segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Biblioteca Central da UFRGS disponibiliza materiais do Workshop "Estratégias para aumentar as suas chances de publicar artigos em revistas científicas internacionais"


            Na última quinta-feira, 26 de setembro, ocorreu na Faculdade de Farmácia da UFRGS o Workshop Estratégias para aumentar as suas chances de publicar artigos em revistas científicas internacionais

            O evento, organizado pela Biblioteca Central da UFRGS, teve como palestrantes os editores de periódicos internacionais da Editora Wiley: Dr. Kurt Albertine e Dr. Parker B. Antin que abordaram os temas: 

  • Estratégias para maximizar as chances de publicar artigos nos melhores periódicos internacionais;
  • Como escrever artigos de maneira clara;
  • Ética em publicações científicas.
        
             O conteúdo da apresentação do Workshop está disponível no site da Biblioteca Central da UFRGS e pode ser acessado pelo link:
           
             http://www.biblioteca.ufrgs.br/treinamentos_2012.html


FONTE: Biblioteca Central da UFRGS

       

Ciência sem Fronteiras abre nova chamada em outubro



Os principais países de destino dos estudantes do Ciência sem Fronteiras são Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, Alemanha e Coreia do Sul


O governo federal vai abrir nova chamada, em outubro, para estudantes que desejam participar do Programa Ciência sem Fronteiras. As novas bolsas de estudo serão para vagas em universidades em 17 países, informou hoje (30) a presidenta Dilma Rousseff, ao participar do programa semanal Café com a Presidenta.

Segundo ela, desde que foi lançado, há dois anos, o programa concedeu mais de 53 mil bolsas a estudantes brasileiros. Desses, 14 mil concluíram seus estudos no exterior, pelo período de um ano, e estão retornando ao Brasil.

A presidenta ressaltou que além de "marcar para sempre a vida desses jovens", o Ciência sem Fronteiras vai contribuir para o desenvolvimento da indústria, da economia e da pesquisa no país. "Quando esses jovens voltam às universidades no Brasil trazem novas ideias e experiências e, assim, agregam contribuição para a modernização do ensino e da pesquisa aqui", disse a presidenta, ao lembrar que a meta é oferecer 101 mil bolsas de estudo em quatro anos.

Dilma destacou que as bolsas concedidas são em áreas ligadas ao desenvolvimento científico, tecnológico, e à inovação, como engenharia, medicina, ciências biomédicas, da computação, tecnológicas, ciências agrárias, entre outras. Os jovens estudam por um ano em universidades e institutos de pesquisa de alta qualidade no exterior e podem fazer estágio em alguns dos principais laboratórios e empresas do mundo.

Ela ressaltou que o principal critério de seleção do Ciência sem Fronteiras é o mérito do estudante. Para participar, é preciso ter feito, pelo menos, 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ter um bom desempenho no curso superior que faz aqui no Brasil. O governo paga todos os custos do estudante no exterior, incluindo a mensalidade da universidade, o alojamento e a alimentação.

Os principais países de destino dos estudantes do Ciência sem Fronteiras são Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, Alemanha e Coreia do Sul. Para facilitar o aprendizado, o governo brasileiro oferece um curso de línguas de até seis meses no país de destino.

 (Thais Leitão - Agência Brasil)


FONTE: Jornal da Ciência, 30/09/2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ministério da Saúde lança campanha para estimular doação de órgãos

Peças publicitárias trazem personagem transplantado há sete anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha lançou, na quarta-feira (25), a nova campanha que marca o Dia Nacional de Doação de Órgãos, comemorado nesta sexta-feira (27) - com as mensagens-chave Não deixe a vida se apagar. Seja doador de órgãos. Fale com sua família. A campanha tem objetivo de sensibilizar e estimular a doação de órgãos em todo país.  O Brasil é referência mundial no campo dos transplantes. Atualmente, 95% das cirurgias no país são realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é gerenciado pelo Ministério da Saúde, pelos estados e municípios.
Nas peças da campanha deste ano, o protagonista é Matheus Bitencourt Lazaretti, de sete anos, que foi transplantado há alguns anos. Em 2007, a criança também participou da campanha anual de estímulo à doação de órgãos.

Confira o vídeo da campanha:


 
Durante a solenidade, o engenheiro Haroldo Rodrigues da Costa, transplantado de rim desde 1997 dez um depoimento emocionado. Defensor da divulgação da importância dos transplantes, Costa disse que é um vitorioso por ter conseguido um doador de rim. “As pessoas que estão à espera por um transplante, assim como eu, podem vencer”, disse comovido.
Depois do transplante, ele já participou de  quatro participações no World Transplant Games, nos anos de 1999, em Budapeste, Hungria; 2003, em Nancy, na França; no ano de 2011, em Gothenburg, Suécia; e 2013, em Durban, na África do Sul. O evento reúne 1,5 mil participantes de 50 países, a cada dois anos. Haroldo Costa contou que foi premiado duas vezes, nos anos de 2011 e 2013, com medalha de bronze na modalidade tênis de dupla, disputada com Edson Arakaki, transplantado de rim.

AÇÕES – O Ministério da Saúde vem investindo na adoção de medidas para estimular a doação de órgãos no país. Uma foi a parceria firmada entre o MS e o Facebook, que completou um ano no dia 30 de julho deste ano. Essa ação permite ao internauta se declarar doador em seu perfil na rede de relacionamento. De 2012 eram 121 mil e, hoje, são 135 mil, aumento de 12% no número de internautas que se declaram doadores.

DIVULGAÇÃO - As peças da Campanha Nacional de Doação de Órgãos 2013 incluem vídeo para televisão, spot de rádio, 177,2 mil cartazes, 450 mil filipetas, e-mail marketing, intervenções na internet, no Facebook e Twitter, além de anúncios em revistas e jornais. Também serão veiculadas peças em mídia alternativa – televisões instaladas em elevadores e metrôs.
Para o vídeo da campanha é exibida uma sequencia de cenas com velas que se ascendem e apagam, simbolizando a vida que pode iluminar outras vidas. Em materiais gráficos, informações e esclarecimentos úteis quanto ao processo de doação de órgãos. Por exemplo, para ser doador no Brasil, não há necessidade de fazer uma declaração por escrito, em nenhum documento. Basta conversar com a família sobre o desejo de ser doador. A doação só acontecerá após a autorização da família.
Vários órgãos sólidos podem ser doados, como fígado, coração e pulmão, além de tecidos (córnea) e medula óssea. No caso de doador falecido, deve haver a constatação da morte encefálica, diagnóstico dado por dois médicos diferentes, com a comprovação de exame complementar, interpretado por um terceiro profissional. Portanto, não existe dúvida quanto ao diagnóstico.

