quarta-feira, 31 de julho de 2013

Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia recebe inscrições

As inscrições estão abertas e os trabalhos podem ser enviados até 19 de agosto


           A Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia (RECyT) do Mercosul anunciou na  terça-feira (25) o tema do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia de 2013: “Educação para a ciência”. As inscrições estão abertas e os trabalhos podem ser enviados até 19 de agosto por meio do site da iniciativa.
          Os trabalhos devem voltados à realidade do Mercosul e relacionados com educação científica dirigida ao ensino médio ou alfabetização científica no ambiente escolar do nível básico. O prêmio é aberto a estudantes e pesquisadores do Brasil e de todos os países integrantes do bloco: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
         Dividida em quatro categorias, listadas a seguir, a premiação abrange do ensino médio ao doutorado.

Iniciação Científica – estudantes de ensino médio de até 21 anos, com ou sem orientação de professor – prêmio: US$ 2.000

Estudante Universitário – universitários (sem limite de idade), com ou sem orientação de professor – prêmio: US$ 3.500

Jovem Pesquisador – graduados de até 35 anos – prêmio: US$ 5.000

Integração – equipes de pesquisadores graduados de pelo menos dois dos países listados (sem limite de idade) – prêmio: US$ 10.000

         O prêmio, criado pela RECyT, é patrocinado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil, pelo Observatório Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Oncti) da Venezuela e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil, e apoiado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) do Brasil, pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina, pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia do Paraguai e pelo Ministério de Educação e Cultura do Uruguai.

        A cerimônia de entrega do Prêmio MERCOSUL de Ciência e Tecnologia de 2013 será realizada em data e local a serem definidos pela RECyT/MERCOSUL. Para mais informações, acesse o site: http://eventos.unesco.org.br/premiomercosul.

 
Texto: Ascom da Unesco


FONTE: FAPERGS, 30/07/2013

terça-feira, 30 de julho de 2013

Amamentação torna as crianças mais inteligentes


Estudo reforça a importância do leite materno até um ano de idade
Foto: Carin Araujo

              Quanto mais tempo as mães amamentam, mais inteligentes ficam seus filhos. Essa é a essência de um novo estudo realizado nos EUA, que explorou a relação entre a duração da amamentação e as habilidades cognitivas apresentadas pelas crianças mais tarde na vida.
              O estudo concluiu que amamentar o máximo que a mãe puder, por pelo menos até a criança completar um ano de idade, aumenta o QI dos bebês.
              Para o estudo, publicado pelo JAMA Pediatrics, os pesquisadores acompanharam mais de 1,3 mil mães e crianças. Eles descobriram que a maior duração da amamentação foi associada com melhores competências linguísticas na idade da criança aos três anos, e melhorou a inteligência verbal e não-verbal aos sete anos, em comparação com as crianças que estavam sendo alimentadas de outras formas.

               "Essas descobertas apoiam as recomendações nacionais e internacionais para promover a amamentação exclusiva por seis meses de idade e continuar a amamentação até pelo menos um ano de idade", concluem os autores do estudo.
               O estudo se baseia em pesquisas anteriores que também descobriram que crianças amamentadas mostraram melhora no desenvolvimento do cérebro em comparação a bebês alimentados através de outras fontes de leite ou comida.
               Um estudo de 2010 da Universidade de Oxford, por exemplo, descobriu que menos de quatro semanas de amamentação em um bebê recém-nascido teve efeitos significativos e de longo prazo sobre o desenvolvimento cognitivo na vida dele mais tarde. Depois de acompompanhar as crianças até os 14 anos, os cientistas descobriram que as notas em leitura, escrita e matemática foram notavelmente maiores em crianças amamentadas, se comparadas às que não recebiam leite materno.



FONTE: Bem-Estar, 30/07/2013 

Site da Biblioteca oferece acesso a livros eletrônicos e a bases de dados


                          
                 O site da Biblioteca está com novidades!

                 A partir de agora você poderá ter acesso a livros eletrônicos e a bases de dados de acesso restrito (as que exigem acesso pelo Proxy Periódicos ou cadastro na UFCSPA) e de acesso gratuito.

                 Ao clicar em um dos links, assinalados na imagem acima, abrirá um nova página com o acesso aos livros eletrônicos e as bases de dados.

                 O acesso será feito ao clicar na imagem correspondente ao recurso.          

                

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pesquisa de qualidade, não de quantidade


Em reunião da SBPC, representantes de agências de fomento à pesquisa
apontam necessidade de estimular, nas análises de mérito, a qualidade dos
trabalhos publicados por cientistas
 
