quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ministério da Saúde lança campanha de prevenção à aids para o carnaval


O público-alvo é a população sexualmente ativa. A ideia é reforçar o uso do preservativo como medida de prevenção

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (31) a campanha de prevenção às DST/aids para o carnaval deste ano. Com o tema A vida é melhor sem aids. Proteja-se. Use sempre a camisinha, a campanha pretende chamar a atenção para a diferença que faz o uso do preservativo na hora da relação. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, representou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na cerimônia de lançamento, na manhã de hoje, na quadra de esportes do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

Além da apresentação da campanha, foram homenageados os trabalhos desenvolvidos por 18 agentes de prevenção, nas comunidades do Rio. Essas ações fazem parte do Projeto Aids e Comunidades, uma parceria entre a ONG “Centro de Promoção da Saúde” (Cedaps) e o Ministério da Saúde. As atividades do projeto se alinham à campanha de carnaval deste ano, cujo público-alvo é a população sexualmente ativa.

Durante a cerimônia, o secretário destacou a importância da campanha para conscientizar a população na adoção das medidas de prevenção. “Os jovens de hoje não viram tantas personalidades morrerem de aids nos anos 80”, observou Barbosa. Ele lembrou que a doença ainda mata 12 mil pessoas por ano, no Brasil.

Segundo o secretário, campanha é de fundamental importância para intensificar a prevenção à DST/aids. Ele chamou a atenção para pesquisas divulgadas, nos últimos anos, que mostram uma queda no uso da camisinha de 58% para 49% , todas as faixas etárias, nas relações com parceiros casuais.

O Ministério enviou aos estados e municípios brasileiros mais de 68,6 milhões de unidades de preservativos para serem distribuídos no período do carnaval. “Queremos reforçar que o uso da camisinha deve ser um hábito e pode até melhorar a relação. É preciso desconstruir o imaginário popular de que fazer sexo sem o preservativo é melhor”, destacou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.

A campanha também terá anúncios em outdoor, busdoor, taxidoor, esteiras de aeroportos, abrigos de ônibus e blimps (balões). Foram produzidos três jingles para serem veiculados nas rádios – um em ritmo de axé, cantado por Carlinhos Brown, outro de samba e outro de frevo.

FIQUE SABENDO – Durante o período de 30 de janeiro e 1º de fevereiro, acontece a mobilização de testagem rápida de aids, hepatites B e C, no estacionamento do Casarão dos Prazeres, no Morro dos Prazeres. Também será oferecida vacina contra hepatite B para a comunidade local.

FONTE: Portal da Saúde, 31/01/2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Em busca do remédio certo para cada paciente

Farmacogenética pode identificar os fatores genéticos que explicam a variabilidade individual na resposta a medicamentos, diz Guilherme Suarez-Kurtz, do Instituto Nacional do Câncer

Por Washington Castilhos

Agência FAPESP – Um medicamento indicado para uma pessoa nem sempre pode ser eficaz para outra que sofra da mesma doença. O que tem efeito positivo em um paciente pode desencadear reações indesejáveis em outro.

A farmacogenética (ou farmacogenômica) pode identificar os fatores genéticos que explicam a variabilidade individual na resposta aos medicamentos. A maior parte da resposta aos medicamentos é poligênica. Para alguns medicamentos, porém, há uma situação monogênica. A variação genética pode ser em um gene.

“O que temos hoje em dia é uma discussão em torno de pares: um gene, um medicamento”, disse o farmacologista Guilherme Suarez-Kurtz, chefe do Programa de Farmacologia do Instituto Nacional do Câncer (Inca), à Agência FAPESP, durante o simpósio Medicina Translacional, realizado pela Academia Brasileira de Ciências em novembro.

“Os genes CYP representam o grupo mais importante da farmacogenética. As enzimas da família CYP metabolizam cerca de 80% dos medicamentos de uso clínico. Com isso, variações nos genes CYP podem alterar as doses a serem usadas”, disse.