DOADORES –De acordo com o Ministério da Saúde, melhorou a aceitação familiar quanto à doação. A negativa para doação caiu de 80%, em 2003, para 45%, em 2012. Entre os fatores que influenciaram essa mudança estão ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, como lançamento anual de novas campanhas, parceria inédita com o Facebook e criação de incentivos financeiros para ampliar os serviços habilitados.
Outro dado que reforça essa mudança de comportamento é a de que o Brasil levou 23 anos (1987 a 2010) para chegar a 9,9 doadores  por milhão de pessoas (PMP). Já nos últimos três anos, esse número cresceu para 13,5 doadores por milhão da população (1º semestre de 2013). Meta do Brasil é chegar 15 por milhão até 2014. Em 2012, esse percentual fechou em 12,8 doadores. Por outro lado, houve queda de 40% na quantidade de pessoas na fila de espera por transplantes nos últimos anos. Os números caíram de 64.774, em 2008, para 38.759, em 2013.

Por Ubirajara Rodrigues, da Agência Saúde.


FONTE: Portal da Saúde, 25/09/2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Ministério publica normas sobre cuidados com animais em pesquisas e ensino


Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil
 
        O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) divulgou ontem (25) no Diário Oficial da União a Diretriz Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais para Fins Científicos e Didáticos (DBCA). Segundo a pasta, é a primeira norma no país que trata com detalhes dos cuidados que devem ser seguidos por pesquisadores e instituições para que sejam assegurados a ética e bem-estar com animais em pesquisas e ensino.

       Entre as responsabilidades apontadas pela norma está a necessidade de garantir que a utilização de animais seja justificada, levando em consideração os benefícios científicos ou educacionais e os potenciais efeitos sobre o bem-estar dos animais. Além disso, o texto destaca que se deve promover o desenvolvimento e o uso de técnicas que substituam o uso de animais em atividades científicas ou didáticas.

      Segundo a normatização, as atividades científicas ou didáticas devem considerar a substituição do uso dos animais, a redução do número de cobaias utilizadas, além do refinamento das técnicas que permitam reduzir o impacto negativo sobre o bem-estar deles.

      As atividades científicas ou didáticas com uso de animais devem ser feitas apenas quando forem essenciais para obter informações relevantes para a compreensão da biologia humana e de outros animais ou, por exemplo, para atingir objetivos educacionais que não podem ser alcançados utilizando nenhuma outra prática que não inclua o uso de animais.

      De acordo com a diretriz, projetos ou protocolos envolvendo o uso de animais somente poderão ser feitos após a avaliação da proposta e de seu valor científico ou educacional em relação aos potenciais efeitos negativos sobre o bem-estar dos animais.

      A norma aponta que a “dor e o distresse [estresse excessivo] não são avaliados facilmente em animais” e, portanto, pesquisadores e professores devem considerar que cobaias sentem dor de forma similar a humanos, portanto, as decisões relacionadas ao bem-estar dos animais devem ser baseadas nessa premissa.

      Dessa forma, os profissionais devem escolher métodos humanitários para a conduta do projeto, verificar e avaliar os animais regularmente para observar evidências de dor ou distresse durante o curso do projeto e utilizar agentes tranquilizantes, analgésicos e anestésicos adequados para a espécie animal e para os objetivos científicos ou didáticos. Além disso, a pesquisadores devem utilizar métodos apropriados para a eutanásia animal.

      Como regra geral, os mesmos animais não devem ser utilizados em mais de uma atividade científica ou didática, ou em projetos ou protocolos diferentes, após alcançado o objetivo principal do projeto. A íntegra da diretriz pode ser acessada na edição do dia 25 do Diário Oficial. 

Edição: Fábio Massalli

FONTE: Agência Brasil, 25/09/2013

Disponível no Portal da Capes material sobre medicina baseada em evidências



Usuários do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) têm acesso a material da medicina baseada em evidências (MBE) por meio da base de dados JAMAevidence. Os conteúdos são produzidos pela American Medical Association (AMA) em pareceria com a editora McGraw Hill e estão disponíveis no Portal de Periódicos desde 2011.

A MBE integra a melhor evidência disponível com a experiência clínica, permitindo aos médicos recomendar e aos pacientes fazer escolhas consistentes baseadas em seus valores. Assim, a JAMAevidence ajuda os tomadores de decisão a identificar as melhores evidências disponíveis, fornecendo guias para a consideração sistemática da validade, importância e aplicabilidade das alegações sobre a avaliação dos problemas de saúde e os resultados relacionados aos cuidados.

A base possui desde referências clássicas a guias clínicos, calculadores, guias educacionais e os livros Users Guide to Medical Literature, The Rational Clinical Examination e Care at The Close of Life: Evidence & Experience. Os usuários ainda têm acesso a podcasts que trazem análises e comentários de líderes em medicina baseada em evidências.
A JAMAevidence é atualizada mensalmente e foi projetada para atender às necessidades tanto de alunos quanto de professores e profissionais com foco na Medicina.

Fabrícia Carina Souza Araújo

FONTE: Portal da Capes, 25/09/2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Corrida pela Vida chega a 20ª edição em 6 de outubro

 
19ª edição da Corrida Pela Vida teve a participação de centenas de pessoas
 Foto: Cristiane Miglioranza / Divulgação


Largada será do BarraShoppingSul a partir das 10h para a caminhada, e das 9h para as corridas

No segundo ano depois do novo formato, ocorre em 6 de outubro a 20ª Corrida Pela Vida, promovida pelo Instituto do Câncer Infantil (ICI-RS). Com largada no BarraShoppingSul, zona sul de Porto Alegre, a prova mantém os desafios de corrida de 5km e 10km que estrearam em 2012. A tradicional caminhada de 3km se mantém.

O ICI pretende aplicar o dinheiro arrecado nas inscrições na construção do Centro Integrado do instituto. O projeto consiste na construção de um novo prédio na Rua São Manoel, 850 (ao lado do Hospital de Clínicas de Porto Alegre), que unificará as atividades da entidade em apenas um local. A mudança permitirá maior aproximação com todos os profissionais envolvidos no atendimento ao paciente no hospital, além de ficar mais próximo da Casa de Apoio, onde ficam abrigados os pacientes que não estão internados.
 
Hoje, o espaço disponível na sede não comporta mais a quantidade de funcionários e os núcleos de voluntariado. Atualmente a estrutura está dividida entre a sede e um prédio alugado para proporcionar mais espaço às áreas de atendimento.