Por Elton Alisson, de Recife

          Depois de crescer em quantidade, a ciência brasileira enfrenta o desafio de melhorar a qualidade e aumentar seus impactos científico, social e econômico. Para isso, são necessárias, entre outras medidas, mudanças nos critérios de avaliação de pesquisadores e de instituições adotados pelas agências de fomento à pesquisa do país.
         A análise foi feita por integrantes de uma mesa-redonda sobre “Impacto e avaliação da pesquisa”, realizada na terça-feira (23/07), durante a 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife (PE).
        O encontro teve a participação de Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e Jorge Almeida Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
        De acordo com dados apresentados por Brito Cruz, desde 1980 vem aumentando o número de artigos científicos publicados por autores do Brasil. “Isso indica um avanço inconteste do sistema de ciência brasileiro, especialmente se levarmos em conta que é um sistema tardio [em comparação com países com tradição científica] e que ainda enfrenta grandes dificuldades”, disse Brito Cruz.
       Mas o impacto dos artigos científicos brasileiros – medido pelo número de vezes que o trabalho é citado por outros pesquisadores – ainda é baixo. “Ao longo de sua história, a ciência feita no Brasil, na média, tem tido pouca repercussão internacional, atingindo 60% da média do impacto científico do restante do mundo”, ponderou Brito Cruz.
      Um dos fatores apontados pelos participantes da mesa-redonda como responsável pelo baixo impacto da ciência feita no Brasil é a pouca cooperação de cientistas brasileiros com pesquisadores do exterior.
     Segundo dados apresentados pelo diretor científico da FAPESP, nos últimos anos diminuiu muito a cooperação internacional dos cientistas brasileiros, evidenciada pela queda de 40% para 27% da publicação de trabalhos em coautoria.
     “Esse é um dos menores percentuais de coautoria em artigos científicos observado hoje em países que fazem ciência e almejam ter alguma relevância no cenário científico mundial. É importante recuperarmos nossa capacidade de colaboração científica porque isso ajuda a aumentar o impacto”, disse Brito Cruz.
     O Brasil publica muito mais trabalhos na área de ciências de plantas e animais, por exemplo, do que a Coreia do Sul. O impacto científico dos artigos científicos publicados pelos pesquisadores sul-coreanos nessa área, no entanto, é superior ao dos trabalhos publicados por brasileiros.
      Em Física – área na qual a Coreia do Sul aumentou muito nos últimos anos sua quantidade de artigos publicados e o Brasil estacionou um pouco –, o impacto dos trabalhos publicados por cientistas brasileiros em 2012 cresceu mais do que o dobro da média mundial.
     “Isso tem relação com a participação do Brasil nas grandes colaborações internacionais que há na área da Física [como os realizados no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), na Suíça]. Esses trabalhos geram artigos muito citados na comunidade científica internacional porque têm muitas ideias fundamentais”, disse Brito Cruz.
     Guimarães, por sua vez, destacou que os outros países latino-americanos colaboram mais com nações europeias e com os Estados Unidos do que com o Brasil. “O Chile tem seu observatório astronômico. Por isso, todo o mundo colabora com eles e o fator de impacto dos artigos científicos deles é mais alto. O Brasil se descuidou da colaboração científica internacional”, disse.
     As universidades brasileiras também exercem pouca influência científica em comparação com instituições congêneres na Europa e nos Estados Unidos, destacou Brito Cruz. “É preciso que as universidades brasileiras progridam mais em termos de impacto científico mundial”, disse.

Ações necessárias 

     Uma das ações indicadas por Brito Cruz para aumentar o impacto da ciência feita no Brasil é proteger o tempo do pesquisador contra tarefas extracientíficas – como o preenchimento de relatórios para prestação de contas. Segundo ele, há poucas universidades no Brasil com escritórios voltados para auxiliar pesquisadores em tais tarefas, a exemplo do que fazem os Grants management offices nos Estados Unidos.
      “As agências que financiam a pesquisa no Brasil precisariam cobrar muito mais das instituições de ensino e de pesquisa no momento em que se concede financiamento a um projeto, com relação à questão da proteção do tempo do pesquisador contra tarefas extracientíficas”, ressaltou Brito Cruz. “Não é possível obter crescimento de impacto se não dermos aos pesquisadores brasileiros condições similares de trabalho às que seus colegas nas universidades de Stanford ou de Oxford, por exemplo, possuem”, frisou.
      Outras medidas sugeridas são aumentar a cooperação internacional, a visibilidade e o impacto das revistas científicas publicadas pelo Brasil – uma vez que 33% dos artigos científicos de autores brasileiros saem em periódicos nacionais –, e valorizar a qualidade, em detrimento da quantidade, dos artigos científicos publicados por pesquisadores na análise de seus projetos de pesquisa na hora de conceder financiamento ou na promoção de cargo, entre outras situações.
      A necessidade dessa mudança de critério de avaliação de pesquisadores também foi ressaltada por Oliva. “Ao premiarmos a quantidade, em detrimento da qualidade dos trabalhos publicados, podemos sinalizar uma direção errada, desencaminhar os jovens pesquisadores e, eventualmente, contribuir para acomodar cientistas seniores naquilo que aprendemos rapidamente a fazer, que é publicar”, disse.
     A mudança de critério de avaliação da qualidade dos trabalhos científicos publicados, em vez da quantidade, não implicará na diminuição do número de publicações, avaliou Oliva.
     “Temos que superar a ideia de que quantidade e qualidade são necessariamente opostas. É possível manter a produção científica brasileira atual e, ao mesmo tempo, almejar mais”, afirmou.