Há ainda o gene VKORC, que afeta a resposta à varfarina (fármaco anticoagulante usado na prevenção de tromboses) e que apresenta variações genéticas frequentes.
“Um paciente, por apresentar essas características genéticas, tem um risco aumentado de sofrer efeitos colaterais. A genotipagem prévia vai mostrar que a variabilidade genética desse paciente pode aumentar o risco de efeitos tóxicos. É uma mudança de paradigma, uma nova e mais precisa variável”, disse Suarez-Kurtz à Agência FAPESP.

A genotipagem prévia pode, assim, possibilitar a aplicação de terapias individualizadas. “A forma de se usar essas informações no acompanhamento do paciente se dá sugerindo uma alteração de medicamento ou uma alteração de dose, ou dizer simplesmente que este paciente não pode fazer o tratamento, porque ele vai ter efeitos colaterais e irá interromper a terapia”, explicou.

Segundo o pesquisador, o abacavir, um dos antirretrovirais usados no tratamento da Aids, apresenta problemas de reações de hipersensibilidade associadas ao fator genético.
“É um remédio de primeira linha no tratamento da Aids, mas não é o único. Quando se diagnostica um paciente por infecção pela Aids, pode-se fazer genotipagem e se prescrever uma terapia alternativa”, avaliou Suarez-Kurtz, que também é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Muitas das variações genéticas têm um componente associado à ancestralidade individual, aponta o pesquisador.

“Por exemplo, um polimorfismo genético associado à ocorrência da síndrome de Stevens-Johnson (doença que provoca lesões cutâneas) em pacientes tratados com carbamazepina (medicamento anticonvulsivante utilizado no tratamento da epilepsia) é comum nas populações asiáticas, e raro nas populações africanas e europeias, principais ancestrais dos brasileiros. Assim, o risco desta síndrome nos brasileiros é mínimo”, disse Suarez-Kurtz.

Adoção clínica lenta

Estudo feito por pesquisadores da Rede Nacional de Farmacogenética (Refargen), iniciado em 2010 envolvendo 1.300 amostras, genotipou um número grande de polimorfismos farmacogenéticos reconhecidamente importantes.
Paralelamente, todos os indivíduos foram tipados com marcadores de ancestralidade para saber o quanto cada um deles tinha de ancestralidade africana, europeia ou, em menor escala, ameríndia.

“Quantificar a ancestralidade indígena é difícil por dois motivos: primeiro porque é difícil coletar informações dos ameríndios, uma vez que o sistema de proteção aos povos indígenas não permite estudar a genética dos índios, e segundo porque a contribuição média da ancestralidade ameríndia na população brasileira é de menos que 10%”, disse Suarez-Kurtz, coordenador da Refargen.

Entretanto, segundo o cientista, é impossível correlacionar a aparência física de brasileiros com a sua ancestralidade genética, ou seja, um indivíduo categorizado como “pardo” pelo IBGE pode não ter uma ancestralidade dominantemente africana.

Apesar dos avanços no campo, a adoção clínica da farmacogenética é um processo lento. “Os médicos norte-americanos consideram que existem cerca de 20 pares de medicamentos e genes que têm componentes farmacogenéticos importantes, incluindo a varfarina (anticoagulante) e a codeína (analgésico mais usado no mundo). Mas quantos desses médicos modificam as prescrições para atender à farmacogenética é outra história”, disse Suarez-Kurtz.

O fator genético não explica toda a variabilidade na resposta aos medicamentos. “A resposta aos medicamentos é um fenótipo complexo, um processo que envolve vários fatores. Fatores demográficos (como peso, idade, sexo) e clínicos, função renal, função hepática, hábitos alimentares, tabagismo, alcoolismo, enfim, são inúmeros os fatores que podem afetar a resposta aos medicamentos. As variáveis genéticas são um desses fatores. Então, para alguns medicamentos o fator genético é determinante, enquanto para outros o importante a se levar em conta é a idade, e para outros o peso”, concluiu o cientista. 

FONTE: Agência FAPESP, 29/01/2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sobreviventes do incêndio no RS ainda correm risco, dizem médicos

Fumaça pode provocar doenças mesmo em quem não foi internado.
Incêndio em discoteca de Santa Maria matou mais de 230 pessoas.


