sábado, 31 de agosto de 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A influência do Tabaco sobre os Indivíduos será debatido nesta quinta (29)

              
 
           A influência do tabaco sobre os indivíduos: uma abordagem da Fonoaudiologia, Nutrição e Psicologia é o tema da mesa-redonda promovida pela UFCSPA nesta quinta-feira (29), das 18h às 21h, no auditório Alimena. 

          A atividade é aberta a toda comunidade acadêmica e ao público externo. 

         Participarão da mesa as psicólogas Daniela Fetter Telles Nunes e Daniela Helena Müller, a fonoaudióloga Karoline Weber dos Santos e a nutricionista Maria Luiza Freitas Annes.

     
FONTE: UFCSPA, 28/08/2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Super saldão em livros de Medicina e outros da área da saúde




              Editora Elsevier está com uma promoção de 50% na compra de livros na Área da  Saúde.

              Mas a promoção é até domingo ou enquanto durar o estoque!!


Clique na imagem para ampliar


               Acesse:   http://www.elsevier.com.br/site/


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Universidades em SP se destacam em ranking de produção acadêmica


 
Por Karina Toledo

      Três instituições paulistas – Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) – lideram o ranking das universidades brasileiras que mais publicaram artigos científicos entre os anos de 2007 e 2011, de acordo com a edição mais recente do SIR World Report, divulgado em julho pela Scimago Lab. Quando se considera o impacto obtido pela produção científica de cada instituição, a brasileira que mais se destaca é a Universidade Federal do ABC (UFABC).
      O SIR World Report 2013 avaliou cinco anos de produção científica das instituições de ensino superior de todo o mundo que publicaram, em 2011, pelo menos cem trabalhos científicos indexados na base de dados Scopus. Produzida pela editora holandesa Elsevier, a Scopus é considerada uma das maiores bases de dados científicos do mundo, englobando mais de 20 mil periódicos especializados.
     Quando se leva em conta o número total de publicações (desconsiderando trabalhos feitos por academias de ciência, hospitais, fundações e centros nacionais de pesquisa), a USP é a instituição brasileira mais bem colocada – ficando em quinto lugar no ranking mundial, com 48.156 trabalhos publicados entre 2007 e 2011. Em primeiro lugar, está a Universidade Harvard, dos Estados Unidos, com 80.467 publicações. Em seguida, estão Universidade de Tóquio (51.796), Universidade de Toronto (48.944) e Universidade Tsinghua (48.396), da China.
      O pró-reitor de Pesquisa da USP, Marco Antonio Zago, destacou que a instituição tem uma longa tradição de valorizar a pesquisa associada ao ensino de qualidade. “A USP investe parcela considerável de seu orçamento para apoio à pesquisa, além de captar financiamento de agências como FAPESP, CNPq e Finep. Nos últimos anos intensificou a relação com universidades expressivas do exterior. Está também evoluindo na cooperação com o setor produtivo e com empresas, no que diz respeito à pesquisa mais aplicada, ao mesmo tempo em que vem valorizando também outras formas de produção intelectual. Neste panorama, a relação com a FAPESP é muito relevante, não apenas pelos recursos que nossos pesquisadores captam da agência, mas também porque introduz um componente competitivo e de controle sobre a qualidade de nossa produção”, disse à Agência FAPESP. 
      A segunda brasileira mais bem colocada no ranking global foi a Unicamp, que ficou em 135º lugar com 17.130 trabalhos publicados. Na 137ª posição está a Unesp, com 16.998 artigos.
      Para Gláucia Maria Pastore, pró-reitora de Pesquisa da Unicamp, o resultado expressa a força das três universidades estaduais paulistas e sua produção científica de grande relevância.
     “Se levarmos em conta o tamanho das instituições e o fato de que a Unicamp é uma universidade bem menor do que a USP, nosso segundo lugar reflete a importância de nossa produção científica, que abrange todas as áreas do conhecimento, e o grande aporte feito em pesquisa na fronteira do conhecimento. A posição é boa, mas queremos sempre aprimorar e, para isso, a pró-reitoria de Pesquisa tem trabalhado para integrar os diversos grupos de pesquisa de tal forma que a gente consiga resultados ainda mais promissores”, afirmou Pastore.
     “Considerando os trabalhos publicados pelas dez universidades brasileiras mais bem colocadas (148.047 publicações), a produção científica dessas três instituições paulistas representa 56% desse total (82.284 publicações)”, destacou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.
     Com apenas 3.956 publicações, a UFABC ficou na 1.345ª posição nessa modalidade. Mas no quesito “Q1”, que mede a porcentagem de artigos de uma universidade publicados nas mais conceituadas revistas de cada área do conhecimento, a instituição salta para a primeira colocação entre as brasileiras, com 55% de seus artigos publicados em revistas conceituadas.
      A UFABC é seguida pela Universidade do Vale do Paraíba (Univap), com 45%; pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com 40,6%; e pela USP, com 39,1%. Nesse quesito, a Unicamp ficou na décima colocação entre as brasileiras, com 37,5%, e a Unesp em 34º, com 30,5% dos trabalhos publicados em revistas conceituadas.
      Entre as dez universidades brasileiras mais bem classificadas no ranking Q1, seis estão situadas no Estado de São Paulo – UFABC, Univap, Unifesp, USP, UFSCar e Unicamp. Ao se considerar o volume de artigos no quesito “Q1”, cinco universidades paulistas estão entre as 10 primeiras – ficando a USP em primeiro lugar, com 17.985 trabalhos, e a Unicamp em segundo, com 5.967 publicações nas revistas mais conceituadas.
      Quando o critério de classificação usado é o de “impacto normalizado” – que mede quantas vezes os trabalhos de cada instituição são citados em comparação com a média mundial –, novamente a UFABC vem em primeiro lugar entre as brasileiras com a marca de 1,67 – o que significa que os artigos da instituição tiveram média de citações 67% maior que a média global.
     Em seguida, estão a Universidade Estadual da Paraíba (0,95), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (0,93) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (0,92). A USP é a nona brasileira nessa modalidade, com a marca de 0,86. A Unicamp é a 12ª, com 0,84, e a Unesp, a 35ª, com 0,70.
      No critério “colaboração internacional”, mais uma vez a UFABC é a brasileira mais bem colocada, seguida pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, Universidade Estadual de Santa Cruz (BA) e Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A USP aparece em sétimo lugar, a Unicamp está em 22º e a Unesp em 40º.
Com 20,3% de sua produção científica inserida no grupo dos 10% trabalhos mais citados do mundo na respectiva área do conhecimento, a UFABC é a instituição brasileira que lidera também no critério “excelência”. “A UFABC é nova e está no caminho da qualidade acadêmica, enfrentando o desafio de crescer”, disse Brito Cruz.

