quinta-feira, 31 de outubro de 2013

I Seminário Gaúcho de Auditoria em Saúde


       I Seminário Gaúcho de Auditoria em Saúde, tendo como tema O DESAFIO DA REGULAÇÃO (Porto Alegre/RS - 8 de novembro 2013)

       Em conjunto com a Sociedade dos Auditores em Saúde (Sauds), do Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde e IAHCS Acreditação, promoverá o I Seminário Gaúcho de Auditoria em Saúde, tendo como tema O DESAFIO DA REGULAÇÃO.

       Dentre os palestrantes estão nomes como St
ephen Stefani (Médico Oncologista, Auditor Médico UNIMED/RS), Eduardo Dias Lopes (Médico, Coordenador do MBA Auditoria em Saúde IAHCS), Adriano Mehl (Médico, Sociedade Brasileira de Tratamentos de Feridas), Gilberto Lahorgue Nunes (Médico, Diretor Científico da Sociedade de Cardiologia do RS) e Eduardo Elsade (Médico, ex-coordenador Complexo Regulação do Estado do Rio Grande do Sul)

      O evento é gratuito para profissionais que trabalham em hospitais, clínicas e laboratórios em dia com as contribuições da Federação dos Hospitais do Rio Grande do Sul (FEHOSUL). Para demais interessados o valor é de R$ 350,00.


MAIS INFORMAÇÕES, ACESSE:

http://www.fehosul.org.br/boletiminfo/Seminario_auditoria_em_saude/index.html



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Livro "Transtorno Mental e Perda da Liberdade" para download






          O livro lançado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abre espaço para debates sobre a questão das internações involuntárias e compulsórias de pacientes com transtornos mentais e dependência química. Polêmica, essa política de internações não consentidas ganhou notoriedade após as intervenções na chamada Cracolândia pelo poder público paulista, a partir de janeiro de 2012, mas há anos a questão é debatida pelos profissionais de saúde.

         A polêmica e as incertezas em torno das condutas e do regramento aplicados à perda de liberdade no contexto do transtorno mental ilustram a gravidade de um tema que se arrasta por séculos. Os desafios e dúvidas não diminuíram, mas a ferida ficou mais exposta. Hoje, ela pode ser vista nas ruas, na figura de esquálidos dependentes de crack enrolados em cobertores. E ganhou espaço nobre na mídia, onde especialistas, gestores e políticos não chegam a um consenso.

         A questão, agora centrada nas internações involuntárias e compulsórias de dependentes de crack – maiores e menores de idade, também nos remete ao recolhimento de pacientes com transtornos mentais sem o devido diagnóstico e acompanhamento. Sem esquecer o abandono a que são relegados os cerca de 12% da população carcerária do país que sofrem com problemas mentais graves e que não contam com assistência mínima.

Renato Azevedo Júnior
Presidente do Cremesp

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Número de artigos em inglês supera os publicados em português na SciELO Brasil



Porcentagem de textos na língua inglesa nas revistas brasileiras
saltou de 38% em 2007 para 52% em 2012



                    Agência FAPESP – O número de artigos científicos publicados em inglês nos periódicos da SciELO Brasil – Scientific Electronic Library Online, um programa da FAPESP e do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) – superou o total de artigos disponibilizados em português.
                   A SciELO Brasil conta atualmente com cerca de 270 revistas, uma coleção dos principais títulos científicos nacionais disponíveis em acesso aberto na internet.
                   Essa tendência de publicação de artigos científicos brasileiros em inglês se soma a uma série de esforços para aumentar a visibilidade e o impacto internacional dos artigos publicados em periódicos que integram as coleções indexadas na Rede SciELO, que ainda é baixo em comparação com as dos países desenvolvidos.
                  A avaliação foi feita por Abel Packer, coordenador do programa SciELO, em uma reunião de avaliação do programa realizada no dia 22 de outubro, na véspera da abertura oficial da conferência de comemoração dos 15 anos da Rede SciELO.
                  O evento no Hotel Intercontinental, em São Paulo, que termina no dia 25, reúne especialistas em pesquisa e comunicação científica de 25 países para debater a comunicação científica em acesso aberto e os desafios para o desenvolvimento dos periódicos científicos.
                “Está ocorrendo um fenômeno impressionante no Brasil: a publicação cada vez maior de artigos científicos em inglês nas revistas nacionais”, disse Packer. “Nos últimos três anos, temos acompanhado um aumento e, em 2012, eles corresponderam a mais da metade dos artigos publicados.”
De acordo com dados do último relatório da Rede SciELO, o número de artigos científicos publicados em inglês em revistas brasileiras integrantes da SciELO Brasil saltou de 38% em 2007 para 52% em 2012. Além disso, também aumentou a publicação de artigos bilíngues (em português e inglês).
                Do total de artigos publicados nas revistas brasileiras na SciELO Brasil, 16% estão disponibilizados, simultaneamente, em português e inglês, contou o coordenador do programa. Cerca de 36% dos artigos das revistas brasileiras da área da Saúde – que tem o maior número de publicações, seguida pelas Ciências Humanas, e foi a área que mais adotou a estratégia de publicação bilíngue – estão em português e inglês.
               “O aumento no número de artigos publicados em inglês ou em português e inglês é resultado de um esforço muito grande e custoso das sociedades científicas, dos editores e das próprias publicações”, disse Packer.
              “Esse esforço deve continuar para sermos competitivos na publicação dos resultados das nossas pesquisas e não nos relegarmos à condição de que fazemos somente ciência em nível nacional”, avaliou.