Eduardo Carvalho
Do G1, em São Paulo



A inalação de fumaça pelo corpo humano pode causar um colapso do aparelho respiratório e provocar a morte de uma pessoa. Foi o que aconteceu com grande parte das vítimas do incêndio que atingiu a danceteria Kiss, em Santa Maria (RS), e matou mais de 230 pessoas na madrugada deste domingo (27).



Além disso, médicos ouvidos pelo G1 afirmam que mesmo pessoas que não precisaram ser internadas após o incêndio -- ou seja, sobreviventes da tragédia que estavam na boate e aqueles que auxiliaram no resgate -- podem desenvolver doenças respiratórias graves dias após o incidente.
Segundo o pneumologista José Eduardo Afonso Junior, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, a fumaça aspirada pelas vítimas do incêndio da boate Kiss deveria conter substâncias tóxicas liberadas devido à queima de materiais inflamáveis, como a espuma do isolamento acústico presente no teto do estabelecimento, atingida por faíscas de efeitos pirotécnicos segundo relatos de testemunhas.
Mais de 90% das vítimas morreram por intoxicação respiratória e pelo menos 123 jovens seguem internados, alguns em estado grave.



Atenção aos sobreviventes
A combinação da fumaça com o calor proveniente das chamas causa danos diretos ao sistema respiratório, podendo provocar o óbito de quem estiver em um ambiente fechado.

Segundo José Eduardo Afonso Junior, nos próximos dias deve ser observada a ocorrência de sintomas como falta de ar, chiado no peito, febre, tontura ou enjoo em pessoas que estiveram dentro da boate ou trabalharam no resgate das vítimas.
Isso pode ser indício de uma possível intoxicação por substância química, que deve ser tratada com atendimento médico.
A fumaça quente pode causar uma inflamação que não é reversível, uma lesão que lembra muito uma queimadura de pele.
A pessoa que respirar o ar contaminado pode desenvolver uma bronquite ou ainda ter sequela para o resto da vida se o pulmão for afetado em um percentual acima de 50%, necessitando de tratamento com oxigênio por um bom tempo.
Além disso, as vítimas podem desenvolver, em até cinco dias, doenças perigosas como a pneumonia.

Sinusite
O médico otorrinolaringologista Richard Voegels, do Hospital das Clínicas da Universidade da USP (Universidade de São Paulo), explica que envolvidos no incidente podem apresentar também quadro de sinusite.
“A mucosa respiratória ficará irritada e a pele interna pode ter inflamação. Há sobrecarga de secreção, que pode ficar acumulada nos seios paranasais (face), evoluindo para uma sinusite”, afirma.
Voegels complementa dizendo que o ideal é que a pessoa lave bastante o nariz com soro fisiológico, para tirar possíveis partículas que possam ter entrado com a fumaça.
Ele aponta ainda para uma possível perda momentânea do olfato, quando a pessoa não consegue sentir aromas. “Isso pode acontecer por algumas horas após a aspiração de fumaça. Mas se o sintoma persistir,  um médico deve ser procurado”, indica o especialista.

Continue lendo aqui.








FONTE: Bem Estar, 28/01/2013

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fórum Social Mundial Temático tem início neste sábado, 26






      O Fórum Social Mundial (FSM) Temático 2013, com o tema Democracia, Cidades, Desenvolvimento Sustentável e Trabalho Decente, acontece em Porto Alegre de 26 a 31 de janeiro. Serão diversas atividades ocorrendo em vários pontos da cidade.

         A capital gaúcha passou a sediar o FSM em 2001, com edições também realizadas em 2002, 2003 e 2005. Em novembro de 2012, a Câmara Municipal oficializou o evento “Semana do Fórum Social Mundial” celebrado todos os anos, na última semana do mês de janeiro. 


        FSM: Movimento Saúde + 10


         O Movimento Saúde + 10, que acontece durante o Fórum Social Mundial (FSM) Temático, estará coletando assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que destina 10% dos recursos brutos da União para a Saúde.
        Um seminário promovido pelo Movimento acontece neste sábado, dia 26, das 9h às 16h, no plenarinho, da Assembleia Legislativa. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul integra o Movimento Saúde + 10, assim como outras entidades da área da saúde, estudantis, organizações e centrais sindicais.