Política de apoio à pesquisa

     Segundo Klaus Capelle, pró-reitor de Pesquisa da UFABC, há quatro fatores que explicam o bom desempenho da instituição. O primeiro é a alta qualidade do corpo docente, composto apenas por doutores contratados em regime de dedicação exclusiva.
“Nossa segunda vantagem é decorrente do fato de sermos uma universidade muito nova, com apenas sete anos. Por esse motivo, todos os nossos laboratórios – que por enquanto são poucos – são de última geração. E grande parte dos equipamentos foi adquirida por meio de projetos apoiados pela FAPESP”, contou Capelle.
      Outra razão do bom desempenho acadêmico apontada por Capelle é a existência de uma política interna de apoio à pesquisa. A instituição reserva parte da verba recebida pelo Ministério da Educação para oferecer bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de auxílios para pesquisas interdisciplinares e para a formação de núcleos estratégicos.
      Por último, Capelle ressalta o modelo de organização da universidade, que aboliu a divisão das áreas do conhecimento em departamentos para favorecer a interação de pesquisadores.
“Essa diferenciação entre o que é Física, o que é Química e o que é Biologia representa a forma como se enxergava o conhecimento no século 19. Como nós construímos a universidade nos primeiros anos do século 21, abandonamos a ideia do departamento. Isso faz com que a pesquisa interdisciplinar seja particularmente forte na UFABC, pois não há barreiras artificiais que separam um engenheiro de materiais, por exemplo, de um físico de estado sólido”, afirmou Capelle.

CBPF lidera entre as instituições de pesquisa

      Na listagem geral de todas as instituições de pesquisa no Brasil feita pelo SIR World Report 2013, o destaque ficou com o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), que lidera nos quesitos Q1, impacto normalizado e colaboração internacional.
No Q1, o CBPF é seguido pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), pela UFABC, pelo A.C. Camargo Cancer Cancer e pelo Instituto Nacional de Câncer. No quesito impacto normalizado, a UFABC, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina, o Ministério da Saúde e a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein fecham os cinco primeiros.
      Na lista de colaboração internacional, após o CPBF estão o Impa, o Laboratório Nacional de Computação Científica, a UFABC e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).


FONTE: Agência FAPESP, 22/08/2013

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Hospital da Alemanha realiza cirurgia de fígado com auxílio de tablet

Realidade aumentada permite localizar com precisão estruturas de órgão.
Durante o procedimento, o fígado foi filmado por um iPad.



Uma equipe médica da Alemanha liderada pelo professor Karl Oldhafer realizou uma das primeiras cirurgias com o auxílio de tablet em Hamburgo. O recurso de "realidade aumentada" possibilitou que os cirurgiões visualizassem informações sobre o planejamento da cirurgia.

Durante o procedimento, o fígado é filmado por um iPad, que sobrepõe às imagens do órgão modelos virtuais em terceira dimensão construídos com base no próprio órgão. Esse recurso ajuda a localizar estruturas críticas como tumores e vasos.

O processo funciona da seguinte maneira: exames de imagem feitos antes da operação, como tomografia ou ressonância magnética, permitem a reconstrução de uma imagem completa do órgão em terceira dimensão no computador.

Com a técnica de realidade aumentada, é possível projetar essas imagens na tela do tablet, sobre as imagens que estão sendo filmadas naquele momento, o que possibilita a localização das estruturas essenciais para a cirurgia.




Equipe utiliza tablet para visualizar com mais precisão

estruturas do fígado durante cirurgia.

