quinta-feira, 28 de novembro de 2013

País deverá ter 576.580 novos casos de câncer em 2014






Johanna Nublat
De Brasília

                          Estimativa divulgada pelo Ministério da Saúde, na quarta-feira (27) aponta para a ocorrência de 576.580 novos casos de câncer no Brasil, em 2014.
                          O estudo é feito pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) com base nos registros de casos e mortalidade por câncer. A estimativa é divulgada a cada dois anos, com o objetivo de desenhar o cenário da doença no país e permitir ajustes nas políticas públicas.
                          A estimativa anterior, divulgada em 2011, apontava para a potencial ocorrência de 519 mil casos em 2012 -- os dados de quantos ocorreram, de fato, não estão consolidados.
                          Do total de casos esperados, 182 mil são de tumor de pele não melanoma, o mais frequente entre homens e mulheres e com evolução geralmente bem menos grave que os demais tipos.
                          Excetuando-se o tumor de pele não melanoma, entre as mulheres, o câncer mais frequente esperado continua sendo o de mama (20,8%) -- apenas no Norte, o câncer de colo do útero lidera entre os casos esperados. De acordo com Cláudio Noronha, coordenador de prevenção e vigilância do Inca mantém-se a tendência de alta do câncer de mama pelo envelhecimento da população.
                         Diferentemente dos estudos anteriores, o levantamento de 2013 indica que, ainda entre as mulheres, o câncer de cólon e reto vai ultrapassar o do colo do útero e assumir a segunda posição entre os mais frequentes. Assim, estima-se que o de cólon e reto represente 6,4% dos casos entre as mulheres, e o de colo do útero, 5,7%.
                        "Decidimos criar uma reunião com o comitê de especialistas para ver se não está na hora de o Brasil adotar medidas de rastreamento mais precoce do intestino baixo. A maior parte dos países não tem medidas como essa, iremos discutir com especialistas a possibilidade ou não de o Brasil adotar medidas de rastreamento e campanhas específicas", afirmou o ministro Alexandre Padilha (Saúde).
                       Segundo Noronha, alguns países, como Inglaterra e Finlândia, adotam o rastreamento precoce do câncer. Uma das maneiras, diz, é pela realização de um exame que busca sangue nas fezes. A partir dele, porém, é necessário realizar exames mais complexos, como a colonoscopia.
                       Questionado sobre a capacidade de a rede pública realizar esses exames amplamente, Noronha diz que será necessário investimento. "Tem que discutir se temos infraestrutura, precisaremos de treinamento."
                        Entre os homens, excetuando-se o tumor de pele não melanoma, o câncer de próstata continua no topo do ranking (22,8%), com tendência de alta também pelo envelhecimento da população, segundo o Inca. Em seguida, vem o câncer de traqueia, brônquio e pulmão (5,4%) e o de cólon e reto (5%).
                        "O câncer cresce no Brasil seguindo uma tendência internacional, fortemente influenciado pelo envelhecimento da população. Outros fatores de risco também são importantes, o principal deles é o tabagismo", explicou o representante do Inca. 




ATRASO NO SISTEMA
 
                        Segundo o ministro Padilha, o governo prorrogou para 2014 o prazo limite para que Estados e municípios façam o registro de novos casos de câncer no sistema informatizado nacional lançado neste ano -- o prazo original era agosto de 2013.
                       O objetivo da ferramenta é, entre outros, garantir o respeito ao prazo máximo para o início do tratamento do câncer, de 60 dias a partir do diagnóstico, como determinado em lei.
                      "Alguns Estados já vêm utilizando a ferramenta de forma adequada. Por pedido de Estados e municípios, o Ministério da Saúde estabeleceu a obrigatoriedade para o começo de 2014, pelo processo de implantação", explicou o ministro. 


FONTE: Folha de S. Paulo, 27/11/2013









quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Documentário sobre esclerose lateral amiotrófica em exibição no Espaço Itaú




                   Está em cartaz em seis capitais brasileiras, entre elas Porto Alegre, o documentário Eu Respiro, que conta a história de um jovem pai que tem sua vida modificada rapidamente em decorrência da esclerose lateral amiotrófica (ELA).
                   Em exibição no Espaço Itaú de Cinema, o filme dirigido pelas escocesas Emma Davie e Morag McKinnon terá a renda revertida ao Instituto Paulo Gontijo (IPG), organização não governamental sem fins lucrativos que incentiva a realização de pesquisas e estudos científicos para o conhecimento da ELA.
                  O longa já participou de diversos festivais ao redor do mundo e recebeu o prêmio de melhor documentário no RiverRun International Film Festival, nos Estados Unidos.
                 Neil Platt, personagem principal do documentário, fica completamente paralisado do pescoço para baixo. Com o corpo cada vez mais fraco, sua perspectiva sobre a vida muda e sua preocupação é deixar uma caixa de memórias para o filho Oscar, de 1 ano. Durante a reflexão dos últimos meses de vida, ele relata sua trajetória a partir de suas memórias e impressões sobre o amor, a amizade e seus passeios de moto.
                  A ELA acomete pessoas de todas as idades, com maior frequência a população entre 65 e 74 anos, e caracteriza-se pelo comprometimento da mobilidade e da fala dos pacientes. A doença ataca os neurônios motores que enviam mensagens do cérebro para os músculos e é progressiva.
                 O IPG – instituição idealizada pelo físico e engenheiro civil Paulo Gontijo (1932-2002), portador da doença – incentiva os estudos sobre a ELA nas áreas de diagnóstico, genética, tratamento e epidemiologia. Desde 2007, estimula jovens pesquisadores ao redor do mundo no estudo em busca da cura da doença por meio do Prêmio PG de Medicina e, em âmbito nacional, por meio de prêmios de Física, Química e Matemática.