  Para conferir a programação completa do Fórum Social Mundial Temático acesse:www.fsmpoa.com.br


FONTE: SIMERS, 25/01/2013

Bactérias resistentes 'ameaçam mais que aquecimento global'


A tuberculose é uma das doenças que mais preocupam (Foto: BBC)

Chefe de Saúde da Inglaterra alerta para cenário 'apocalíptico' pela crescente ineficiência de remédios contra infecções.


O aumento de infecções resistentes a medicamentos é comparável à ameaça do aquecimento global, de acordo com a principal autoridade de Saúde da Inglaterra. Sally Davies, chefe do serviço médico civil da Inglaterra, disse que as bactérias foram se tornando resistentes às drogas atuais e há poucos antibióticos para substituí-las.

Ela disse a uma comissão de deputados britânicos que uma operação de rotina pode se tornar letal devido à ameaça de infecção. Especialistas disseram que este é uma problema global e que precisa de mais atenção.

Os antibióticos são uma das maiores histórias de sucesso na medicina. No entanto, as bactérias são um inimigo que se adapta rapidamente e encontra novas maneiras de burlar as drogas.

Um dos exemplos desta ameaça é o Staphylococcus aureus resistente à meticilina - ou SARM (também conhecido pela sigla em inglês MRSA - Methicillin-resistant Staphylococcus aureus) -, uma bactéria que rapidamente se tornou uma das palavras mais temidas nas enfermarias de hospitais, e há também crescentes relatos de resistência em cepas de E. coli, tuberculose e gonorreia.

"Cenário apocalíptico"

Davies disse: "É possível que a gente jamais veja o aquecimento global acontecer, então o cenário apocalíptico é quando eu precisar operar meu quadril daqui a em 20 anos e for morrer de uma infecção de rotina, porque os antibióticos não funcionam mais." Ela disse que só um único antibiótico sobrou para tratar a gonorreia.

"É muito grave, e é muito grave porque nós não estamos usando nossos antibióticos de forma efetiva". "Não há um modelo de mercado para fazer novos antibióticos, de modo que estas bactérias se tornaram resistentes, o que ocorreria naturalmente, mas estamos estimulando isso pela forma com que antibióticos são usados, e não haverá novos antibióticos adiante."

Arsenal vazio

O alerta feito pela especialista no Parlamento britânico ecoa avisos semelhantes feitos pela Organização Mundial de Saúde, dizendo que o mundo está caminhando para uma "era pós-antibióticos", a menos que sejam tomadas medidas.

A entidade pinta um futuro no qual "muitas infecções comuns não terão mais uma cura e, mais uma vez, matarão incessantemente". O professor Hugh Pennington, microbiologista da Universidade de Aberdeen, disse que a resistência a drogas é "um problema muito, muito sério". "Precisamos prestar mais atenção a ele. Precisamos de recursos para monitoramento, para lidar com o problema e para fazer informações públicas circularem adequadamente."

Ele sublinhou que este não era um problema exclusivo da Grã Bretanha. "As pessoas estão indo para o exterior para operações, ou para, vamos dizer, fazer turismo sexual e trazer para cá gonorreia, que é um grande problema em termos de resistência a antibióticos - e também há tuberculose em muitas partes do mundo".

Pennington disse que as empresas fabricantes estavam sem opções também, porque todas as drogas mais simples já haviam sido produzidas. "Temos de estar cientes de que não vamos ter novos remédios milagrosos, porque simplesmente não há novos remédios".

Para ler mais notícias do G1 Ciência e Saúde, clique em g1.globo.com/ciencia-e-saude. Siga também o G1 Ciência e Saúde no Twitter e por RSS.

FONTE: G1 Ciência e Saúde, 25/01/2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pesquisadora defende suplementação com vitamina D para idosos



Estudos coordenados por Marise Lazaretti Castro (Unifesp), com apoio da FAPESP, revelam que a carência do nutriente na população de São Paulo é grande, principalmente entre os mais velhos 

Por Karina Toledo

          A carência de vitamina D em grandes centros urbanos como São Paulo já atingiu índices alarmantes, especialmente entre os idosos. O alerta é da médica Marise Lazaretti Castro, professora da Disciplina de Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chefe do Setor de Doenças Osteometabólicas da Escola Paulista de Medicina e pesquisadora do tema há mais de 15 anos.