(Foto: Reuters/Fabian Bimmer )

 

Tablet permite recurso de realidade aumentada, que sobrepõe

imagens vituais à realidade.  (Foto: Reuters/Fabian Bimmer)




Equipe realiza uma das primerias cirurgias com o auxílio do tablet

na Alemanha. (Foto: Reuters/Fabian Bimmer)
 
 FONTE: Bem Estar, 20/08/2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

12º Congresso Brasileiro de Clínica Médica

O Congresso Brasileiro de Clínica Médica e os demais eventos serão
realizados no Centro de Convenções da Pontifícia Universidade Católica
do Rio Grande do Sul - PUCRS no período de 9 a 12 de outubro de 2013.


12º Congresso Brasileiro de Clínica Médica
2º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência da ABRAMURGEN
2ª Jornada Nacional em Medicina Diagnóstica e Exames Complementares
1ª Jornada de Promoção de Saúde
1ª Jornada em Neurociências Professor Ivan Izquierdo
1ª Jornada de Direito Médico e Bioética
6º Congresso Nacional das Ligs Acadêmicas de Clínica Médica



        O Rio Grande do Sul, no periodo de 09 a 12 de outubro de 2013, irá  sediar o 
       Desde março deste ano a Diretoria da Sociedade Brasileira de Clinica Médica (SBCM) juntamente com a Diretoria Regional da Sociedade estão empenhadas na organização de mais um Congresso.

       Será um evento de grandes dimensões. Está sendo montanda uma estrutura na PUC do Rio Grande do Sul para receber cerca de 7.000 congressistas, que contará também com a presença de palestrantes brasileiros e internacionais de renome.
 
 


Acesse: http://www.clinicamedica2013.com.br

sábado, 17 de agosto de 2013

Dicas de filmes e documentário em cartaz nos cinemas


Sinopse e detalhes:
Hortense Laborie (Catherine Frot) é uma respeitada chef que é pega de surpresa ao ser escolhida pelo presidente da França para trabalhar no Palácio de Eliseu. Inicialmente, ela se torna objeto de inveja, sendo mal-vista pelos outros cozinheiros do local. Com o tempo, no entanto, Hortense consegue mudar a situação. Seus pratos conquistam o presidente, mas terá sempre que se manter atenta, afinal os bastidores do poder estarão cheios de armadilhas. 

Dirigido por
Comédia
Nacionalidade
França
 
 Assista o trailer:




AUGUSTINE



Sinopse e detalhes:
Inverno de 1885, Paris. O professor Jean-Martin Charcot (Vincent Lindon), do Hospital Pitié-Salpêtriere, está estudando uma doença misteriosa, a histeria, que atinge apenas as mulheres. Devido à pouca informação sobre a doença e suas características peculiares, os ataques de histeria por vezes são confundidos com possessões demoníacas, o que faz com que Charcot tenha que provar a seriedade de sua pesquisa. Um dia, chega ao hospital a jovem Augustine (Soko), de apenas 19 anos, que teve um ataque durante o trabalho. Logo ela se torna objeto de estudo de Charcot, que passa a dedicar um bom tempo à garota. Augustine acredita que Charcot possa curá-la e, aos poucos, desenvolve uma relação especial com o médico.


Dirigido por
Com
Gênero
Nacionalidade
França

Assista o trailer:   





O RENASCIMENTO DO PARTO



 Sinopse e detalhes:

A realidade médica e obstétrica mundial encontra-se em grave condição não por aspectos de infra-estrutura, mas devido a questões éticas e de coerência. De fato, o número de cesarianas e partos com intervenções traumáticas é alto demais para o nível recomendado. Alguns especialistas relatam suas experiências e questionam a opção médica dominante na hora do parto, além de outros elementos científicos que envolvem o futuro do homem.


Dirigido por
Com
Gênero
Documentário
Nacionalidade
Brasil

Assista o trailer:





FONTE: Adoro Cinema

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Capes assina periódicos na área de Fitopatologia

 
           A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) assinou, recentemente, três periódicos em texto completo produzidos pela American Phytopathological Society (APS): Phytopathology, Plant Disease e Molecular Plant-Microbe Interactions. O compromisso dessa sociedade, que existe há mais de um século, é garantir a produção e o compartilhamento dos avanços significativos relacionados às doenças das plantas.
          Com acesso desde 1997 até o presente, as revistas possuem foco em Botânica e áreas correlatas, como Bioquímica, Agronomia, Microbiologia e Biologia Celular. As publicações estão disponíveis por meio do Portal de Periódicos para toda a comunidade acadêmica de mais de 420 instituições de ensino e pesquisa no Brasil.
                                                       
 
Phytopathology é uma publicação sobre os avanços na compreensão das doenças das plantas, sua propagação, os agentes transmissores, os prejuízos e as medidas que podem ser usadas no controle. Alguns dos assuntos abordados são bacteriologia, bioquímica hospedeiro-parasita e biologia celular, controle de doenças e manejo de pragas, ecologia e biologia de populações, epidemiologia, micologia, etiologia da doença, genética de acolhimento e resistência.



Plant Disease é a comunicação rápida de pesquisas sobre novas doenças, epidemias e métodos de controle. A publicação foca os aspectos práticos de diagnóstico e tratamento das doenças. Na seção Disease Notes, é possível encontrar breves relatos de novas patologias encontradas no mundo.