Como participar

 
Percurso competitivo (5km e 10km), largada às 9h
— Até 30 de setembro, pelo http://www.minhasinscricoes.com.br/corridapelavida/2013/.
— Valor: R$ 50
— Retirada do Kit Corrida (saco-mochila, camiseta em poliamida, squezze) em 5/10, na loja Paquetá do BarraShoppingSul (Avenida Diário de Notícias, 300, Cristal, Porto Alegre).
Instituto do Câncer Infantil23/09/2013 | 14h31


Caminhada (3 km), largada às 10h

 
—  Até a data do evento (6 de outubro) no Instituto do Câncer Infantil do RS (Rua Francisco Ferrer, 276) ou pelo
http://www.minhasinscricoes.com.br/corridapelavida/2013/.

— R$ 15 (camiseta do evento na opção dry fit) ou R$ 25 (camiseta do evento na opção poliamida)

Postos especiais de inscrições

 
— Canoas Shopping (Avenida Guilherme Schell, 6.750, Canoas), em 21 e 22 de setembro

— Shopping Total (Avenida Cristóvão Colombo, 545, Porto Alegre), de 23 a 29 de setembro

— Shopping Iguatemi (Av. João Wallig, 1800 - Passo da Areia, Porto Alegre) de 23 a 29 de setembro

— Informações: (51) 3331-8704 ou icirs@ici-rs.org.br

A prova
 
A largada será do BarraShoppingSul a partir das 10h para a caminhada, e das 9h para as corridas. Serão premiados os cinco primeiros colocados no ranking geral, e os três primeiros de cada faixa etária nas categorias Feminino e Masculino, além disso, o ICI-RS premiará com troféu as empresas, escolas, academias e grupos de corrida com o maior número de inscritos.

Sobre o Instituto do Câncer Infantil RS

 
O Instituto do Câncer Infantil é referência no tratamento da doença na América Latina, com índice de cura de 70% nos casos atendidos. Em parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, todo o atendimento, serviço de apoio e continuidade do tratamento das crianças e adolescentes com câncer são assegurados por equipes especializadas. 

O ICI-RS também participa do desenvolvimento de pesquisas para o tratamento do câncer infantojuvenil, com meta de atingir a cura em 100% dos casos atendidos. Os pacientes também contam com apoio pedagógico, psicológico e odontológico, medicamentos, e exames. Além disso, suas famílias também recebem apoio assistencial, roupas, calçados e alimentos.

FONTE: Bem Estar, 23/09/2013

Farmacêuticos podem receitar medicamentos que não exijam prescrição médica

 
 
Profissionais vão poder prescrever analgésicos, remédios tópicos e fitoterápicos

A partir desta quarta-feira (25),  Dia Internacional do Farmacêutico, profissionais da categoria em todo o País vão poder receitar medicamentos que não exigem prescrição médica. A resolução do CFF (Conselho Federal de Farmácia) será publicada hoje no Diário Oficial da União. Com a nova regulamentação, os farmacêuticos vão poder receitar, por exemplo, analgésicos, medicamentos tópicos e fitoterápicos.

Para o presidente do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo), Pedro Menegasso, a medida vai formalizar o que já era um hábito. "As farmácias são obrigadas a ter um farmacêutico e esse auxílio já é dado informalmente."

A regulamentação foi aprovada pelo CFF nove dias depois de o Congresso Nacional aprovar os vetos feitos por Dilma Rousseff à Lei do Ato Médico. A lei prevê que o ato de prescrever tratamentos não é exclusiva para formados em Medicina.

Para o presidente do CRF-SP, a aprovação das mudanças poucos dias depois da aprovação dos vetos ao Ato Médico foi coincidência. "A decisão de prescrever medicamentos que não exigem receita médica não entra na área deles (dos médicos). Todo medicamento oferece riscos. O farmacêutico é o profissional que melhor pode orientar os pacientes, já que é nosso campo de estudo."

Para o primeiro-secretário do CFM (Conselho Federal de Medicina), Desiré Callegari, "a lei que regulamenta a profissão do farmacêutico não prevê o diagnóstico de doenças e a prescrição de tratamentos." O CFM deve se pronunciar oficialmente hoje.



FONTE: iG São Paulo, 25/09/2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Painel da ONU confirma consequências alarmantes das mudanças climáticas

 

 Reunião das Nações Unidas começou na segunda-feira


O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) iniciou na última segunda-feira uma conferência em Estocolmo confirmando as alarmantes consequências das mudanças climáticas.

- As provas científicas das (...) mudanças climáticas se reforçaram a cada ano, deixando pouca incerteza, salvo sobre suas graves consequências - declarou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, durante a abertura da conferência em Estocolmo.

O IPCC, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2007, revelará na sexta-feira, após quatro dias de debates, o primeiro volume de um relatório completo sobre as mudanças climáticas, suas consequências e os meios para combater o problema, confirmou seu presidente.

Este será o quinto relatório do painel da ONU - que reúne milhares de cientistas - desde sua criação, em 1988. Segundo uma versão provisória do texto obtida pela AFP, este relatório confirmará a responsabilidade do ser humano no aquecimento da Terra e apontará a intensificação de alguns eventos extremos.

Os delegados - cientistas e representantes de governos - divulgarão o documento depois de examinar durante quatro dias as novas evidências das mudanças climáticas e suas consequências. O presidente do painel lembrou que o objetivo da reunião de Estocolmo é validar a primeira parte deste relatório sobre o aquecimento global, que deixará em evidência a responsabilidade do homem e a grave situação que o planeta enfrenta. Pachauri ressaltou que o texto será aprovado "linha por linha" antes do fim da reunião de Estocolmo.

O relatório, que contou com a colaboração de 520 autores, também ressaltará a intensificação de alguns fenômenos extremos, entre eles o aumento do nível do mar, segundo a versão do documento obtida pela AFP. O texto também destacará a urgência de tomar medidas para poder conter o aquecimento da Terra a +2ºC, um objetivo adotado pelos 195 países que negociam sob os auspícios da ONU, mas que parece cada vez mais distante, segundo cientistas. Pachauri prometeu que o diagnóstico contido no informe será inquestionável.

- Não conheço um documento que tenha sido submetido a este tipo de análise minuciosa e que tenha envolvido tantas pessoas com espírito crítico, que ofereceram sua perspicácia e conselhos - afirmou o co-presidente do grupo de trabalho que assinou o documento, Thomas Stocker.

O relatório "se baseou em milhares de medições na atmosfera, na terra, no gelo, no espaço", afirmou o cientista suíço, que é professor da Universidade de Berna, na Suíça.

Ele ressaltou que estas medidas permitem ter uma visão sem precedentes e imparcial do estado do sistema climático.

- A mudança climática é um dos grandes desafios de nossa época - reafirmou o especialista, acrescentando que "esta mudança ameaça nossos recursos primários, a terra e a água".