         Nesse caso, no entanto, a alimentação inadequada não é a vilã, e sim a falta de exposição solar. A maior parte do nutriente é sintetizada na pele, com o estímulo dos raios ultravioleta. O processo é prejudicado pelo uso de filtros.

             "Costumam dizer que 20 minutos de exposição nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde são suficientes, mas isso não é necessariamente verdade. É difícil você saber ao certo o quanto de sol é necessário. Pessoas negras precisam de mais tempo do que pessoas brancas e os idosos levam pelo menos o triplo do tempo para produzir a mesma quantidade de vitamina que os jovens”, afirmou Castro.

           O estilo de vida moderno, afirmou a pesquisadora, não favorece os banhos de sol. A fim de se adequar à nova realidade, é preciso suplementar.
       
       Para Castro, a suplementação com vitamina D deveria fazer parte da rotina de acompanhamento geriátrico e ser regra entre os grupos de risco para fratura, como idosos institucionalizados, pacientes com lúpus, portadores de osteoporose e mulheres na pós-menopausa.

              Leia  a entrevista concedida pela pesquisadora à Agência FAPESP aqui.

FONTE: Agência FAPESP, 24/01/2013

Cientistas estudam nova fórmula para medir IMC


Fórmula atual não leva em conta o ganho de peso natural de uma pessoa mais alta, por isso a possível mudança


Cientistas estudam nova fórmula para medir IMC; calcule a diferença Emílio Pedroso/Agencia RBS
IMC muda de acordo com o peso e a altura 
Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS

         Matemáticos da Universidade de Oxford podem tirar a tranquilidade daqueles que pensam ter um Índice de Massa Corporal (IMC) normal. Isso porque eles descobriram que a fórmula atual do cálculo (definido em 1830 pelo cientista belga Adolphe Quetele) não leva em conta o ganho de peso natural de uma pessoa mais alta e recalcularam o índice, daí a diferença. O IMC é usado para saber se o paciente tem sobrepeso ou é obeso e determinar riscos para a saúde.
              De acordo com o jornal britâncio The Telegraph, o professor Nick Trefethen calculou a nova fórmula após descobrir que o atual IMC, ao dividir o peso pela altura ao quadrado, dava um resultado excessivo para pessoas altas e pequeno demais para pessoas baixas.

             A nova fórmula é calculada da seguinte forma: 1,3 x peso (em kg)/ altura (em metros) elevada a 2.5. 


Veja na calculadora:


— Neste caso pessoas mais baixas são levadas a pensar que são mais magras do que na realidade são. E pessoas altas acham que são mais gordas. Merecemos uma explicação sobre o motivo pelo qual as autoridades de saúde usam esta fórmula — disse Trefethen.
Na nova fórmula, alguém com 1,50m terá um ponto a mais de IMC, por exemplo, o suficiente para mudar uma pessoa da categoria sobrepeso para obeso. O contrário também acontece: uma pessoa com 1,80m perde um ponto de IMC pelo novo cálculo.
— Sabemos que o IMC é um bom indicador populacional, mas nem tão bom assim individualmente — completou Trefethen.


FONTE: Donna, 23/01/2013 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Resultado de pesquisa sobre condicionamento físico repercute internacionalmente