FONTE: FAPESP, 25/07/2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Treinamentos abertos EBSCO - Agosto 2013

 

  
            EBSCO oferece uma semana de treinamentos abertos via Webex todo mês. Estes treinamentos estão destinados a profissionais de saúde, universitários, docentes, pesquisadores, bibliotecários e demais interessados, que utilizam as bases de dados EBSCO e serviços EBSCO oferecidos em diversas interfaces.
           Cada um dos treinamentos compreenderá uma revisão geral da plataforma, enfatizando as principais características de cada produto, com o objetivo de maximizar o uso e obter os resultados esperados, utilizando técnicas efetivas de busca.
           Para registrar-se em um treinamento, clique no seguinte link Treinamentos abertos e selecione o(s) treinamento(s) de interesse. Ao clicar em "Registrar-se", você será levado à página de registro que deverá completar com suas informações, em seguida receberá um email de confirmação com um link direto para o treinamento, que você deverá acessar no dia e horário indicados.
            Todos os treinamentos serão oferecidos no horário oficial de Brasília, Brasil, portanto fique atento!
            Por fim, os treinamentos tem duração de aproximadamente 1 hora, necessitam um computador com acesso à internet, navegador atualizado e com java, além de fones de ouvido/caixas de som. O ideal é que o participante ingresse o treinamento pelo menos 5 minutos antes do treinamento para configurar seu áudio.
                                        Segunda-feira, 12 de agosto de 2013, às 10:30

EBSCOhost básico
Este treinamento faz uma revisão dos tópicos básicos para se executar uma busca com sucesso na plataforma. Apresentando a interface EBSCOhost, que é a plataforma de busca de bases de dados da EBSCO, além de apresentar a busca básica, página de resultados e página do resultado, este treinamento tem a intenção de familiarizar o participante com a interface EBSCOhost.

Segunda-feira, 12 de agosto de 2013, às 16h
Fonte acadêmica
Fonte Acadêmica é uma coleção de periódicos científicos, produzidos no Brasil e em Portugal, que está em constante expansão. Oferecendo o texto completo de mais de 130 publicações, é uma ferramenta indispensável para pesquisas científicas. Este treinamento faz uma revisão dos tópicos básicos para se executar uma busca com sucesso na plataforma. Apresentando a interface EBSCOhost, que é a plataforma de busca de bases de dados da EBSCO, além de apresentar a busca básica, página de resultados e página do resultado, este treinamento tem a intenção de familiarizar o participante com a interface EBSCOhost.

Terça-feira, 13 de agosto de 2013, às 10:30
EBSCOhost avançado
Este treinamento faz uma revisão dos tópicos avançados para se executar uma busca com sucesso na plataforma. Utilizando a interface EBSCOhost, que é a plataforma de busca de bases de dados da EBSCO, serão apresentadas as:  busca avançada e buscas adicionais que estão presentes na interface: como busca no vocabulário controlado, busca por imagens e índice, o objetivo é instruir os participantes sobre buscas mais especializadas em buscadores adicionais que a própria plataforma oferece.

Terça-feira, 13 de agosto de 2013, às 16h
EBSCOhost - administração
Serão apresentadas as abas da área administrativa da plataforma EBSCOhost, bem como suas funcionalidades.

Quarta-feira, 14 de agosto de 2013, às 10:30
eBooks - aquisição
Será apresentada a plataforma ECM (EBSCOhost Collection Manager), bem como suas funcionalidades e perfis. Formas de aquisição e modelos de acesso.

Quarta-feira, 14 de agosto de 2013, às 16h
MEDLINE Complete
MEDLINE with Full Text é a fonte mais completa do mundo em textos completos de periódicos científicos na área de saúde, fornecendo textos completos de 1.370 periódicos científicos. Este treinamento faz uma revisão dos tópicos básicos para se executar uma busca com sucesso na plataforma. Apresentando a interface EBSCOhost, que é a plataforma de busca de bases de dados da EBSCO, além de apresentar a busca básica, página de resultados e página do resultado, este treinamento tem a intenção de familiarizar o participante com a interface EBSCOhost.

Quinta-feira, 15 de agosto de 2013, às 10:30
eBooks - administração e uso
Este treinamento fará uma introdução sobre eBooks, desde as formas de aquisição e modelos de acesso, até a apresentação deles no EBSCOhost, apresentando como é feito o empréstimo, qual o controle que o usuário final possui e quais dispositivos permitem a leitura.

Quinta-feira, 15 de agosto de 2013, às 16h
EBSCO discovery service (EDS)
Este treinamento fará uma revisão geral sobre o serviço de descobrimento EBSCO. Apresentando as principais diferenças e características deste produto. Serão apresentados: a estrutura do EDS, seu conceito básico, suas diferenças com o EBSCOhost e suas principais características.

 Sexta-feira, 16 de agosto de 2013, às 10:30
World Politics Review (WPR)
1 hora de treinamento sobre este recurso focado em relações internacionais, política externa e áreas correlatas. Um revisão de seu conteúdos e de seus acessos, via EBSCOhost e o site próprio.

Sexta-feira, 16 de agosto de 2013, às 16h
Dynamed
Dynamed é um produto EBSCO de saúde baseada em evidência, voltado para profissionais de saúde, estudantes, bibliotecários especializados na área de saúde e demais interessados. Neste treinamento será feita uma revisão da plataforma.




FONTE: EBSCO, 17/07/2013 por e-mail  

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Dois eventos marcarão a Semana Mundial do Aleitamento Materno na UFCSPA

   


       O curso de Fonoaudiologia da UFCSPA promoverá no dia 02 de agosto (sexta-feira) dois eventos para marcar a Semana Mundial de Aleitamento Materno*

       A primeira atividade ocorre no período da manhã das 8h15 às 11h45. O I Seminário Falando em Amamentação é realizado pelo projeto de extensão “Falando em Amamentação”, vinculado ao curso de Fonoaudiologia da UFCSPA. A abertura do evento será conduzida pelas professoras da UFCSPA Sheila Tamanini de Almeida (coordenadora do projeto), Andrea Bonamigo (coordenadora do curso de Fonoaudiologia) e Deisi Vidor (pró-reitora de Extensão). 
      A palestrante convidada é a professora Maria Teresa Cera Sanches (Instituto de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo) que falará sobre a prática fonoaudiológica na amamentação. 
      Na parte da tarde, das 13h30 às 18h, será realizado o II Seminário Práticas Profissionais no Incentivo à Amamentação. 