Assista o trailer:



FONTE: Agência FAPESP, 27/11/2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é comemorado nesta segunda-feira




                        Nesta segunda-feira, hemocentros públicos e privados comemoram o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, como forma de homenagear as pessoas que, no ano passado, realizaram cerca de 300 mil doações no Estado e ajudaram a salvar vidas.
                        Destinada para diversos fins, uma única bolsa de sangue, recheada de glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, entre outros, é utilizada em quatro situações clínicas importantes. Pode socorrer, por exemplo, pacientes que sofreram acidentes, passaram por cirurgias, transplantes ou por incontáveis horas de radioterapia e quimioterapia. 


A doação em números


3,6 milhões
       é o número de bolsas de sangue coletadas por ano no Brasil 

300 mil 
    doações foram feitas no RS em 2012.
       O dado representa 2,8% da população

65% 
    dos doadores são homens  

35% 
    são mulheres

41,3%  
    tem entre 18 e 29 anos 

 

Fonte: Ministério da Saúde, Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) e Secretaria Estadual da Saúde (SES)


Leia também: 


FONTE: Zero Hora, 25/11/2013



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Literatura pode facilitar as relações humanas, aponta pesquisa


Pesquisa norte-americana encontra indícios de que a literatura ajuda a desenvolver a capacidade de interpretar os pensamentos e as emoções alheias



Vilhena Soares

                 “Dupla delícia, o livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.” A frase do escritor gaúcho Mário Quintana fala da sensação de companhia proporcionada pela leitura. Entretanto, as vantagens de um bom livro não param por aí, aponta um novo estudo publicado na edição da revista Science. Segundo a pesquisa, a literatura pode ajudar no relacionamento com outras pessoas, ajudando o leitor a interpretar melhor as emoções alheias. O trabalho aponta ainda que não é qualquer tipo de obra que provoca esse efeito. Segundo os experimentos conduzidos durante a investigação, os livros de leitura mais “fácil”, que costumam integrar as listas de mais vendidos, não ajudam no aprimoramento da habilidade social.

                 Emanuele Castano, professor associado do Departamento de Psicologia da New School for Social Research em Nova York e um dos autores do estudo, explica que o objetivo inicial do trabalho era tentar desvendar como funciona um conceito da psicologia denominado teoria da mente, a habilidade humana de inferir os pensamentos e as emoções de outras pessoas. “Os seres humanos são claramente propensos a ter essa capacidade, mas argumentamos que ela também é afetada pelas práticas culturais”, diz o pesquisador. A partir da noção de que a prática pode aumentar a capacidade de interpretar o outro, Castano e seu colega David Kidd decidiram investigar o efeito dos livros sobre a teoria da mente. “A leitura pode ser uma experiência poderosa. Nosso objetivo era expandir o que conhecemos sobre o efeitos dessa prática em nossas mentes”, completa Kidd.

                Para isso, eles criaram um experimento em que voluntários leram diferentes tipos de texto, classificados como ficção literária, ficção popular e não ficção. As obras do primeiro grupo eram finalistas ou vencedoras da edição de 2012 do The PEN/O. Henry Prize, importante concurso de contos dos Estados Unidos. Os trabalhos de ficção populares foram retirados da lista de best-sellers do site de vendas Amazon, e os de não ficção eram artigos retirados da revista americana Smithsonian Magazine. Para realizar uma comparação mais abrangente, os pesquisadores também testaram voluntários que não leram nenhuma publicação.

               Após a leitura de um dos textos selecionados, os participantes passaram por diferentes testes para medir a capacidade de interpretar expressões humanas. Um dos experimentos, por exemplo, consistia em olhar para fotos de atores em preto e branco e afirmar, quase imediatamente, sem refletir muito, qual emoção estava sendo expressa por seus rostos. “É um teste direto, que mede a capacidade de fazer inferências sobre outros estados emocionais”, justifica Kidd. Os pesquisadores notaram que os participantes designados a ler ficção literária tiveram um desempenho significativamente melhor do que os outros voluntários nos cinco tipos de testes aplicados.

              A dupla acredita que, pelo conteúdo mais denso, a ficção literária conseguiu estimular mais a reflexão sobre os outros nos leitores. “Ao contrário da ficção popular, a ficção literária não é realmente sobre a ‘trama’, mas sobre os personagens e suas vidas interiores. O perfil psicológico não está disponível para o leitor muito explicitamente. Os personagens são complexos, por vezes contraditórios, e incompletos”, destaca Kidd. “Ficção literária obriga o leitor a se tornar coautor da história. Ele é forçado a entrar na mente do personagem. Isso aciona os processos mentais. Durante a leitura de ficção literária, treinamos essa capacidade de teorização em nosso cérebro”, avalia.

Estímulo

Cristiano Mauro Gomes, psicólogo e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), considera o resultado do trabalho interessante. “Para darmos diagnósticos de crianças autistas, por exemplo, existem testes que tentam identificar o nível de habilidade da teoria da mente. O método usado por esses cientistas é mais diversificado e sofisticado, por isso consegue mostrar a influência de uma atividade cultural como a leitura”, detalha. Para ele, o teor dos textos pode explicar o fato de a ficção literária ter levado a resultados melhores. “Quando lemos ficção literária, nós desenvolvemos a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, em uma posição ativa, que pode ter atrito com as crenças que temos.”