         O artigo “Ability to sit and rise from the floor as a predictor of all-cause mortality” com os resultados de pesquisa sobre o Teste de Sentar-Levantar (TSL) desenvolvido pelo doutor Claudio Gil Araújo, professor da Universidade Gama Filho e pesquisador 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), está obtendo grande repercussão internacional. 
      O TSL é capaz de avaliar o nível de condicionamento muscular do paciente, revelando suas chances de mortalidade e não exige a utilização de equipamentos. Para comprovar sua tese, o médico avaliou 2,2 mil adultos entre 51 e 80 anos. "Concluímos que os pacientes com pior desempenho, aqueles que apresentam notas entre 0 e 3, têm 5,4 vezes mais chances de morrer por todas as causas”, conta o Dr. Claudio Gil Araújo.
       Os resultados da pesquisa foram publicados em dezembro de 2012 na European Journal of Preventive Cardiology, uma das revistas mais conceituadas da área, editada pela Sociedade Europeia de Cardiologia.  “Os resultados estão sendo difundidos por todo o mundo. Já   fizemos uma busca rápida na internet e observamos mais de 400 reportagens publicadas, em mais de 60 países, entre eles Estados Unidos, França e Alemanha.", afirma Araújo.
     Segundo o médico cardiologista especializado em medicina do esporte, o TSL foi pensado após observar que potência muscular, flexibilidade, equilíbrio e coordenação motora também podem ser relacionados a fatores de risco cardiovascular. "Desde que o teste foi desenvolvido, já o aplicamos em cerca de cinco mil pessoas de diferentes idades e já publicamos inúmeros artigos com os resultados obtidos. Dessa forma, já sabemos avaliar o que é uma pontuação ruim ou boa, para cada faixa etária", explica o pesquisador.
    A grande vantagem do TSL é poder ser executado em qualquer ambiente sem a necessidade de aparelhagem específica, nem contato físico entre médico e paciente. Basta a utilização de roupas confortáveis que não limitem os movimentos de braços e pernas e um tapete antiderrapante para evitar, principalmente, que pessoas idosas escorreguem. Outro ponto positivo destacado é que tanto o sistema de pontuação do teste quanto o significado dos resultados são facilmente compreendidos pelas pessoas.

Assista o vídeo com o passo-a-passo do Teste Sentar e Levantar (TSL).


Leia mais aqui.

FONTE: CNPq, 15/01/2013. Assessoria de Comunicação Social (Com informações da FAPERJ)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Ministério da Saúde oferece curso gratuito para farmacêuticos em São Paulo



Profissionais do SUS e docentes de instituições públicas podem se inscrever até o dia 31 deste mês. Aulas são presenciais, e contam com simulações práticas


          Os farmacêuticos do Sistema Único de Saúde (SUS) e de instituições públicas de ensino superior poderão expandir seus conhecimentos em Assistência Farmacêutica. O Ministério da Saúde em parceria com o Centro de Simulação Realística do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein oferecem uma capacitação gratuita nessa área. As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de janeiro, por meio do site http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=10152. O curso será ministrado presencialmente, em São Paulo, e oferece 320 vagas.

          Podem participar farmacêuticos de hospitais públicos e filantrópicos das áreas de oncologia, urgências e emergências e saúde mental, e farmacêuticos-docentes da disciplina de Assistência Farmacêutica ou congênere, de instituições públicas de ensino superior. Os inscritos serão selecionados segundo os seguintes critérios: comprovação dos requisitos com os documentos exigidos; ordem de inscrição; e análise do currículo resumido (tempo de experiência profissional na área).

          O curso será dividido em oito edições de 40 vagas, e utilizará a metodologia “Simulação Realística”, que replica experiências da vida real e favorece um ambiente participativo e de interatividade por meio de cenários de vivências práticas. A capacitação conta com uma carga horária de 16 horas, desenvolvidas ao longo de dois dias. Há previsão de cobertura do transporte aéreo, hospedagem, alimentação no curso e traslados do hotel até o local do evento e do local do evento ao aeroporto para todos os participantes, exceto residentes no estado de São Paulo.

          O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, destaca a importância de se qualificar profissionais da área. “A capacitação vai promover uma maior qualidade e segurança na administração de fármacos em ambientes hospitalares no SUS”, declara. O curso faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), iniciativa do Ministério da Saúde que contribui para o desenvolvimento institucional por meio de intervenções tecnológicas e gerenciais, e capacitações profissionais executadas por hospitais de excelência portadores do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social em Saúde (CEBAS-SAÚDE).