      As inscrições são gratuitas e estão abertas a estudantes e profissionais de Fonoaudiologia. 

      Os interessados devem se inscrever pelo e-mail amamentacao@ufcspa.edu.br

Leia mais aqui


* Estabelecida desde 1992 pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), a Semana Mundial de Aleitamento Materno, que conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), tem o objetivo de facilitar e fortalecer a mobilização social para a importância da amamentação. Comemorada entre os dias 1 a 7 de Agosto, já envolve mais de 120 países, considerando-se as iniciativas e esforços globais relacionados com o tema. (Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde)

FONTE: UFCSPA, 18/07/2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

Santa Casa apresenta nova tecnologia para cirurgias cardíacas em Porto Alegre

Mais de 20 procedimento cirurgicos já foram realizados no Estado com a nova tecnologia 
 Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
 


Quando o assunto é cirurgia cardíaca, Porto Alegre já está à frente de muitos centros de referência do mundo. Na manhã de sexta-feira (19), a equipe do Heart Team (Time do Coração) do Hospital São Francisco, do Complexo Hospitalar da Santa Casa, apresentou um novo equipamento que auxilia nos procedimentos de implantes de válvulas no coração sem a necessidade de abrir o tórax.
Inédita no Estado, a tecnologia recentemente adquirida pelo grupo é a segunda em funcionamento no país — a outra opera em São Paulo.
Chamado Artis Zeego, o equipamento, que se ajusta à mesa cirúrgica e gira no entorno dela, tem capacidade de captar imagens tridimensionais do paciente em alta definição durante a intervenção cirúrgica. Elas são enviadas em poucos segundos a um monitor, permitindo à equipe médica acompanhar em detalhes cada passo do procedimento.
Conforme o médico Fernando Lucchese, que dirige o grupo ao lado do chefe do serviço de hemodinâmica, Valter Lima, a nova tecnologia apresenta uma série de vantagens para médicos e pacientes.
— O procedimento é muito menos invasivo, e por isso os riscos para pacientes, em especial para os idosos, são muito menores — explica.
O implante de válvulas no coração por meio de catéteres e sem a necessidade de abrir o tórax — como ocorre em intervenções convencionais — já é realizado em diversos hospitais de Porto Alegre, explica o médico. A aquisição do equipamento de imagem, desenhado especificamente para esse tipo de procedimento, é a grande novidade que reduz ainda mais os riscos da cirurgia.
A duração da intervenção, que chegava a sete horas, hoje é reduzida a menos de duas horas. Por ser menos invasiva, o tempo de recuperação também é menor.

Os pacientes, que antes permaneciam internados por cerca de duas semanas, hoje podem ser liberados em menos de sete dias. Lucchese calcula que, com esses avanços, o risco para o paciente caiu de 50% para cerca de 2,5%.
Há 43 anos realizando cirurgias cardíacas, o médico comemora a nova aquisição, que facilita também o trabalho de sua equipe.

Um dos grandes diferenciais é que o equipamento é todo instalado no teto da sala cirúrgica, e manuseado pelos profissionais através de joysticks, semelhantes aos de videogames.
Desta forma, os cirurgiões e intervencionistas conseguem atuar de maneira integrada com os demais profissionais, como anestesistas, técnicos de imagem e ecografistas em uma mesma sala.

A disposição dos equipamentos, além de facilitar a mobilidade da equipe durante o procedimento, garante aos médicos o espaço necessário para atuar caso ocorra alguma complicação durante a cirurgia.
— Essas novas tecnologias mudaram completamente a forma de atuar na cirurgia. Jamais pensei que estaria vivo para assistir e muito menos para fazer um procedimento com este tipo de software — ressaltou o cirurgião.
Completando seu primeiro mês de funcionamento no Hospital São Francisco, o equipamento já foi utilizado em mais de 20 cirurgias para colocação de válvulas cardíacas, e em dezenas de outros pequenos procedimentos.

O software, que já obteve a aprovação da Anvisa, ainda não foi liberado por outros órgãos governamentais. Por isso, todos os procedimentos até agora foram realizados por decisão judicial para pacientes com plano de saúde e também do Sistema Único de Saúde (SUS).
Lucchese acredita que, dentro de dois ou três anos, com a aprovação completa do governo, as cirurgias realizadas com essa tecnologia corresponderão a mais de 10% dos procedimentos realizados no hospital.

FONTE: Zero Hora, 19/07/2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Equívocos de redação prejudicam trabalhos científicos brasileiros

Por Elton Alisson

          Os pesquisadores brasileiros têm se esforçado para melhorar suas habilidades em redação, mas ainda cometem erros ao escrever uma tese ou artigo, segundo Gilson Volpato, especialista em redação e publicação científica.
          Para Volpato, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), isso ocorre porque muitos pesquisadores não dominam ainda conceitos básicos da redação científica.
          “Temos boas pesquisas no Brasil que, muitas vezes, são poucos citadas porque os resultados são mal apresentados. Isso se deve a uma série de equívocos sobre conceitos fundamentais na redação de um texto científico, que precisam ser corrigidos”, disse Volpato, à Agência FAPESP.