 


Molecular Plant-Microbe Interactions publica artigos originais sobre biologia e genética molecular de interações patológicas, simbióticas e associativas de micróbios e insetos com plantas. O periódico ainda oferece resenhas sobre os aspectos moleculares das interações planta-micróbio.



Fabrícia Carina Souza Araújo 

FONTE: Portal da Capes, 16/08/2013

Afinal, Mais Médicos ou mais saúde?



Fernando Weber Matos*
 
Onde estão os demais profissionais da saúde para trabalhar no interior?


Desde que o SUS foi criado como programa salvador da assistência médica no Brasil, o ponto fundamental é o atendimento multiprofissional ao cidadão, visando a uma ação integrada de todos os profissionais da área da saúde.

Esse sistema tem por objetivo o atendimento de maneira global, afastando-se do modelo tradicional de tratamento de doenças e centralização do atendimento nos hospitais.

Os profissionais atuariam dentro dos limites impostos pelas leis que regem suas profissões. O modelo ideal passa a ser o da prevenção de doenças e promoção da saúde. Assim, todas as profissões são premiadas e os custos são infinitamente menores do que seriam apenas com o tratamento das doenças, pois esse modelo exige menor aporte de recursos financeiros. Um modelo politicamente agradável às esferas dos governos federal, estaduais e municipais e aos profissionais da saúde.

A consequência: diminuem os leitos existentes para tratamento de doenças e os hospitais acabam inviabilizados economicamente, fechando suas portas sucessivamente. Ao mesmo tempo, os médicos perdem seu principal campo de trabalho, que é o diagnóstico e a indicação de tratamento de doenças.

O modelo de atendimento multiprofissional é adotado pelo governo federal, mas o clamor das ruas - queixas da falta de atendimento, hospitais e leitos, superlotação das emergências, as mortes sem a devida assistência - demonstra o erro em direcionar o financiamento da saúde pensando apenas na promoção e prevenção. Esses recursos deveriam, no mínimo, premiar igualmente o tratamento das doenças.

Os municípios, com hospitais fechados e sem condições para manter os profissionais, gastam seus escassos recursos na prevenção e promoção da saúde, jogando seus cidadãos para centros maiores e estabelecendo a prática da "ambulancioterapia".

Faltam hospitais com condições mínimas, faltam Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), faltam médicos com condições de trabalho e faltam também os demais profissionais da saúde. A explicação e a responsabilidade desses erros são lançadas, de maneira política e ideológica em fase pré-eleitoral, para cima de uma única categoria: os médicos. Assim, algumas perguntas se impõem:

Os médicos não querem ir para o interior. Mas a política do SUS não é de trabalho multiprofissional? Onde estão os demais profissionais da saúde para trabalhar no interior? Onde estão as condições de trabalho para a equipe multiprofissional? Por que obrigar apenas os médicos a trabalhar no interior? Por que bolsas apenas para os médicos, se eles fazem parte de uma equipe? Afinal, a saúde é feita apenas pelos médicos?

Perguntas sem resposta, pois o governo federal, pelo Ministério da Saúde, lança um programa culpando e exigindo apenas médicos para trabalhar na saúde dos pequenos municípios. Ao mesmo tempo, veta grande parte da Lei do Ato Médico para contentar as demais profissões da área da saúde, tirando aquilo que de maneira milenar caracteriza a medicina: o direito de diagnosticar e indicar o tratamento de doenças.

Como poderão os médicos - sozinhos no interior, sem condições de trabalho, sem equipe multiprofissional - legalmente fazer diagnóstico e tratamento?

Respondam os gestores, mas de maneira urgente. O governo central tem que definir se quer Mais Médicos ou mais saúde.

*Fernando Weber Matos é médico, cirurgião geral, ex-presidente do CREMERS (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul).

Fonte: Zero Hora, 16/08/2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Avaliação de projetos pela revisão por pares

 
Reportagem do jornal espanhol El País relata como instituições
de diferentes países analisam pedidos de financiamento à pesquisa