Por Priscila Costa e Silva, da Agência Saúde

FONTE: Portal da Saúde, 22/01/2013

Eventos em Saúde em Porto Alegre e Gramado


VI Congresso Latino-americano e XII Congresso Brasileiro de Higienistas de Alimentos
II Encontro Nacional de Vigilância de Zoonoses
IV Encontro do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal

Quando: 23 a 26 de abril 
Onde: Hotel Serrano Resort, em Gramado
Informações: http://www.higienista.com.br/index.html




III Encontro Internacional de Neonatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre 
I Simpósio Interdisciplinar de Atenção ao Prematuro

Quando: 7 a 9 de março
Informações: http://www.encontrodeneonatologia.com.br - Telefone: (51) 3359-8090 



III Simpósio Interdisciplinar de Saúde e Ambiente da Univates
IX Semana Interdisciplinar de Saúde
II Seminário de Educação Permanente em Saúde

Quando: 15 a 17 de abril
Informações: https://www.univates.br/eventos/ - Telefone: (51) 3714-7000, ramal 5454 ou pelo e-mail sisa@univates.br

* Os trabalhos podem ser inscritos gratuitamente até 15 de março no site.



XIII Congresso de Stress da ISMA-BR
XV Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho
V Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público
Encontro Nacional de Responsabilidade Social e Sustentabilidade

Trabalho, Stress e Saúde:
promovendo a saúde total do trabalhador – da teoria à ação


Quando: 18 a 20 de junho
Onde: Centro de Eventos Plaza São Rafael, Porto Alegre

* Até 22 de março serão aceitas submissões de resumos para trabalhos, simpósios e pôsteres sobre estresse, qualidade de vida e responsabilidade social

Principais Temas:
- Assédio moral e sexual
- Doenças ocupacionais
- Meio ambiente e sustentabilidade
- Qualidade de vida na segurança pública
- Qualidade de vida no serviço público
- Redução de gastos com saúde
- Saúde total do trabalhador
- Tendências atuais do trabalho



XVII Congresso Sul-Rio-Grandense de Ginecologia e Obstetrícia

Quando19 a 20 de abril 
OndeHotel Serrano Resort, Convenções e SPA, Gramado-RS
(Avenida das Hortências, 1.480)  
Informaçõeshttp://www.plenariumcongressos.com.br/congressos/csrgo2013/


FONTE: Zero Hora, 14/01/2013, p. 24


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda, dizem cientistas

  


   Ler autores clássicos, como Shakespeare, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e a poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool publicado nesta terça-feira (15).

   Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e depois essas mesmas passagens traduzidas para a "linguagem coloquial".

   Os resultados da pesquisa, antecipados pelo jornal britânico "Daily Telegraph", mostram que a atividade do cérebro "dispara" quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

   Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.

   Os especialistas descobriram que a poesia "é mais útil que os livros de autoajuda", já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva. "A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças", explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo. Após o descobrimento, os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

FONTE: Folha de São Paulo, 15/01/2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ministério da Saúde anuncia investimento de R$ 4 milhões em pesquisas sobre DST/Aids e hepatites virais



       O Ministério da Saúde abriu na sexta-feira passada, 11 de janeiro, uma nova seleção para pesquisas em DST, aids e hepatites virais. O edital contempla 23 linhas de pesquisa. Um dos temas que poderá ser estudado é a aceitabilidade e a efetividade de novas tecnologias de prevenção ao HIV, como profilaxia pré-exposição sexual, circuncisão, tratamento como prevenção e microbicidas. Outro exemplo de pesquisa a ser abordada é sobre a ocorrência de casos de hepatite D fora da Amazônia Ocidental.

     Ao todo, serão investidos R$ 4 milhões no financiamento desses estudos. As inscrições estão abertas e o edital completo pode ser acessado no site www.aids.gov.br/edital/2013/52745.

   Os projetos devem se alinhar a três grandes temas propostos: 1) prevenção e epidemiologia; 2) diagnóstico e desenvolvimento tecnológico; 3) gestão e avaliação de políticas públicas de saúde. A maior parte dos recursos – R$ 2 milhões – se destina a pesquisas voltadas para prevenção e epidemiologia.

    Na prática, os estudos precisam conter aspectos como análises das condições de vida e de saúde de pessoas vivendo com esses agravos e definição de novas estratégias de testagem. A abrangência do levantamento incluirá também a integração dos instrumentos de planejamento e gestão regionais.

   Entre as populações-alvo dos estudos estão profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens, travestis e transgêneros. O investimento em pesquisas tem como foco, ainda, pessoas privadas de liberdade e população de rua. “É fundamental conhecer as metodologias de intervenções locais bem-sucedidas, principalmente com foco em populações em situação de maior vulnerabilidade”, avalia o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.