Linhas de ação

                  Segundo Packer, a publicação de artigos em inglês tanto nas revistas brasileiras como nas da África do Sul e de outros 14 países ibero-americanos indexadas na Rede SciELO é um componente fundamental para aumentar a visibilidade, a qualidade, o uso e o impacto dos periódicos e para promover a internacionalização das coleções.
                 Apesar de, em conjunto, as 16 coleções da SciELO ocuparem o primeiro lugar no ranking dos portais de acesso aberto feito pela Webometrics e acumularem, em 15 anos, mais de 400 mil artigos – que em 2012 registraram uma média diária de mais de 1,5 milhão de acessos e downloads –, o desempenho dos mil periódicos indexados na Rede ainda é baixo em comparação com o dos países mais ricos.
                 Aproximadamente 90% dos periódicos da SciELO presentes nos índices de referência internacional, como o Journal Citation Reports (JCR), calculado a partir da Web of Science, e o Scimago Journal Ranking, estimado com base na Scopus, têm fator de impacto abaixo da média em suas respectivas áreas temáticas.
                “Ainda persistem muitos problemas que afetam o desempenho das coleções de periódicos da Rede SciELO”, disse Packer na cerimônia de abertura do evento.
               Alguns dos fatores que influenciam o baixo desempenho de coleções e de boa parte dos periódicos, de acordo com especialistas presentes na conferência, são a qualidade e a relevância internacional das pesquisas publicadas, além do idioma de publicação e a baixa quantidade de artigos publicados em colaboração com pesquisadores estrangeiros.
              Em geral, os periódicos científicos das coleções dos 16 países da Rede SciELO continuam operando com processos editoriais que requerem maior grau de profissionalismo e de inserção internacional, além de modelos de financiamento mais estáveis, uma vez que a maioria depende de apoio governamental.
              Ainda é frequente, por exemplo, o atraso na publicação de artigos nas revistas indexadas.
             “A melhora da qualidade dos periódicos indexados na SciELO passa, necessariamente, por um sistema de revisão por pares mais rigoroso, pelo uso de serviços de edição e publicação com tecnologias de ponta e pela incorporação de programas de disseminação avançados, que incluam o uso das redes sociais”, disse Packer.
             A fim de superar esses problemas e aumentar a visibilidade das coleções, os países integrantes da Rede SciELO adotaram um conjunto de linha de ações já implementado pela SciELO Brasil nos últimos dois anos.
            Resultado de um estudo realizado pela SciELO Brasil e pela Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec), o conjunto de ações deverá ser executado até o fim de 2016.
            Entre as linhas de ação estabelecidas estão instituir indicadores padronizados de seguimento da qualidade dos periódicos e das coleções nacionais; profissionalizar e internacionalizar as funções, processos e conteúdos editoriais; e instituir ações de disseminação e marketing.
           “A ideia é criar e implementar uma estratégia de publicação por meio da qual as publicações indexadas na SciELO sejam integradas, ativas e sustentáveis e formem um grupo internacional de coleções”, disse Packer.

Continue lendo...


Por Elton Alisson
 

FONTE: Agência FAPESP, 25/10/2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Protocolos básicos de segurança do paciente nortearão atendimento hospitalar

               A Fiocruz, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicaram, em definitivo, Os protocolos básicos de segurança do paciente. Os seis protocolos  Identificação do Paciente; Prevenção de Úlcera por Pressão; Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos; Cirurgia Segura; Prática de Higiene das Mãos em Serviços de Saúde; e Prevenção de Quedas  fazem parte do Programa Nacional de Segurança do Paciente, cujo objetivo é prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos nos serviços de saúde públicos e privados. Pesquisadores da ENSP que integram o Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e a Segurança do Paciente (Proqualis) participaram do desenvolvimento de uma das principais ações desse novo programa: os protocolos de segurança do paciente com foco nos problemas de maior incidência.
 
            Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), evento adverso é um incidente que resulta em dano não intencional decorrente da assistência e não relacionado à evolução natural da doença de base do paciente. No Brasil, o Ministério da Saúde, em parceria com a Anvisa, inseriu esse tema na agenda prioritária do sistema de saúde público e privado do país, por meio do lançamento, em abril de 2013, do Programa Nacional de Segurança do Paciente.
            Os protocolos desenvolvidos visam orientar profissionais na ampliação da segurança do paciente nos serviços de saúde. Além deles, o programa criou Núcleos de Segurança do Paciente nos serviços de saúde, tanto públicos como particulares, e prevê a notificação de eventos adversos associados à assistência do paciente, bem como a chamada pública do setor produtivo da saúde para proposição de medidas de ampliação da segurança dos pacientes em serviços de saúde.
          A Anvisa ficou responsável pelo desenvolvimento do protocolo de Prática de Higienização das Mãos em Serviços de Saúde. O grupo de trabalho coordenado pelo Proqualis desenvolveu os outros cinco. Depois de prontos, todos os seis protocolos passaram por consulta pública. 
         Integram o Proqualis, pela ENSP, os pesquisadores Walter Mendes, Monica Martins, Suely Rozenfeld e Victor Grabois. Walter também é o representante da Fiocruz no Comitê de Implementação do Programa Nacional de Segurança do Paciente, e seu suplente é Victor Grabois. O comitê foi criado como instância colegiada, de caráter consultivo, com a finalidade de promover ações voltadas para a melhoria da segurança do cuidado em saúde por meio de processo de construção consensual entre os diversos atores que dele participam.

Os protocolos e seus objetivos

O Protocolo de Identificação do Paciente tem a finalidade de reduzir a ocorrência de incidentes. O processo de identificação deve assegurar que o cuidado seja prestado à pessoa para a qual se destina.
Já o Protocolo para Prevenção de Úlcera por Pressão visa prevenir a ocorrência dessa e de outras lesões da pele, visto que é uma das consequências mais comuns da longa permanência em hospitais. Sua incidência aumenta proporcionalmente à combinação de fatores de riscos, entre eles, idade avançada e restrição ao leito.  
O Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso, e Administração de Medicamentos objetiva a promoção de práticas seguras no uso de medicamentos em estabelecimentos de saúde. Segundo o protocolo, estima-se que os erros de medicação em hospitais provoquem mais de 7 mil mortes por ano nos Estados Unidos, acarretando importantes custos tangíveis e intangíveis. 
Protocolo para Cirurgia Segura diz respeito ao estabelecimento de medidas a serem implantadas para reduzir a ocorrência de incidentes e eventos adversos e a mortalidade cirúrgica, possibilitando o aumento da segurança na realização de procedimentos cirúrgicos, no local correto e no paciente correto, por meio do uso da Lista de Verificação de Cirurgia Segura desenvolvida pela OMS. 
O Protocolo para a Prática de Higiene das Mãos em Serviços de Saúde aborda informações sobre a instituição e promoção da higiene das mãos nos serviços de saúde do país. Seu intuito é prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras), visando à segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos nos cuidados aos pacientes.
A sexta e última norma Protocolo de Prevenção de Quedas tem como meta reduzir a ocorrência de queda de pacientes nos pontos de assistência e o dano dela decorrente, por meio da implantação/implementação de medidas que contemplem a avaliação de risco do paciente, garantam o cuidado multiprofissional em um ambiente seguro e promovam a educação do paciente, familiares e profissionais.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre completa 210 anos



                     No sábado último, a Santa Casa de Misericórdia completou 210 anos. Foi o empenho do irmão Joaquim do Livramento, fundador do Hospital de Caridade de Florianópolis, que fez com que, em 19 de outubro de 1803, Porto Alegre também tivesse um estabelecimento assistencial de saúde. Nos primeiros tempos, mais do que um serviço terapêutico, a instituição dedicava-se a atender as necessidades dos pobres, inclusive escravos. Abrigava em seus muros além de enfermos, crianças e idosos abandonados, incluindo, ainda, doentes mentais. Fiel a sua missão bicentenária de apoio aos excluídos, a Santa Casa é hoje um complexo hospitalar de alta qualificação na área do ensino, pesquisa, promoção da saúde e prevenção de doenças. Atende todos os públicos, mas mais de 60% dos serviços são para pacientes do SUS.


FONTE: Zero Hora, Almanaque Gaúcho, pg. 38. 21/10/2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Organização Mundial da Saúde classifica poluição do ar como cancerígena


Foto: ONU/Kibae Park
A poluição do ar já era cientificamente considerada como causa de doenças respiratórias e cardiovasculares

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a poluição do ar como cancerígena para os seres humanos, anunciou hoje (17) o Centro Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC, da sigla em inglês), uma agência especializada da organização.

"O ar que respiramos se tornou poluído com uma mistura de substâncias causadoras de câncer. Sabemos hoje que a poluição é, não só um risco importante para a saúde em geral, como também uma das principais causas das mortes por câncer", afirmou Kurt Straif, da Iarc, em uma conferência de imprensa em Genebra.

Os pesquisadores da Iarc concluíram que "há provas suficientes" de que "a exposição à poluição do ar provoca câncer de pulmão" e aumenta "o risco de câncer da bexiga", depois de analisarem estudos envolvendo milhares de pessoas acompanhadas durante várias décadas.

Embora a composição da poluição e os níveis de exposição variem acentuadamente entre diferentes locais, a agência afirma que esta classificação se aplica "a todas as regiões do mundo". A poluição do ar já era cientificamente considerada como causa de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Em comunicado, a agência afirma que os níveis de exposição à poluição aumentaram significativamente em algumas zonas do mundo, principalmente aquelas que se estão se industrializando rapidamente e são muito populosas.