- E como ameaça nossa única residência, devemos enfrentá-la - ressaltou o especialista, acrescentando que isso exige "as melhores informações para tomar as medidas mais eficazes".

Em 2007, o IPCC gerou uma mobilização sem precedentes as respeito do clima, o que rendeu a atribuição do prêmio Nobel da Paz ao lado do ex-vice-presidente americano Al Gore.




FONTE: Jornal da Ciência, 24/09/2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Fapergs faz seleção entre 900 projetos para financiar pesquisa científica

 
 
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), vinculada à Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT), deu início nesta segunda-feira (23) ao processo de seleção dos projetos que concorrem ao programa Pesquisador Gaúcho (PqG) 2013. Edital mais abrangente da Fapergs em termos de participação da comunidade científica, o PqG financia recursos na ordem de R$ 8 milhões para o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas em todas as áreas do conhecimento. Entre 23 de setembro e 4 de outubro, os melhores projetos serão escolhidos entre mais de 900.

O julgamento é conduzido por 15 comitês assessores, formados por doutores das principais universidades e centros de pesquisa gaúchos especializados em todas as áreas do conhecimento. Nesta segunda, 19 avaliadores analisam as propostas relativas aos campos de Tecnologia e Inovação, Ciências da Saúde e Ciências Agrárias. As mais procuradas nas inscrições foram Ciências Biológicas (131 propostas), Agrárias (128) e Saúde (109).

As demais são Arquitetura, Urbanismo e Design; Artes e Letras; Ciências Humanas e Sociais; Economia e Administração; Educação e Psicologia; Engenharias; Física e Astronomia; Geociências; Interdisciplinar; Matemática, Estatística e Computação; e Química.

O diretor científico da Fapergs, José Miguel Reichert, explicou que o aumento da procura pelo edital se deve à qualificação do corpo de pesquisadores do Estado. “Houve um crescimento importante em termos de novas universidades, cursos e programas de pós-graduação. A grande demanda também identifica um grupo significativo de pesquisadores que ainda não teve acesso aos recursos de editais”, afirmou.
Além disso, Reichert destacou a importância do trabalho feito pelos comitês assessores, responsáveis por ranquear e classificar as propostas. “Os comitês são fundamentais para avaliar o mérito, relevância, orçamento e qualificação da equipe de cada projeto”, considerou.

Programa Pesquisador Gaúcho

O edital PqG 2013 está organizado em duas faixas de financiamento: Faixa A, para projetos até R$ 25 mil, e Faixa B, para projetos até R$ 50 mil. A divulgação preliminar dos resultados sai até 11 de outubro. O prazo para recursos administrativos ocorre nos 5 dias úteis posteriores a esta data. A lista final será conhecida no dia 31 do mesmo mês. O edital pode ser acessado pelo endereço http://www.fapergs.rs.gov.br/, no menu editais (em julgamento).


FONTE: FAPERGS, 23/09/2013

Cine Psquiatria exibe “Bem me quer, mal me quer” na quarta (25)





              O Cine Psiquiatria da UFCSPA exibe nesta quarta-feira (25), às 18h, no salão nobre da UFCSPA, o filme francês “Bem me quer, mal me quer”. O longametragem de 2002 tem como protagonista Angélique (Audrey Tautou), uma artista plástica que desenvolve uma paixão desmedida pelo médico Loïc (Samuel Le Bihan). A despeito de tudo o que seus amigos lhe dizem e de diversos acontecimentos que provam o contrário, Angélique persiste na idéia de que Loïc também a ama, transformando o que de início parecia ser um desencontro amoroso em uma perigosa obsessão. Após a exibição haverá um debate com os psiquiatras Ellis D’Arrigo Busnello e Ygor Arzeno Ferrão. 

Título no Brasil: Bem Me Quer, Mal Me Quer
Título Original: À la Folie... Pas du Tout
País de Origem: França
Gênero: Romance
Tempo de Duração: 92 minutos

Confira o trailler.

O Cine Psiquiatria é gratuito e aberto à comunidade. 


FONTE: UFCSPA, 23/09/2013


ONU registra queda em casos de aids pela primeira vez

 
Queda de pessoas infectadas foi superior a 50% em ao menos 26 países
Número de novas infecções caiu 33% desde 2001

Pela primeira vez, a Organização das Nações Unidas (ONU) anuncia que o ritmo de registro de casos de aids no mundo teve uma queda. Em um desempenho considerado histórico, o número de novas infecções de pessoas com o HIV caiu 33% em pouco mais de uma década, entre 2001 e 2012, e o de mortes foi reduzido em 30%. Os novos casos de crianças infectadas também caíram 52%.
Os dados fazem parte de um informe divulgado nesta segunda-feira e no qual a Unaids — agência da ONU de combate à doença — apresenta novas projeções sobre a epidemia. Apesar dos resultados inéditos, a entidade alerta que o mundo precisa fazer mais.
Em 2001, 3,4 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV e, em 2012, a taxa caiu para 2,3 milhões. Em ao menos 26 países, a queda foi superior a 50%. No total, o número de pessoas infectadas, porém, continua subindo porque a sobrevida aumentou com o acesso ao tratamento. Em 2001, 30 milhões de pessoas no mundo viviam com o HIV — em 2012, eram 35,2 milhões. Desde o início da epidemia, 75 milhões de pessoas já foram infectadas.
Funcionários da ONU não escondem que os números são surpreendentes. Há apenas alguns anos, poucos imaginariam que a redução seria possível. A mudança aconteceu em grande parte graças à decisão da entidade de adotar o modelo brasileiro de garantir acesso ao coquetel antirretroviral como uma estratégia mundial. O tratamento ajudou também a barrar a contaminação.
Em 2005, 1,3 milhão de pessoas tinham acesso a remédios no mundo. No fim do ano passado, o número chegou a 9,7 milhões. "Mas, apesar dos ganhos históricos em expandir os serviços de tratamento, o esforço para garantir um acesso universal enfrenta desafios consideráveis", alerta a Unaids.
A mortalidade caiu de forma importante. Em 2001, 1,9 milhão de pessoas morreram em decorrência da aids e, em 2012, foram 1,6 milhão. Desde o pico da epidemia, em 2005, o número de mortes caiu 30%. Um dos dados mais comemorados é o de casos de novas crianças infectadas. Entre 2001 e 2012, a redução foi de mais de 50%, para um total de 250 mil. 

