lançado oficialmente


Objetivo é levar exames para periferias e interior.
Portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta (5).   
 
O Diário Oficial da União desta sexta-feira (5) publicou uma portaria que lança oficialmente o novo programa de mamografias móveis. A iniciativa já tinha sido anunciada pelo Ministério da Saúde na última segunda.

O objetivo do projeto é realizar os exames em locais estratégicos, como o interior e as periferias das grandes cidades, principalmente entre mulheres das camadas mais carentes da população e na faixa prioritária de 50 a 69 anos.

A mamografia é um exame periódico dos seios, que é considerado pelos médicos a forma mais eficaz de diagnosticar o câncer de mama. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maior é a chance de sucesso do tratamento.

Implantação

A implantação do programa está prevista ainda para este ano e a estimativa é de que cada unidade móvel tenha capacidade de realizar 800 mamografias por mês, de acordo com o ministério. Não foi informado o número de unidades que circularão pelo país. Os exames serão enviados via satélite para os estabelecimentos de saúde, para que o diagnóstico seja apresentado em até 24 horas.

Segundo o ministro, as áreas mais carentes são nas regiões Norte e Nordeste, e no interior do Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Segundo dados do Ministério da Saúde, mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde para a faixa prioritária cresceram 41% primeiro semestre deste ano quando comparadas ao mesmo período de 2010.

Em 2012, 2.139.238 mulheres realizaram o exame preventivo de câncer, sendo 1.022.194 na faixa prioritária. Em 2010, foram feitas 1.677.272 mamografias, sendo 726.890 na faixa prioritária.

O governo pretende dobrar o número de exames realizados para 8 milhões, cobrindo cerca de 65% da população alvo da realização de exames. O Brasil, em 2011, fez quase 4 milhões de exames.

"O Brasil cresceu 41% nos ultimos dois anos do caminho. Queremos continuar crescendo e atingir a meta de 8 milhões", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na segunda.

Em julho, a Câmara aprovou o PL 3887/97 que prevê um prazo máximo de 60 dias, contados a partir do diagnóstico, para início de tratamento do câncer. O projeto deverá ser votado pelo Senado ainda este mês. A Agência Nacional de Saúde (ANS) regula o prazo em 21 dias.


FONTE: Bem Estar, 5/10/2012.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Conheça a Base de vídeos VAST - Academic Video Online, disponível até 2/11/2012


        A Dot.Lib, na condição de representante exclusiva no Brasil da Alexander Street Press – editora mundialmente reconhecida como um dos principais provedores de conteúdo digital áudio-visual nas principais áreas do conhecimento (com foco em ciências humanas e sociais) – está oferecendo a oportunidade de conhecer e avaliar GRATUITAMENTE, até o dia 02/11/2012, uma de suas mais recentes novidades: a base de vídeos VAST - Academic Video Online.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Outubro Rosa busca conscientizar sobre prevenção do câncer de mama

         Doença será responsável por 52.680 novos casos no Brasil neste ano

Quanto mais cedo diagnóstico é feito, maiores são as chances de cura
         
          O Outubro Rosa é o mês de conscientização e combate do câncer de mama. No Brasil, estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), indicam que a doença será responsável por 52.680 novos casos até o fim do ano.

          O movimento que dura o mês inteiro busca alertar sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo, perdendo apenas para o de pele. Saiba quais são os fatores de risco envolvidos, como prevenir e quais as principais estratégias de tratamento no especial do R7, aqui.

          Monumentos de Brasília se iluminam de rosa para incentivar prevenção contra o câncer de mama. Veja fotos.

FONTE: R7 Notícias, 1/10/2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cinema e Gastronomia exibe “O Veneno está na mesa” nesta terça-feira (02)



          O programa Cinema e Gastronomia, desta terça-feira (02), aborda o uso indiscriminado de agrotóxicos, a contaminação dos alimentos e do meio ambiente. O documentário de 2011, dirigido por Silvio Tendler, faz um alerta sobre o uso abusivo dos agrotóxicos na agricultura brasileira. Desde 2008 o Brasil é recordista mundial no uso de agentes químicos, muitos deles banidos em vários países de todo o mundo.

         Muitos dos venenos produzidos por empresas como BASF, Bayer, Dupont, Monsanto, entre outras, foram banidos em vários países de todos os continentes, mas no Brasil continuam em uso, inclusive pelos pequenos agricultores, que são obrigados a usar sementes transgênicas e pesticidas para conseguir crédito junto aos bancos.


        O filme de apenas 50 minutos faz parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Ele nos dá uma noção bem abrangente da gravidade do assunto, apontando os riscos ambientais e de saúde pública, além dos históricos interesses econômicos da iniciativa pública e privada neste setor.

O que: Apresentação e debate do filme "O veneno está na mesa" de Silvio Tendler, 2011
Quando: 02/09 - Terça-feira 
Onde: Auditório Alimena, prédio principal da UFCSPA