Segundo a Iarc, dados de 2010 indicam que 223.000 mortes por câncer de pulmão foram causadas pela poluição do ar. A agência mediu a presença de poluentes específicos e misturas de químicos no ar e as conclusões apresentadas hoje se baseiam na qualidade do ar em geral.

"A nossa tarefa era avaliar o ar que todas as pessoas respiram e não focarmos em poluentes específicos", explicou Dana Loomis, da agência. "Os resultados dos estudos apontam na mesma direção: o risco de desenvolver câncer de pulmão aumenta significativamente para as pessoas expostas à poluição do ar", acrescentou.

A IARCvai publicar as conclusões do estudo, de forma pormenorizada, na semana que vem, na revista médica britânica The Lancet.


FONTEAgência Brasil, 17/10/2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Acesso liberado à Base de Periódicos da editora KARGER



           A partir de hoje até 15 de novembro a UFCSPA está com acesso liberado à Base de Periódicos da editora KARGER.

São mais de 80 títulos da Área da Saúde, com periódicos referência em Pediatria como:


Estão disponíveis todas as edições desde 1998 com a possibilidade de download dos artigos.

Avalie os materiais de seu interesse e dê a sua opinião.

Link para acesso à plataforma: http://www.karger.com/Journal


 FONTE: Dot.Lib por e-mail, 15/10/2013.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Biblioteca fechada no próximo sábado (12/10)




                  Devido ao feriado no próximo sábado (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, a biblioteca estará fechada!!

                   Não esqueça de renovar seus livros!!

 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Estudo internacional aponta necessidades de investimentos para combate ao câncer de mama


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o cancêr de mama

é o tumor mais comum entre mulheres e o mais letal na faixa dos 35 aos 54 anos




          Quanto maior o orçamento em saúde, maior chance de cura de pacientes com câncer de mama, de acordo com trabalho recentemente apresentando no 2013 European Cancer Congress (ECC2013), em Amsterdam na Holanda. Os resultados também descreveram disparidades entre os valores alocados para saúde entre países e mostraram a existência de uma forte correlação entre estes valores e a chances de sobreviver ao câncer. No Brasil, o investimento em saúde é de US$ 107,00 por pessoa, enquanto a média mundial é de US$ 549,00.

        Um dos autores do estudo, o oncologista Evandro Azambuja, que trabalha no Breast European Adjuvant Studies Team (BrEAST), na Bélgica, comenta que investimento em saúde foi fortemente correlacionado com desfechos clínicos melhores. Os pesquisadores observaram que, apesar de grande esforço de uniformizar condutas nos países, existe importante disparidade entre os países do oeste e leste europeu.

       Os dados de investimento em saúde, incidência e mortalidade do câncer de mama foram obtidos da Organização Mundial da Saúde, Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial. Foram estimadas as taxas de mortalidade de câncer e correlacionados com PIB (Produto Interno Bruto) e percentagem de investimento per capita em saúde.

       Em países com gastos inferiores a US$ 2.000 per capita, como Romênia, Polônia e Hungria, aproximadamente 60% dos pacientes faleciam após diagnóstico do câncer. Em países com investimentos entre US$ 2.500 e US$ 3.500, como Espanha e Portugal, as taxas eram de 40 a 50% e em países com gastos de US$ 4.000 ou mais, como França, Reino Unido e Alemanha, as taxas eram menores de 40%.

      Os autores focaram em câncer de mama, doença na qual a triagem com mamografia traz forte impacto nas taxas de sucesso. A correlação entre incidência (casos novos) e mortalidade também forma exploradas, uma vez que assinalam sucesso das políticas de detecção precoce.

      A oncologista Stephen Stefani, do Instituto do Câncer Mãe de Deus, de Porto Alegre, chama a atenção que os dados brasileiros devem ser avaliados com o cuidado de separar a medicina pública da medicina suplementar. O Brasil gasta em torno de 9,6% do PIB em saúde, porém 50% dos valores são contabilizados pelo SUS (80% da população) e os outros 50% com sistema suplementar (20% da população).

     Segundo Stefani, essa distribuição acaba criando uma iniquidade importante. Mesmo que tenhamos aumentado nosso gasto com saúde de US$ 107,00 per capita para US$ 466,00 na última década, ainda estamos longe dos US$ 549,00 da média mundial. A diferença com os países ricos é nítida: gasto per capita nos EUA é US$ 3,7 mil, Holanda US$ 4,8 mi e Noruega US$ 6,8 mil. A Romênia, menor valor na Europa, é de US$ 898,00.

     A cada ano mais de 50 mil brasileiras recebem a notícia que estão com a doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), este é o tumor mais comum entre mulheres e o mais letal na faixa dos 35 aos 54 anos a taxa de mortalidade estimada no Brasil é acima de 60%, - taxa que poderia cair muito com investimentos pertinentes, sehundo a oncologista.   
   
       O estudo também foi publicado simultaneamente na revista Annals of Oncology.