         De acordo com o autor – que dá cursos sobre o tema e já auxiliou pesquisadores a reescreverem mais de 250 artigos em humanas, exatas e biológicas –, um dos conceitos relacionados à estrutura e apresentação dos textos utilizado de maneira equivocada está na introdução.
         É comum, segundo ele, alguns pesquisadores erroneamente apenas discorrerem nessa parte fundamental de um texto científico sobre a literatura científica que leram, sem fundamentarem as bases e os objetivos da pesquisa.
“Esse é um vício observado nas introduções de algumas teses e dissertações, onde se inclui a chamada ‘revisão da literatura’, por exemplo, e tenta-se replicar essa mesma estrutura de texto nos artigos submetidos às revistas científicas. Porém, essa estrutura acaba não sendo publicada porque os artigos científicos internacionais seguem a lógica científica que é adotada por todas as boas revistas científicas no mundo e não se pode querer fazer algo diferente”, disse Volpato.
         Outro conceito errado é sobre artigo de revisão científica. A ideia é que tal trabalho contribua para o avanço do conhecimento, mas, de acordo com Volpato, muitos artigos do tipo costumam apenas resumir as pesquisas em suas respectivas áreas.
“Há pesquisadores que coletam uma série de dados da literatura recente em suas áreas, fazem um resumo de todo o material coletado e acham que fizeram um artigo de revisão. Mas o artigo de revisão tem que avançar, tem que trazer novas conclusões”, afirmou.

Reavaliação de conceitos

          Volpato, em parceria com mais cinco pesquisadores, acaba de lançar o Dicionário crítico para redação científica, com o intuito de contribuir para corrigir e balizar conceitos utilizados erroneamente por pesquisadores brasileiros.
          O livro reúne definições de 750 termos utilizados em várias áreas, relacionados à publicação, redação, Filosofia da Ciência, Ética, Lógica, Administração, Estatística, Metodologia, Biblioteconomia e Cientometria, entre outras.
          Entre os conceitos definidos pelos autores estão os de autoria, fator de impacto, método lógico e metanálise. “O livro reúne conceitos úteis a cientistas de qualquer área, que são definidos com clareza para nortear a construção de uma ciência que seja de alto nível e que atenda aos padrões internacionais de publicação”, afirmou Volpato.
          Segundo ele, a publicação leva o nome de dicionário crítico porque muitas definições atuais utilizadas de forma corrente precisam ser reavaliadas. “O dicionário apresenta definições mais ousadas e também faz críticas a alguns conceitos mais tradicionais que já não fazem mais sentido no universo atual da ciência e da redação científica”, disse.
De acordo com Volpato, há poucos exemplos desse tipo de publicação, a maioria voltada para áreas específicas, como o Critical Dictionary of Sociology e o Critical Dictionary of Art, Image, Language and Culture.

         A ideia é que a publicação brasileira chegue a ter mais de 5 mil palavras nas próximas edições. Para isso, já está sendo formada uma equipe com especialistas em diversas áreas, e os autores estão solicitando sugestões de novos termos para serem inseridos.
“As pessoas podem sugerir termos ou fazer críticas aos conceitos já definidos, para que possamos revê-los”, disse Volpato. Os interessados em dar sugestões devem enviar e-mail para dcrc2013@gmail.com. Os nomes dos autores das sugestões aceitas serão mencionados nas respectivas edições nas quais suas contribuições forem publicadas.
         Além do novo dicionário, Volpato também é autor dos livros Método lógico para a redação científica, Bases teóricas da redação científica, Publicação científica, Administração da vida científica, Pérolas da redação científica, Dicas para redação científica, Ciência: da filosofia à publicação e Estatística sem dor!.

         O professor também divulga seu trabalho no site www.gilsonvolpato.com.br , que oferece artigos, dicas e reflexões sobre redação científica, educação e ética na ciência. O site dá acesso a aulas on-line do curso “Bases teóricas para redação científica”, apresentado por Volpato na Unesp.



    Dicionário crítico para redação científica
    Lançamento: 2013
    Preço: R$ 60
    Páginas: 216
    Mais informações: www.bestwriting.com.br
     

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Declaração recomenda eliminar o uso do Fator de Impacto na Avaliação de Pesquisa


A Declaração de São Francisco sobre Avaliação da Pesquisa, de dezembro de 2012, faz um chamado crítico contra o uso do Fator de Impacto (FI) na avaliação da pesquisa.




O FI foi idealizado por Eugene Garfield, o fundador doInstitute for Scientific Information (ISI) em 1975. Seu conceito, entretanto, havia sido concebido pelo autor em 1955, quando teve início a publicação do Science Citation Index (SCI). O indicador foi inicialmente criado para auxiliar a seleção de periódicos a serem indexados no SCI, e mostrou que mesmo periódicos com pequeno número de artigos, mas que fossem altamente citados, poderiam ser selecionados. Nasce assim, o primeiro e mais popular e polêmico ranking de impacto de periódicos científicos. O ISI foi incorporado à agência internacional de notícias Thomson Reuters em 1992, e desde esta data, o FI e a base de dados fonte do indicador, o Journal Citation Reports (JCR), são parte integrante do produto Web of Knowledge.