Investimento foi fundamental para o resultado

Parte do sucesso obtido se deve ao volume de recursos destinados para o combate à aids. Em 2002, existiam US$ 3,8 bilhões para atacar a doença. Hoje, são quase US$ 19 bilhões. Para 2015, a Unaids estima que serão necessários até US$ 24 bilhões.
O Brasil aparece como o país com o maior orçamento nacional para o combate à doença entre as economias emergentes. Houve queda de 30% no número de mortes. Por ano, são mais de US$ 745 milhões — a China, com população seis vezes maior, investe US$ 497 milhões. A Unaids, porém, alerta que o país, mesmo com todo o dinheiro investido, corre o risco de não atingir algumas das metas mundiais de redução até 2015.
No caso do Brasil, a agência mostra que o total da população contaminada não mudou entre 2001 e 2012, com 0,4% dos brasileiros sendo registrados como portador do vírus. Em números absolutos, houve um aumento. Em 2001, estimava-se que entre 430 mil e 520 mil pessoas viviam com aids no Brasil. Em 2012, o volume subiu para um intervalo entre 540 mil e 660 mil.
Mas, assim como no caso mundial, o aumento no número de pessoas vivendo com o vírus da aids no Brasil em parte também é resultado de um prolongamento da vida daqueles afetados pela doença. Os números de mortes anuais no Brasil por causa da doença passaram de um máximo de 27 mil, em 2001, para 19 mil em 2012. A queda estimada é de 29,6%.
Se a redução no Brasil segue a tendência mundial, a Unaids deixa claro que o governo precisa fazer novos esforços para conseguir avançar com o tratamento, ainda que o país seja considerado o modelo que inspirou toda a resposta internacional da última década.
Hoje, cerca de 307 mil adultos recebem gratuitamente o tratamento contra a aids, mas o número de pessoas precisando de assistência pode chegar a 370 mil em 2015. A agência da ONU recomenda que o Brasil concentre seus esforços em garantir um acesso pleno ao tratamento até 2015. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo



FONTE: Bem-Estar, 23/09/2013


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Quanto custa publicar em acesso aberto?

A publicação de resultados de pesquisa em acesso aberto é a forma que se tornou consensual de prestar contas à sociedade sobre os recursos empregados na pesquisa, tendo em vista que boa parte desta é financiada com recursos públicos. Além disso, a sociedade como um todo – e não apenas a comunidade acadêmica – se beneficia largamente do conhecimento gerado em todas as áreas do conhecimento humano.

O movimento do acesso aberto surge da crise dos custos das publicações impressas no início dos anos 2000 e das oportunidades de acesso oferecidas pela publicação digital na Web, e hoje se encontra plenamente consolidado para os periódicos em formato digital. Estudo recente encomendado pela Comissão Europeia concluiu que quase 50% dos artigos publicados entre 2004 e 2011 nos países da Comunidade Europeia, Estados Unidos, Canadá, Japão e Brasil encontram-se disponíveis em acesso aberto na Internet em abril de 2013. O Brasil lidera com 63% dos artigos em acesso aberto em grande parte devido ao SciELO.

O Acesso Aberto (AA) se consolida por várias rotas ou modalidades: seja por meio da modalidade conhecida como dourada e que abarca os periódicos de AA que publicam todos os artigos em acesso aberto ou os periódicos híbridos que publicam parte dos artigos em acesso aberto ou na modalidade conhecida como verde que ocorre com o arquivamento dos artigos em repositórios institucionais ou centrais após a publicação em periódicos.  Ao mesmo tempo, estão também se consolidando no cenário internacional modelos de negócios que tornam a publicação em acesso aberto sustentável. Ao contrário do que possa parecer, a publicação em acesso aberto não tem custo zero, embora se proponha como mais econômica que às financiadas por assinaturas. Existem hoje vários modelos econômicos para tornar o AA viável e sustentável para os publicadores não comerciais e lucrativos no caso das editoras comerciais.

Muitos periódicos da via dourada cobram dos autores ou das instituições a que estão afiliados ou das agências financiadoras de projetos taxas de publicação  conhecida como taxa  de processamento do artigos (do inglês Article Processing Charge) . O valor destas taxas, entretanto, varia largamente entre periódicos de editoras comerciais e de associações ou sociedades científicas. 






FONTE: SciELO em Perspectiva, 18/09/2013

Feira de intercâmbio para estudo no Canadá


Participe da Feira de Intercâmbio organizada pelo Governo do Canadá no Brasil! 

Participe da feira gratuitamente e aproveite para:
- Falar com os representantes das escolas credenciadas;
- Assistir palestras;
- Saber informações sobre vistos para o Canadá;
- Conhecer as vantagens que só o Canadá oferece. 

PORTO ALEGRE
Quando: 24 de setembro - terça-feira
Horário: das 15h as 20h 
Onde: Associação Leopoldina Juvenil 
Rua Marquês do Herval, 280, Moinhos de Vento - Porto Alegre - RS


Acesse o site e cadastre-se gratuitamente

 

19 de Setembro - Dia do Ortopedista


          Como a maioria das profissões da área da saúde, a Ortopedia também tem o seu merecido dia, que nesse caso é hoje, em homenagem à Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, fundada em 19 de setembro de 1935. Os milhares de ortopedistas que atuam no Brasil surgem para melhorar a qualidade de vida das pessoas, buscando desenvolver técnicas que ajudem a corrigir algumas deformidades, aliviar dores e deixar o nosso corpo o mais saudável possível.

         A partir da necessidade, a ortopedia vem se desenvolvendo cada dia mais, tendo como marco o início do século XX, pois a criação dos Raios-X teve muita importância para o desenvolvimento e é uma técnica usada até hoje, que ajuda os profissionais a detectarem e fazerem a correção das partes do corpo que necessitam.


Parabéns a todos os Ortopedistas pelo seu dia!!


Fonte: Blog Pesquisa Saúde, 19/09/2013

Produção em série para células-tronco





Descoberta permite fabricação mais rápida e eficiente de células de pluripotência induzida a partir de tecidos adultos


Pesquisadores do Instituto de Ciências Weizmann, em Israel, descobriram uma maneira mais rápida e eficiente de produzir as chamadas células-tronco de pluripotência induzida (iPS, na sigla em inglês), capazes de se transformarem em qualquer tecido do corpo e chave para cumprir a promessa da medicina regenerativa de fabricar órgãos e outros tecidos para transplantes sob encomenda e medida. A técnica para produção em massa destas células não só poderá acelerar os estudos na área como, no futuro, fornecer o material necessário para alimentar estas fábricas de órgãos.

Quando em 2006 o cientista japonês Shinya Yamanaka encontrou um método para fazer com que células adultas do corpo regredissem ao estágio de células-tronco semelhante ao de embriões, as iPS, sua descoberta foi saudada como revolucionária. Além de livrar os pesquisadores do dilema ético de ter que lidar com fetos humanos nas suas experiências, o achado abriu caminho para tornar realidade o sonho da medicina regenerativa personalizada, já que estas células-tronco contêm o mesmo DNA do doador, acabando com os riscos de rejeição dos órgãos ou tecidos que venham a ser fabricados a partir delas.