Acesse o artigo aqui (para usuários do Portal da Capes) 


FONTE: Bem-Estar, 9/10/2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Dois americanos e um alemão levam o Nobel de Medicina de 2013

Os vencedores do Nobel de Medicina deste ano, Randy Schekman, Thomas Südhof e James Rothman 
(Foto: Peg Skorpinski / Reuters; Mary Altaffer /AP; Yale University/AP)

O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2013 foi oferecido na segunda-feira (7) pelo Instituto Karolinska, em Estocolmo, aos pesquisadores James Rothman, Randy Schekman e Thomas Südhof, por seus trabalhos sobre o transporte vesicular, um importante processo celular.

Segundo os membros do comitê que concede o prêmio, o entendimento do transporte vesicular foi importante para compreender melhor doenças como tétano e diabetes, entre outras.

Os representantes ainda explicaram que as pesquisas dos vencedores deste ano não levaram ainda à criação de alguma medicação, mas ajudaram a avançar a eficiência de diagnósticos de diversas doenças.

O prêmio em dinheiro é de 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,3 milhão), a mesma quantidade que no ano passado, mas 20% menos que em 2011.

Entenda
Cada célula funciona como uma “fábrica” que produz e exporta moléculas. A insulina, por exemplo, é produzida e secretada para o sangue, e neurotransmissores, que funcionam como sinais químicos, são mandados de uma célula nervosa para outra. Essas moléculas são transportadas em pequenos “pacotes” chamados vesículas.

Os ganhadores do Nobel deste ano descobriram os princípios moleculares que regulam como esses pacotes chegam no momento certo e no lugar certo dentro de cada célula.
O Instituto Karolinska considera que o trio, cujos trabalhos foram publicados entre a segunda metade da década de 1970 e o começo da década de 1990, descobriu um processo fundamental na fisiologia celular.

O transporte e a fusão vesicular funcionam pelos mesmos princípios gerais em organismos tão diferentes quanto fungos e seres humanos.

Processos como a sinalização para o cérebro de que ele precisa liberar hormônios ou substâncias imunológicas, dependem do transporte vesicular.  Sem esse mecanismo funcionando precisamente, as células entram num estado caótico.

Randy Schekman descobriu um conjunto de genes importantes para o transporte vesicular. James Rothman destrinchou o “maquinário” de proteínas que permite às vesículas se fundirem com suas cargas, fazendo com que sejam transportadas. Já Thomas Südhof revelou como funcionam os sinais que instruem as vesículas a soltarem suas cargas com precisão.

Rothman nasceu em 1950 nos EUA e trabalha na Universidade Yale. O professor disse a uma rádio sueca que se sentia extremamente honrado por vencer o prêmio.

Shekman nasceu em 1948, também nos Estados Unidos, e fez suas pesquisas na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Ele declarou à AFP que ficou chocado quando recebeu a ligação de Estocolmo. "Minha reação quando fiquei sabendo foi de incredulidade e alegria", afirmou o professor.

Já Thomas Südhof nasceu em 1955 na Alemanha, mas também atua na Califórnia, na Universidade Stanford. Ele declarou na segunda-feira, na cidade espanhola de Baeza, que a notícia de que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina 2013 é uma das "maiores surpresas" de sua vida.

Südhof, que está na Universidade Internacional da Andaluzia (UNIA), em Baeza, declarou aos jornalistas que recebeu a notícia assim que chegou à cidade, e que para ele "é muito significativo" ter recebido o reconhecimento.

O cientista considerou que também é "um reconhecimento enorme" para seu campo científico e para as várias pessoas que trabalham "para compreender como os neurônios se comunicam uns com os outros" e "trabalham neste problema fundamental para conhecer como o cérebro humano funciona".




































FONTEG1 Ciência e Saúde, 7/10/2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Semana do Médico a partir do dia 13





















                       Medicina no Mundo Conectado será o tema da 26ª Semana do Médico Amrigs 2013. Serão tratados assuntos relacionados às novas tecnologias, pesquisas e descobertas médicas e da saúde. Ocorrerão diferentes fóruns entre 13 e 19 de outubro, para pessoas da área. Mas a comunidade em geral também pode participar no dia 19, quando palestrantes falarão, às 10h, sobre os olhares do impacto do sódio na saúde.

                       Além disso, espetáculos culturais, dicas de viagens e sessão comentada de cinema. No hall de entrada da Amrigs (Av. Ipiranga, 5.311, na Capital), ocorre a Semana Museológica.

                        A entrada será um quilo de alimento não perecível. 

                        Incrições e informações: (51) 3014-2001.

                        Programação em www.amrigs.org.br/semanadomedico    


FONTE: Zero Hora, Vida, 5/10/2013

Pesquisa falsa de autor fictício é aceita por mais de 150 revistas científicas

Mais de 150 publicações científicas morderam a isca de John Bohannon 
Foto: David Plunkert / Science Magazine

 Estudo da Science Maganize reforça importância de revisão criteriosa

           Basta procurar "diz estudo" no Google para que mais de um milhão de resultados apareçam apresentando as mais diversas descobertas da ciência. "Diz estudo" se tornou um atalho rápido para a divulgação científica pelos veículos de comunicação (inclusive o nosso): geralmente, a frase adorna títulos de notícias elaboradas a partir de artigos públicados nas revistas especializadas, que servem como filtro do que é ciência de verdade e o que é baboseira. Mas será que essas revistas são assim tão confiáveis?