O uso do FI para mensurar o impacto de periódicos tornou-se universal desde sua criação. As razões vão desde a facilidade para calculá-lo, o fato de ter sido durante muitos anos o único indicador bibliométrico disponível, estar disponível para um grande número de periódicos principalmente dos países desenvolvidos e servir para ranking e comparações entre periódicos. Entretanto, à medida que o uso do FI extrapolou o âmbito dos periódicos e se tornou popular nos meios acadêmicos como fonte direta e indireta de avaliação da qualidade da pesquisa, para promoções na carreira, concessão de recursos para pesquisa, avaliação de programas de pós-graduação e ranking de universidades e instituições de pesquisa, afloraram críticas quanto à sua usabilidade e limitações. As mais frequentes são:
o que é levado em conta no numerador nem sempre está no denominador;
o índice de citação dos artigos é que determina o FI do periódico, e não o contrário; observa-se baixa correlação do número de citações dos artigos individuais com o FI do periódico;

  • o indicador privilegia áreas que têm vida média de citações curtas (ciências da vida e ciências exatas) e desfavorece outras áreas;
  • artigos de revisão recebem mais citações do que artigos originais e alguns editores tendem a privilegiar este tipo de artigo em seus periódicos;
  • há um claro predomínio de periódicos em língua inglesa na base, apesar dos esforços recentes de impulsionar periódicos que retratem a ciência local de algumas regiões por meio de sua inserção no JCR.




A San Francisco Declaration on Research Assessment (DORA) é iniciativa dos cientistas da American Society for Cell Biology, tem por objetivo parar a utilização do FI para avaliação de pesquisa científica. A Declaração, que vem recebendo amplo apoio, recomenda que o FI não deva ser utilizado em avaliações relativas a financiamento, promoções na carreira e contratações de acadêmicos . O documento foi assinado por mais de 150 proeminentes cientistas e 75 organizações acadêmicas, entre elas a American Association for the Advancement of Science.

O uso isolado do FI na avaliação acadêmica é altamente destrutivo, segundo os signatários da DORA, pois pode impedir periódicos de publicar artigos de áreas ou assuntos menos citados, além de sobrecarregar periódicos de alto impacto com submissões muitas vezes inadequadas. Porém, a consequência mais nefasta para a ciência é impedir o progresso natural da pesquisa, que, na busca por novas abordagens, pode levar a períodos relativamente longos sem gerar publicações. Os pesquisadores devem poder “usufruir” deste período sem publicações e citações sem ser penalizados por isso.

Deveria causar surpresa o fato de que o uso de um indicador torne elegível um ou outro autor pelo fato de que tenha publicado em um periódico de mais alto FI, de que é mais importante saber onde ele publicou do que ler seu trabalho. A DORA realça a necessidade de avaliar a pesquisa pelos seus próprios méritos e não pelo periódico em que é publicada.



quarta-feira, 17 de julho de 2013

Faculdades de Medicina farão sugestões ao Programa Mais Médicos


Representantes de 12 faculdades de Medicina de universidades públicas de diversas regiões do País formaram uma comissão para elaborar sugestões ao programa Mais Médicos. O grupo foi criado após reunião em Brasília com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, nesta terça-feira (16), que contou com cerca de 100 participantes, entre reitores, representantes de ambos os ministérios e coordenadores de cursos de medicina de todas as universidades federais do Brasil. O programa foi lançado na última semana pela presidenta Dilma Rousseff por medida provisória e tem 120 dias para ser votado pelo Congresso Nacional. Durante o encontro com os representantes de faculdades de Medicina, os ministros apresentaram o programa e esclareceram as dúvidas da plateia.





A comissão será composta por membros da Universidade Federal do Ceará (UFCE), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Rondônia (Unir), Universidade Federal de Roraima (UFRR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Ouro Preto, Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal de Tocantins (UFT) e Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

“Conversar com as faculdades federais que formam os médicos hoje é um passo importante para colocarmos o programa em andamento. Elas serão fundamentais para mapearmos o que precisamos avançar para garantir os dois anos de treinamento em serviço na atenção básica e na urgência e emergência no Sistema Único de Saúde”, disse Padilha.

Segundo o ministro da Saúde, o governo federal está aberto a todo tipo de sugestão, só não vai recuar em três questões: os critérios para abertura de novas faculdades de Medicina; os dois anos do segundo ciclo de treinamento em serviço na atenção básica e na urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) complementando a formação do médico; e a abertura de uma vaga de residência para cada médico. Entre os critérios para abertura de novas faculdades estão: cinco ou mais leitos disponíveis por aluno, no máximo três alunos por equipe de atenção básica; ter estrutura de urgência e emergência e pelo menos três programas de residência médica nas especialidades fundamentais tais como Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia-Obstetrícia, Pediatria, Medicina de Família e Comunidade.

“O Mais Médicos foi lançado em Medida Provisória para dar prioridade ao debate, como estamos fazendo agora. Mas temos um prazo grande para amadurecer cada ponto e fazer ajustes: 120 dias para as medidas passarem por votação no Congresso Nacional, depois mais 180 dias para a ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação; e sete anos até os estudantes ingressarem de fato no segundo ciclo no SUS”, esclareceu Mercadante.





segunda-feira, 15 de julho de 2013

Grandes ganhos com pequena perda de peso


Em adolescentes, perder apenas 8% do excesso de peso, o equivalente a uma redução de 6 a 11 quilogramas (kg) da massa corporal, pode ser o bastante para desfazer as alterações metabólicas causadas pela obesidade, manter a fome sob controle e sair da faixa de risco para diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, que normalmente acompanham a obesidade. “Não é preciso perder 20 kg em pouco tempo, como normalmente se procura fazer, para evitar os problemas de saúde que se agravam com o excesso de peso”, diz Ana Dâmaso, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora do estudo interdisciplinar que levou a essas conclusões.
Durante um ano, médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e fisioterapeutas acompanharam 77 adolescentes de 14 a 19 anos e peso entre 101 e 120 kg, motivando-os a perderem peso gradativamente, por meio de exercícios físicos e da incorporação de uma dieta mais rica em verduras e frutas e de hábitos de vida mais saudáveis, como dormir mais cedo e pelo menos oito horas, em vez de passar a noite na internet comendo batatinhas fritas.