Método original é lento e ineficiente
A descoberta rendeu a Yamanaka o Prêmio Nobel de Medicina do ano passado, mas seu método de reprogramação celular ainda é ineficiente e demorado: em geral, menos de 1% das células adultas tratadas se tornam iPS de fato, e mesmo assim só depois de algumas semanas ou até meses. As restantes permanecem presas em um "limbo", um estágio intermediário em que não têm mais as características dos tecidos diferenciados de onde foram retiradas, como a pele ou o sangue, mas também não têm o potencial de se transformarem em qualquer um deles como as células-tronco.

A razão por trás desta ineficiência tornou-se então um mistério para os cientistas, mas agora o grupo de pesquisadores do Instituto Weizmann parece ter encontrado a resposta. Eles revelaram que uma proteína, chamada Mbd3, seria a responsável por interromper a fase final da reprogramação celular. A função exata da Mbd3 é desconhecida, mas os cientistas sabem que ela está presente em todas as células do nosso corpo em cada estágio de seu desenvolvimento, com uma exceção: os primeiros três dias após a concepção, antes de as células do embrião começarem a se diferenciar. Assim, ao remover a proteína das células sendo tratadas para se transformarem em iPS, eles conseguiram que praticamente 100% delas completassem o processo, e em apenas sete dias.

- Os cientistas que pesquisam a reprogramação celular podem se beneficiar de um entendimento mais profundo de como as células-tronco embrionárias são produzidas na natureza. Afinal, a natureza ainda as produz da melhor forma e da maneira mais eficiente - diz Yaqub Hanna, pesquisador do Instituto Weizmann e principal autor de artigo sobre a descoberta, publicado esta semana na revista "Nature".

Forçar células de tecidos adultos a regredirem ao estágio similar ao das embrionárias não é uma tarefa fácil. Para isso, os cientistas têm que introduzir nelas quatro dos chamados fatores de transcrição, que regulam a forma como os genes funcionam. Por motivos desconhecidos, porém, estes fatores também estimulam a ação da Mbd3, e foi esse processo que os pesquisadores israelenses conseguiram interromper.

- Isto gera um conflito, é como tentar pisar no acelerador e no freio de um carro ao mesmo tempo - compara Hanna.

(Cesar Baima/O Globo)

FONTE: Jornal da Ciência, 19/09/2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Brasil está em 14º lugar no ranking mundial de pesquisas científicas

 

 
Nos últimos 20 anos, o país subiu dez posições nesse ranking, informa a Agência Brasil


Os cientistas brasileiros publicaram 46,7 mil artigos científicos em periódicos no ano passado, número que coloca o Brasil em 14º lugar como produtor mundial de pesquisas. Segundo o relatório feito pela empresa Thomson Reuters, isso equivale a 2,2% de tudo o que foi publicado no mundo, em 2012. Nos últimos 20 anos, o país subiu dez posições nesse ranking.

A China conquistou o primeiro lugar nesse levantamento, seguida por Estados Unidos, Japão e Europa. O trabalho foi feito em parceria com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

No Brasil, o ramo científico que mais produziu artigos foi a medicina clínica. No período de 2008 a 2012, foram produzidos quase 35 mil artigos. Em segundo lugar, ficou a ciência de plantas e animais, com 19,5 mil artigos no mesmo período. Ciências agrárias produziram 13,5 mil artigos entre 2008 e 2012. O maior crescimento foi visto nas ciências sociais e gerais, que saltaram de 1,5 mil entre 2003 e 2007 para 9,8 mil entre 2008 e 2012.

Como consequência do aumento na produção científica, o pedido de patentes no país chegou a 170 mil no período de 2003 a 2012. Segundo o presidente do Inpi, Jorge Ávila, o órgão continua lidando com o forte crescimento do número de pedidos de patentes, que foi 33,5 mil em 2012, com projeção de alcançar 40 mil este ano.

Os maiores detentores de patentes no país, revelou a pesquisa, foram a Petrobras e as universidades públicas. De 2003 a 2012, a Petrobras registrou 450 patentes. Logo atrás, veio a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 395 patentes. Em terceiro, ficou a Universidade de São Paulo (USP), com 284 patentes. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vem logo em seguida, com 163 patentes.

De acordo com o relatório, a ausência de empresas privadas na lista dos maiores detentores de patentes reflete um aspecto negativo do país. Como a demora na tramitação do processo pode chegar a oito anos, muitas empresas desistem, pois a tecnologia pode acabar se tornando obsoleta antes de a patente sair.

(Fernanda Cruz/Agência Brasil)


FONTE: Agência Brasil, 17/09/2013 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Política de cotas avança na pós-graduação





Depois da UnB, USP e Uesb, a UFRJ adota medida afirmativa



Menos de um ano depois da vigência da Lei de Cotas, que garantiu pelo menos 12,5% de reserva de vagas em todos os cursos de graduação das universidades e institutos federais, algumas instituições de ensino superior foram além e já aplicam políticas afirmativas na pós-graduação. É o caso do programa de Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ, que vai reservar pelo menos duas vagas para indígenas e adicional de 20% para candidatos negros, além de nota de corte inferior aos outros concorrentes.

A iniciativa saiu do papel em fevereiro e é válida para o processo de seleção ainda deste ano. Os primeiros cotistas do Museu Nacional devem ingressar em 2014. "A medida foi adotada em função da dinâmica interna que busca fortalecer a diversidade étnica", afirmou João Pacheco, subcoordenador do programa de pós-graduação do Museu Nacional.

João ainda explicou a diferença no processo seletivo para os candidatos que se declaram indígenas. "Para eles, basta levar um currículo e fazer uma entrevista com a banca. A seleção comum tem prova escrita, de inglês, além de outras etapas". Segundo o antropólogo, muitos candidatos indígenas trazem a diversidade de suas línguas nativas, o que enriquece o programa de Antropologia social, mas poderia ser uma barreira para entrar no curso por conta das etapas de seleção.

Além da UFRJ, outras universidades também passaram a adotar a medida recentemente. O Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) aprovou, em julho deste ano, a reserva de 20% das vagas do mestrado e doutorado para negros. A proposta, porém, ainda precisa passar pelo aval do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UnB. A expectativa é de que as cotas comecem a valer em 2015.

Já na USP, a pós-graduação em Direitos Humanos separou um terço das vagas do curso para negros, indígenas, pobres e deficientes físicos. A iniciativa de 2006 foi o primeiro caso na universidade paulista, que historicamente se posiciona contra a política de cotas.