          Uma delas, a Science Magazine, acaba de dizer que não. Num artigo publicado na sexta-feira na Science, o americano John Bohannon mostra o que aconteceu quando ele enviou para 304 revistas científicas um artigo sem pé nem cabeça: 157 delas aceitaram.

          O trabalho de Bohannon, assinado por um fictício autor de nome estapafúrdio - Ocorrafoo Cobange -, versava sobre uma molécula que, extraída de um líquen (simbiose de alga e um fungo como o cogumelo), teria o superpoder de combater o câncer. Não bastasse o autor ser inexistente, sua universidade também está para ser encontrada no mundo real: o Wassee Institute of Medicine, sediado em Asmara, é produto da imaginação de Bohannon.

        - De um início modesto e idealista uma década atrás, revistas científicas de acesso aberto se expandiram a uma indústria global, movida por taxas para publicação em vez de inscrições tradicionais - afirma Bohannon.

       Segundo o americano, era de se esperar que uma publicação como o Journal of Natural Pharmaceuticals, editado por professores de universidades do mundo inteiro, conduzisse revisões criteriosas. A revista é uma entre mais de 270 publicações sob o guarda-chuva da Medknow, empresa indiana que se anuncia como o nome por trás de mais de 2 milhões de artigos baixados a cada mês por pesquisadores. A Medknow, diz Bohannon, foi comprada em 2011 pela multinacional holandesa Wolters Kluwer. Ela pediu a Cobange apenas "mudanças superficiais" no artigo antes de publicá-lo.

      O artigo foi aceito por instituições acadêmicas de prestígio como a Universidade de Kobe, no Japão, e até por revistas que sequer tratavam do tema, como o Journal of Experimental & Clinical Assisted Reproduction, pautado por estudos na área de reprodução assistida.

      Bohannon afirma que apenas a revista da Biblioteca Pública de Ciências, a PLoS One, chamou atenção para os potenciais problemas éticos do artigo, como a falta de documentação sobre o tratamento a animais que teriam gerado células para o experimento de Cobange. A publicação foi uma das que rejeitou o artigo.

      A "pegadinha" de Bohannon reforça a importância de revisão de pares (peer-reviews) nas revistas científicas. E, caso tenha ficado a dúvida, e até prova em contrário, preferimos acreditar que Bohannon existe.

 

FONTE: Zero Hora online, 5/10/2013. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Brasil não prioriza intercâmbio e qualidade de artigos científicos

 
 



 O Brasil não tem nenhuma universidade entre as 200 melhores do mundo na edição 2013-2014 do ranking internacional Times Higher Education (THE)

A queda da USP e da Unicamp neste ano no ranking THE precisa ser colocada em perspectiva mais ampla, tanto pelo que reflete com fidelidade a respeito do ensino superior brasileiro quanto pelo lado mais questionável desse tipo de avaliação. 

O THE informa que os dois componentes que mais pesaram na queda foram pioras na pesquisa de reputação e no impacto da pesquisa produzida nessas universidades. São elementos bem diferentes.

A reputação é medida basicamente por questionários enviados a milhares de acadêmicos mundo afora. Não parece improvável que possa sofrer variações bruscas ano a ano. E, claro, a reputação é o clássico exemplo do fenômeno "quem é rico fica mais rico": a chance de Harvard, MIT e Oxford concentrarem as menções é sempre muito mais elevada.

Por outro lado, o intercâmbio internacional relativamente baixo e o pouco domínio do inglês são fatores reais que podem barrar um aumento mais consistente da reputação.

A coisa fica mais objetiva, porém, quando se fala no impacto da pesquisa, medido por citações -- quantas vezes um artigo científico é citado por pesquisadores mundo afora.
Nesse ponto, o consenso entre especialistas parece ser que o Brasil teve sucesso em aumentar o volume de artigos -- é a 13ª nação em número --, mas a qualidade, medida (de modo cru, é verdade) pelo total de citações, deixa a desejar.

Seria um erro, porém, considerar essa uma barreira intransponível. No ranking por áreas do conhecimento, o THE coloca a USP num honroso 93º lugar em ciências biológicas.
O desafio, portanto, parece ser superar a "adolescência" focada na produção bruta de muitos artigos e identificar as áreas de pesquisa nas quais é possível fazer a diferença.