          A necessidade de garantir que as pesquisas aprovadas tenham a qualidade e o caráter inovador que delas se espera torna a avaliação dos projetos científicos um processo bastante complexo e rigoroso. Em um local e momento de diminuição de verbas públicas para a ciência, a importância da avaliação é ainda maior.
         É o que destaca reportagem do jornal espanhol El País que mostra como instituições da Espanha e de outros países analisam os milhares de propostas que recebem a cada ano.
Segundo a reportagem, somente os próprios cientistas são capazes de julgar se um estudo científico tem rigor e relevância suficientes para receber as disputadas linhas de financiamento. Com uma e outra especificidade, no geral se adota o sistema de revisão por pares (peer review, em inglês).
        “A revisão entre pares é um processo de separação do pó da palha e de atribuir recursos financeiros escassos aos projetos científicos que os merecem”, disse Luis Sanz, diretor do Instituto de Políticas y Bienes Públicos no Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), ao El País.
        A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tem uma explicação mais formal para o sistema: “A revisão por pares é uma avaliação técnica que tradicionalmente desempenha um papel central na pesquisa científica e faz parte dos procedimentos de decisão para a atribuição de recursos e a formulação estratégica de programas. É utilizada por todos os atores da pesquisa, incluindo governos e empresas”.
Um dos exemplos apurados pelo periódico espanhol é o do European Research Council (ERC), que recebe em torno de 10 mil propostas anuais.
       Cerca de 10% das propostas submetidas ao ERC são aprovadas. A seleção por pares leva meses e custa cerca de 0,6% do total investido no financiamento das pesquisas aprovadas. “Mas o maior desperdício seria investir o dinheiro em projetos abaixo de ótimo ou de segundo nível. Isso sim seria tirar dinheiro do contribuinte”, comentou Alejandro Martin Hobdey, chefe de coordenação de convocações do ERC, em Bruxelas (Bélgica).
       Na Espanha, desde 1986, quando o primeiro Plano Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento foi lançado, os projetos financiados pelo Estado ou por comunidades autônomas são analisados por pares.
      “Avaliamos todo ano cerca de 25 mil processos, entre contratos e projetos, e participam deles cerca de 33 mil avaliadores”, explicou Julio Bravo, diretor da Agencia Nacional de Evaluación y Prospectiva (Anep). Em 2012, a verba total distribuída entre os 3,1 mil projetos selecionados para o Plano Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação foi de 309 milhões de euros e o custo da avaliação, segundo Bravo, foi de 0,5% desse valor.
      Outro exemplo citado pela reportagem é o da National Science Foundation (NSF), uma das duas grandes agências federais de fomento à pesquisa nos Estados Unidos. A NSF avaliou 51.562 propostas no ano fiscal de 2011. São cerca de 32 mil cientistas envolvidos no processo de avaliação – também baseado no sistema peer review e que, somado aos custos de gestão e operação, consome cerca de 6% do orçamento anual da instituição.
      Para Pere Puigdomenech, pesquisador do CSIC e especialista em biologia vegetal, a revisão por pares pode ter defeitos. “O maior deles é o conflito de interesses, porque o avaliador pode ter interesse no projeto que avalia, ou amizade com o pesquisador, ou o contrário. A solução está na transparência do processo, em utilizar o maior número possível de avaliadores e na maior distância geográfica possível destes em relação aos que apresentam os projetos”, disse.
      Puigdomenech é defensor da participação de cientistas estrangeiros nos processos de avaliação, estratégia que envolve custos, mas pode favorecer análises mais criteriosas. No sistema espanhol da Anep, 9% dos avaliadores são estrangeiros e há áreas, como a física de partículas, que sempre contam com especialistas de outros países, segundo o El País.
      A reportagem do El País está publicada em: http://sociedad.elpais.com/sociedad/2013/07/04/vidayartes/1372964235_538951.html


FONTE: Agência FAPESP, 14/08/2013

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Pesquisa multinacional


 
Por Heitor Shimizu

Agência FAPESP – Nenhum país pode mais se dar ao luxo de fazer ciência sozinho, nem mesmo aqueles que há muitos anos estão entre as maiores economias do mundo, como Estados Unidos ou Japão. Para Michiharu Nakamura, presidente da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia (JST), as colaborações internacionais são cada vez mais importantes e necessárias para o desenvolvimento científico e tecnológico.

Em busca de potenciais parcerias para o intercâmbio científico, Nakamura chefiou uma delegação que visitou a FAPESP, o Instituto Butantan, a Universidade de São Paulo, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e outras instituições no Estado de São Paulo de 15 a 17 de julho.

(...)

“Pesquisa é uma atividade que demanda muito tempo e risco. Nem sempre dá os resultados esperados ou mesmo um resultado significativo. Os países têm que se unir para fazer pesquisa conjuntamente e é esse um de nossos principais objetivos na JST: a criação de um ecossistema global de inovação. Queremos globalizar a P&D (pesquisa e desenvolvimento)”, disse Nakamura.
“No Japão, temos um número elevado de pesquisadores de alto nível, mas, ainda que alto, é um número insuficiente. Além disso, consideramos fundamental a ‘circulação de cérebros’ e a construção de redes profissionais, por isso encorajamos os cientistas japoneses a trabalhar em conjunto com colegas de outros países”, disse.
“O Brasil é um país muito importante para o Japão. É também, apesar da distância geográfica, um país muito próximo, por conta da emigração de japoneses para o Brasil no século 20 e das relações históricas entre os países. Temos programas de pesquisa em conjunto com o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e, desta vez, viemos ao país para conhecer melhor o sistema de ciência, tecnologia e inovação em São Paulo em busca de potenciais parcerias”, destacou.
Nakamura explicou que, além das cooperações bilaterais, a JST passou recentemente a apoiar programas de pesquisa multilaterais – com o envolvimento de pesquisadores de três ou mais países.
“Um exemplo é o programa e-ASIA, que reunirá 18 países para lidar com questões globais como mudanças climáticas, doenças infecciosas, nanotecnologia e outras. Também vamos participar do Belmont Forum, no qual estaremos juntos com a FAPESP."
A JST é uma agência de fomento à pesquisa científica e tecnológica do governo japonês estabelecida em 1996 a partir da fusão do Centro de Informação em Ciência e Tecnologia do Japão (JICST), criado em 1957, com a Corporação de Desenvolvimento da Pesquisa no Japão (JRDC), de 1961.

(...)