No Brasil, o caso mais ousado de ações afirmativas na pós-graduação acontece na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Desde 2007, a instituição reserva 40% de vagas para negros e 5% para indígenas em todos os cursos de mestrado e doutorado da universidade.

Opiniões adversas - Em entrevista para a revista Veja, em março deste ano, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, posicionou-se contra a extensão das cotas para a pós-graduação. "Depois de uma graduação, as diferenças na largada da vida acadêmica já deveriam ter sido sanadas há tempos. Se elas não foram, infelizmente, não é possível almejar um mestrado, muito menos um doutorado", declarou à publicação.

Para o diretor da ONG Educafro, Frei David, as cotas são importantes pela alta subjetividade presente durante o processo seletivo para estes cursos. "Hoje, o professor tem um poder supremo na escolha dos mestrandos e doutorandos. As cotas são o poder democrático no processo."

Segundo dados de 2012 da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal (SAE), apenas 20% dos brasileiros que chegam a fazer pós-graduação são negros. O número é pequeno em relação à porcentagem de negros que constituem a sociedade brasileira, cerca 51% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em respostas às críticas à política afirmativa adotada pelo Museu Nacional, João Pacheco refuta os argumentos que questionam uma possível queda de qualidade no curso. "Nós somos um programa nota 7 (máxima) no MEC. Não iríamos arriscar a reputação do curso para fazer uma medida populista. Nossa posição é no sentido de buscar mecanismo de incorporação."

(Paloma Barreto, Jornal da Ciência)

FONTE: Jornal da Ciência, 17/09/2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Passei Direto: alunos compartilham dicas de estudo em nova rede social


A tela inicial do Passei Direto mostra as opções de cadastro tradicional e login via Facebook (Foto: Reprodução/Karla Soares)


Karla Soares Para o TechTudo
 
Mais de 270 mil pessoas já se cadastraram na rede social brasileira Passei Direto. Criada por dois alunos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a rede é essencialmente acadêmica e reúne universitários de diferentes cursos e instituições para compartilhar exercícios, resumos e trabalhos. A intenção é chegar a um milhão de cadastrados até o final do ano.

A rede é resultado da união dos universitários André Simões e Rodrigo Salvador, dos cursos de Administração e Engenharia da Computação, respectivamente. Ambos tiveram a ideia de criar uma rede social focada no compartilhamento de assuntos acadêmicos, mas não se conheciam. Rodrigo tinha o site "Campus Virtual" e André colocava em prática as técnicas de programação aprendidas na universidade no Passei Direto.

André conta que os dois se conheceram através de um amigo. Na época, Rodrigo participava de um processo seletivo para uma aceleradora de empresas e eles acabaram juntando seus projetos. Resultado: foram aprovados. As boas notícias não pararam por aí, ao pedir demissão de uma empresa voltada para o mercado de Internet, André mostrou o Passei Direto para seus diretores e ganhou o seu primeiro investidor, o grupo brasileiro Xangô.
No ar desde agosto de 2012, a rede fez tanto sucesso que acabou fechada para reestruturação. O Passei Direto reabriu suas portas no último dia (10) de setembro durante o Passei Direto Open, evento online que expandiu a rede para todas as universidades.
André Simões conta que o acesso foi fechado para melhorar o produto para o lançamento no "PD Open". “O evento consiste em abrir a rede para todas as universidades com a criação da grade curricular colaborativa. Os próprios alunos ajudam a criar as grades de seus cursos”, explica. A qualidade do conteúdo das grades é garantida por um sistema de denúncia, por meio do qual os próprios alunos podem corrigir as grades que foram criadas erradas.

Conexão com Facebook
Para fazer parte do Passei Direto, o usuário preenche o tradicional formulário de cadastro ou entra com um clique, via Facebook. A partir daí, informa a faculdade que estuda e o curso. Uma vez dentro da rede, o aluno encontra todas as disciplinas de seu curso cadastradas e pode interagir por meio de comentários, compartilhamento de arquivos com exercícios e outros materiais, além de ter a possibilidade de fazer perguntas.

“O bacana é que quando um aluno faz uma pergunta em uma disciplina, ele pode ser ajudado por estudantes de outras universidades que cursam o mesmo curso. Assim como uma pessoa de uma faculdade pode ter acesso ao conteúdo de outras”, aponta.

A integração com o Facebook permite que o perfil do aluno seja preenchido com as informações fornecidas à rede de Mark Zuckerberg. A conexão oferece ainda a possibilidade de o aluno, dentro da página de cada disciplina, convidar um amigo através do Facebook para essa matéria. E também pode compartilhar no Facebook um arquivo do Passei Direto.
Com o compartilhamento de conteúdo acadêmico como carro-chefe, o Passei Direto tem como grande desafio o estímulo dessa ação. Uma das maneiras de estimular o sharing é a criação de um sistema que dá pontos ao usuário a partir de três ações: compartilhamento de material relevante, publicação de boas respostas e formulação de boas perguntas.
“O usuário entra na rede com zero pontos e à medida em que faz essas interações, vai ganhando pontos e passando de level. Dessa maneira conseguimos montar rankings do curso da pessoa, de toda sua universidade e até de todo o Passei Direto”, explica.

Continue lendo...

Leia também:

Aprenda a usar a nova rede social para universitários Passei Direto


FONTE: TechTudo Notícias, 16/09/2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Butantan pode "aposentar" uso de ratos de laboratório em pesquisas




Utilização de 'Peixe Paulistinha' substitui camundongos e reduz custos das pesquisas científicas

       
         O maior centro de pesquisas biomédicas da América Latina, o Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, na capital paulista, desenvolveu projeto inovador que pode “aposentar” os ratos de laboratório na realização de pesquisas científicas. Segundo o Instituto, pelo novo modelo o “Peixe Paulistinha” será utilizado para substituir ou, em outros casos, complementar os estudos hoje realizados em ratos e camundongos, reduzindo, desta forma, os custos das pesquisas.

          Também conhecido como “Zebrafish”, o peixe poderá ser utilizado nas pesquisas científicas em diferentes áreas, como psicologia, regeneração de tecidos, tumores, manipulação genética, toxicológicos e agentes terapêuticos.  O peixe foi escolhido por ser um animal de pequeno porte e apresentar alta taxa reprodutiva, semelhantes ao dos mamíferos.     
          Além disso, apresenta características importantes para o desenvolvimento das pesquisas, como possuir embriões transparentes,  ter prole numerosa (produção média de 70 a 100 ovos por dia) e se desenvolver rapidamente. Em um período de 48 a 72 horas o ovo evolui para larva e se torna adulto aos três meses de vida, no máximo.
A implantação do modelo inovador está em fase avançada. 
          O local já possui um laboratório com estrutura necessária para o funcionamento do criadouro, com capacidade atual para 1,5 mil peixes.