(Reinaldo José Lopes/Folha de S. Paulo)


VEJA O RANKING DAS MELHORES UNIVERSIDADES DO MUNDO PELA TIMES HIGHER EDUCATION
Instituição País Saiba mais
1º) Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) EUA Site oficial
2º) Universidade Harvard EUA Site oficial
     Universidade Oxford Reino Unido Site oficial
4º) Universidade Stanford EUA Site oficial
5º) Instituto de Tecnlogia de Massachusetts (MIT) EUA Site oficial
6º) Universidade Princeton EUA Site oficial
7º) Universidade de Cambridge Reino Unido Site oficial
8º) Universidade da Califórnia, Berkeley EUA Site oficial
9º) Colégio Imperial de Londres Reino Unido Site oficial
10º) Universidade de Chicago EUA Site oficial
225º-250º) Universidade de São Paulo (USP) Brasil Site oficial
301º-350º) Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Brasil Site oficial
VEJA O RANKING COMPLETO (link para o site da Times Higher Education)
Fonte: Times Higher Education
  



FONTE: Folha de São Paulo, 3/09/2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ética editorial e o problema do plágio


Por Ernesto Spinak

O plágio em sua definição mais simples é a ação de copiar obras alheias atribuindo-as como próprias. Isto viola o direito de paternidade da obra, que, além disso, é um dos direitos morais. No ambiente acadêmico é considerado falta ética e sujeito a sanções, incluso a expulsão.

Na indústria editorial não é necessariamente um crime, mas é uma falta de ética grave, quando são incluídas partes de obras alheias sem indicar explicitamente a origem, e não são usadas aspas delimitando o texto, ou sem ser citada a fonte original. Graças ao amplo uso de computadores e a Internet, hoje em dia é muito mais fácil se apropriar de trechos de obras alheias (cut & paste), tanto no campo da ciência como em outras áreas tais como o jornalismo, redação de projetos, trabalhos de estudantes, relatórios, etc.

A detecção do plágio nos trabalhos acadêmicos enviados para publicar é uma atividade crítica no processo editorial. Graças também ao amplo uso dos computadores, bases de dados, Internet, e software adequado, é possível dispor de ferramentas para detectar o plágio.

O plágio adota diferentes formas, e algumas são mais comuns que outras. Existem aplicações informáticas que permitem a detecção do possível plágio na forma automática ou semiautomática; alguns destes programas são comerciais e outros são open source. De acordo com um recente relatório da empresa iThenticate que produz um dos programas comerciais de detecção do plágio mais usados na indústria editorial como na Organização Mundial da Saúde, Nações Unidas e Banco Mundial, os 10 tipos mais comuns de plágio e negligência são os indicados na tabela a seguir.

A tabela ordena os 10 tipos por frequência descendente. A coluna Gr indica a gravidade, com valores de 0 a 10 (máximo)

Freq Gr Tipo Comentário
0.75
7.6
Parafrasear Expressar as mesmas ideias com outras palavras, que pode chegar até a reescrita completa mantendo as mesmas ideias.
0.71
7.6
Repetir pesquisa Repetir os dados usando uma mesma metodologia e resultados similares sem se referir ao trabalho anterior.
0.69
6.4
Fonte secundária Uso de fonte secundária, como uma metanálise, mas apenas cita fontes primárias.
0.63
7.5
Duplicação Usa trabalhos e dados de estudos prévios.
0.59
8.4
Verbatim Copia texto alheio sem destacá-lo (aspas, itálico, parágrafo recuado, etc.) e não indica a referência.
0.53
8.2
Colaboração não ética Pesquisadores que trabalham juntos não declaram e se citam mutuamente (scratch each other’s backs)
0.48
8.2
Atribuição enganosa Não indicar todos os autores que participaram no manuscrito, negar créditos a colaboradores.
0.42
7.7
Replicação Enviar o trabalho a várias publicações, onde o manuscrito é publicado mais de uma vez.
0.39
7.3
Fonte inválida A referência não existe, não é correta, ou não tem os dados completos.
0.23
8.8
Completo Copiar o manuscrito completo e enviá-lo em nome próprio.



Existem várias instituições vinculadas à edição científica que publicaram documentos sobre ética e boas práticas editoriais, em particular os problemas de plágio. Uma destas instituições que queremos destacar é o Committee on Publication Ethics (COPE) , que publicou um documento muito importante, o Guidelines for retracting articles: <http://publicationethics.org/files/retraction%20guidelines.pdf> (inglês), <http://publicationethics.org/files/All_Flowcharts_Spanish_0.pdf> (espanhol).