Silviane Barbato, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), acredita que a leitura, de forma geral, estimula o cérebro, provocando essa melhora na habilidade de compreensão do outro. “A literatura, como qualquer arte, estimula a imaginação, cria um mundo de possibilidades interpretativas”, diz. “A pesquisa se diferencia por mostrar essa habilidade (teoria da mente) como algo mutável, que pode ser aprimorado com o tempo, o que é bastante positivo”, avalia.

Castano acredita que a pesquisa pode ajudar muitas pessoas a melhorarem o seu relacionamento interpessoal com um instrumento totalmente positivo. “Os resultados que apresentamos em nosso trabalho são preliminares, mas dão suporte a aplicativos já existentes, como programas de leitura para presos. Afinal, ao contrário de medicamentos, ficção literária não tem qualquer efeito colateral negativo”, ressalta o pesquisador.


Suposição
O nome teoria da mente é utilizado pelos pesquisadores para definir essa habilidade humana por se tratar de uma capacidade em que uma pessoa supõe o que a outra está sentindo. Trata-se, portanto, de uma habilidade comandada por referências, por suposição. Esse tipo de capacidade começa a se desenvolver ainda nos anos da pré-escola. As crianças pequenas constroem inicialmente teorias da mente ingênuas, mas, do meio para o fim da infância,
começam a interpretar desejos e crenças dos outros.

Artigo:

KIDD, David Comer, CASTANA, Emanuele. Literary Fiction Improves Theory of Mind. Science, v. 342, n. 6156, p. 377-380. 

 

FONTE: Correio Braziliense, 4/10/2013 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Treinamento da EBSCO é cancelado

 


        Comunicamos que o treinamento das plataformas de busca dos editores da EBSCO Information Services,  agendado para o dia 27 de novembro (quarta-feira) foi cancelado.

       Assim que confirmarmos uma nova data, estaremos informando novamente.


Brasil é incluído em levantamento sobre uso de drogas


Pela primeira vez, o Brasil foi incluído na lista de nações participantes de uma das mais abrangentes pesquisas sobre uso de drogas no mundo.


                   Por meio da internet, o Global Drug Survey (GDS) recolhe periodicamente informações sobre a utilização de entorpecentes em mais de 30 países - utilizadas para formulação de campanhas de prevenção e políticas públicas. A participação voluntária dos brasileiros na coleta já em andamento, porém, está abaixo do esperado.
                   A adesão nacional ao estudo organizado pelo King's College de Londres permitirá a comparação dos padrões de uso entre a população e outros países. Essa é uma dificuldade enfrentada hoje por especialistas na área, já que diferenças nos critérios e parâmetros utilizados em estudos locais como o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) em relação a pesquisas internacionais quase sempre impedem esse cotejamento.
                   - A inclusão no Brasil facilita comparações com outras regiões do mundo, por isso é muito importante. E o GDS é que serve de base para a criação de políticas públicas sobre drogas na Inglaterra, por exemplo - afirma a doutora em psiquiatria e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Clarice Madruga, também coordenadora do II Lenad.
                   O problema é que, até o momento, apenas uma centena de voluntários acessou o site da pesquisa para participar. O ideia, segundo Clarice, que atua como parceira do GDS no Brasil, é que houvesse no mínimo 3 mil respostas até 10 de dezembro, data prevista para o encerramento da coleta de informações.
                  - A participação é anônima - diz.

PARA PARTICIPAR
Basta acessar o site

Clicar na bandeira de Portugal para acesso ao questionário em português.


FONTE: Zero Hora, 21/11/2012,  p. 39 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

I Exposição de Biomoléculas do Curso de Biomedicina



                     A I Exposição de Biomoléculas do Curso de Biomedicina está aberta até o dia 22 de novembro para visitação no mezanino da Biblioteca.
 
                     A Exposição é organizada pela professora Ângela Dutra, da Disciplina de Bioquímica, com a colaboração da professora Simone Amaral da Disciplina de Química Orgânica.

                    
O quê: I Exposição de Biomoléculas do Curso de Biomedicina
Local: Mezanino da Biblioteca
Data: de 18 a 22 de novembro 
Horário: das 7:30 às 21:45
 

                    

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Hospitais do Rio Grande do Sul oferecem exames gratuitos para câncer de pele


   Campanha será no dia 30 de novembro, das 9h às 15h, em dez pontos de atendimento

 

      A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove o Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele, no sábado, 30 de novembro. Especialistas irão orientar e examinar gratuitamente a população para prevenção e diagnóstico da doença.

      No Rio Grande do Sul, serão dez postos de atendimentos e 221 voluntários. A expectativa é de realizar 2.010 exames clínicos. Haverá postos em Porto de Alegre, Canoas, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul e Santa Maria. O paciente será submetido à avaliação clínica e, se for diagnosticado com câncer, será encaminhado para tratar gratuitamente a doença.

      Também terão palestras e folders com informações sobre o problema e proteção solar.

      — A ação que estamos promovendo é importante para conscientizar as pessoas e auxiliar na prevenção do câncer de pele — afirma o presidente da SBD-RS, Renato Bakos.

      Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), devem ser registrados mais de 140 mil casos novos este ano no Brasil. Até hoje, as ações desenvolvidas no Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele atenderam mais de 450 mil pessoas. Só no ano passado, foram cerca de 33 mil atendimentos, com média de 13,5% de incidência, índice bem acima dos anos anteriores — 63% das pessoas revelaram que costumam ficar expostas ao sol sem proteção.

     O Rio Grande do Sul está bem acima da média brasileira, com 17,5% de incidência sobre o total atendido. É o terceiro estado em número de casos, logo abaixo de Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Porto Alegre teve uma incidência de 18,56% entre as pessoas que procuraram atendimento, um dos percentuais mais altos do país.

     — Por isso, é muito importante que as pessoas que fazem parte do grupo de risco procurem atendimento — explica o coordenador da Campanha no Rio Grande do Sul, o dermatologista Gustavo Pinto Corrêa.

Locais de atendimento no Rio Grande do Sul

O Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele será realizado no sábado, dia 30 de novembro, das 9h às 15h. A previsão é de atender mais de 2 mil pessoas. Os endereços dos locais de atendimento podem ser consultados no site da SBD ou pelo telefone 0800 701 3187.

PORTO ALEGRE

1. Ambulatório de Dermatologia Sanitária
Avenida João Pessoa, 1.327, Cidade Baixa
Informações: (51) 3901-1441
Atendimentos: 100
Horário: das 9h às 12h, com distribuição de fichas entre 8h30min e 10h

2. Hospital de Clínicas de Porto Alegre — Serviço de Dermatologia
Rua Ramiro Barcelos, 2.350
Informações: (51) 3359-8571/3359-8570 /3359-8349
Atendimentos: 100
Horário: das 8h às 12h, com distribuição de fichas

3. Hospital São Lucas da PUCRS — Serviço de Dermatologia
Avenida Ipiranga, 6.690, conj. 301
Informações: (51) 3339-5812
Atendimentos: 250

4. Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre — Serviço de Dermatologia / Hospital Santa Rita
Rua Sarmento Leite, 170, Centro
Informações: (51) 3214-8403
Atendimentos: 200

5. Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre — Serviço de Dermatologia/ Hospital Santa Rita
Avenida Independência, 75, Centro
Informações: (51) 3214-8403
Atendimentos: 200

CANOAS

6. Hospital Universitário da Ulbra

Avenida Farroupilha, 8.001, Prédio 21
Informações: (51) 3464-9600
Atendimentos: 60, com distribuição de fichas

PELOTAS

7. Centro de Especialidades Municipal de Pelotas
Rua Voluntários da Pátria, 1.428
Informações: (53) 3222-1426
Atendimentos: 600

RIO GRANDE

8. Hospital Universitário — Dr. Miguel Riet Correa Jr.
Rua Canabarro s/nº - recepção
Informações: (53) 3233-8801/ 3233-8875
Atendimentos: 200
Distribuição de fichas a partir das 7h, com atendimento entre 8h e 12h

SANTA CRUZ DO SUL

9. Hospital Ana Nery
Rua Pereira da Cunha, 209 - Arroio Grande
Informações: (51) 2106-4400
Atendimentos: 200

SANTA MARIA

10. Hospital Universitário de Santa Maria
Av. Roraima, 1000
Informações: (55) 3220-8544
Atendimentos: 100


FONTE: Zero Hora - Vida, 19/11/2013

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Portal de Periódicos celebra 13 anos com renovação de contratos



 

Por Natália Morato - CCS/Capes

           Em 11 de novembro, o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) completou 13 anos. Em comemoração a mais um ano de existência, aconteceu na última quarta-feira (13) a cerimônia de renovação dos contratos do Portal de Periódicos e a entrega do Prêmio Capes-Emerald.

           Durante a abertura do evento, o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, agradeceu o apoio do Governo Federal ao Portal de Periódicos. "Este instrumento permite maior capilaridade no acesso à informação. Ele permite que estudantes brasileiros vejam o que estudantes do mundo inteiro estão fazendo. Além disso, o Portal fez com que o número de revisões aumentasse, pois é possível que as revisões sejam feitas sem o receio de omitir referências."

Democratização
 
         O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, falou sobre a possibilidade de transformar o Portal de Periódicos em uma biblioteca digital pública, abrangendo, inclusive, a educação básica. "O Portal deve ser um instrumento para desenvolver uma sociedade do conhecimento. É preciso permitir que todos os estudantes possam pesquisar a ciência em tempo real. Isso aumenta a velocidade da produção científica, bem como a qualidade."

        Representando o ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o secretário nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Álvaro Toubes Prata, destacou a importância do Portal. "Não devemos subestimar a importância deste instrumento. Hoje já estamos acostumados com a ferramenta, mas é preciso lembrar que há dez anos, anualmente as instituições faziam negociações individuais para renovar seus acervos, com base em diversos quesitos, como orçamento. Hoje, temos um instrumento essencial que atende a população. Precisamos defender o Portal de Periódicos, pois até mesmo iniciativas consolidadas como essa correm o risco de serem desestruturadas. É preciso que o apoio continue para que possamos continuar renovando as assinaturas e aumentando o acervo."

Leia mais aqui

FONTE: Portal da Capes, 14/11/2013

Ciência sem fronteiras, inovações sem limites

O programa "Ciência sem Fronteiras", concebido pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e conduzido pelo CNPq, quer ampliar a ação de ciência e tecnologia e de inovação do Brasil a partir da presença de nossos jovens no exterior. Para isso está investindo no aumento do intercâmbio científico, entre as instituições de pesquisa do Brasil e de quase 30 países, gerando mobilidade internacional de nossos pesquisadores e estudantes.