Outros estudos já haviam associado a obesidade a riscos crescentes de diabetes tipo 2, hipertensão, câncer, problemas nos rins, no pâncreas e no fígado, além de dificuldade para dormir, e detectado que uma perda de 5 kg de peso reduzia à metade o risco de diabetes. Agora, com esses novos estudos, começa a ser definido um valor de redução de peso – a ser confirmado ou ajustado por outros estudos – necessário para recolocar o organismo em ordem. Os avanços são relevantes porque os adolescentes representam um grupo de risco para problemas de saúde: estima-se que a prevalência de sobrepeso entre adolescentes no Brasil tenha triplicado – passou de 4% para 13% – na última década.
De acordo com o Ministério da Saúde, 20% dos adolescentes e 48% da população estão acima do peso recomendado para a idade e a altura. “Quanto mais cedo trabalharmos com adolescentes obesos e propusermos mudanças no estilo de vida, menor será a carga de doenças crônicas entre adultos e menores os gastos do sistema público de saúde”, diz Danielle Caranti, que durante o doutorado trabalhou com adolescentes obesos em um hospital de doenças metabólicas da Itália antes de começar com adultos na Unifesp em Santos em 2010.
Adultos obesos provavelmente terão de perder mais peso do que os adolescentes para desfazer as alterações metabólicas causadas pela obesidade. De acordo com um estudo em andamento com 43 pessoas com idade entre 21 e 60 anos na Unifesp de Santos, os níveis de hormônios que controlam o apetite e os processos inflamatórios decorrentes do excesso de peso podem estar até três vezes acima do normal, desse modo exigindo mais esforço e tempo para voltarem aos níveis considerados saudáveis.
Segundo Danielle Caranti, coordenadora dessa pesquisa, os resultados preliminares indicaram que, em adultos, a redução mínima de massa corporal necessária para normalizar os níveis dos principais hormônios ligados à obesidade parece ser da ordem de 10% a 20% – e só se chega a esse valor após pelo menos um ano de exercícios físicos e ajustes na dieta e no estilo de vida.


Um estudo recente do grupo de Mario Saad na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) indicou que, em camundongos, a prática de exercícios físicos, além de queimar calorias, como já se sabia, ajuda a reduzir a inflamação nos neurônios do hipotálamo, a região do cérebro que regula a fome, e a restabelecer a saciedade (ver Pesquisa FAPESP nº 173).
Esses trabalhos indicam que é importante perder peso gradativamente, para dar tempo para o organismo restabelecer o equilíbrio perdido, em vez de emagrecer muito de um fôlego só. “Quando se emagrece muito rapidamente, a gordura do abdômen tende a ir para o fígado e para o coração”, diz Ana Dâmaso. Para evitar a euforia de perder peso rapidamente e recuperar tudo em seguida, os pesquisadores propunham aos adolescentes a meta de perder 0,5 a 1,5 kg por semana – alguns, após um ano de tratamento, perderam até 22 kg.
Outra conclusão, já adotada por outros grupos de pesquisa, é que a obesidade deve ser vista como uma doença crônica multicausal e, portanto, precisa ser tratada de modo integrado. Tanto os adolescentes quanto os adultos submeteram-se a uma terapia interdisciplinar de redução de peso que Ana Dâmaso conheceu na Alemanha em 2002 e implantou na Unifesp dois anos depois.
Nos últimos anos, essa abordagem tem sido aplicada e avaliada por outros grupos de pesquisa do Paraná, Pernambuco e São Paulo, com duração variável de 3 a 12 meses. Por meio dessa estratégia, médicos, educadores físicos, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas adotam os mesmos objetivos e propõem mudanças no estilo de vida para adolescentes e adultos.
“Temos de atacar a obesidade em várias frentes, ao mesmo tempo”, diz Danielle Caranti. Em princípio, é mais fácil emagrecer quando adolescente, embora adultos obesos também consigam mudar de hábitos. Joana Ferreira, do grupo da Unifesp, verificou que o consumo médio diário de calorias em um grupo de 49 adultos obesos passou de 2.195 quilocalorias (kcal) para 1.603 kcal, e a compulsão alimentar caiu de 23,8% para 4,8% entre os obesos moderados e de 9,5% para 0% entre os obesos severos, do início ao fim de um tratamento de seis meses.


quarta-feira, 10 de julho de 2013






INFORMAMOS QUE, EM RAZÃO DA PARALISAÇÃO DO DIA 11/07, CONCENTRAREMOS NOSSAS ATIVIDADES EXCLUSIVAMENTE NA BIBLIOTECA, COM HORÁRIO ESPECIAL:

Das 8h às 12h e das 13h às 17h.*



* Este horário está condicionado às condições de trabalho, podendo ser reduzido.