          Para Mônica Lopes Ferreira, pesquisadora responsável pelo criadouro do Instituto Butantan,  o projeto é um grande avanço para a ciência e contribui drasticamente para a redução dos custos das pesquisas e armazenamento dos animais. “Outro aspecto importante é a presença de elementos de imunidade inata, quando a resposta imune é independente de antígenos e acontece de maneira imediata e máxima”, explica. 


 
FONTE: Portal Terra, 11/09/2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Transformando a comunicação científica

Editor da revista PLoS One fala sobre como os critérios inovadores de publicação do periódico estão modificando a forma como as pesquisas são divulgadas e avaliadas (PLoS)


Por Karina Toledo, de Caxambu

          Tornar os resultados das pesquisas realizadas acessíveis ao maior número de pessoas – no menor tempo possível – e deixar a comunidade científica julgar a relevância do artigo após sua publicação. Essa ideia inovadora norteou a criação da revista PLoS One, em 2006, e vem transformando a comunicação científica em todo o mundo.
           A avaliação foi feita por Eric Martens, editor sênior do periódico, durante conferência apresentada na 28ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada em Caxambu (MG) entre os dias 21 e 24 de agosto.
          De acordo com Martens, em 2012 a PLoS One publicou 24 mil artigos, com uma taxa de aceitação de 70%. Em média, 200 submissões são recebidas e 140 trabalhos são publicados diariamente.
          “Enquanto muitas revistas rejeitam até 90% dos artigos submetidos para elevar seu fator de impacto, a PLoS One tem uma filosofia única: todas as pesquisas consistentes do ponto de vista ético e científico, que contribuem de alguma forma para o conhecimento de uma determinada área, devem ser publicadas e ter acesso livre. Não rejeitamos um artigo com base em seu suposto impacto”, disse Martens.
          Como a PLoS One se propõe a divulgar pesquisas de todos os campos da ciência e da medicina, não há risco de um artigo, fruto de trabalho interdisciplinar, ser rejeitado por não se encaixar no escopo de uma determinada área de estudo. Também são bem-vindas as pesquisas com resultados negativos, ou seja, que não comprovam a hipótese inicialmente proposta.
          “Há áreas com poucas opções de periódicos de acesso livre, como Paleontologia. A PLoS One é uma boa opção nesses casos”, disse Martens.
          O editor, no entanto, ressalta que há critérios que precisam ser atendidos para o trabalho ser aceito. Além de não ter sido publicado anteriormente e de apresentar um conhecimento novo para a área, precisa contar com experimentos, estatísticas e análises de alto nível técnico. Todos os dados devem ser descritos com um grau de detalhamento que permita sua reprodução por qualquer interessado.
         As conclusões devem estar apresentadas de forma adequada e serem amparadas pelos dados obtidos nos experimentos e análises. O artigo precisa estar escrito de forma inteligível, de acordo com o padrão da língua inglesa. A pesquisa deve seguir o padrão internacional de ética e de integridade em pesquisa.
         Segundo Martens, os motivos para a rejeição de um artigo na PLoS One geralmente estão relacionados a problemas fundamentais de metodologia ou de interpretação dos resultados. “Fatores como experimentos mal desenhados, amostras insuficientes, falta de força estatística nos resultados ou técnica inapropriada de análise”, exemplificou.
          Além da equipe da revista, participam do processo de revisão – que dura em média 40 dias – os chamados editores acadêmicos, especialistas de diversas áreas que atuam como colaboradores fixos. Eles decidem se há ou não necessidade de revisores externos.
          “Para garantir a transparência do processo, a carta de aceitação ou rejeição de um artigo é sempre assinada pelo editor acadêmico responsável e essa informação também é publicada. Os revisores externos também são encorajados a assinar a avaliação”, contou Martens.
          O modelo de julgamento com base na consistência da pesquisa e não no seu impacto tem se mostrado bem-sucedido, na avaliação de Martens. Mas há, segundo ele, uma série de ferramentas cruciais para que funcione. O site da revista oferece, por exemplo, uma seção de comentários e uma série de indicadores que revelam quantas vezes o artigo foi acessado e citado, com gráficos que mostram sua evolução ao longo do tempo.
          Além disso, o alcance do trabalho entre o público geral é medido pelo número de vezes que ele foi compartilhado em blogs e redes sociais.
“Acreditamos que esse modelo de métrica individual seja uma boa alternativa ao modelo de fator de impacto baseado na revista. Isso está mudando a forma como as pessoas pensam e avaliam a pesquisa científica”, avaliou.
          O problema com o conceito de fator de impacto, segundo Martens, é o fato de estar baseado na média do número de citações que os artigos de uma revista receberam em um determinado período – o que mascara as variações existentes dentro de cada periódico.
           “A Nature, por exemplo, tem um fator de impacto superior a 30. Mas se você analisa a distribuição das citações da revista verá que é altamente variável. Há alguns artigos que tiveram muito impacto e são citados até hoje, como o do Projeto Genoma Humano. E há outros que foram citados apenas uma ou duas vezes ao longo de sua história”, afirmou.

Modelo de sucesso

          Para que um periódico seja considerado verdadeiramente de acesso livre (open access), dois critérios precisam ser atendidos: o conteúdo precisa estar disponível gratuitamente na internet, sem exigência de cadastro ou assinatura, e os leitores devem ter permissão do copyright para republicar ou reusar o conteúdo como quiserem. A única condição é a atribuição do trabalho aos autores e editores.
         Na avaliação de Martens, esse modelo tem se mostrado bem-sucedido e está crescendo rapidamente, impulsionado principalmente por instituições como a Comissão Europeia, os Conselhos de Pesquisa do Reino Unido, o National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
        “Esses órgãos determinaram que toda a pesquisa que financiam deve ser de acesso livre. Algumas importantes universidades também já adotaram políticas para incentivar a prática, como Harvard, Columbia, Duke, Princeton, Stanford e MIT [Massachusetts Institute of Technology]”, disse.
         Martens, no entanto, reconhece que atualmente o custo de publicação para os que optam pelo modelo “open acess” recai sobre o pesquisador. No caso da PLoS One, é preciso desembolsar cerca de US$ 1,3 mil para cada artigo. Nas revistas em que a taxa de rejeição é maior, o custo de publicação também costuma ser mais elevado.
        “Queremos chegar ao ponto em que as instituições que financiam as pesquisas entendam que tornar seus resultados acessíveis de forma livre é parte essencial do processo e assumam esse custo”, defendeu. 


FONTE: Agência FAPESP, 11/09/2013