    Segundo ele, o incentivo à pesquisa contribui para o aprimoramento da política brasileira de aids e hepatites virais, e para a implementação de políticas públicas de saúde.

   Podem participar da seleção instituições de ensino superior, institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados, sem fins lucrativos. Empresas públicas, organizações não governamentais e serviços de saúde que desenvolvam atividades de pesquisa também estão aptos a concorrer ao financiamento.

    A data limite de recebimento no protocolo do Departamento é 11 de março de 2013. O resultado final da seleção deve ser divulgado no dia 28 de março, por meio do site www.aids.gov.br.

Redação da Agência de Notícias da Aids com informações do Ministério da Saúde


FONTE: Agência de Notícias da Aids, 14/01/2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Governo estadual lança cartilha para combater falta de informações sobre pessoas com deficiência

       
O manual de 34 páginas, tem tiragem inicial de 5 mil exemplares.

       Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelam que 23, 85% dos gaúchos apresentam algum tipo de deficiência, mas apesar do percentual elevado,  essa parcela da população, muitas vezes, sofre com a falta de informação dos seus interlocutores sobre suas limitações, e o desconhecimento sobre como lidar com elas. 
      
     Para elucidar dúvidas e melhorar as condições dessa população, o Governo do Estado lançou, nesta segunda-feira (07) a cartilha ilustrada "Atitudes que Fazem a Diferença com Pessoas com Deficiência", em solenidade realizada no Palácio Piratini.

       O manual de 34 páginas foi elaborado pela equipe técnica da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades do Rio Grande do Sul (Faders), vinculada à Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH). A publicação traz uma parte introdutória com dados gerais sobre os serviços disponíveis no Estado para essa população, sobre acessibilidade e tecnologia, dados estatísticos e legislação. Em seguida, explica os diversos tipos de deficiência e aponta maneiras simples de lidar no dia a dia com pessoas que apresentam algum tipo de limitação.

      Com uma tiragem inicial de 5 mil exemplares, a cartilha será distribuída, primeiramente, em órgãos públicos e enviada às administrações municipais gaúchas. Em breve, nova tiragem permitirá também que escolas e outros ambientes disponham da cartilha.

     O governador em exercício, Beto Grill, destacou durante o ato, o trabalho da SJDH e da Faders na elaboração da cartilha e na implementação do programa RS Sem Limite, o plano estadual que contém ações voltadas às pessoas com deficiência. "Costumamos medir o desenvolvimento do Estado, por meio de obras e de recursos financeiros, mas acredito que só se mede verdadeiramente o desenvolvimento de um lugar quando há melhoria na vida das pessoas. E tenho certeza de que, nesses dois anos, ações como esta têm melhorado a vida dos gaúchos e gaúchas que mais precisam", afirmou.

    No mesmo sentido, o secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, Fabiano Pereira, destacou o protagonismo das pessoas com deficiência na elaboração das políticas públicas, citando o sucesso da conferência realizada, em 2012, com os representantes dessa população. "Um dos lemas das pessoas com deficiência é 'nada sobre nós sem nós', e é assim que buscamos a inclusão: construindo a cidadania juntos e garantindo oportunidades iguais a todos", acrescentou Pereira.

   Já a presidente da Faders, Marli Conzatti, lembrou as iniciativas da presidente Dilma Rousseff, em benefício das pessoas com deficiência, como o lançamento do plano Viver Sem Limite. Ela citou que 32 municípios gaúchos já aderiram a versão gaúcha do programa e mais 60 devem fazer o mesmo no primeiro semestre de 2013.

    Uma das frentes previstas no RS Sem Limite, segundo Marli, é disseminar a informação na qual se insere a cartilha lançada nesta segunda. "Este material ajuda a transpor aquelas barreiras que são fruto da desinformação. Todos nós possuímos limitações e habilidades intrínsecas e conhecê-las garante uma vida com mais dignidade e cidadania", afirmou Marli. Representantes do Conselho Estadual das Pessoas com Deficiência, de entidades ligadas ao tema, da OAB e da Famurs estiveram presentes no lançamento da cartilha.

Texto: Gabriel Gabardo
Foto: Caroline Bicocchi
Edição: Redação Secom