A JST financia projetos em todas as áreas científicas e tecnológicas. Um dos exemplos dos projetos financiados pela JST é a pesquisa liderada pelo professor Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto. Yamanaka e equipe conseguiram gerar células-tronco pluripotentes induzidas com características que, até então, só eram possíveis de serem obtidas em células-tronco embrionárias. Pela descoberta, o cientista ganhou o Nobel de Medicina de 2012.

(...)

Educação e comunicação
A JST tem na comunicação da ciência um de seus pilares, investindo cerca de 7% do orçamento anual da agência em programas de apoio à divulgação e educação científica.
Entre as iniciativas da JST para promover a comunicação científica, destacam-se o Science Channel (http://sc-smn.jst.go.jp), plataforma que oferece mais de 3,9 mil vídeos sobre ciência, na forma de reportagens, entrevistas, documentários ou desenhos animados.
Outra iniciativa de sucesso da JST em comunicação científica é o Miraikan, museu fundado em 2001 que recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano. No lugar de guias, o Miraikan conta com dezenas de comunicadores científicos, todos pesquisadores de diferentes áreas, que conversam com o público sobre as atrações.
A maior atração do Miraikan é o Tsunagari, instalação cuja principal parte é o Geo-Cosmos, globo terrestre de 6 metros de diâmetro formado por 10.362 painéis de LEDs orgânicos quadrados com 96 milímetros de lado cada um. O Geo-Cosmos exibe imagens e dados colhidos por satélites que, juntos, compõem a superfície e a atmosfera do planeta. O resultado é uma Terra virtual que muda a cada minuto. 

(...)

Leia a matéria completa aqui.

FONTE: Agência FAPESP, 9/08/2013

A.C. Camargo abre inscrições para programa de iniciação científica



 
          O Conselho de Pós-Graduação do A.C. Camargo Cancer Center está com inscrições abertas, até dia 23 de agosto, para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).
          Com o objetivo de introduzir o aluno de graduação ao mundo da pesquisa científica, o programa tem duração de 12 meses e conta com o apoio da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
          Para participar do programa, os estudantes devem ter concluído os dois primeiros semestres do curso de graduação. Os interessados também terão o currículo e o histórico escolar avaliados e passarão por uma entrevista com a Comissão de Iniciação Científica.
         Neste segundo semestre, o programa oferecerá vagas em seis linhas de pesquisa em desenvolvimento no A. C. Camargo. A equipe de orientadores dos projetos é formada por pesquisadores com título de doutor que, entre outras atribuições, pretendem estimular o aumento da produção científica envolvendo novos orientadores.
         “O foco é despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais mediante suas participações em projetos de pesquisa, introduzindo o jovem universitário no domínio do método científico e preparando-o para a pós-graduação”, disse Gláucia Hajj, coordenadora do programa.
         O A.C. Camargo Cancer Center é referência na prevenção, diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. Tem seu corpo médico formado por mais de 500 especialistas e é responsável por 74% de toda a produção científica de alto impacto sobre câncer no Brasil.

         O edital completo e a documentação necessária para inscrição podem ser conferidos em www.accamargo.org.br/sobre-o-programa




FONTE: Agência FAPESP, 9/08/2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Acordo sela paz entre a ética e família de doadora que revolucionou a medicina

 
Henrietta Lacks, em imagem
dos anos 40 AP



Instituto americano e descendentes de Henrietta Lack criam termos para uso das células HeLa, usadas em mais de 74 mil trabalhos científicos. Agricultora pobre doou involuntariamente células de seu tumor para a ciência em 1951.



Há uma chance quase garantida de que todos os leitores desta reportagem já tenham se beneficiado do progresso científico gerado a partir de uma americana que morreu com um agressivo câncer cervical aos 31 anos, em outubro de 1951. Sem que Henrietta Lacks soubesse, médicos do Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, extraíram um pedaço de seu tumor para estudo pouco antes de sua morte. Descobriram que a célula, batizada com iniciais HeLa, conseguia se multiplicar em laboratório indefinidamente e, por isso, passou a ser chamada de célula imortal, com inúmeras aplicações práticas na rotina científica. Mas pesou na consciência tanto benefício sem que sequer o nome de Henrietta fosse mencionado nas publicações que usam suas células. Um artigo publicado ontem pela revista "Nature" é uma tentativa pioneira de reconciliar a ética com o legado de HeLa.

Por muitos anos, cientistas tentaram multiplicar células em laboratório, mas elas sempre morriam. O problema é que as células normais morrem, enquanto que as cancerígenas são programadas para se replicarem indefinidamente. Por conta disso, as células do tumor de Henrietta - uma agricultora negra numa época em que a segregação racial nos EUA era a regra - servem há 62 anos para testar novos remédios, estudar como uma doença evolui, descobrir se uma droga é segura e avaliar os efeitos da poluição no corpo humano. Elas também permitem investigar a ação de vírus e bactérias. Vacinas, como a da poliomielite, quimioterapia, a reprodução in vitro e o mapeamento genético só se tornaram possíveis com culturas das células de Henrietta. Apesar de extraídas sem o consentimento da mulher, não havia leis na época que considerassem o procedimento ilegal.