A coordenação.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Suspensão de reservas






A Biblioteca informa que a partir de hoje, 08/07, as operações de RESERVAS estão suspensas, para que os usuários possam efetuar renovações durante as férias, sem que este tipo de impedimento os obrigue a devolvê-los. 

Em caso de atraso, entretanto, o usuário deve efetuar a devolução normalmente. 

A partir do dia 29/07, quando reiniciam as aulas, reativaremos as reservas.

 
O horário da biblioteca permanece o mesmo neste período.
Maiores informações pelo 3303 8735.

Aumento das prescrições de testosterona gera preocupação com excessos


A quantidade de homens de meia idade que obtém prescrições de testosterona vem crescendo rapidamente. Isso eleva a preocupação de que um número cada vez maior de homens esteja usando de forma imprópria esse potente hormônio, para aumentar a libido e sentir-se mais jovem, relataram pesquisadores na última segunda-feira.

A terapia de reposição de testosterona é autorizada somente no tratamento o hipogonadismo, ou redução anormal nos níveis de testosterona. Esse hormônio ajuda a aumentar a massa muscular, reduzir a gordura corporal e aumentar a libido. Um estudo publicado no periódico JAMA Internal Medicine, porém, descobriu que muitos homens recebem prescrições para o hormônio sem que seja comprovada essa deficiência.

O estudo recente é o maior realizado até agora sobre padrões de prescrição de testosterona e incluiu aproximadamente 11 milhões de pessoas do sexo masculino, que foram monitorados por meio de uma seguradora de saúde de grande porte. O relatório demonstrou que o número de homens idosos e de meia-idade que recebeu receitas do hormônio triplicou a partir de 2001.

Os homens na faixa dos 40 constituem o grupo de usuários cujo uso tem aumentado mais rapidamente. Entre os homens que receberam prescrições de testosterona, aproximadamente metade havia recebido o diagnóstico de hipogonadismo, e cerca de 40 por cento tinham disfunção erétil ou sexual. Um terço tinha recebido o diagnóstico de fadiga.

A Sociedade de Endocrinologia dos Estados Unidos, associação de médicos que estabelece as diretrizes para a terapia de reposição de testosterona, recomenda o tratamento apenas para os homens que possuem níveis claramente baixos de testosterona. Para que esses níveis sejam descobertos é necessária a realização de um exame de sangue. O novo relatório, porém, descobriu que um quarto dos homens não realizou o exame antes de receber o hormônio. Também era incerta a porcentagem de homens que realizou o exame e apresentou deficiência hormonal.

A terapia com testosterona pode engrossar o sangue, causar acne e reduzir a contagem de espermatozoides. Muitos médicos também temem que a terapia aumente o risco de doenças cardíacas e câncer de próstata. Alguns especialistas, porém, afirmam não existir comprovações para tais afirmações. Jacques Baillargeon, principal autor da nova pesquisa, afirmou que a segurança do uso de testosterona no longo prazo ainda precisa ser demonstrada em estudos de qualidade.




"Eu acredito que esses homens relativamente saudáveis que começaram a receber testosterona aos 40 anos talvez fiquem expostos por um período de tempo muito grande e não sabemos quais são os riscos envolvidos", afirmou Baillargeon, professor adjunto de epidemiologia do departamento médico da Universidade do Texas, em Galveston.

Os níveis de testosterona normalmente começam a diminuir de forma gradual após os 30 anos. Para a maioria dos homens, o nível médio varia de 300 a 1000 nanogramas por decilitro de sangue. Mas esse nível pode oscilar muito de acordo com diversos fatores: sono, hora do dia, medicação. Em muitos homens, o nível atinge o intervalo que caracteriza o hipogonadismo em um dia e normaliza no dia seguinte.

Alguns estudos estimam que até 30% dos homens entre 40 e 79 anos possuam uma deficiência hormonal real, embora apenas uma pequena porcentagem desenvolva de fato sintomas clínicos como depressão, ondas de calor e disfunção erétil.

O Dr. Ronald S. Swerdloff, endocrinologista da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e um dos autores das diretrizes de tratamento da Sociedade de Endocrinologia, afirmou que as recomendações são "muito claras" em relação ao fato de que o tratamento se destina a homens cujos exames de sangue comprovem uma deficiência de testosterona e que apresentem os sintomas do distúrbio. "Eu não acredito que seja adequado o paciente receber tratamento para hipogonadismo sem a comprovação por meio de exame", afirmou.

O Dr. Abraham Morgentaler, professor de urologia da Faculdade de Medicina de Harvard e autor de Testosterone for Life ('Testosterona para a Vida'), afirmou que as descobertas são um sinal positivo de que a deficiência de testosterona está sendo diagnosticada e tratada. Embora muitos médicos se preocupem com os efeitos colaterais do uso excessivo de testosterona, alguns estudos demonstraram que homens com níveis baixos desse hormônio têm expectativa de vida reduzida e risco maior de contrair diabetes, doenças cardíacas e osteoporose, afirmou.

"O envelhecimento está associado a problemas de visão, audição e dentários, bem como problemas nas artérias e articulações, além de câncer - e nós lidamos com todos eles", afirmou Morgentaler. "Eu acho que é uma limitação injusta afirmar que, porque algo é comum ou natural, não deva ser tratado."





Leia o artigo completo em JAMA Internal Medicine Trends in Androgen Prescribing in the United States, 2001 to 2011*

Leitura complementar: Journal of Andrology, Testosterone for Life*


*pelo Portal da Capes na UFCSPA ou utilizando o Proxy em seu computador