O programa é uma plataforma de intercâmbio, em que se integram várias maneiras de interação entre a comunidade científica nacional e internacional, mediante a concessão de 101 mil bolsas de estudos. Com cerca de 26 mil delas, o CNPq está fazendo o que faz desde que foi criado 1950: mandar jovens pesquisadores para os principais centros de pós-graduação dos países desenvolvidos. Mas o impacto vai além. Outras 11 mil bolsas vão ser usadas com novos propósitos: atrair jovens pesquisadores brasileiros, já radicados no exterior, para voltar e trabalhar no Brasil; enviar pesquisadores brasileiros para projetos de desenvolvimento tecnológico e inovação no exterior; e trazer cientistas estrangeiros experimentados para atuar como "pesquisadores visitantes especiais" em nossas organizações de pesquisas.

A grande ousadia, entretanto, está no módulo "Graduação Sanduíche": 64 mil estudantes de graduação vêm sendo selecionados e enviados a centros universitários de todo o mundo para fazer parte de sua graduação em sistemas educacionais competitivos em termos de desenvolvimento tecnológico e inovação. Os impactos desse investimento serão ainda maiores porque, iniciados mais cedo, vão ter ampliada exponencialmente sua educação, com sua provável participação nos outros módulos já citados.

Dois anos passados e a execução do programa já é um sucesso. Glaucius Oliva, presidente do CNPq, informa que no início de outubro já haviam sido selecionados quase 55 mil candidatos: ou seja, na metade do prazo, 50% das metas cumpridas. Mais de 40 mil pesquisadores e estudantes já se encontram nos países escolhidos realizando o seu trabalho. Os demais aguardam apenas o trâmite da papelada.

Por experiência própria, nós, da Embrapa, não temos dúvida que também será um sucesso. Nos anos 1970 e 1980, a Embrapa enviou, para os principais centros de pós-graduação do mundo, mais de quatro mil pesquisadores de seus quadros, dos institutos estaduais e das universidades agrícolas, muitos recém-saídos da graduação. O resultado é conhecido. O Brasil e sua agricultura tornaram-se referências mundiais em pesquisa e inovação agrícola.

Aquele projeto nos ensinou que a inovação se dará em pelo menos três dimensões. A inovação tecnológica, a dimensão mais óbvia e visível, será decorrência das outras duas dimensões, a inovação pessoal e a inovação institucional, essas duas menos perceptíveis, mas mais profundas e duradouras em seus efeitos.

Imaginemos um jovem do módulo "graduação sanduíche". Após meses de imersão numa cultura diferente e, em vários aspectos, contrastante com a nossa, sofrerá uma aceleração no seu processo de amadurecimento intelectual e profissional e mudanças relevantes na sua compreensão da realidade e no seu juízo de valores. Terá novas, diferentes e maiores ambições de realização científica e tecnológica.

Ele alcançará a proficiência em um segundo idioma, o que vai lhe permitir explicitar-se melhor ante outros estudantes e pesquisadores internacionais e ser avaliado por eles. Muitos vão se articular e ser "adotados" por mentores e lideranças científicas internacionais, integrarão redes de pesquisa, serão convidados para os programas de mestrado e doutorado e, havendo condições, talvez trabalhem nessas universidades.

A maioria voltará para nossas universidades, organizações de pesquisa e empresas privadas de base tecnológica. A cada retorno, nesse ciclo de formação científica, suas habilidades, conexões internacionais e ambições expandidas fomentarão a revolução institucional necessária para que toda a cadeia produtiva de ciência e tecnologia do Brasil multiplique a sua competitividade e capacidade de inovação.

Os benefícios são inimagináveis. Se, no passado, apenas quatro mil jovens, centrados nas ciências agrárias e áreas correlatas engendraram a revolução agrícola tropical que o mundo aplaude, não é possível estabelecer limites para o que farão 100 mil jovens dedicados a cerca de 20 áreas do conhecimento, todas elas sabidamente "portadoras de futuro". É o que teremos: inovações sem limites.

*Maurício Antônio Lopes é presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)


FONTE: Jornal da Ciência, 18/11/2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Número de pessoas com diabetes aumenta 40% em seis anos



Apesar do crescimento no número de casos, internações no SUS decorrentes de complicações da doença caíram; pacientes podem obter remédio de graça por meio do Saúde não tem preço

             No Dia Mundial do Diabetes, comemorado nesta quinta-feira (14), o Ministério da Saúde divulga dados inéditos sobre a doença no Brasil e revela que o número de casos está crescendo. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012) revelou um aumento de 40% entre 2006, primeiro ano do levantamento, e ano passado. O percentual de pessoas que se declararam diabéticas passou de 5,3% para 7,4% no período.