O genoma da célula HeLa está desde agora sob o controle de um banco de dados de acesso restrito. Pesquisadores terão que pedir autorização ao Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, para ter informações do código genético de HeLa. Só poderão usar os dados quem concordar com os termos de uso formulados por um painel de representantes do NIH e dos descendentes de Henrietta. Entre os termos, está a obrigação dos pesquisadores enviarem ao NIH um relatório contando sobre o uso das células. Além disso, foi solicitado formalmente que todos os cientistas façam nota em suas publicações da contribuição de Henrietta para seu trabalho, caso usem as células.

"A história dela está acelerando mudanças políticas duradouras, que terão proteção e respeito de futuras gerações de pesquisadores os quais não ocorreram durante a vida de Lacks", afirmaram Kathy Hudson e Francis Collins, dois diretores do NIH, no artigo publicado na revista "Nature".

O acordo para o uso das células HeLa já foi inaugurado com a publicação, nesta mesma edição da "Nature", de um trabalho chefiado pelo cientista Jay Shendure na Universidade de Washington. Sua equipe fez o sequenciamento genético em alta definição da célula cancerígena HeLa de linhagem CCL-2. A leitura de seu DNA revelou que a célula é "surpreendentemente" estável em suas mutações e capacidade de reprodução. O mesmo trabalho revela que um pedaço específico de seu DNA contém o papilomavírus humano (HPV) do tipo 18. Os autores acreditam que foi a partir desse detalhe no código genético de HeLa que deflagrou a reprodução do tumor que matou Henrietta.

Estima-se que 74 mil trabalhos científicos usaram o tipo de célula para alcançar seus resultados. Um pesquisador calculou que, juntas, essas células poderiam dar três vezes a volta na Terra. Rebecca Skloot, biógrafa de Henrietta, estima que dez novas pesquisas sejam concluídas a cada dia com as células. Quando a família Lacks descobriu, por obra do acaso, o que havia sido feito, em 1973, as células de Henrietta já haviam até ido ao espaço - para testar a ação da falta de gravidade. E a descoberta não trouxe qualquer melhoria a suas vidas.

Mas a gota d'água veio em março, quando parentes de Henrietta souberam que cientistas alemães do Laboratório de Biologia Molecular europeu mapearam o genoma de uma linhagem de células HeLa e o publicaram sem restrições na internet para download. Nesta época, o estudo da Universidade de Washington, financiado pelo NIH, também estava em andamento.

Três dias de encontros com os Lacks
Depois que souberam da queixa da família Lacks, a equipe europeia retirou do ar o genoma da célula, e a dupla americana Kathy e Collins fez três viagens a Baltimore para discutir com a família como chegar a um acordo. Três hipóteses foram postas na mesa: o uso irrestrito, como ocorreu até então; o acesso fechado, através do consentimento com os termos da família; ou a proibição total do uso. O acesso fechado venceu por unanimidade.

Nestes últimos 60 anos, estima-se que mais de 50 milhões de toneladas de células HeLa tenham sido replicadas em laboratório. É óbvia a chance de que qualquer outro cientista do planeta faça ou tenha o sequenciamento do código genético da HeLa e o use sem o consentimento da família. Segundo informou a NIH, os Lacks sabem dessa possibilidade e, diante dela, o instituto faz um apelo para que a comunidade científica respeite a vontade da família.

Em entrevista à "Nature", Collins contou que, durante suas visitas à família, os Lacks mostraram bastante conhecimento sobre a história da célula HeLa, mas não tinham familiaridade sobre o que era um genoma. "Tive uma clara noção que eles entendiam bastante a ideia de que as células HeLa fizeram coisas boas e que foi por causa disso que a família teve sua contribuição para o avanço da medicina".


FONTE: O Globo, 8/08/2013



Leia o artigo:

Nature Comment: Family Matters
Reference: Hudson, K.L., Collins, F.S. Family Matters. Nature. 500, 141-142 (2013)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Plataforma da USP ensina a escrever artigo científico


crédito Brian Jackson/Fotolia.com


                 Para melhorar o nível de qualidade na elaboração de artigos científicos por pesquisadores brasileiros, a  Universidade de São Paulo – líder em produção científica no país -, lançou o curso de Escrita Científica: produção de artigos de alto impacto. Formatado para a web e oferecido gratuitamente, o curso tem como objetivo auxiliar pesquisadores e estudantes de pós-graduação na elaboração de artigos de maior relevância acadêmica.
                A redação de trabalhos científicos, elaborados para serem publicados em revistas de alto impacto (como a Science, Nature e a Clinics) é um dos gargalos para o crescimento da produção científica das universidades, incluindo a própria USP, afirmou o pró-reitor de pesquisa da instituição Marco Antonio Zago, em reunião recente com dirigentes da universidade. ”A técnica não é dominada amplamente, em especial pelos pesquisadores principiantes e alunos de pós-graduação”, disse  Zago.