Este documento é muito interessante, pois apresenta um diagrama de fluxo da sequência de decisão para os seguintes casos de suspeita de plágio.
  • O que fazer se há suspeita de que uma publicação é redundante ou duplicada;
  • O que fazer se há suspeita de que houve plágio em um manuscrito;
  • O que fazer se há suspeita de dados inventados;
  • Trocas de autoria:
    • (a) O autor correspondente solicita acrescentar um autor adicional antes da publicação;
    • (b) O autor correspondente solicita eliminar um autor antes da publicação;
    • (c) Solicitação para acrescentar um autor adicional depois da publicação;
    • (d) Solicitação para eliminar um autor depois da publicação.
  • O que fazer se suspeitar da existência de autores anônimos, convidados ou de autoria dada;
  • Como detectar os problemas com a autoria;
  • O que fazer se o revisor suspeitar da existência de um conflito de interesse não revelado em um manuscrito recebido;
  • O que fazer se um leitor suspeitar da existência de um conflito de interesse não declarado em um artigo publicado;
  • O que fazer se suspeitar que tenha um problema de ética em um manuscrito recebido;
  • O que fazer se suspeitar que um revisor apropriou-se de ideias ou dados de um autor;
  • Gestão por parte de COPE das reclamações contra os editores.
Vale a pena também mencionar por último que existe um problema mais complexo de elucidar que é o autoplágio (reciclado), onde porções importantes de obras próprias, em forma idêntica ou quase idêntica são incluídas em um novo trabalho sem indicar a obra anterior. O autoplágio não é uma violação do direito de autor, mas pode ser considerado um problema ético. Isto é comum quando um artigo é publicado em forma picada. Há alguns anos, os periódicos científicos aceitavam manuscritos em que a novidade do texto fosse de 50%, mas atualmente a maioria exige que o material inédito seja pelo menos de 80%. Estas situações são tratadas com diferentes critérios pelas diferentes associações profissionais e as áreas de pesquisa, desde a Administração e Economia até as Ciências Médicas e Biológicas.


FONTE:
Ética editorial e o problema do plágio. SciELO em Perspectiva. [viewed 03 October 2013]. Available from: http://blog.scielo.org/blog/2013/10/02/etica-editorial-e-o-problema-do-plagio/  

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Uma em cada oito pessoas sofre de fome crônica no mundo



Da Agência Lusa

Roma - Uma em cada oito pessoas sofre de fome crônica no mundo, mostra a Organização das Nações Unidas (ONU), que reconhece uma melhoria nos últimos anos, mas pede esforços adicionais e imediatos para alcançar o primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio.

Em relatório divulgado ontem (1º/10), a ONU estima em 842 milhões o número de pessoas subnutridas no período entre 2011 e 2013, menos 26 milhões do que no período anterior (2010-2012).

A grande maioria das pessoas que sofrem de fome crônica, ou seja, que não têm alimentos suficientes para uma vida saudável e ativa, está nos países em desenvolvimento, mas há 15,7 milhões que vivem em países desenvolvidos.

No relatório The State of Food Insecurity in the World 2013, três agências das Nações Unidas - o Programa Alimentar Mundial (PAM), a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD) - alertam que são necessários mais esforços para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Segundo o objetivo número 1, que visa a erradicar a pobreza extrema e a fome, o mundo comprometeu-se a reduzir para a metade, entre 1990 e 2015, a proporção de pessoas que sofre de fome.
"A dois anos do prazo, 38 países alcançaram a meta", escrevem os líderes das três agências responsáveis pelo relatório. "Esses sucessos mostram que, com compromisso político, instituições eficazes, boas políticas, uma abordagem abrangente e níveis adequados de investimento, podemos vencer a luta contra a fome", acrescentam.

O número total de pessoas com fome crônica caiu 17% desde 1990–1992. Se a taxa anual de declínio se mantiver até 2015, a prevalência da subnutrição poderá ficar perto daqueles objetivos definidos pela ONU em 2000, mas alcançá-los "vai requer esforços adicionais consideráveis e imediatos", dizem ainda os autores do documento.

Na introdução do relatório, os líderes das agências, José Graziano da Silva (FAO), Kanayo F. Nwanze (IFAD) e Ertharin Cousin (PAM) deixam o apelo: "Com um empurrão final nos próximos dois anos, ainda podemos alcançá-lo".
Apesar dos progressos, o relatório alerta que há diferenças marcadas na redução da fome. A África Subsaariana fez progressos modestos e continua a ser a região com a maior prevalência de subnutrição, com uma em quatro pessoas (24,8%) passando fome.

A Ásia Ocidental não registou progressos, enquanto o Sul da Ásia e o Norte de África revelam progressos lentos. O Leste e o Sudeste Asiático e a América Latina foram as regiões com maiores progressos.
No Sudeste Asiático, região com os melhores resultados, o número de pessoas com fome diminuiu de 31,1% para 10,7% desde 1990.






FONTE: Agência Brasil, 1/10/2013

Prédios públicos ganham iluminação para movimento Outubro Rosa


Em Porto Alegre, prédio do TRF4 foi o primeiro a ganhar a cor.
Durante todo o mês serão realizadas ações de conscientização. Foto TRF4.


             Porto Alegre também aderiu ao movimento Outubro Rosa. Entre as ações está a tradicional iluminação rosa em prédios públicos. Na capital gaúcha, o prédio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, na área central da cidade, foi o primeiro a participar.

            A iluminação foi feita durante a noite de terça-feira (1). Outubro Rosa é um movimento mundial que busca promover a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Além das luzes na cor rosa, ações serão realizadas durante todo o mês.
Conforme o Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama-RS), Porto Alegre é a capital com maior incidência de casos de câncer de mama. No Rio Grande do Sul, são cerca de 5 mil novos casos da doença por ano, de acordo com o instituto.


FONTE: G1 Rio Grande do Sul, 2/10/2013