            O avanço da diabetes está relacionado ao excesso de peso, à falta de exercícios físicos, à má alimentação e o envelhecimento da população. O Vigitel aponta que 75% do grupo de brasileiros convivendo com a diabetes estão acima do peso. Em 2012, pela primeira vez na história o número de pessoas com sobrepeso superou a metade da população, chegando a 51%.
            “Os hábitos de vida dos brasileiros sofreram uma profunda mudança nos últimos anos, que estão provocando o aumento de doenças crônicas como o diabetes. Temos trabalhado para preparar o sistema de saúde para lidar com este novo quadro, com ações como a ampliação do acesso aos medicamentos para controle das doenças. Por isso lançamos o Saúde Não Tem Preço, que distribui remédios de graça para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma, desde fevereiro de 2011”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
            Depois que a distribuição dos remédios se tornou gratuita, mais que quintuplicou o número de pessoas beneficiadas, saltando de 306,8 mil beneficiários em de janeiro de 2011, mês anterior ao início do Saúde Não Tem Preço, para 1,7 milhão em setembro deste ano. Ao longo do período, já foram 5,7 milhões de diabéticos que recorreram às unidades próprias do Farmácia Popular e às drogarias privadas conveniadas ao Aqui Tem Farmácia Popular para obter o tratamento gratuitamente.
           A expansão do acesso aos medicamentos contribuiu decisivamente para evitar uma escalada no número de complicações da doença. O número de brasileiros internados pela doença nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) caiu 17,4% - de 172,1 mil, em 2010, para 142,1 mil, em 2012. Com isso, a taxa de pacientes internados teve redução de 19%, de 90,26 internações para cada 100 mil habitantes para 73,3 atendimentos hospitalares a cada 100 mil.

EXPANSÃO DO DIABETES - Pelo Vigitel 2012, o diabetes é mais comum em mulheres (8,1%) do que em homens (6,5%). O estudo revela também a educação é um fator importante de prevenção: 3,8% dos brasileiros com mais de 12 anos de estudo declararam ser diabéticos, enquanto 12,1% dos que têm até oito anos de escolaridade dizem ter a doença.
O crescimento ocorreu em todas as faixas etárias, porém na faixa de 35 a 44 anos o aumento foi mais significativo: 26,6% de 2006 a 2012. No ano passado, o percentual de pessoas nessa faixa etária, que declararam ter diabetes, foi de 3,9%, enquanto em 2006 o dado foi 2,9%. Outra faixa etária de destaque foi a de 65 anos e mais que passou de 19,2% para 22,9%, de 2006 a 2012, respectivamente.
O Vigitel 2012 coletou dados nas 26 capitais e no Distrito Federal, ouvindo 45.448 pessoas. A capital com maior percentual de diabéticos é São Paulo (9,3%), seguido de Curitiba (8,4%), Natal (8%) e Porto Alegre (8%0). Os menores índices estão em Palmas (4,3), Macapá (4,9), Manaus (4,9%) e Porto Velho (5,0%).

ACADEMIA DA SAÚDEPara estimular a prática de exercícios físicos nas cidades brasileiras, o Ministério da Saúde incentiva municípios a implantar de polos com infraestrutura, equipamentos e quadro de pessoal qualificado para a orientação de práticas corporais e atividade física e de lazer e modos de vida saudáveis. Atualmente,308 academias já foram concluídas, um total de 2.866 projetos previstos para beneficiar a população de 2.259 municípios. Já foram repassados R$ 173 milhões.

Nos polos, os participantes têm acesso a práticas corporais e atividade física com orientação, promoção de atividades de segurança alimentar e nutricional, promoção da alimentação saudável; práticas artísticas e culturais (teatro, música, pintura e artesanato), práticas integrativas e complementares;educação em saúde; mobilização da comunidade.

SOBRE A DOENÇA – A diabetes é uma doença crônica resultante do desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Isso ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente nas células devido a uma resistência do corpo à ação dela (diabetes tipo 2). Quando um destes problemas com a insulina ocorre, a glicose deixa de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos níveis de glicose no sangue.
A principal característica da diabetes é a hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue), que pode se manifestar por sintomas como poliúria (excesso de urina), polidipsia (sede aumentada), perda de peso, polifagia (fome aumentada) e visão turva. Esses sinais e sintomas são mais evidentes no diabetes tipo 1. O diabetes tipo 2 em geral é mais “silencioso” e é mais comum na faixa etária dos adultos.

FONTE: Portal da Saúde, 14/11/2013 


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Novidades no acervo da Biblioteca

         Conheça os livros incluídos nos meses de outubro e novembro no acervo da Biblioteca.


 
 
SAFORCADA, Enrique; LELLIS, Martín de; MOZOBANCYK, Schelica. Psicología y salud pública: nuevos aportes desde la perspectiva del factor humano. Buenos Aires: Paidós, 2010. 291 p. (Temas sociales, 59). ISBN 9789501245592.   5 exemplares
 

 
 
RUIZ, Violeta. Organizaciones comunitarias y gestión asociada: una estrategia para el desarrollo de ciudadanía emancipada. Buenos Aires: Paidós, 2007. 165 p. (Tramas sociales, 26). ISBN 9789501245268.  4 exemplares
 

 
 
GARCÍA-VINIEGRAS, Carmen Regina Victoria. Calidad de vida: aspectos teóricos y metodológicos. Buenos Aires: Paidós, 2008. 142 p. (Tramas sociales, 47). ISBN 9789501245479.  8 exemplares
 
 
 
LÓPEZ-CABANAS, Miguel; CHACÓN, Fernando. Intervención psicosocial y serviços sociales: un enfoque participativo. Madrid: Sintesis, 2003. 287 p. (Psicologia social, 13). ISBN 8477385289.  7 exemplares

 
 
FERNÁNDEZ-BALLESTEROS, Rocío. Evaluación de programas: una guía práctica en ámbitos sociales, educativos y de salud. Madrid: Síntesis, 2001. 381 p. (Personalidad, evaluación y tratamiento psicológico, 20). ISBN 8477383111.  4 exemplares
 