               É por isso que o curso on-line de escrita científica foi pensado de forma didática e intuitiva. Desenvolvido pelo professor Valtencir Zucolotto, do Instituto de Física de São Carlos, o curso é dividido em oito módulos e conta com videoaulas que explicam, passo a passo, cada uma das partes que compõem o paper (títulos, introdução, resultados, conclusões). Há um tópico especial sobre a elaboração de textos científicos em inglês.
               Além das videoaulas – que podem ser consultadas a qualquer momento -, os interessados ainda contam com apostilas explicativas e materiais didáticos extras, que trazem indicações de obras de referência recomendadas por Zucolotto. Todos os materiais podem ser baixados livremente. O curso, no entanto, não disponibiliza a emissão de certificados.

Inovação
              O baixo índice de repercussão internacional de parte da pesquisa produzida nacionalmente é um dos principais problemas que impactam diretamente na inovação do Brasil. No ranking do Índice Global de Inovação 2013 produzido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, por exemplo, o país ficou em 64ª lugar entre 142 países.
             A análise de problemas na qualidade dos artigos científicos foi um dos destaque nas reuniões do último encontro realizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife, no final de julho. Na ocasião, representantes de agências de fomento apontaram a necessidade de estimular a qualidade dos trabalhos publicados por cientistas brasileiros, especialmente quando os artigos são feitos em inglês.

Offline
              E para quem preferir o curso presencial, a Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Abrapcorp) promove, dia 17 de agosto, das 8h30 às 17h30, o curso avançado Como elaborar artigos científicos para eventos e revistas. O curso será ministrado por Gilson Volpato, professor do Instituto de Biociências da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu.

Informações: (11) 3091-2949

FONTE: Porvir: o futuro se aprende, 6/08/2013

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Quase 12% dos partos realizados no Brasil são prematuros, diz Unicef

 
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Bebês prematuros nascem mais nas regiões Sul e Sudeste do país
(Foto: Amelie Benoist/BSIP/Arquivo AFP
Pesquisa analisou bebês nascidos abaixo de 37 semanas de gestação.
Regiões do país, etnia e idade da mãe influenciam prazo do nascimento.
 
         Uma nova pesquisa sobre o nascimento de crianças no Brasil, liderada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em parceria com outras 12 universidades do país, com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e com o Ministério da Saúde, revela que 11,7% dos partos brasileiros são prematuros – nascidos abaixo de 37 semanas de gestação.

          Esse dado é referente ao ano de 2010 e revisa para cima os números do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Sistema Único de Saúde (SUS), que apontava uma taxa de prematuridade de 7,2%.
         O estudo "Prematuridade e suas possíveis causas" investigou o número de bebês nascidos antes do tempo e com baixo peso (abaixo de 2,5 kg). Segundo os autores, tem havido um crescimento nas taxas de prematuridade do país – que, por outro lado, vem reduzindo os índices de mortalidade infantil. 
         De acordo com o Ministério da Saúde, a prematuridade é a principal causa de morte no primeiro mês de vida – cerca de 70% dos óbitos de crianças ocorrem nos primeiros 28 dias após o nascimento. Atualmente, a taxa de mortalidade de crianças abaixo de 1 ano é de 16 por mil nascidos vivos, segundo a Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa).
         Em relação aos números de prematuros, o Brasil está em décimo lugar entre os países em que mais nascem bebês antes do prazo, o que o coloca no mesmo patamar dos países de baixa renda, onde a prevalência é de 11,8%. Já nas nações de renda média, o percentual é de 9,4%, segundo o relatório "Born too Soon" divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano passado. Em 2010, 15 milhões de crianças nasceram prematuras em todo o mundo.

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Leia também:

Born too soon: the global action report on preterm birth 

FONTE: Bem-Estar, 5/08/2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Publicação online do SciELO traz abordagens sobre a comunicação científica contemporânea


           O número 02 da Newsletter SciELO em Perspectiva (publicação online produzida quinzenalmente) traz artigos que abordam a comunicação científica contemporânea, destacando o acesso aberto para o desenvolvimento da ciência. (Clique nos títulos para ler os artigos).


Destacamos os seguintes artigos:


O Editor do Boletim da OMS fala sobre as várias tendências que permeiam a comunicação científica internacional como o acesso aberto, o relatório Finch, os megajournals, o multilinguismo, o impacto transformador das tecnologias sempre pontuando as condições que favorecem ou desafiam o desenvolvimento dos periódicos dos países em desenvolvimento ou emergentes e em especial do SciELO. 


Artigo propõe quatro pilares para a comunicação científica favorecer a velocidade e a qualidade da ciência


Autores identificam quatro pilares convergentes para avançar a comunicação da pesquisa científica: ampliação dos produtos e formatos de comunicação científica; a publicação imediata em acesso aberto; o processo aberto de peer review; e o amplo e público reconhecimento do processo de comunicação, dos produtos e dos acadêmicos.

Acesso Aberto e um alerta para prevenir a iminente crise na ciência


O número de artigos retratados vem crescendo ultimamente. Björn Brembs identifica esta tendência como um reflexo de uma crise iminente na ciência e cuja origem está no sistema de recompensa e marketing dos pesquisadores que pressiona para a publicação em periódicos de alto impacto. A adoção de plataformas de acesso aberto é um caminho para prevenir a crise.


Newsletter SciELO em Perspectiva

A Newsletter SciELO em Perspectiva é produzida quinzenalmente. Se você deseja se inscrever, clique aqui


FONTE: SciELO em Perspectiva, 1/08/2013 (recebido por e-mail)