 
 
SIERRA ALONSO, Isabel; MORANTE ZARCERO, Sonia; PÉREZ QUINTANILLA, Damián. Experimentación en química analítica. Madrid: Universidad Rey Juan Carlos, 2007. 161 p. (Ciencias experimentales y tecnología, 20). ISBN 9788497720502.  1 exemplar
 
 
  
GOODGLASS, Harold; KAPLAN, Edith; BARRESI, Barbara. Evaluación de la afasia y de trastornos relacionados. 3. ed. Madrid: Médica Panamericana, 2005. 91 p. Inclui CD-ROM; Tradução de: Boston diagnostic aphasia examination set. ISBN 8479037857.  8 exemplares
 
 
 
REMOR, Eduardo; ARRANZ, Pilar; ULLA, SARA (Ed.). El psicólogo en el ámbito hospitalario. Bilbao: Desclée de Brouwer, 2003. 863 p. (Biblioteca de psicología, 124). ISBN 8433018043. 4 exemplares

 
 TRISSEL, Lawrence A. Handbook on injectable drugs. 17 th ed. Bethesda: American Society of Health-System Pharmacists, 2013. ISBN 9781585283781.  2 exemplares
 

 
MERLETTI, Roberto; PARKER, Philip (Ed.). Electromyography: physiology, engineering, and noninvasive applications. Hoboken, NJ: John Wiley & Sons , 2004. xxii, 494 p. ISBN 0471675808.  4 exemplares
 

 
HORNBY, A. S.; TURNBULL, Joanna (Ed.) ... [et al.]. Oxford advanced learner's dictionary of currrent English. 8th ed. Oxford: Oxford University, 2010. 1796 p. Acompanha CD-ROM. ISBN 9780194799027.  3 exemplares
 

 
FISHMAN, Alfred P. (Ed.) et al. Fishman's pulmonary diseases and disorders. 4th ed. New York: McGraw-Hill Medical, 2008. 2 v. 1 exemplar
 

 
COE, Norman; HARRISON, Mark; PATERSON, Ken. Oxford practice grammar: basic with answer. Oxford: Oxford University, 2006. viii, 296 p. Acompanha CD-ROM. ISBN 9780194579780.  3 exemplares
 

 
McFADDEN, Christine. O livro do cozinheiro. Lisboa: Estampa, 2004. 144 p. Tradução de: Tools for cooks. ISBN 9723320142.  1 exemplar
 

 
 
AVIS, Kenneth E.; SHUKLA, Atul J.; CHANG, Rong-Kun (Ed.). Pharmaceutical unit operations: coating. New York: Informa Healthcare, 2008. 348 p. (Drug manufacturing technology series, 3). ISBN 1574910825.  1 exemplar
 

 
DUNCAN, Bruce B.; SCHMIDT, Maria Inês; Giugliani, Elsa R. J. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseada em evidências. 4. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2013. 1952 p. ISBN 9788536326184.
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Até 2035, deverá haver um déficit de 12,9 milhões de profissionais de saúde no mundo




              A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na segunda-feira (11) que faltam 7,2 milhões de profissionais de saúde no mundo e que o déficit subirá para 12,9 milhões até 2035, com graves implicações para milhões de pessoas. 

            As conclusões constam do estudo Uma Verdade Universal: Não Há Saúde sem Profissionais, divulgado pela OMS durante o terceiro Fórum Global sobre os Recursos Humanos da Saúde, que reúne mais de 1.300 participantes de 85 países, incluindo 40 ministros da Saúde, na capital pernambucana.
            Embora reconheça melhorias desde o último estudo sobre o assunto, em 2006, o documento indica que 83 dos 186 países com informação disponível, ou seja 44,6%, ainda não atingiram sequer o patamar mínimo definido pelo Relatório Mundial de Saúde de 2006, que prevê 22,8 profissionais de saúde qualificados por 10.000 habitantes.
           Outros 17 países (9,1%) ultrapassam o patamar mínimo, mas não atingem a meta da Organização Internacional de Trabalho (OIT), que aponta para 34,5 profissionais de saúde qualificados por 10.000 habitantes e há, ainda, 18 países (9,7%) que atingem essa meta, mas não o patamar dos 59,4 profissionais para 10.000 cidadãos.

           Do total, apenas 68 países (36,6%) atingem ou ultrapassam a última meta, revela a agência da ONU para a saúde. No relatório, a OMS alerta que mais grave é o que se prevê, já que as estimativas da organização apontam para um déficit global de 12,9 milhões de profissionais, incluindo médicos, enfermeiros e parteiras, até 2035.
           O motivo, segundo o documento, está no envelhecimento dos profissionais de saúde, que se aposentam ou deixam a profissão por empregos mais bem pagos sem ser substituídos, assim como o fato que poucos jovens entram no setor da saúde ou recebem a formação adequada.

            A situação é mais grave quando a tendência de queda dos profissionais que atuam no setor coincide com um aumento da procura, não só porque a população mundial continua a aumentar mas, também, porque é cada vez maior o risco de doenças não transmissíveis como as cardiovasculares, entre outras.
           Além disso, destaca a OMS, as migrações internas e internacionais de profissionais de saúde tendem a aumentar as desigualdades regionais. "As fundações para uma força de trabalho forte e eficaz na saúde para o futuro estão se corroendo diante dos nossos olhos por não estarmos correspondendo a formação de profissionais com a procura das populações de amanhã", diz a diretora-geral adjunta da OMS para os Sistemas de Saúde e a Inovação, Marie-Paule Kieny.
           Para evitar o pior, acrescentou ela, é preciso "repensar a forma como se ensina, como se forma, como se coloca e como se paga aos trabalhadores da saúde para que o seu impacto seja maior".
           Embora a Ásia seja a região onde se preveem maiores falhas em termos numéricos, é na África Subsaariana que o déficit se fará sentir de forma mais aguda, estima a OMS. A organização alerta que nos 47 países daquela subregião há apenas 168 escolas de medicina; há 11 países sem qualquer escola de medicina e 24 países têm apenas uma.
           Na Américas, 70% dos países têm pessoal de saúde suficiente para assegurar os serviços básicos de saúde, mas muitos países ainda têm dificuldades ligadas à distribuição dos profissionais, às suas migrações e à qualidade da sua formação. A OMS pede a todos os países, incluindo os mais desenvolvidos, que estejam atentos aos sinais de alerta, sublinhando que 40% dos enfermeiros nos países ricos abandonarão o setor na próxima década.
          Com uma profissão exigente e uma remuneração relativamente baixa, muitos jovens profissionais de saúde têm poucos incentivos para permanecer na profissão, alerta a organização.

 Da Agência Lusa

FONTE: Agência Brasil, 11/11/2013 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Eventos no Mês de Novembro



        O Congresso Internacional de Controle do Câncer na Mulher ocorre de 28 a 30 de novembro, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (Rua Ramiro Barcelos, 2.350). O evento tem como tema central a prevenção do câncer do colo do útero. 
        Faz parte da programação o Simpósio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que debate a campanha de vacinação contra o HPV.

        O público-alvo são médicos, enfermeiros e profissionais da saúde.

       
28, 29 e 30 de novembro de 2013
Local: Hospital de Clínicas - Porto Alegre / RS
Informações: \n
-->ageventos@ageventos.com.br -->Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. --> Inscrições: www.congressocancerfeminino.com.br 



          
                   O Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS realizará nos dias 27, 29 e 29 de novembro, o 15º Simpósito Internacional de Geriatria e Gerontologia.

                   A atividade ocorre no auditório térreo do prédio 50 da PUCRS (Av. Ipiranga, 6.681).  O evento é destinado a alunos e diplomados, professores, geriatras e gerontólogos.

                   As atividades ocorrem no auditório térreo do prédio 50 do Campus (Av. Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A programação completa está disponível no site pucrs.br/eventos/simposiogeriatria

                   Outros detalhes pelo telefone (51) 3336-8153. 

                

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Idade mínima recomendada para exame de próstata passa de 45 para 50 anos

 

Sociedade Brasileira de Urologia argumenta que há excesso de diagnósticos da doença que não se desenvolveriam 

 

             Em pleno Novembro Azul, mês em que são realizadas campanhas sobre a importância da detecção precoce do câncer de próstata, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) vai aumentar de 45 para 50 anos a idade mínima recomendada para que um homem procure um médico para fazer os exames rotineiros para diagnóstico precoce da doença. A nova orientação será anunciada no 34.º Congresso Brasileiro de Urologia, que começa no dia 16 deste mês, durante o lançamento de um livro que vai nortear a prática no país.
            No caso de homens de pele negra, obesos ou que tenham histórico familiar a recomendação também muda: a idade mínima para o monitoramento salta dos atuais 40 para 45 anos.O Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, nem sequer recomenda uma idade mínima para que o homem faça exames de rotina — o órgão é contra o rastreamento populacional e recomenda que o homem procure o médico somente quando tiver sintomas.
           Segundo Aguinaldo Nardi, presidente da SBU, 25 especialistas se reuniram para discutir os estudos existentes no mundo todo e as atualizações sobre essa prática. Ele diz que o "rastreamento oportunista" (quando o homem procura voluntariamente o médico para fazer exames a partir de uma certa idade) precisa existir como forma de prevenir a doença.
          — Todo homem com mais de 50 anos deve ir ao médico fazer os exames de PSA (proteína que, em níveis aumentados, pode indicar existência de câncer) e de toque retal — afirmou.

Mudanças 

         Segundo Nardi, a alteração na idade mínima será feita porque há um excesso de diagnósticos de cânceres de próstata que não se desenvolveriam de forma agressiva.
— São os chamados cânceres indolentes. O homem tem câncer, mas ele não chega a ser invasivo, não sai da próstata e se desenvolve tão lentamente que não traria problemas.
        Acredita-se que cerca de 20% dos tumores são indolentes — explica.
        O professor Carlos D'Ancona, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diz ainda que o excesso de diagnóstico leva a tratamentos desnecessários, que podem causar efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.
        O problema disso, reconhece Nardi, é que não existe um marcador de risco que aponte com segurança se o câncer diagnosticado no paciente será ou não agressivo. Por isso, foram estabelecidos critérios para definir qual seria o câncer indolente.
        — Se a biópsia da próstata apontar no máximo dois fragmentos alterados que estejam menos de 50% comprometidos e o resultado do PSA for menor do que 10, a suspeita é que esse será um câncer indolente — diz.
        Nesses casos, a indicação será monitorar o PSA a cada três meses e refazer a biópsia a cada dois anos.

 FONTE: Zero Hora , 7/11/2013